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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

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Tailândia: 8 anos depois

27.12.18

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Oito anos depois, voltei à Tailândia e, sim, muita coisa mudou!

O norte agora é turístico:

O turismo sempre foi uma grande fonte de rendimento para a Tailândia e o país sempre foi muito procurado, afinal é barato e com praias de sonho. Contudo, há oito anos, o norte não atraía tanta gente como agora.

Também muito por causa dos nómadas digitais, Chiang Mai está a rebentar de gente. A cidade está bem mais cara e cheia de cadeias de fast food. Uma pena.

 

Há um rei novo

Ser rei na Tailândia é uma coisa séria - tanta que buda vos livre se falam mal da família real. E, sim, isto foi em 2016, mas vê-se que o novo rei cheira  a novo e há fotografias dele em todos os cantos, que gritam necessidade de afirmação. Quem já esteve na Tailândia, sabe que sempre houve fotos da família real, mas agora a coisa supera.

 

Turismo mais consciente

Recordo-me de há oito anos ir fazer mergulho em Ko Tao e de ficar com o coração em lágrimas. Os barcos paravam mesmo em cima dos corais e uma pessoa, sem saber, saltava e tocava neles - tal significa a morte dos corais. Não havia muito cuidado, nem informação, nem interesse em preservar. Desta vez, deu para notar a diferença e as várias empresas parecem mais informadas e muito mais cuidadosas. Assim, sim!

 

Menos exploração animal

Seja para fazer festinhas em tigres acorrentados ou passear em elefantes que são açoitados, o que nunca faltou na Tailândia foi turista parvinho e a pagar com esse tipo de actividade. Hoje em dia parece haver mais informação e com isso, menos gente que vai atrás desse tipo de actividade.

Digo "parece", porque pareceu-me ver menos propaganda nesse sentido, porque turistas parvos e sem noção, continuam a existir. Por exemplo, foi só chegar  a Ayutthaya para ver que os passeios de elefante continuam populares. É que nem mesmo vendo o guia com uma foice na mão, com a qual vai batendo no bicho, as pessoas conseguem entender que não, andar de elefante não é uma boa ideia.

 

Os pobres estão menos pobres

A instabilidade política tem feito parte da Tailândia nos últimos anos. Um sem fim de governos militares e golpes - talvez por isso, o rei sempre tenha sido uma figura tão importante, pois permaneceu a única figura constante na vida tailandesa.

Adiante, a maioria dos tailandeses diz que a economia está mal (que é bem possível), que tudo está mais caro (que está) e que há menos trabalho (plausível); contudo parece-me também que há menos gente a pedir ou a dormir na rua.

 

A comida

Lembro-me que há oito anos, tudo me sabia bem. A comida tailandesa era incrível e tudo uma descoberta. Desta vez, pareceu-me tudo preparado para o palato dos turistas e bem, mas bem aborrecido. E isso, isso é triste.

 

 

7 Mitos sobre viagens

26.09.16

1. Fico em Portugal, porque lá fora é tudo mais caro

Esta ideia de que Portugal é barato é um mito e tem que morrer e JÁ! Lisboa, por exemplo, já está ao preço (de supermercado e de hostel) de Paris ou Londres. O Porto está a caminho e se pensarmos que na maioria das localidades não existem opções de hostel, então, viajar em Portugal não é assim tão barato.

Ainda este Agosto, fiz férias na Costa Alentejana e paguei mais aqui numa noite, do que na minha viagem ao Japão, por exemplo. Reservar o alojamento com antecedência ajuda (muito) a quem viaja com orçamento reduzido.

 

 

2. Viajar é caro

Obviamente que o conceito de caro e barato varia de pessoa para pessoa. Mas será mesmo caro? Há muitos países bem mais baratos do que Portugal - Tailândia, Marrocos, Indonésia (só para dar alguns exemplos de países bem turísticos e a bom preço) e hoje em dia com a loucura dos voos baratos é bem, bem fácil encontrar voos a preços bem económicos. E se falarmos dentro da Europa, hoje em dia sai mais barato apanhar um voo Lisboa Londres, do que ir de Lisboa a Beja.

 

 

3. O alojamento é caro

Acredito que sim, acredito que possa ser. A questão aqui é: quanto queres gastar? E depois pensar: como posso fazer para gastar menos? Precisas menos de um hotel XPTO e de um buffet com kilos de comida?

Opta pelo Coach Surfing, uma forma gratuita e simpática de arranjar hospedagem. Ficas em casa de locais, conheces mais da loucura local e ainda fazes amigos. Eu até no Irão fiz coach surfing e fui bem, bem feliz.

 

 

4. Isso de organizar viagens não é para mim

Vamos ser honestos: agências de viagens são caras e faz todo o sentido que assim o seja. Estamos a pagar a profissionais para que nos orientem a vida: do autocarro shuttle, ao hotel; sem esquecer da comida e de um guia. Entendo perfeitamente o bom das comodidades de viajar assim; no entanto, além do preço, há coisas que se perdem! Que coisas? O espirito de aventura. A capacidade de seres TU a organizar a tua viagem, definindo os teus tempos - é tão bom, estar num sítio onde somos felizes e dizer “que se dane, fico mais uns dias!”.

Hoje em dia há tantas ferramentas online para organizar viagens: o Trip Advisor, o SkyScanner, o Booking, que fica tudo mais facilitado.

 

 

5. Não tenho companhia

Entendo, mas (e eu acredito mesmo nisso) é bom que comeces a gostar de estar contigo! Carradas de gente vai entrar e sair na tua vida, mas tu serás a única constante na tua vida… brega? Um pouco! Mas é um facto.

Além disso, de viagem nunca estamos sós. Há sempre quem meta conversa, há outros viajantes e há em nós o maior disponibilidade para falar e contactar com os outros. Hoje em dia existem também mim fóruns online e grupos de Facebook sobre viagens, onde facilmente encontras companhia. Deixa os medos e os macaquinhos no sótão e VAI! Viajar sozinho é bom!

 

 

6. Só tenho férias quando tudo é mais caro, ou seja, Agosto

Sim, na Europa, Agosto é o mês das férias, logo, o mês mais caro. Mas não no resto do mundo ;) No Brasil, por exemplo, é Inverno. E há países onde nem existem as quatro estações, ou seja, há muito para explorar.

 

 

7. Tenho filhos, viajar com putos é um inferno

Eu, sem filhos, arrisco-me aqui a levar uma tareia dos pais e mães deste mundo. No entanto, não me parece que as crianças sejam uma razão para não ir. Pelo contrários. Vejamos. Os putos adaptam-se super bem às mais variadas situações. Mesmo no Camboja há hospitais e crianças que ficam doentes. Relativamente, àquele argumento do “ai a criancinha não se vai lembrar de nada” a minha resposta é sempre: “E?”. Os pais não contam? As memórias de família?

Há cada vez mais casais a viajarem com crianças, mesmo na Índia onde há problemas com água, era comum ver casais de viajantes com os miúdos atrás. Entendo que tem de haver uma maior logística, mas sim, pode-se e deve-se fazer. As crianças agradecem.

 

 

8. Não tenho dinheiro. Viajar é um luxo e coisa de rico

Seja, porque não se tem trabalho ou se recebe pouco, é normal que viajar não seja sempre uma prioridade. Todavia, muitas vezes, custa-me ouvir pessoas dizer que querem muito fazê-lo, mas não podem, por falta de dinheiro. No final do dia, é tudo uma questão de prioridades e ter objectivos bem definidos - aqui ficam umas dicas para poupar para viajar e também sobre como poupar durante as viagens.. Acreditem, eu, infelizmente, estou tão, mas tão longe de ser rica! 

As 10 cidades mais visitadas de 2016

23.09.16

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1. Bangkok, Tailândia

Bangkok é a porta para quem vai viajar na Tailândia, mas também para muitos viajantes que anda pelo Sudeste Asiático. Além de um turismo barato e pensado em mochileiros, a Tailândia tem imensas opções de viagens de luxo, a preços bem, bem em conta.

 

2. Londres, Inglaterra

Que surpresa, não é? Mais uma vez, Londres no ranking das cidades mais visitadas! A Londres, volta-se sempre!

 

3. Paris, França

Correcção: a Londres e a Paris, claro está! Mas se Londres ultrapassa os 19 milhões, Paris fica-se pelos 18 - coisa pouca! 4.

 

 

4.Dubai, Emirados Árabes

Centro de negócios, cidade megalomania das luzes e das 76 mil construções modernas. Nunca estive no Dubai, sem ser no aeroporto, mais imagino sempre como uma espécie de Disney para adultos. No entanto, o Dubai estará sempre no meu coração, pois nunca me vou esquecer da alegria que foi viajar na Primeira Classe da Emirates,de Bangkok para o Dubai.

 

5. Nova York, Estados Unidos

 

 

Para já, Nova York continua na lista de cidades que quero MUITO visitar. Até um dia, amiga!

 

 

6. Singapura, Singapura

Parece que já recebeu cerca de 12 milhões de habitantes este ano… e não, eu não conto!

 

 

7. Kuala Lumpur, Malásia

Mais uma cidade asiática na lista!

 

 

8. Istambul, Turquia

Apesar do aumento de ataques terrorista, Istambul continua no top 10 das cidades mais visitadas. Eu já lá vivi e, para mim, Istambul continua a ser uma das cidades mais bonitas, mas incríveis, mais espectaculares de sempre! Há uma empresa que se atribui a Napoleão, que resume a coisa: “se o mundo tivesse uma capital, Istambul seria a cidade escolhida”… esta é capaz de ser a única coisa com a qual eu e o Napoleão estamos de acordo!

 

 

9. Tokyo, Japão

… e agora estou nostálgica! Que saudades do Japão, da comida, daquele verde!

 

10. Seoul, Coreia do Sul

Um amigo falou-me tão bem, mas tão bem de Seoul, que desde aí uma cidade que me dava um pouco igual ao litro passou para a minha lista de viagens. Definitivamente, um dia irei ou espero poder contribuir para o número de viajantes em Seoul.

Guia para viajar na Tailânida

31.08.16

Foi há uns quatro anos que fiz a mochila e lá fui eu viajar pelo Sudeste Asiático. Na altura não tinha blogue e como desde o ano passado que parece que toda a gente quer ir e vai viajar para a Tailândia, resolvi escrever sobre a minha experiência e responder a todos de um vez, num post só.

 

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Tailândia: Quando ir?

Eu fui em Julho e Agosto, o mês das monções, ou seja das chuvas. Por aquelas bandas, não há Primavera, nem Outono, ou seja, ou chove e faz calor, ou faz calor ou faz um calor do caraças, daquele chato e húmido, bem desconfortável. As monções vão de Junho a Outubro e são meses de época baixa, o que significa menos turistas e preços mais baratos. É certo que chove (e bem), mas meus amigos o clima da Tailândia é tropical, ou seja, chove uma hora e meia hora depois já está tudo seco.  A melhor altura é entre os meses de Novembro e Fevereiro, mas as coisas são mais carotas. De Março a Maio é mesmo de evitar: CALOR!

 

 

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É caro?
Não, não é. A Tailândia é um destino barato. Há aqueles resorts fantásticos e de revista a menos de 30 euros por noite - e como tudo na vida: planear e reservar antecipadamente ajuda sempre. Todavia, sobre isso eu sei pouco. Eu sou pessoa que dorme em qualquer canto e mata baratas corajosamente e amiga do barato. Pobre.

Há quatro anos, em Pai paguei por um bungalow só para mim, com WC e uma cama de rede num terraço, 80 cêntimos. Em Bangkok, na rua dos mochileiros, Khaosan Road e sem nada reservado, consegui um quarto com casa de banho por seis euros - isto porque os mais baratos já estavam ocupados. Nos destinos paradisíacos, as ilhas do Golfo da Tailândia ou as famosas Phi Phi as coisas ficam um pouco mais caras, mas mesmo aí há mais opções de hostels e possibilidade de pagar 8 euros por noite, numa camarata com mais dez almas, por exemplo.

 

 

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Come-se bem?

Muito!. Eu comia quase sempre em restaurantes de rua, com mesas montadas no passeio, toalhas de plástico, uma cozinha ambulante montada no passeio e voilà: um delicioso Pad Thai, uma sopa quentinha, umas panquecas incríveis, uma carne beeem picante... por um euro (ou menos ou mais, o prato!). A comida de rua, não varia muito dos restaurantes, pelo que vi.

O meu critério? Cheira bem? Sim. Tem gente? Tem. Há Tailandeses a comer aqui? Há! Boooooora, se eles sobrevivem, eu também. Sem dramas, sem horrores ou indisposições e sempre feliz. Sobretudo com os sumos de fruta e a fruta vendida na rua - era incrível como a manga ou a papaia tinham outro sabor! Delícia.

 

 

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Viajar na Tailândia é difícil?

Nadinha. Há 87 mil agências, com os quais vale a pena negociar e viajar. O meu conselho é: definir uma rota, mas ser flexível, pois há sempre durante a viagem quem aconselhe o sítio A ou B ou há a vontade de passar mais dois dias de papo para o ar na praia ou a explorar a Natureza. Depois, procurem umas três agências LOACIS, informem-se e inclusive, tentem regatear um pouco. O turismo na Tailândia é.... massivo, digamos. E um dos pontos positivos é que viajar com uma agência LOCAL, sai mais em conta, além de que é mas prático.

 

 

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O que ver na Tailândia? O que fazer na Tailândia? O que visitar na Tailândia? Onde ir na Tailândia? Quantos dias?

Caaaalma. O primeiro é: do que gostas tu? As praias são lindas e a água é mesmo daquele azul. Todavia, a Tailândia é mais do que isso: há imensos templos (Budistas) para ver e onde se pode falar com os monges, aprofundar a religião, etc. No norte, a paisagem muda radicalmente. Um Brasileiro ou um Peruano, por exemplo, olham e encolhem os braços; mas um europeu, na minha opinião, não fica indiferente. Aquelas selvas tropicais, árvores enormes, folhas maiores do que eu...

Pessoalmemte, achei o Norte da Tailândia beeeem especial - e é bem mais barato do que o Sul e com menos gente! Eu visitei Chiang Mai, Chiang Rai e Pai e destas três, Chiang Mai foi a minha favorita. Todavia, foi em Pai, nos arredores, que pude explorar e dormir a selva, fazer rafting, nadar nos rios... incrível!

Se gostas de mergulho, aconselho tirar a licença de mergulhador em Ko Samui. Primeiro, porque sai mais barato na Tailândia do que em Portugal e depois porque há imensas escolas que se gerem pelos valores do turismo sustentável e nas quais se pode confiar. E, claro, o local: LINDO!!

 

 

 

Turismo e bichos

Falando em fazer bem as coisas: pelos vossos santinhos não montem em elefantes. Não vão ao Zoo fazer festinhas aos tigres, nem tirar selfies com macacos acorrentados. De uma vez por todas, não é suposto animais selvagens serem montados, fazerem truques de magia ou deixarem-se acariciar. Mais, a Tailândia tem um looongo historial de abusos de animais.

O meu local favoritos na Tailândia, foi perto de Chiang Mai e era um santuário de elefantes, que os compra aos donos que os destratam, proporcionando-lhes uma vida melhor. Aqui cada elefante tem a sua história: há-os cegos devido a agressões; coxos porque pisaram minas ou deficientes, devido a partos forçados,... No Elephant Nature Park, os elefantes andam por todo o lado, sem correntes e parecem realmente felizes! Foi aqui que descobri como são domesticados e é de uma violência extrema todo o processo, com o bicho ainda bebé a ser constantemente agredido. Sim, a tour de elefantes na Tailândia, foi possivelmente a actividade mais cara que fiz na Tailândia (e para os padrões tailândeses), cerca de 60 euros por um dia, mas valeu cada euro e é bom saber que estamos a pagar para um projecto com mérito.

 

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Turismo e crianças

É verdade que é muito difícil resistir a um puto a pedir-nos dinheiro - ainda mais, porque os putos são mesmo fofos e muitos deles até falam melhor inglês do que eu! No entanto, sejamos pragmáticos: lugar de criança é na escola. Sim, o dinheiro faz falta à família, mas quando é assim, apoiem uma ONG ou instituição(LOCAL) de apoio a menores; ofereçam-lhes uma refeição; comprem arroz, leite, fruta,... Caso contrário, será sempre mas proveitoso ter uma criança a trabalhar do que a estudar. Além disso, as crianças mentem (muitas são instruídas a fazê-lo) e nem sempre pela família, mas sim, por redes e pessoas que as exploram, ficando-lhes com o dinheiro.

 

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A Full Moon vale a pena?

Quem começa a planear uma viagem para a Tailândia, rapidamente se descobre a Full Moon Party. E "o que é a Full Moon Pary?" perguntam. Ora, mais não é que uma festa na praia. Uma festa enorme, que reúne os vários viajantes, sobretudo, mochileiros que andam a viajar pelo Sudeste Asiátic. É quase um ponto de encontro. A festa é na ilha de Ko Pha Ngan e celebra-se na noite de... Lua Cheia. É giro e é divertido, mas sinceramente não é nada do outro mundo. Ainda mais, porque uma grande parte dos viajantes que anda a mochilar na Tailândia e que vão a esta festa são gaiatos de 20 anos, alemães, canadianos, australianos, etc. que estão no seu Gap Year. E Ko Pha Ngan tem imensas festas, que se não apanhar a Full Moon, pode certamente ir à pré-Full Moon ou à Half Moon ou à New Moon - entenderam o esquema da coisa?|

 

 

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É seguro? Posso ir sozinho(a)?

Os Tailandeses são amorosos, educados e cordiais. Eu nunca senti medo e, acreditem, que eu até numa rua recta me perco. As pessoas são naturalmente curiosas e metem conversa. Além disso, há imensa gente a viajar sozinho na Tailândia e é muito fácil arranjar companhia para jantar, alguém para partilhar um tuk tuk e até para dividir a despesa do quarto do hostel. E para matar o tempo há livros para ler, passeios de bicicleta e MASSAGENS!!!!!  O pior da Tailândia é o turismo sexual - está por todo o lado, mas é ainda mais triste saber que o mais grave está entre portas, nem à vista está!

 

 

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Os países vizinhos

Além das praias UAU, o clima bom, os preços baratos, as pessoas fofinhas; a Tailândia está geograficamente bem posicionada, com o Cambodja mesmo ao lado (amei, amei) e também Laos - foi dos meus favoritos, possivelmente por ter estado muitos anos fechado a estrangeiros, é menos turístico e mais misterioso. E também mas desafiantes para um viajante. O mesmo acontece com a Birmânia. Aqui nao estive, mas parece que depois de anos de guerra civil e de instabilidade, começa a abrir portas e a receber cada vez mais turistas. E há ainda o Vietname, que não visitei por falta de tempo, mas que está na lista de países a visitar. Mover-se entre estes países é bem fácil, além de voos baratos das companhias low cost, há as viagens baratas das agências que atravessam fronteiras, seja de barco ou autocarro ou ferry ou minivan.

 

 

Os locais mais fotografados

04.06.16

Segundo o Instagram e em 2015!

 

1. Disneyland, Califórnia

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2. Times Square, Nova Iorque

 

3. Central Park, Nova Iorque

 

4. Torre Eiffel, Paris

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5. Walt Disney World, Flórida

 

6. Louvre, Paris

 

7. Estádio Dodger, Los Angeles

 

8. Píer de Santa , Califórnia

 

9. Madison Square Garden, Nova Iorque


10. Praça Vermelha, Rússia

 

E no resto da lista:

11. Universal Studios, Califórnia
12. Siam Paragon, Tailândia
13. Parque Ibirapuera, São Paulo (Brasil)
14. Yankee Stadium, Nova Iorque
15. Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque
16. Golden Gate Bridge – São Francisco, EUA
17. Brooklyn Bridge – Nova York, EUA
18. Empire State Building – Nova York, EUA
19. Disneyland Tóquio – Tóquio, Japão
20. Disneyland Paris – Paris, França

 

Claramente, nestas coisas do Instaram os norte-americanos são os maiores e dominam a lista. Da minha parte, valha-me Paris para ter estado em algum sítio. Também estive no Japão, mas não fui à Disney - e olhem que vontade até houve! Quanto à Tailândia, digamos que a última coisa que me dava vontade era de me enfiar num centro comercial nas minhas férias. Ou seja, também não tenho fotografias no local mais Instagram(izado) do país. É a vida!

Tigres retirados a monges Tailandeses

01.06.16

Recentemente falei aqui, sobre os passeios de elefante na Tailândia. Acho que a maioria de turistas e viajantes não está devidamente sensibilizando para as causas dos animais quando viajam. Os pandas são fofos, os elefantes especiais, os tigres lindinhos... mas acho que todos concordamos que não é suposto tirar fotos, pousar, montar ou "fazer festinhas" em nenhum destes animais! São animais selvagens e a domesticação nunca é um processo alegre e feliz. Pelo contrário, implica violência (muita), maus tratos e, na maioria das vezes, os animais estão dopados. Sendo assim por que razão as pessoas continuam a pagar para ser fotografadas ao lado destes animais?

Isto bem a propósito das notícias do Templo do Tigre, na Tailândia. Este templo é gerido por monges budistas em Kanchanaburi, onde vivem centenas de tigres. As autoridades acusam os monges de tráfico, reprodução ilegal dos animais e do uso indevido de drogas para os sedar. Obviamente que os monges dizem que não, não senhor, que não fazem nada disso. Mas ao ver determinadas imagens e vídeos sobre o que lá vai dentro, fica bem claro que a inocência não paira sobre o "convento", a começar pelas correntes, pelos tigres malabaristas e pelo modo como pousam para as fotografias. Pessoas, os tigres não fazem isto. Eles não são mansos, nem são de andar por trelas. São animais ferozes, selvagens, predadores, que em dias de fome... podem-nos comer!

Atenção, eu acredito que na sua inocência muitos monges acreditem que estão a fazer o bem e a cuidar dos animais. Acredito também que tenham uma profunda adoração pelos bichos, mas só isso não basta!

 

No ano passado foi fechado o zoo em Chiang Mai, também na Tailândia, onde os turistas a tirar fotos e a pousar com tigres eram uma prática comum.

Recentemente, li que no Zoo de Jacarta, na Indonésia, um dos maiores da Ásia, há tantos casos de maus tratos animais e problemas de higiene, que recentemente alguns activistas começaram a exigir que fossem feitas autópsias aos bichos depois de mortos. No estômago de uma girafa que morreu prematuramente encontraram 100 (acho!) gramas de plásticos.

E ainda este semana, um gorila foi abatido depois de um puto ter caído e ser agarrado pelo gorila. Também não me esqueço quando na Dinamarca, porque tinha leões a mais, acharam que o melhor era matar um e ainda dissecar o corpo do bicho, como se de um espectáculo se tratasse.

 

Obviamente que em criança fui ao Jardim Zoológico de Lisboa. Recordo-me da excitação e sei que foi um dia feliz. Mas hoje já não consigo encarar os jardins zoológicos com a mesma ligeireza. Sinceramente, já não consigo entrar ou pagar para visitar um zoo. Nem a um circo ou a espectáculos/actividades com animais no cartaz. Haja um pouco de consciência, pessoas! Até porque as imagens falam por si - roubei-as ao Google!

 

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ATUALIZAÇÃO:

Acabei de ler AQUI, que a Polícia encontrou num congelador cerca de 40 bebés tigres. Ainda não sabem porque guardavam as crias. E parece que além dos cadáveres dos bebés tigres, havia também restos de outros animais. Começo a duvidar MUITO da benevolência destes monges!

O ano sabático da filha do Obama

09.05.16

 

... e, claro, os ressabiados faceboquianos estão contra. Acham mal. Isso de um ano a viajar, é de "riquinha", para "quem pode". Parece que cheguei tarde a todo este mimimi, mas aqui estou!

 

Se pudesse agora voltar atrás e fazer algo diferente, sem dúvida que teria optado por embarcar num GAP Year. Se antes ou depois da universidade, eu não sei, mas com certeza que teria aproveitado para viajar sozinha durante um ano ou pelo menos seis meses, por esse mundo afora.

Nem vou aqui apregoar o bom ou o quão importante é viajar - riqueza sócio-cultural, capacidade de adaptação, conhecer novas pessoas, lidar com o imprevisto, independência, autonomia, confiança e, profissionalmente, a capacidade de abrir horizontes e até enriquecer o cv. Parece-me, isto, algo de senso comum. É pena que os Velhos do Restelo de sempre continuem a ver as viagens como um capricho ou um luxo.

Obviamente que fazer um Gap Year custa dinheiro. No entanto, não é uma actividade de elite e é bastante comum em vários países. Especialmente durante a minha viagem na Tailândia, conheci muitos jovens pré-universitários, de países como o Canadá, Alemanha ou Estados Unidos a fazer o seu GAP Year. A maioria deles, tinha trabalhado (bastante) para conseguir aquele dinheiro.
Recordo-me de uma rapariga alemã que desde os 14 anos que trabalhava em part-time em vários hotéis, a limpar quartos e a fazer camas, com o intuito de viajar. Ou do alemão de 19 anos, que juntou dinheiro durante dois anos e foi cinco meses para a Austrália, trabalhar num bar, para conseguir dinheiro para viajar durante seis meses pelo Sudeste Asiático. Em Portugal, são poucos os menores de 18 anos que trabalham, mesmo que sejam trabalhos de férias.
Ao contrário do que acontece nos nórdicos, assim como no Reino Unido, Alemanha ou Holanda,onde desde muito cedo se começa a trabalhar, inclusive para pagar os estudos. E se formos ter em conta ao dinheiro mal gasto que, salvo a redundância, gastamos, sem dúvida que podemos fazer muito para poupar para viajar.

 

A mim, resta-me o ano sabático. Quem sabe se um dia ganho coragem (e reúno condições) para pedir um aninho sem vencimento e andar a passear por esse mundo fora. Quando nestas férias viajei para a Indonésia, conheci uma portuguesa que estava a viajar durante um ano (já ia a meio) e que tinha pedido uma licença sem vencimento de um aninho... o sonho de uns, já é a realidade de outros!

A verdade é que nem que seja por este detalhe mínimo, como eu gostaria de ser também filha do Obama!