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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

De uma vez por todas: Não há racismo contra brancos

23.01.19

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RACISMO

1. Teoria que defende a superioridade de um grupo sobre outrosbaseada num conceito de raçapreconizandoparticularmentea separação destes dentro de um país (segregação racialou mesmo visando o extermínio de uma minoria.


in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
 
Vamos lá ver se entendemos isto: não há racismo contra brancos, ok?
Claro que há negros que não gostam de amarelos e verdes que não gostam de gente às riscas. Há até os que ofendem, mas injuriar e ofender não é igual a racismo.
É preciso entender que o racismo está profundamente ligado à sociedade e às estruturas de poder que a sustentam. Da escravatura, ao colonialismo à marginalização actual, é um facto que na nossa sociedade os negros têm menos oportunidades. Quem é negro e pobre tem maior dificuldade para romper o ciclo da pobreza. Também tem menos acesso à educação ou oportunidades profissionais, assim como a melhores salários.
Em Portugal, a maioria dos pobres são negros. As mulheres negras ganham menos e por aí fora. Ou seja, os números comprovam isto..
 
Ou seja: mesmo que um negro insulte um branco com um "és um copinho de leite do caralho" ou um  "branco de merda", esse branco, na sociedade em que vive, não terá menos privilégios, nem verá o seu poder diminuído. Essa ofensa, não lhe vai baixar o salário, por exemplo. 
É que quando falamos de racismo, temos de falar também disto: de privilégios. Coisas e aspectos da nossa vida para as quais nós nada contribuímos, mas que nos dão vantagem. Ser branco é uma delas. Tal como entre ser homem branco ou ser mulher branca, claramente, o privilegiado na nossa sociedade é o homem.
 
Claro que há negros idiotas (como os há em todas as raças), assim como há os que são ricos e presidentes (também os há em versão de outras cores), assim como os que não gostam de brancos (nem de gays ou de fadas). Contudo, quando se discute o racismo e o que é o racismo, a questão não é essa. Falamos de poder e da forma como a sociedade está organizada. 
 

Queixas de racismo e xenofobia aumentam em Portugal

23.08.18

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Foto de JOSÉ COELHO/LUSA

 

 

Diz o Público que as "Queixas de racismo e xenofobia batem recordes em Portugal" e que desde que a nova lei de combate à discriminação entrou em vigor, em Setembro, foram feitas 207 queixas, que são mais do que todas as queixas de 2017. 

Obviamente que em termos de condenações, segundo Público, estas são quase inexistentes. Condenaçõe essas que se traduzem em multas, nada mais. Sendo que o valor mais alto é de 8 mil euros. De facto, sai barato ser racista em Portugal.

 

Há mais racismo e xenofobia em Portugal?

Não, simplesmente há cidadãos mais informados, conscientes e que não estão para aturar as m****s dos outros e fazem valer os seus direitos.

Porque, que há racismo e xenofobia em Portugal, disso não há dúvidas. Basta pensar num país com uma população tão diversa como Portugal, quantos jornalistas ciganos existem? Ou deputados negros? Ou presidentes da junta de origem indiana? Ou actores chineses? Ou donos de empresas romenos?

 

Vamos lá falar de racismo (outra vez)

11.01.18

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Obviamente que isto vem a propósito do menino negro e da camisola da H&M com a mensagem "coolest monkey in the jungle", mas sobretudo de muitos comentários que tenho lindo por essa Internet fora.

 

Primeiro ponto: a H&M!

Não, não acredito que tenha querido ser racista, mas isso não quer dizer que não o tenha sido. Esta campanha é, para mim, o resultado de uma empresa onde claramente quem tem ideias e quem decide são brancos.

 

E é aqui que entram as opiniões alheias, porque não, a imagem não é inocente; nem, não, o racismo não está apenas nos olhos (maldosos) de quem o vê.

É preciso entender que o racismo existe. O racismo discrimina, fere e mata - sim, em Portugal também, apesar de vivermos num país onde preferimos olhar para o lado e afirmar de boca cheia que “os Portugueses não são nada racistas” (deixem-me rir!).

 

Não interessa aquilo que vocês (pessoas bonitas e maravilhosas e não racistas) viram ou sentem. É maravilhoso saber que vocês, seus lindos, apenas vêm um menino fofo e que até chamam "macaquinho" ao vosso primo de 6 anos, por ser irrequieto. Mas isto, desculpem, não é sobre vocês!

 

Durante anos e séculos, os negros foram comparados e chamados de macaco de forma a rebaixá-los e a inferiorizá-los.

Em Itália, atiraram uma banana a uma deputada negra.

Num jogo de futebol, atiraram uma banana a um jogador negro.

Continuo? É que tudo isto não aconteceu depois de Pedro Alvares Cabral chegar ao Brasil. O racismo estrutural no mundo onde vivemos é tão forte que várias estatísticas provam que pelo mesmo crime, um negro tem mais probabilidades de ir preso do que um branco! E de ser parado pela polícia e de ser morto! E…

 

Agora imaginem-se que são mães e pais, certo? Imaginam que têm de se preocupar em não mandar bananas na lancheira do vosso filho ou com a roupa que ele veste (não vá ele ser confundido com um bandido) e outras coisas. Não ter que passar por isso é um privilegio. Sim, nós brancos somos privilegiados. Por isso, em vez de defenderem a H&M vão estudar; vão falar com negros, discutam o tema, eduquem-se!

Portugal reconheceu injustiça da escravatura quando a aboliu, disse Marcelo

13.04.17

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E tudo graças ao Marquês de Pombal! E o Presidente da República ainda disse mais! Ele disse "(...) essa decisão do poder político português foi um reconhecimento da dignidade do homem (...) Nessa medida, nós reconhecemos também o que havia de injusto e de sacrifício nos direitos humanos"

 

Ai este Marcelo tão brincalhão! Um maroto!

Chateia-me tanto, mas tanto esta coisa Portuguesa do passado glorioso, com tão pouco espaço para culpabilização e análise e consciência! Comecemos pelo facto de que a escravatura em Portugal só foi abolida em 1878, tendo depois arrastado num processo de colonização que durou até 1974! Só para a Baía, Portugal levou mais de 1 700 000 milhões de pessoas que, obviamente, escravizou! Agora somem os outros milhares que chegaram a outras cidades Brasileiras, sem esquecer no resto das colónias. Crê-se que mais de 12 milhões de pessoas foram escravizadas pelos Portugueses, Ingleses, Espanhóis, Holandeses e por aí fora! Só isso é mais do que um Portugal inteiro! E depois somem os milhares que morreram pelo caminho!

 

Para o senhor presidente bastou abolir a escravatura para ficar tudo bem e Portugal e o mundo deixar de ser um lugar racista. Como se ainda hoje, o racismo não fosse um problema e um travão ao desenvolvimento destas nações. Menos saudade, menos império, menos "Viva Portugal" e mais noção e espirtio de auto-crítica.

 

 

Racismo na África do Sul

04.04.17

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Gostei tanto da África do Sul, que continuo a pensar em viver lá. Entre outras coisas, há uma que me faz repensar o plano: o racismo.

 

Comecemos pelo início. Ainda antes do Cabo das Tormentas passar a Boa Esperança, havia vida e comércio na África do Sul. Quanto ao Vasco da Gama e aos Portugueses, parece que acharam mais piada a Moçambique e pararam pouco por aquelas bandas - ainda assim, naufragaram umas quantas vezes, negociaram muitas pessoas escravizadas e outras coisas mais!

Já os Holandeses fizeram de Cape Town (a Cidade do Cabo em Português) um porto gigante e um mercado ainda maior, onde os barcos paravam e abasteciam antes de seguir caminho. Para manter a coisa a funcionar, trouxeram da Indonésia milhares e milhares de pessoas que, obviamente, escravizaram. Outras milhares nunca chegaram a ver Cape Town, morrendo pelo caminho ou, o extremo acto de rebeldia, suicidando-se!

 

Mais tarde, os Ingleses dão uma tareia aos Holandeses, ficam a dominar a coisa e mais de 15 mil pessoas são trazidas da Índia - também para ser escravizadas, obviamente.

Esta misturada reflecte-se em Cape Town de várias formas: comida Índia boa, bairros super coloridos, metade da população é muçulmana e há pequenas mesquitas por toda a cidade. 

 

Depois veio a caça ao ouro e depois, quando a coisa devia melhorar, no final da II Guerra Mundial, só piorou. Veio o Apartheid e a África do Sul passou a ser um país, onde a segregação racial era lei, estando assente na divisão de quatro grupos. Os brancos, que nem a 10% da população eram e que podiam tudo e os outros, que não podiam nada, nem votar! Os outros três grupos eram: os misturados, ou seja, pessoas mais ou menos brancas. Os Indianos, que eram todos aqueles com traços asiáticos, não importava se vinham da Índia, da China ou do Japão, era tudo igual! E, no último grupo, estava a maioria da população: os negros. Durante o Apartheid existia uma comissão que definia o grupo de cada um, medindo cabelos, avaliando tons de pele e escrutinando narizes e rabos alheios!

Cada pessoa, aliás os não brancos tinham, por lei, de andar acompanhada dos seus papeis de identificação; havia hora de recolher e zonas das cidades onde não podiam entrar - ou viver! Os brancos podiam tudo: votar, ficar com as terras do vizinho não-branco - ainda hoje há gente a tentar recuperar casas e terras!  Aos não-brancos eram-lhes destinados hospitais com menor qualidade, menos médicos, nas escolas aprendiam cursos/trabalhos técnicos - aliás, muitos conseguiram fazer cursos universitários, porque estuvam por correspondência em universidades estrangeiras. E, claro, quem não era branco viva no gueto.

Estamos a falar de um sistema que durou até 1994! Sim: 1994! E mesmo assim, em 1994 houve um referendo, com cerca de 40% (dos brancos) a dizer que era melhor a coisa continuar como estava!

 

Mandela é um símbolo do Apartheid. Sobretudo, porque depois de passar 27 anos preso, saiu apelando à paz e à reconciliação. A teoria dele era simples: “se ele podia perdoar, os outros também”! Não sei se já viram algum vídeo de Nelson Mandela, mas ele é muito poderoso. Tem carisma, tem voz, tem… é o maior! Além disso, era um homem que gostava da vida: de comer, de dançar, de rir e eu valorizo essa gente!

 

Hoje em dia na África do Sul, não há Apartheid, há até um sistema de quotas determinado a tentar restabelecer o equilíbrio laboral. No entanto, a divisão é clara. Acho que só vi um branco a pedir dinheiro e, claramente, tinha algum problema mental. Quem serve à mesa são os negros, assim como quem trabalha no supermercado, quem limpa as ruas e, claro, quem limpa as casas e cuida dos jardins. Nos cafés e restaurantes hipsters, os brancos são os únicos a consumir.

Demoramos mais de duas semanas para entrar num restaurante onde negros e brancos serviam e comiam. Só se vê meninos negros a ir a pé para a escola. Os brancos têm empregadas domésticas negras, a quem por lei pagam 1,10€ à hora - a África do Sul tem um custo de vida muuuuito próximo da Europa. E quando falamos de empregadas domésticas na África do Sul, falamos daquelas empregas à antiga, de farda e que trabalham ao fim-de-semana. Algumas vivem até na casa dos patrões.

Muitos dos brancos que conhecemos na África do Sul evitam o tema e muitos e, pareceu-nos, vivem na sua redoma e mal conhecem o bairro onde vivem. Recordo-me que em Cape Town, nos recomendarem um super-mercado super longe, porque não havia nada perto. Para depois descobrirmos que a cinco minutos de casa, havia imensas lojas e mercearias... e estamos em 2017! 

 

 

Guia para viajar na África do Sul

Fui à África do Sul e pensei

27.03.17

Fi 

áfrica do sul línguas oficiais

 

Passei três semanas felizes a viajar pela África do Sul. Voltei no domingo e não sei se a coisa entranhou ou se ainda estou anestesiada da euforia, mas bem que podia deixar tudo e voltar. E viver. O país é lindo e outros adjectivos mais. Na memória, tento reter a imensidão! Paisagens infinitas, terra sem fronteiras, oceanos sem terra à vista. E não é uma vastidão que nos engole, é uma imensidão que nos abraça. Aqui ficam alguns pensamentos destas últimas semanas.

 

“Do aeroporto de Cape Town ao centro: pior que favelas, bairros de lata! “

 

Da série escravidão, o Apartheid e o racismo em 2017:

“Brancos que vivem em bolhas, sempre de carro e que nem sabem dos supermercados e restaurantes que têm a cinco minutos de casa.”

“Empregadas domésticas de uniforme e que trabalham ao fim de semana. Ganham 1,10 euros à hora. Negras, obviamente!”

 

“Bo Kaap é fofinho.“

 

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“Uma pessoa vai à Table Mountain a pensar que é só mais uma atracção turística demasiado valorizada e sai esmagada! Incrível!“

 

Da série escravidão, o Apartheid e o racismo em 2017:

“Tantas mesquitas em Cape Town. Como é que é possível? Ah, pois, milhares de pessoas escravizadas trazidas da Indonésias pelos Holandeses.“

“Comida Indiana como na Índia em Cape Town. Como é que é possível? Ah, pois, milhares de pessoas escravizadas trazidas da Índia pelos Ingleses.“

 

De carro pela costa Oeste – e mais tarde pela Garden Route:

“Quero viver aqui. Não aqui. Esqueçam: vai ser aqui! Não, melhor aqui... ou talvez aqui”.

 

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“Ele há coisas... Pinguins em África! Senhoras e senhores e Darwin: apresento-vos o Pinguins Africano!”

 

“Fui à procura do Adamastor!”

 

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“Mau! Primeiro é o Viriato que não existe, agora é a descoberta que não é no Cabo da Boa Esperança que se juntam os oceanos Atlântico e Índico, mas sim no Cabo Agulhas!”

 

“Como assim não há baleias? Como assim só podem ser vistas entre Junho e Dezembro? Eu quero baleias!”

 

Numas vinhas perto de Hermanus, depois de ser atendida por uma empregada suuuuuper simpática e já bem tocada pelo vinho, que terá bebido por causa do trabalho - ela faz mostras de vinho:

“Como é que eu nunca pensei antes em trabalhar numa vinha? Vou deixar o meu cv!”

 

No Cabo Agulhas, o vento é tanto que:

“O Adamastor existe e vive aqui!”

 

“Gosto de carne de avestruz.”

 

“Talvez pudesse mesmo deixar tudo e viver aqui!”

 

“Na África do Sul não há carne má. Nem vinho!”

 

“Mas será que cada vez que venho à praia começa o vento?!”

 

“Quatro horas armada em Lara Croft para ver focas ao longe – onde elas devem estar!”

 

“Um elefantes!! Outro!! E mais um e mais outro!! E zebras! E impalas! LINDOOOOO!”

 

Na estrada, um polícia manda-nos parar todo sorridente e depois de muito bla bla bla, diz que nos vai multar e pede-nos quase 60 euros. A conversa foi mais ou menos isto:

Polícia - "Parece-vos muito? Quanto é que vocês acham que devia ser?"

Eu - "Nós decicimos? É muito, sim, mas se tem de ser.... Como não temos dinheiro, temos de ir à esquadra pagar. Passe a multa que nós vamos lá."

Polícia - "É muito longe! Melhor pagar aqui! Quanto é que querem pagar?"

Eu - "Se é a lei nós pagamos, mas estamos mesmo sem dinheiro e teremos de ir à esquadra!"

Polícia - "Parece que é mesmo um bom dia e é o vosso dia de sorte, podem ir sem multa!

 

africa do sul turismo

“Que piroseira uma estátua de uma girafa à porta de casa! Está-se a mexer!!!! É verdadeira!!!”

 

"Viagem, viagem. Viagem, viaaaaaagee!"

 

Na costa Este, Wild Coast:

“Os contrastes e antónimos na África do Sul: branco/negro; oeste/este; litoral/interior; rico/pobre!

 

Da série escravidão, o Apartheid e o racismo em 2017:

“Meninos que vão para a escola a pé. Meninos de 5 anos que vão sozinhos pela auto-estrada para chegar à escola. Meninos que levam os livros em sacos plásticos, porque não têm mochilas. Meninos negros, obviamente!”

 

Da série escravidão, o Apartheid e o racismo em 2017, em Durban e a quase duas semanas de viagem:

“Finalmente um restaurante com brancos e negros a trabalharem e brancos e negros sentados à mesa!”

 

No Kruger, a maior reserva natural da África do Sul, onde se podem fazer safaris conduzindo o próprio carro e ver os animais no seu habitat natural:

“Raios, esta coisa é do tamanho da Bélgica!”

 

kruger park preços

“Vi leões. Vi elefantes. Vi búfalos. Vi rinocerontes. Vi UM leopardo. Vi os Big Five!”

 

“Um safari deve ser tipo ter um filho! Quando a criança nasce a alegria é tão grande que as mães se esquecem das dores, enjoos, inchaços e algumas até repetem a dose! Nos safaris todos falam da alegria de ver os bichos, mas ninguém fala que se pode estar uma hora ou mais até que algo aconteça!”

 

“Que se lixe, deixo tudo e venho viver aqui!”

 

"Quase três semanas de viagem na África do Sul e 4 046 km de carro! Por la carretera...!

 

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Em Joanesburgo no Museu do Apartheid, a confirmação:

 “O Mandela foi o maior!”

“O ser humano é mesmo estúpido!”

 

Teste: És privilegiado(a)?

20.06.16

O Buzzfeed Espanha criou este teste espectacular, para medir o grau de privilégio de cada um.

A maior utilidade do teste é pôr-nos a todos a pensar em situações de discriminação que ocorrem diariamente: já alguma vez fui discriminada por ser mulher? Será que a minha religião influencia sobre o que os outros pensam de mim? Devido à minha raça tenho menos opções de trabalho? Alguma vez menti sobre a minha orientação sexual para ser aceite ou evitar problemas? Lido bem com o meu corpo? Aceito a minha personalidade?

Mais do que reflectir sobre possíveis preconceitos, entre outros aspectos da personalidade de cada um, o teste obriga-nos a "pôr-nos nos sapatos dos outros" e a pensar "ah pois, isto acontece" ou "pois, deve ser lixado".

Fiz o meu teste, cujo resultado foi:

 

"¡Tu marcaste 56 de 88 en esta lista!
Tienes bastantes privilegios. Has tenido algún que otro obstáculo en tu vida pero en general ha sido todo bastante fácil. No es malo, tampoco es algo de lo que debas sentirte avergonzados. Pero deberías ser consciente de tus ventajas y trabajar para ayudar a otros que no las tienen. Gracias por comprobar tus privilegios."

 

Nada que eu não soubesse! Eu sou branca e não me venham cá com a história do "não há racismo (em Portugal/na Europa/no mundo", porque só quem não tem amigos negros pode fazer esse tipo de comentários. Mais, sou privilegiada porque tive a sorte de nascer numa família, que mesmo não sendo rica, me possibilitou várias oportunidades, como ir à escola, fazer universidade e até estudar fora do país. E, o que também ajuda muito, sou heterossexual, ou seja, o única armário sempre esteve sem monstros ou fantasmas, nem dúvidas existenciais.


Acho que só não consegui mais pontos, porque me revi em algumas situações de machismo. Muitas, de forma mais extremada ocorreram na minha viagem ao Irão. Siiiiiiiiim, eu sei que há muito machismo em Portugal e no meu prédio de certeza que também. Eu sei que o machismo fere e mata diariamente, mas lá está, eu sou uma privilegiada. Antes sempre que algo acontecia, eu não avaliava a situação, em função do meu género. Pensava apenas "é estúpido!" e seguia caminho, não era tão consciente dessa diferença de género, nem tão sensível ao tema. Cresci. Hoje, mesmo sendo privilegiada, sou mulher e trabalhadora, sei bem o que é ver homens a ganharem mais do que eu e de como é difícil ser levada a sério ou chegar aos 30 e avançar na carreira, porque (já se sabe) podemos parir a qualquer momento!

 

E tu, quanto é que tiveste no teste? Podes fazê-lo AQUI.