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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

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Morreu Aretha Franklin, a última das incríveis 

16.08.18

Aretha Franklin morreu.jpeg

 

Há cerca de meia hora que o homem me disse “a Aretha está no hospital muito mal”. E, agora, acabo de ler que ela morreu. Passei a última hora a escutá-la.

Entre as minhas cantoras favoritas de todos o sempre e tempo estão a Elis Regina e a Billie Holiday, porque mais que cantoras, eram também interpretes. Elas cantavam e viviam aquilo. As interpretações eram mesmo dramáticas, trabalhadas, cheia de sentimeno! Acredito que além de um talento especial, são cantoras que foram marcadas pela sua história de vida e que conseguiam trazer essa emoção quando cantavam - ainda conseguem, mesmo depois de mortas.

Para mim, a Aretha Franklin encontra-se também neste grupo.

Um grupo de mulheres cantoras, com um voz incrível, uma presença e um carisma únicos e com uma capacidade de interpretação fora do comum.

Tudo isto, reforçado ou marcado por historias de vida únicas. No caso da Aretha Franklin, ela cantava desde a adolescência. Era do tempo em que brancos e negros não usavam nem a mesma casa de banho. E nem mesmo ela, se livrou das mãos de um marido/agente violento e abusivo. Ou da depressão.

Posso estar errada, mas acho que não há mais cantoras assim como ela. Ela fecha a porta e não há nada mais que se compare. Porque. Sem grandes luzes ou fogos de artificio. E isso hoje em dia seria impensável!

Leve Como Uma Pena

20.04.18

Que coisa tão, mas tão maravilhosa! Bacalhau a presidente - mas a cantar! Sempre!

 

Leve Como Uma Pena
Ana Bacalhau
Letra e Música: Jorge Cruz


E olha ao longe a praia
O bote aguentou
Bom vento sopra forte
Que é pra lá que eu vou

Formosa e segura
Venha quem vier
Finalmente livre
Sem nada a temer

Uns dizem que não posso
Outros que não sou capaz
Se aprovam ou reprovam
A mim tanto faz

Passou a tempestade
O momento chegou
É hora
De mostrar quem eu sou

Até podem rogar-me pragas
Ou lançar-me às feras
Insistirem em encaixar
Onde eu não couber
Já não vou ficar mais pequena
Podem atar meu mundo à perna
Para me ver aos tombos
E apoiar-se nos meus ombros
Que eu sinto-me leve
Leve como uma pena

O medo atrapalha
A ilusão confunde
A obra boquiabre
Aboca meio mundo

E se o que eu for, for feito
E o que eu fizer for meu
Pode não ser perfeito
Mas há de ser eu

Cairam rios de chuva
O vento uivou lá fora
A pouco e pouco o temporal
Foi acalmando agora
Já só falta uma nuvem
Para o sol brilhar
É hora de por isto a andar

Até podem rogar-me pragas
Ou lançar-me às feras
Insistirem em encaixar
Onde eu não couber
Já não vou ficar mais pequena
Podem atar meu mundo à perna
Para me ver aos tombos
E apoiar-se nos meus ombros
Que eu sinto-me leve
Leve como uma pena

Dias e dias
Carregando um fardo
Que afinal não era meu
À procura de uma resposta

E a resposta
A resposta
Pelos vistos
A resposta sou eu

Até podem rogar-me pragas
Ou lançar-me às feras
Insistirem em encaixar
Onde eu não couber
Já não vou ficar mais pequena
Podem atar meu mundo à perna
Para me ver aos tombos
E apoiar-se nos meus ombros
Que eu sinto-me leve
Leve como uma pena

Leve, leve
Olha agora sinto-me leve
Leve, leve, leve
Como uma pena
Leve, leve
Olha agora sinto-me leve
Leve, leve
Leve como uma pena

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Não contem a ninguém, mas eu gosto da canção da Eurovisão

21.04.17

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Nunca liguei nada à Eurovisão - nasci em 1986 e acho que isso explica muita coisa. Ainda assim, sei muitas músicas do Festival da Canção, porque tenho uma mãe que cantaroleia muito em casa. Entre as minhas favoritas estão a do Paulo Carvalho, o E depois do adeus; a Tourada do Fernando Tordo ou a Festa da Vida do Carlos Mendes. O Sol de Inverno da Simone é das canções mais lindas de sempre e a Madrugada de Duarte Mendes, uma das mais belas e menosprezadas músicas de sempre! Depois há aquelas que são sempre canções felizes. Isto é canções que não são geniais, mas que todos cantamos e nos fazem rir. Tipo o Conquistador, o Ele e Ela ou o Amor d’ Água Fresca. Canções das Doce ou do Carlos Paião. Dito assim, parece que sei alguma coisa sobre o festival, mas a verdade é que da minha geração, sem ser a Sara Tavares (tão fofinha) e a Lúcia Moniz e o cavaquinho não sei de nada mais. Na verdade, nunca vi um festival do inicio ao fim. 

 

Só comecei a "acompanhar" a coisa quando vivia em Madrid! Os espanhóis são LOUCOS pelo festival da canção e ainda há toda uma geração mais nova que acompanha a coisa e vibra com aquilo. Lembro-me que não via o festival, porque nem TV tinha, mas dias sempre, havia sempre alguém (aka um espanhol) que ia buscar o computador e lá parava tudo para vermos vídeos da Eurovisão. Era um fartote.

 

Agora já não vivo em Madrid. Em Berlim, parecem todos tão interessados no Festival da Canção como eu na pesca dos gambuzinos. Na verdade, tinha-me até esquecido, até que…

 Até que lá vieram os meus amigos de Espanha com o “me encanta la canción de Portugal!”. Um deles fez-me logo o filme todo, que era dos Ídolos e jeitoso e que estava no top das apostas. Quando me disse que era o irmão da Luísa Sobral, torci logo o nariz, pois não gosto muito do género, nem da voz. Gostos, nada mais. Adiante: não é que ouvi o raio da canção do Salvador Sobral e gostei?! Mas gostei mesmo. Além disso, ele parece-me ter carisma e presença. Até me dá pena que tenha de ir ao Festival da Canção, pois acho sempre que aquilo não dá carreira a ninguém. Mas que se dane: vai Salvador! Dá cabo deles!