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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

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Sobre o Abducted in Plain Sigh da Netflix

15.02.19

Abducted in Plain Sigh da Netflix.jpg

 

Pessoas, preciso de desabafar sobre o "Abducted in Plain Sigh" da Netflix.

Se ainda não viram, vão-se embora, VÃO-SE EMBORA, porque eu vou spoilar à força toda! Isto, porque eu preciso de desabafar e abrir o meu coração. Vi isto sozinha e ainda não digeri.

O "Abducted in Plain Sigh" é um documentário que está na Netflix, mas que não foi produzido pela própria. Na verdade, o nome original é "Forever B".

Conta a história de uma família, que vê a filha (Jan Broberg) de 12 anos, raptada duas vezes e que é violada e manipulada pelo vizinho/melhor amigo. 

A própria forma que levou o tal B. a convencer a miúda a estar calada sobre os abusos é de LOUCOS: uma invasão de aliens e ela, qual Virgem Maria, a ter que ter um filho com ele para salvar o mundo. Obviamente que até à concepção, haveria que copular MUITAS tentativas. Isto durou até aos 16 anos da Jan, a menina. E é completamente atroz. Só esta parte, já valeria o documentário. Até porque ele não se limitava a inventar a história. Ele dramatizava a coisa, com músicas, acessórios, etc. Além disso, ela era uma miúda de 12 anos e ele como um segundo pai e nos anos 70, como não acreditar nele?

Contudo, este é o detalhe mínimo da história.

Pelo meio, há dois raptos da mesma miúda, pelo mesmo homem. Sim, DOIS raptos!

Mas há mais: os pais deixaram o vizinho durante quatro ou seis meses (já nem sei ao certo), dormir no quarto da filha, quatro vezes por semana, porque "ai e tal, ele estava a fazer um tratamento"!

As bombas não terminam aqui. Ora o pai que admite que masturbou o tal B. Ora a mãe tem um caso tórrido com ele! Isto, depois de ele já ter raptado a miúda uma vez. Note-se que da primeira vez, ele levou-a para o México, onde CASOU com ela (recordo que ela aqui tinha 12 anos!!) e depois chegou a pedir aos pais uma autorização para casar com a miúda nos EUA. Mesmo depois disso (e anos depois), a mãe põe a filha num avião para ela o ir visitar - é aí que se dá o segundo rapto!!

O mais repugnante é a forma como a mãe falo do caso com o B, como se tivessem sido os melhores anos da vida dela. Aliás, ele convenceu-a a pedir o divórcio, sugerindo que ela ficasse com as filhas (óbvio!). Todavia, como o pai não lhe deu a guarda, ela recuou.

 

Mais tarde, ele acabou preso (mas por outros casos, não por este) e a mãe a escrever um livro. A menina é hoje uma mulher, é a actriz Jan Broberg - que fez até pequenos papéis em series como Criminal Minds. Ela parece bem resolvida, contudo como ela consegue sentar-se à mesa no Natal com os pais é para mim um mistério.

 

Obviamente que já andei pela Internet fora a ler mais sobre o caso e parece que a realizadora Skye Borgman é da opinião que a mãe estava mesmo com uma paixão assolapada (ou ainda estará) e que o envolvimento do pai, foi mais do que um trabalho manual. Enfim!!! LOUCOS!

Aliás, sem sem Jan Broberg, que claramente precisou de muuuuitos anos de terapia, a única pessoa saudável é o agente do FBI que segiu o caso e que nem ele parece entender o que aconteceu ali. LOUCOS!