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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Morreu Aretha Franklin, a última das incríveis 

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Há cerca de meia hora que o homem me disse “a Aretha está no hospital muito mal”. E, agora, acabo de ler que ela morreu. Passei a última hora a escutá-la.

Entre as minhas cantoras favoritas de todos o sempre e tempo estão a Elis Regina e a Billie Holiday, porque mais que cantoras, eram também interpretes. Elas cantavam e viviam aquilo. As interpretações eram mesmo dramáticas, trabalhadas, cheia de sentimeno! Acredito que além de um talento especial, são cantoras que foram marcadas pela sua história de vida e que conseguiam trazer essa emoção quando cantavam - ainda conseguem, mesmo depois de mortas.

Para mim, a Aretha Franklin encontra-se também neste grupo.

Um grupo de mulheres cantoras, com um voz incrível, uma presença e um carisma únicos e com uma capacidade de interpretação fora do comum.

Tudo isto, reforçado ou marcado por historias de vida únicas. No caso da Aretha Franklin, ela cantava desde a adolescência. Era do tempo em que brancos e negros não usavam nem a mesma casa de banho. E nem mesmo ela, se livrou das mãos de um marido/agente violento e abusivo. Ou da depressão.

Posso estar errada, mas acho que não há mais cantoras assim como ela. Ela fecha a porta e não há nada mais que se compare. Porque. Sem grandes luzes ou fogos de artificio. E isso hoje em dia seria impensável!