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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Lições a tirar da vitória de Bolsonaro no Brasil

De André Carrilho

De André Carrilho 

 

Bolsonaro ganhou no Brasil e é agora o presidente do país. Se cumprir o que prometeu, preparem-se para:

  • Armas para todos
  • Redução da idade penal (a ideia é que aos 16 anos já se possa ir preso)
  • Uma polícia que entra para matar
  • Um discurso de ódio contra negros, gays e pobres. Haverá medidas nesse sentido? Há que esperar para ver! Para já, começaram as porradas na rua, em nome do presidente

 

Ao contrário de Trump, Bolsonaro é fascista, sim - e convém separar os dois. No entanto, podemos juntar os dois para tentar perceber como é que alguém assim, como estes dois, conseguem em plena democracia, conquistar votos e ganhar eleições? É certo que já todos vimos discursos de ódio a ganhar antes. É também por isso,que há umas quantas coisitas que deveríamos aprender todos com a vitória de Bolsonaro no Brasil, até para evitar acontecimentos similares.

 

Políticos mais transparentes/Combate à corrupção

Até onde os brasileiros que votaram realmente apoiam Bolsonaro ou simplesmente odeiam mais o PT, nunca vamos realmente saber. A verdade é que depois de três mandatos com um governo de esquerda, o Brasil passou para a extrema... direita!

Isso deveria obrigar TODOS os políticos em TODOS os países a repensar o seu status e papel na vida dos cidadãos. Não dá para continuarem a achar que são superiores ou intocáveis. Nunca se soube tanto como hoje e, no entanto, a impunidade anda (ou continua) à solta - no Brasil, como em Portugal e tantos outros países. As pessoas estão fartas e os Bolsonaros desta vida são uma resposta fácil - sim, até mesmo quando eles fazem há mais de 20 anos parte do sistema!

 

A falta de soluções

O Brasil é um dos países do mundo, onde mais gente morre assassinada. Isto, é um facto. Bolsonaro disse que ia armar todos e matar os bandidos - seja lá isso o que for. O que fez a oposição? Chamou o Bolsonaro de fascista e criticou a sua sugestão - e bem. Contudo, isso só não basta. Faltam as ideias, as propostas, as medidas.

Não basta dizer aos votantes do Trump que construir um muro é ridículo. Importa, mostrar-lhes como a força dos emigrantes é essencial para a economia americana e como há mais brancos a cometer actos terroristas no país, do que muçulmanos.

A política está pobre de ideias e de debates com soluções. 

 

A passividade do eleitorado

Continuamos sem votar, sem querer saber. Política não é problema nosso, porque já se sabe "os políticos são todos os iguais", são todos "gente da mesma laia" e farinha do mesmo saco. Se calhar está na hora, de reAGIRMOS também, não?

 

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