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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

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Isto de ser influencer digital deve dar uma trabalheira

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Cientistas provaram que cada vez que alguém se diz influencer digital, morre uma foca bebé. É um flagelo narcisista dos nossos dias, que causa ódios de estimação e urticária. Ao mesmo tempo, é como um virús que se espalha e, é vê-los, dos velhos do restelo aos mais desdentados, a fotografar comida e a fazer poses à beira-mar.

Como sempre, afinal sou uma pessoa fofa e considerada, venho aqui defender os influencer digitais. Vocês que os criticam não sabem o trabalhinho que aquilo dá.

Tentem lá viver a vida, sem postar sobre ela e digam-me o interesse que isso tem?

Experimentem ir a um restaurante, querer comer comida quentinha e ter que tirar umas 53 fotografias até conseguir o enquadramento perfeito. Juntem a isto, o trabalho de editar imagens, escolher os filtros, postar e adicionar um texto perfeito - já para não falar de procurar as hashtags correctas. Quando esta odisseia termina, já a comida esfriou.

Vocês também não sabem o horror que é andar sempre lindo e maravilho e maquilhado e penteado.

Influencer que é influencer sobe a montanha e está sempre impecável para os seus seguidores. Eu suo. Contudo, um influencer deslumbra e influencia - cada um é para o que nasce.

Além disso, parece que ninguém sabe valorizar a personalidade de um influencer digital. Aquilo é gente muito fofa e amorosa. Caso contrário, como conseguriam manter namorados e amigos que a cada 21 segundos tem que lhes tirar uma fotografia.

 

Por isso, pessoas, sejam fofas e amigas. Ajudem os influencers digitais: deem-lhes likes!

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