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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Expliquem-me lá essa coisa da “palmada bem dada na hora certa”

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Tenho muita dificuldade em entender o porquê de bater em crianças é pedagógico. A ideia de que uma boa palmada, uma chinelada ou um puxão de orelhas, na hora, acaba logo com aquilo - aquilo, é birra, mau-comportamento, choros, fitas, etc.

 

Mas vamos por partes.

Primeiro, sim, falo de palmada. Não de espancar, quanto a isso, acho que todos concordamos, que não senhora, não se faz!

Depois, entendo que num momento de desespero e/ou de cansaço, um pai ou uma mãe (ou outro educador) dêem uma palmada. Entendo, no sentido que não condeno, nem acho que é por isso que devem chamar a Protecção de Menores. É a resposta da fadiga, da impaciência... e os putos podem ser chatos e ninguém é perfeito!

 

O que eu não compreendo é quem o defenda como algo comum e que sim, senhora é o melhor caminho e a solução para todos os dramas infantis!

Ora, se não se pode bater num adulto, nem num animal, por que razão se pode bater numa criança? Por que razão é que a palmada é aceite socialmente e até recomendada para “educar”?!

 

Segundo consta, na história da minha vida, levei uma palmada de raspão nas fraldas, porque bati o pé e, a única de que me lembro, a minha mãe bateu-me com um chinelo no braço… tinha eu 13 anos!

Não consigo recordar-me de nenhum momento, em que alguém me tenha batido ou agredido de alguma forma. Não consigo pensar em nenhuma ocasião, em que a palmada pudesse ter feito de mim uma menina melhor ou uma adulta mais decente. Então, expliquem-me lá, o que é isso da palmada bem dada?!

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