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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

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Eu também vi a Supernanny da Sic

Supernanny.png

 

Como não vivo em Portugal, ontem não senti o sismo; em compensação, graças às maravilhas da Internet, pude ver o Supernanny da Sic!

Obviamente que a coisa ia ser polémica e a Sic sabia-o. Ao mesmo tempo põe todos a falar e a discutir sobre educação - e isso é bom! Sobretudo quando parece ser tendência ver crianças tiranas, sem qualquer tipo de estrutura ou educação!

 

Entendo que para muitos pais, desesperados, esta seja quase a última esperança - e convenhamos ao segundo minuto de programa já eu estava cansada e a pensar que se calhar, o melhor mesmo, é não ter filhos! Infelizmente bons serviços de mediação familiar há poucos e, convenhamos, são caros!

 

Aqueles que acusam o programa de exposição de menores, muito justo, será que não faz sentido alargar o conceito para as novelas ou crianças que vão a programas de TV ganhar e perder coisas ou quando os usam para ilustrar a pobreza/a tristeza/o desespero/o que o valha da família?

Sim, são níveis diferentes de exposição, assim como são outros contextos, mas não é igualmente exposição? 

 

Mais do que a exploração/exposição da criancinha (que é pertinente), o que mais me preocupa é a inconsequência.

De que forma é que isto vai afectar as famílias e, sobretudo, os mais novos no futuro? Desde ir comprar pão e a ouvir alguém a opinar sobre um comportamento privado ou a cor do pijama; à adolescência e vida adulta, com aquelas imagens sempre ali, sempre online, sempre disponíveis!

 

Que consequências há no futuro? E a resposta é: eu não sei, nem tu sabes. Aliás, ninguém sabe. Cada puto é único e tudo isto (Internet) é uma novidade! Não há casos, nem estudos para medir o efeito ou o impacto que a TV, assim como as redes sociais e a consequente exposição mediática têm na vida de cada um - por isso, volto à carga: pessoas com filhos, cuidado com as redes sociais!

 

Voltando à Supernanny a coisa podia ter sido bem mais gritante, a Sic conseguiu manter ali um bom equilíbrio, na minha opinião. Aqueles sons e olhares para a câmara não faziam falta, mas enfim: a Sic não é a Santa Casa e, claramente, mais do que putos educados, quer audiências!

Ontem li muitas críticas à profissional. Pessoalmente, gostei: claramente tem experiência, é profissional, mas também empática. E quando defendeu a tese do “não se bate nas crianças”, ainda mais no país do “uma palmada bem dada, cura tudo”, ganhou logo a minha simpatia!  A senhora trabalha nisto há 25 anos e a ideia que ela não tem competência, porque não tem filhos… não me lixem! Ou agora um oncologista tem de ter um cancro para poder trabalhar?!

 

E vocês, o que é que acharam?

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