urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodosMaria vai com todosEstórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. LiveJournal / SAPO BlogsMaria vai com todos2021-03-10T14:33:20Zurn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1554442021-03-10T14:27:00Rescaldo do Dia da Mulher - e como podemos melhorar2021-03-10T14:33:20Z2021-03-10T14:33:20Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 371px; padding: 10px 10px;" title="Captura de ecrã 2021-03-10, às 15.32.29.png" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B36187684/22037850_fUphu.png" alt="Captura de ecrã 2021-03-10, às 15.32.29.png" width="371" height="393" /></p>
<p class="p1"><span class="s1">O Dia Internacional da Mulher já se tornou aquele conjunto de clichés, onde desde as flores às reportagens de “elas é que trabalham mais em casa” ou “há cada vez mais mulheres em lugares de topo”, nada falta.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Neste dia, homens celebram mulheres (“elas que dão equilíbrio ao mundo”) e mulheres celebram mulheres (“irmãs e guerreiras”). Mas à parte disso, fica a questão: que estamos realmente a fazer para um mundo mais igualitário?</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Sim, porque o caminho da igualdade deve ser feito diariamente e nas pequenas coisas do dia a dia.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1" style="text-align: center;"><span style="font-size: 18pt;"><strong><span class="s1">Aqui ficam algumas casinhas que todos podemos começar a fazer, tipo, hoje</span></strong></span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 24pt;"><strong><span class="s1">Com as crianças</span></strong></span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Vamos lá parar de rosa para meninas e azul para meninos, assim como com as Barbies <em>versus</em> carros. <strong>Há roupas para crianças e brinquedos para brincar</strong>, o resto é treta.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Igualmente importante é parar com comentários do tipo “ela é uma maria-rapaz”, só porque a miúda anda de bicicleta e sobe às arvores. Também seria bom terminar com a ideia de que os homens não choram e que atributos como sensibilidade são coisas femininas e, pior ainda, fraquezas.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span class="s1">E já que de pequenino é que se começa, então que meninos e meninas comecem desde logo a arrumar o quarto, fazer a cama, levantar o prato da mesa, etc. <strong>Saber cuidar de si e da higiene e limpeza da casa, assim como cozinhar</strong> e outras tarefas domésticas devia ser obrigatório para a sobrevivência de qualquer adulto e não um atributo que faz de uma mulher mais dotada, aka material para casa.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 24pt;"><strong><span class="s1">Em casa</span></strong></span></p>
<p class="p1"><span class="s1">É muito giro ver homens a dar flores, mas que assim que chegam a casa se sentam em frente ao sofá, levantando-se para ir jantar e dar um beijinho de boa noite no filho e pouco mais.<strong> Apregoar a igualdade em casa - ou nas redes sociais - de nada serve, se as crianças não “a veem” em pratica</strong> em casa. Educar é isto: dar o exemplo.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Isto é também válido para (algumas) mulheres que continuam a achar que têm mais direito aos filhos do que eles - porque, já se sabe, os homens coitadinhos não sabem e são incapazes. Uns tolinhos. A sério? Foi por essa classe de pessoa que se apaixonaram e, mais ainda, escolheram para pai do vosso filho?!</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><strong><span class="s1" style="font-size: 24pt;">No trabalho</span></strong></p>
<p class="p1"><span class="s1">Sabemos que nas empresas há poucos lugares de poder atribuídos a mulheres. Isso faz com que a empresa e a sua estrutura sejam o inimigo e não, as outras colegas mulheres. É essencial <strong>parar de ver as colegas como a concorrência. </strong></span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Igualmente importante é pararmos de ser engolidas pelos homens. sim, isso acontece. Porque já se sabe, eles são ambiciosos e determinados; enquanto nós somos cabras calculistas. </span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 24pt;"><strong><span class="s1">Entre mulheres</span></strong></span></p>
<p class="p1"><span class="s1"><strong><span style="color: #008080;">Sororidade</span></strong> precisa-se! Nesse sentido, seja no trabalho, em casa, com as amigas ou com a senhora da padaria, <strong>seja amável</strong> com as outras mulheres. Não as julgue, nem as veja como rivais - não foi ela que roubou o seu marido, ele é que a traiu e por aí fora.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Da mesma forma que não deve julgar, também é importante que<strong> empedre outras mulheres</strong>: elogie-as e, mais importante, (quando merecem) dê-lhes oportunidades.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1" style="text-align: center;"><span class="s1">Seja homem ou mulher, a sua filha, a sua neta, a sua amiga, a sua colega agradecem - e eu também!</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1548802021-03-02T15:49:00Parem de dizer isto às mães/pais2021-03-02T16:01:35Z2021-03-02T16:01:35Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 579px; padding: 10px 10px;" title="Captura de ecrã 2021-03-02, às 16.01.14.png" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba317355b/22031545_smg5y.png" alt="Captura de ecrã 2021-03-02, às 16.01.14.png" width="579" height="482" /></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 18pt;"><strong>“Depois habitua-se ao colo”</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">… claro, porque todos sabemos que adolescentes de 13 anos adoooooram andar ao colo dos pais! Amam! E dormir com eles?! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem nunca, aos 25 anos, se atirou ao chão e fez birra no supermercado a pedir colo à mãe que atire a primeira pedra!</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 18pt;"><strong>“Deixa-o chorar!”</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando vemos uma criança de cinco anos a chorar, vamos lá e consolamos. Se formos decentes, fazemos o mesmo com um adolescente, com um marmanjo de 18 anos e até com alguém mais adulto. Mesmo quando vemos um velhinho a chorar, a tendência seria ir lá, perguntar se está tudo bem e consolar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns de nós, tem até a tendência de fazer isso quando vê um desconhecido a chorar, sendo que facilmente da pergunta se passa ao conforto físico. </span><span style="font-weight: 400;">Nada contra. Tudo certo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, por que é que é suposto que um pai ou uma mãe deixe O SEU bebé a chorar, em vez de o consolar?!</span></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 18pt;">“Vais estragar o bebé”</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ui! Estragar como? Avario-o? Como é que se estraga uma criança? Puxamos uma perna e essa fica maior do que a outra!</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 18pt;"><strong>“Porque antes, fazia-se X!”</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiro, que maravilha que é ver a ciência a avançar! Fazem-se novas descobertas, chegam-se a novas conclusões, enfim: é bonito ver que as coisas mudam. O que é indicado e tido como bom hoje, deixará de o ser amanhã ou daqui a 15 anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Triste - e chato - é ver quem ficou lá trás a insistir que sim, só porque sim que antes é que era e que se devia fazer A, B e C. Agora vou ali dar "sopas de cavalo cansado" à criança e já volto!</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 18pt;"><strong>“Porque o meu filho, ...”</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Notem que a maioria das pessoas quando faz este tipo de comentário, quer sempre ressalvar que a sua cria é mais. Ou seja, é um porque que vem seguido de uma ideia de superioridade. Mas, não se deixem enganar! Mais do que demonstrar que a criança era melhor/superior/mais evoluída e mais à frente, realça o quão incrível era essa pessoa como mãe/pai. </span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 18pt;"><strong>“Dá-lhe fórmula! Não, só leite materno! Bom é leite materno até aos 3 anos! Começa já com os sólidos! Ainda não come papas?”</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ai senhores, deslarguem-nos! </span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 18pt;"><strong>"Daqui a uns tempos vais ver"</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta ameaça é válida para tudo: se dizemos que algo vai bem! Cuidadinho! A tendência será piorar! Se a coisa vai mal, então, a tendência será (também) piorar! </span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1543892021-02-16T08:00:00O que ninguém nos conta sobre o pós-parto2021-02-12T18:11:29Z2021-02-12T18:11:29Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 745px; padding: 10px 10px;" title="verdades-sobre-o-pos-parto.png" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G70186489/22017625_4t71t.png" alt="verdades-sobre-o-pos-parto.png" width="745" height="491" /></p>
<p> </p>
<p>Depois de contar aqui verdades verdadinhas <a href="https://mariavaicomtodos.blogs.sapo.pt/o-que-ninguem-nos-conta-sobre-ter-um-153857" target="_blank" rel="noopener">sobre ter um bebé</a>, achei que o tema do pós-parto também merecia um artigo. Porque, caramba, que bofetão - e isto num parto tranquilo e pacifcio, sem grandes traumas.</p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 24pt;">O recobro da maternidade</span></strong></p>
<p>Depois de parir, chegar à ala do recobro da maternidade, é tipo chegar à <strong>enfermaria de um campo de batalha.</strong> Ali descobrimos que <strong>há sempre quem esteja pior</strong> do que nós e de como há muitoo romance nas histórias do "dar á luz"! De repente aqueles pontinhos que levamos são, só mesmo isso, uns meros pontinhos!</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 260px; padding: 10px 10px;" title="almofada-hemorroidas.png" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P0a17a75c/22017617_z0NsL.png" alt="almofada-hemorroidas.png" width="260" height="192" /></p>
<ul>
<li>Ah: para quem levou pontos, aqui fica uma dica: tenham em casa uma almofada para as hemorroidas, pois esta será a vossa melhor amiga nos dias seguintes. Intimas.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 24pt;">Sobre a mala da maternidade e a inutilidade </span></strong></p>
<p>Quando voltamos a casa, damo-nos conta de que metade das coisas que levamos para a maternidade e que tivemos tanto cuidado em colocar na mala, não falhando nenhum item, afinal não foram precisas.</p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 24pt;">Cuecas da incontinência: essas grandes amigas</span></strong></p>
<p>Obviamente que depois de parir, nos dias seguintes, as <strong>hemorrogias são comuns.</strong> Na maternidade, dão-nos umas cueconas e uns pensos gigantes que pouco valem, sobretudo para tanto fluxo. É neste cenário que descobrimos como as <strong>cuecas da incontinência para senhoras de 60</strong> anos (nãoo desfazendo) podem ser as nossas melhores amigas.</p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 24pt;">O cocó libertador</span></strong></p>
<p>Ora, ora, ora: nada é mais estranho do que<strong> o primeiro cocó</strong> após ter um bebé. Parece que tudo vai sair por ali - intestinos, estômago, esôfago e pulmões! Isso, sempre com o medo de “ai jesus, que não-se-me-rebentem os pontos”!</p>
<p>Ao mesmo tempo, aquele primeiro cocozinho, por mais pequenino, é essencial: <strong>sem ele não saímos da maternidade.</strong></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 24pt;">A verdadeira barriga flácida</span></strong></p>
<p><strong>Ninguém sabe o que é flacidez</strong>, até pôr uma criança no mundo! A barriga fica tipo gelatina!</p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 24pt;">Fome, fome e fome</span></strong></p>
<p>Muito se fala de fome e de desejos de grávidas. Contudo, nada se compara com a fome e a vontade de <strong>comer porcarias (vulgo doces,</strong> bolachas e chocolates) que (nos) dá quando amamentamos! Vinde a mim os Filipinos!</p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 24pt;">Novo odor corporal</span></strong></p>
<p>Outra novidade é<strong> o constante cheiro a leite</strong> que abunda no nosso corpo e na nossa roupa roupa! Isso e o <strong>suor, mais intenso do que nunca!</strong> Podem pôr desodorizante mais vezes, tomar banho todos os dias (aliás, devem!) e até tentar o perfume: este é um odor que fica. Dizem que ajuda o bebé a encontrar o peito/identificar a mãe! Certo!</p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 24pt;">Perda de cabelo</span></strong></p>
<p>Felizmente, não acontece a todas. Mas para muitas, depois do cabelo lindo e maravilhoso dos dias de gravidez, l<strong>á para o quarto mês é vê-lo a cair.</strong> Resmas dele!</p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 24pt;">A importância de ter amigas com filhos</span></strong></p>
<p>Obviamente que as avós são fixes, a opinião das tias é bem-vinda e o colo dos amigos bem recebido. Mas nesta hora, nada melhor do que ter <strong>amigas com bebés com quem trocar impressões</strong> e a quem pedir dicas. Note-se que falo de amigas, falo das que foram mães recentemente e não das que tiveram um filho há dez anos e já padecem de amnésia maternal!</p>
<p>Melhor do que a melhor amiga, é <strong>escolher amigas que de alguma forma pensam como vocês, com um estilo e filosofia de vida parecidos.</strong> Não que as outras estejam erradas, mas procurem alguem que, de alguma forma, esteja na mesma página que vocês.</p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 24pt;">Pedir ajuda</span></strong></p>
<p>Nesse sentido, e para terminar, peçam ajuda - seja <strong>à familia, aos amigos e/ou a <span style="text-decoration: underline;">profissionais</span></strong>. É normal que tenham dúvidas e que muita coisa falhe. Não são piores mães por isso. Não sofram por antecipação: lidem com um problema de cada vez.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1538572021-02-12T17:41:00O que ninguém nos conta sobre ter um bebé2021-02-12T17:52:29Z2021-02-12T17:52:29Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 745px; padding: 10px 10px;" title="verdadessobre-ter-um-bebe.png" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G3817fc3c/22017608_9FNw2.png" alt="verdadessobre-ter-um-bebe.png" width="745" height="479" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tenho para mim que ou <strong>os pais têm memória curta</strong> e passado anos só se lembram do bom ou <strong>são todos uns valentes mentirosos!</strong> Raro é o pai ou a mãe que, passado anos, diz algo negativo sobre o seu bebé. Pior ainda, quando anos se passam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, pessoas que vão ter um bebé, aqui ficam algumas verdades bem verdadeiras!</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 18pt;"><strong>Amamentar pode doer - e é cansativo</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, amamentar é importante, mas caramba: também pode doer e ser uma m*! E uma vez resolvido o problema - sim, (por vezes) dá para resolver - pode também ser muito cansativo e/ou não dar gosto/prazer nenhum. São horas e horas e horas de mamas de fora. Se têm sorte, falamos de mamas para fora a cada três horas. Digo “sorte”, porque muitas vezes os intervalos podem ser menores. Ou isso, ou apanharem um bebé que não mama/pega bem. Ou que tenha refluxo. Ou que… Enfim: muitas coisas podem mesmo tirar toda a magia da amamentação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, <strong>se amamentam, tudo muito bem. Se dão fórmula, tudo muito bem</strong> na mesma. Que se lixe a opinião dos outros!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também ninguém nos diz que durante a amamentação não há perfume que nos valhe: tudo cheira a leite! TUDO!</span></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 18pt;">Mães: as noites podem ser muito solitárias </span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que tenham ao vosso lado um pai decente, dos que muda fraldas e acorda para adormecer a criança (para muitos é o tal “super pai” com o qual temos, nós mulheres, muita “sorte em puder contar” pffff); a verdade é que <strong>se estão a amamentar,</strong> não há muito que ele possa fazer. Não mesmo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esta razão, consigo entender muuuuuito facilmente que entre o cansaço, as hormonas e/ou a privação de sono, muitas mulheres <strong>desenvolvam um ressentimento face ao pai</strong> da criança! Até, porque não é só alimentar. Depois vem o arroto, a fralda, o voltar a colocar a dormir…. E tudo para repetir tudo horas depois!</span></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 18pt;">Sobre os bebés que dormem toda a noite</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada mais bebé do que <strong>lutar o sono</strong>. Mal pode com os olhos abertos e os bocejos sucedem-se, mas ele insiste e persiste em querer ficar acordado! E em acordar, por vezes, de hora a hora!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar disto ser a regra e das coisas mais bebés que um bebé pode fazer, anos mais tarde todos os pais parecem-se esquecer disso! E do duro que é, sendo<strong> a privação do sono uma coisa real</strong> e que física e psicologicamente acarreta sérios problemas! Sim, há bebés que dormem a noite toda, mas isso não é regra. É tipo o Euromilhões dos bebés!</span></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 18pt;">Podem ficar ricas...</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">… se <strong>cobrarem 1€</strong> por cada vez que ouvem um “no meu tempo não era assim” ou “eu com o meu José Maria fazia X” e entre tantas outras opiniões indesejáveis ou inúteis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não me levem a mal, opiniões e conselhos são muito bem-vindos. Contudo, <strong>há uma linha entre a opinião que ajuda e é construtiva e a que destrói</strong> uma mãe e um pai por completo. Também não sou das que acha que os pais é que sabem. Todavia, sejamos francos: quando os pais se queixam de que o puto berrou durante três horas sem parar, 99% das vezes, eles já confirmaram que o bebe não tem fome, nem a fralda suja, etc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é muito diferente dizer “já consideraste aquecer o lençol do berço para o bebé não acordar?” de “vais estragar a criança por andar sempre come ela ao colo”!</span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-weight: 400;">Ah: e por cada “estragar a criança”, cobrem dois euros!</span></em></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 18pt;"><strong>Bebés são como gajos de Alfama, mas mais barulhentos</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sério: quanto barulho, sobretudo a dormir, pode fazer uma coisa tão pequena?! Não falo de ressonar, falo mesmo de ruídos variados e altos - muito altos?!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, como é possível que uma coisa tão pequena peide (<em>pardon my French</em>) tão alto e cheire tão mal? O mesmo digo dos arrotos!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfim: só lhes falta vir com um palito e a gritar “Benfica” para serem os verdadeiros “gajos de Alfama”.</span></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 18pt;">Sai demonio</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, por vezes, os sons que lhes saem são bem demoníacos, o exorcismo fica completo quando adormecem, fecham os olhos e os entreabrem, sendo possível <strong>ver a parte branca a rolar</strong> - MEDO! Sobretudo à noite, quando está tudo às escuras e só se vê aquele branco de um lado para o outro.</span></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 18pt;">Rotina</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ter um recém-nascido em casa é excitante, mas convenhamos, <strong>nada é mais rotineiro do que um bebé</strong>: eles dormem, comem, arrotam e há fraldas (muitas!) para mudar. Isto várias vezes por dia. Durante muitos dias! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Progressivamente, a coisa vai melhorando, no sentido em que eles vão crescendo e há mais interação, mas até lá <strong>os dias são uma sucessão de rotinas,</strong> com os sábados a serem iguais às terças! </span></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: 18pt;">Bebés são seres manhosos - e em constante mudança</span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pais: assim que descobrem algo que funciona, o sacana do <strong>bebé troca-vos as voltas</strong>! Pumbas! Deixa de funcionar! Bebés estão sempre a mudar. Hoje não gostam de chupeta e passado cinco dias é a sua melhor amiga. Agora chora com a musiquinha e semanas depois, só se acalma assim!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, há que ser flexível e estar sempre disposto a mudar e a experimentar coisas novas.</span></p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 18pt;">E por aí, que coisas é que descobriram quando levaram o bebé para casa?</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1534172019-08-07T15:23:00Quando é que ir a um casamento ficou tão caro?2019-08-07T15:04:52Z2019-08-07T15:04:52Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 793px; padding: 10px 10px;" title="casamento.png" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7c18cfed/21527085_bQFQ0.png" alt="casamento.png" width="793" height="530" /></p>
<p> </p>
<p>A sério pessoas, quando é que ir a um casamento ficou tão caro? Hoje em dia, o casamento virou negócio. Dos convidados espera-se roupa nova e penteado finesse. Depois, há ainda que contar aquilo que se gasta em deslocação e, na maioria das vezes, há ainda que passar a noite no local, seja porque é longe ou porque depois de uns copos a mais, ninguém quer ir ao volante!</p>
<p>Até aqui tudo bem, mas depois (e é aqui que a porca torce o rabo) há que pagar. Sim, há que pagar para ir um casamento, porque Buda nos livre se não damos dinheiro aos noivos? E embora ninguém fale nisso com os noivos, há como que um pacto secreto, onde toda a gente sabe que <strong><span style="color: #008080;">menos do que X euros não é aceitável</span></strong>. O valor varia, não tanto pelos noivos, mas<span style="color: #008080;"><strong> em função do sítio escolhido</strong></span> para a boda. Quanto mais chique a valer, mais se espera que o convidado pague.</p>
<p>Já para não falar de quando os convidados são casais! E <span style="color: #008080;"><strong>se têm filhos</strong></span>, Nossa Senhora de Fátima que os ajude, pois ainda terão de pagar mais!</p>
<p>A coisa é tão ridícula que <strong><span style="color: #008080;">pessoas deixam de ir a casamentos,</span> </strong>supostamente bonitas celebrações de amor entre duas pessoas de quem gostam, por não ter dinheiro!</p>
<p> </p>
<p>No fundo, não somos convidados para ir a um casamento:<span style="color: #008080;"><strong> pagamos a inscrição</strong></span>! Uma pena que pelo meio, não nos deixem nem escolher o menu, nem a bebida, nem o loca ou a música da festa!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1529832019-06-24T15:58:00Dia Nacional do Cigano2019-06-24T15:08:36Z2019-06-24T15:08:36Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 507px; padding: 10px 10px;" title="dia-do-cigano.png" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1d17e931/21489584_1GTyn.png" alt="dia-do-cigano.png" width="507" height="373" /></p>
<p>Hoje celebra-se o Dia Nacional do Cigano. E inevitável dizer que em Portugal, os ciganos são a etnia mais discriminada. Assim que se fala de ciganos, lá vêm as histórias dos ciganos que vivem à parte, comem todos os subsídios, não trabalham, roubam e o diabo a sete. Contudo, <span style="color: #008080;"><strong>se perguntarmos a estas pessoas se conhece algum cigano,</strong></span> elas vão dizer que não, mas o amigo do primo, sim.</p>
<p>Nos últimos anos, há cada vez mais notícias pela positiva: ciganos políticos, mulheres ciganas que chegam à universidade, etc. Todavia, a maioria parece continuar a preferir a atacar, atacar e atacar, com base em preconceitos e não avançar.</p>
<p>Como se quem mais roubasse em Portugal não fossem brancos!<br />Como se em Portugal, apenas famílias ciganas vivam e dependem do rendimento mínimo!<br />Como se comparado com a roubalheira de bancos, o dinheiro do rendimento mínimo é que faz toda a diferença na economia do país!</p>
<p>Hoje foi anunciado que <span style="color: #008080;"><strong>o Governo vai dar 100 bolsas de estudo</strong> </span>a alunos ciganos, para continuarem os estudos. É ir pelas redes sociais e apreciar o ódio e a ignorância. Como se 100 fosse um número obsceno e qualquer medida para incentivar ao estudo não fosse sempre de aplaudir!</p>
<p>Está na altura de deixarmos o "nós" e o "eles", quando juntos podemos caminhar mais longe!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1526252019-06-17T15:32:00Por que é que Portugal lê tão pouco?2019-06-17T14:39:02Z2019-06-17T14:39:02Z<p class="sapomedia images"><img style="width: 640px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="leitura-portugal.png" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1117a689/21483375_SPRMm.png" alt="leitura-portugal.png" width="640" height="480" /></p>
<p> </p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span class="s1">Ontem <span style="color: #008080;"><strong>entrei numa livraria gigante em São Paulo</strong></span> e maravilha das maravilhas, <span style="color: #ff6600;"><strong>cheia</strong></span>! Gente por todo o lado, sentada no chão, em puffs e encostada às estantes de livro aberto! </span><span class="s1">Gente de todas as idades, géneros e tamanhos. Uma maravilha!<span style="color: #008080;"><strong> </strong></span></span><span class="s1"><span style="color: #008080;"><strong>E o preço dos livros, tão baratos,</strong></span> quando comparando com Portugal!</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span class="s1">Aliás, quando se compara Portugal com Espanha, Itália ou outros países da Europa, é de pasmar como os livros são caros e a dificuldade que há, em <span style="color: #008080;"><strong>encontrar livros em segunda mão a preço de segunda mão! </strong></span></span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Hoje em dia, uso muito o Kindle para ler e muitas vezes,<span style="color: #008080;"><strong> acabo por comprar livros em inglês ou em espanhol, porque são BEM mais baratos</strong> </span>do que a versão portuguesa. Inclusive, livros de autores de língua portuguesa.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Aliás, nunca me vou esquecer quando em Itália, vi livros de Saramago, Pessoa ou Lobo Antunes a preços bem mais em conta do que os das livrarias portuguesas!</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span class="s1">Tudo isto, a meu ver, <span style="color: #008080;"><strong>é o reflexo de um país que lê pouco.</strong> </span>A industria é mínima, são poucas as editoras e logo, a competitividade e lucro ainda mais pequena. </span><span class="s1">Mas afinal, por que razão lêem os portugueses tão pouco? Ninguém diz que precisam de ser um Marcelo a despachar três livros por noite, mas há assim tão pouco tempo? Haverá assim tanto trabalho e filhos para cuidar e trabalho para fazer?</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Os portugueses em geral parecem-me sempre tão orgulhosos da sua literatura. É vê-los indignados quando alguém não sabe quem é Camões ou a bradar o Nobel do Saramago, como se fosse um prémio de todos. A questão é: será que já os leram? Aliás, a questão é por que não lêem mais?</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1523272019-05-20T23:39:00O fim de Game Of Thrones2019-05-20T22:50:26Z2019-05-20T22:50:26Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 623px; padding: 10px 10px;" title="got-arya.png" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bdf18e544/21457622_Nkqzq.png" alt="got-arya.png" width="623" height="372" /></p>
<p>Adieu, adios!<br />Acabou Game Of Thrones!</p>
<p>A história era boa, os actores incríveis, os efeitos do melhor! Contudo, o melhor de GOT será sempre a loucura à volta de cada episódio! O que vai acontecer? O que aconteceu? Como era no livro? O que significa aquela colher virada para o Snow? Nunca uma série foi tão escrutinada e vivida de forma tão intensa. O poder da Internet é isto, meus amigos!</p>
<p>Possivelmente, se Friends, Sopranos ou Sete palmos de terra fosse feita nestes dias e a loucura teria sido ainda maior.</p>
<p>Dois anos depois, saiu por fim a última temporada. Tendo em conta as últimas temporadas, as expectativas eram mais do que muitos e obviamente que muita gente iria sair insatisfeita. Houve demasiado tempo para divagar, para inventar finais e criar expectativas!</p>
<p>Além disso, GOT sempre foi uma série sobre pessoas: as suas intrigas e complexidades. Ou seja, palminhas para os efeitos especais que podem ser (e são) MUITO incríveis, mas quem gosta de GOT, quer é ser surpreendido. Quase de forma sádica - como assim, o meu personagem favorito não morreu? Como assim a minha personagem favorita virou a má da fita? Como assim o personagem principal não vive feliz para sempre, com direito a amor e uma cabana?</p>
<p>Sinceramente, mais do que de GOT, vou sentir falta desta loucura toda à volta da seríe. Embora ache que há demasiado choradinho, dava-me gozo ler teorias, ver detalhes que não tinha dado conta dias depois, discutir as personagens via Whatsapp e rir-me com os memes parvos da Net - obrigada, Internet.</p>
<p>Aliás, obrigada Internet por teres feito estes últimos anos ainda mais interessantes. Foi do carago.</p>
<p>Agora que venham os livros - sim, porque isto ainda não acabou!</p>
<p> </p>
<p>PS: Dois pensamentos sobre o último episódio:</p>
<ul>
<li>Ora então, há cinza por todo o lado, mas aquela gente sai toda impecável?! Nem uma cinzinha no cabelo?</li>
<li>Brienne, amiga, isso de escrever a tinta e virar a página... borraste tudo, filha!</li>
</ul>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1521932019-05-08T14:12:00Mulheres que escolhem não ter filhos2019-05-08T13:24:03Z2019-05-08T13:24:03Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" title="nao-ter-filhos.png" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bdd182b4e/21446581_0bLQG.png" alt="nao-ter-filhos.png" width="640" height="480" /></p>
<p> </p>
<p>Um dos posts mais lidos neste blog (e comentados) foi o <a href="https://mariavaicomtodos.blogs.sapo.pt/alguem-por-ai-ja-se-arrependeu-de-ter-104962" rel="noopener">Alguém por aí já se arrependeu de ter filhos?</a>, sobre mulheres que se fosse hoje, teriam optado por não ter parido. Mães com filhos saudáveis e com boas vidas, mas a quem a maternidade não preencheu, nem se revelou a maravilha que muitos falam.</p>
<p>Ora, vi hoje no Facebook do Público um post sobre este tema, onde a pergunta era: <span style="color: #008080;"><strong>"Sou menos mulher por não querer ter filhos?"</strong></span></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 525px; padding: 10px 10px;" title="mulheres-filhos.png" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5118b877/21446582_76qzV.png" alt="mulheres-filhos.png" width="525" height="507" /></p>
<p>E pessoas amigas, deixem-me que vos diga: <span style="color: #ff6600;"><strong>que maravilha de comentários!</strong> </span>Que delícia! É certo que o Facebook parece atrair a parvoíce e replicá-la, mas há comentário verdadeiramente brilhantes sobre o tema. Deixo-vos alguns:</p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>"Sim. O papel de uma mulher está na sua própria biologia, basta olhar."</strong></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>"tenho 3 e adoro!!! quem não tem não tem ideia do "sabor " de os ter !!!! enche-me a alma!!! completa-me como ser humano!! etc etc etc etc etc etc"</strong></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>"E depois envelhece sozinha , depressiva, num apartamento cheio de gatos mas com um copo de vinho claro. Conversa de merda"</strong></p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;">Infelizmente para muitos, a ideia de que ser mulher se define pela maternidade continua forte. Ainda mais com todos a acharem que devem e podem opinar sobre este tipo de escolha. Uma mulher que não tenha filhos, continua a ser exactamente isso: uma mulher.</p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1520572019-03-30T15:01:00Vi o documentário da Maddie na Netflix e pensei2019-03-29T15:35:36Z2019-03-29T15:35:36Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 500px; padding: 10px 10px;" title="Maddie-documentario-netflix.jpeg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Baf18bf94/21402057_NsaJm.jpeg" alt="Maddie-documentario-netflix.jpeg" width="500" height="239" /></p>
<p> </p>
<p>Possivelmente, cheguei tarde à festa, mas <span style="color: #008080;"><strong>só ontem acabei o documentário sobre o desaparecimento da</strong> Maddie, </span>da Netflix. Se em boa verdade aquilo poderia ser encurtado e ser coisinha para render uns cinco episódios, não deixa de ser meio alucinante (acho que é esta a palavra), quando vemos a cronologia dos acontecimentos.</p>
<p>Além disso, há tanta, mas tanta coisa que fica por ser esclarecida! Aqui vão alguns pensamentos que tive enquanto via o documentário:</p>
<p> </p>
<ul>
<li>Então, o Gonçalo Amaral a<span style="color: #008080;"><strong>nda a ser investigado por má conduta no caso da Joana e ainda assim é-lhe dado mais um caso</strong></span>? E se não fosse pela investigação, como é que depois da salganhada que aquilo foi, o caso não foi dado a outro inspector? Ou ele é o único inspector do reino dos Algarves?</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>Ok, estou de acordo quando se diz que ir deixar os miúdos em casa e ir jantar é mau. Contudo, <span style="color: #008080;"><strong>não há paciência às 23982 considerações que são feitas ao longo do documentário sobre a postura da mãe (sempre ela,</strong> </span>obviamente!). Ora porque não chorava, ora porque não era carinhosa, ora porque os ingleses são pais do demo, sem coração! Como se a dor e tristeza se medisse e se quantificasse. Como se só as lágrimas pudessem provar a infelicidade.</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>Não há pachorra para os primeiros episódios com os coitadinhos dos jornalistas a queixarem-se que não sabiam de nada. </li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>Contudo, nada me chocou tanto como <strong><span style="color: #ff6600;">a história do ADN</span></strong>. Com que então, o<strong><span style="color: #008080;"> sangue encontrado na casa nunca foi da</span> </strong>Maddie<strong>?!</strong> Ver a própria jornalista da RTP (a Sandra Felgueiras), que anos antes declarava a pés juntos que o ADN era da menina, a dizer que afinal também ela tinha sido enganada e, mais, a assumir que a fonte dela era o Gonçalo Amaral, foi....! Obviamente que os jornalistas têm as suas fontes, mas ela e tantos outros jornalistas acreditaram nele! NELE! No Gonçalo Amaral... um investigador com um percurso pouco bonito (caso Joana, por exemplo). Ou seja, ela e tantos outros fizeram-nos acreditar (eu achava que sim), que o sangue sim, era da miúda. E a fonte? Ele! Nunca nenhum deles sequer viu o relatório na altura em que este tipo de informação era bradado aos quatro ventos<strong><span style="color: #008080;"> e que levou tanta gente a achar que os pais estavam envolvidos!</span></strong></li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>E uma nova investigação ao caso da Joana, humm?</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>Sim, porque o problema não é a Maddie ter helicópteros, nem toda a atenção do mundo!<span style="color: #008080;"><strong> O problema é as restantes crianças desaparecidas não angariarem igualmente essa mesma atenção,</strong> </span>que isto seja muito claro! Não se pode culpar os pais da Maddie, por estarem a fazer tudo o que podem para que a filha deles não seja esquecida e que as buscas continuem. Uma pena é que outros casos não tenham a mesma influência mediática!</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>Outra coisa no documentário que me custou a tragar foi o mega-milionário e o filho que ajudaram, por filantropia, os pais da Maddie e que na verdade, mais pareciam dois putos novos-ricos a brincar aos detectives, sem respeito, nem consideração pelos direitos dos outros.</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>E se eles são maus, o que dizer do outro detective fraudulento? Pobres pais! Só lhes tocou loucos - não lhes bastava o Amaral!</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>Sim, porque muito do trabalho da PJ que foi feito na Praia da Luz <span style="color: #008080;"><strong>foi de facto vergonhoso:</strong> </span>a reconstituição do crime que nunca foi feita; <span style="color: #008080;"><strong>o não seguir outras pistas, nem linhas de investigação, </strong></span>parecendo mais preocupados em provar a teoria (os pais mataram), do que outra coisa; a maneira que punham e dispunham da vida dos arguidos (19 horas a ser interrogado? Nunca indicar em qual drive teriam encontrado o "suposto material com pornografia infantil"?...). <span style="color: #ff6600;"><strong>Já não é a primeira vez que a PJ é acusada de falhar em casos de crianças desaparecidas -</strong></span> veja-se o caso Rui Pedro e a forma terrível como a família, em particular a mãe, foi tratada pela polícia nos primeiros anos!</li>
</ul>
<p> </p>
<p>Enfim! E no meio disto, a miúda que continua desaparecida!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1517522019-03-17T15:58:00Quem é que vai salvar o SNS?2019-03-17T16:11:23Z2019-03-17T16:11:23Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="saude em portugal.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be31886ea/21387116_mfgvP.jpeg" alt="saude em portugal.jpg" width="500" height="333" /></p>
<p> </p>
<p>Sou de Coimbra, ou seja, pessoa com a vida facilitada e com dois hospitais à porta: o Hospital dos Covões e o Hospital Novo, esse grande colosso no que toca a vanguarda e medicina no país. Em Coimbra, todos sabemos que os Covões sempre foram o primo pobre do Hospital Novo. Contudo, lembro-me de ser operada e ser bem tratada. Também me lembro dos tempos em que o Hospital Novo de Coimbra era "um hotel de 5 estrelas". Agora é um despojo: buracos nas paredes, sanitas sem tampos, ladrilhos saídos, etc. E não, não é só a falta de dinheiro, há ali uma GRANDE falta de cuidado e de manutenção.</p>
<p>Deixa-me triste ver que numa cidade com dois hospitais, os privados têm crescido que nem cogumelos: ele é CUF, ele é IDEALMED, ele é Hospital da Luz e outros que mais!</p>
<p> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="huc.png" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc8188d15/21387115_oY1ty.png" alt="huc.png" width="270" height="493" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 10pt;">Sala de espera dos HUC</span></strong></p>
<p>A semana passada tive que ir ao Hospital Novo: três horas de espera, bancos na sala de espera de plástico e partidos, falta de lugares para tanta gente, pacientes em cadeira de rodas e a ter de esperar duas e mais horas - e deus nos livre que alguém reclame, porque já se sabe, o tempo dos médicos é sempre mais preciosos do que o nosso, comuns mortais, que devíamos estar gratos, por alguém nos atender.</p>
<p>Atendeu-me um médico que nem cinco minutos perdeu a ler o historial e a fazer perguntas tão parvas como "quer ser operado?"; enquanto interrompia três vezes a consulta (que nem de 15 minutos durou), para atender o telemóvel. No final disse qualquer coisa como, "se não lhe chamarem para operação em seis meses, vai para o privado. E não se preocupe: o Estado paga".</p>
<p>Pois, eu sei que paga, mas eu não quero privados. Eu não quero a privatização da saúde: eu quero um sistema de saúde público de primeira qualidade e a funcionar para todos. É pedir muito?</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1513672019-03-08T07:59:0010 Coisas que um homem pode fazer pelas Mulheres2019-03-08T08:19:11Z2019-03-08T12:25:02Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="homem mais feminista.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4118d99d/21377138_qd6ZP.jpeg" alt="homem mais feminista.jpg" width="500" height="500" /></p>
<p><span style="font-size: 18pt; color: #008080;"><strong>1. Questionar-se</strong></span></p>
<p>Desconstruir ideias é o primeiro passo para entender que vivemos num mundo machista. Aceitar que ocupa uma vida de privilégio. Claro que o indivíduo, pode ter uma vida de caca e ser infeliz, contudo isso não faz do seu genero desafortunado ou sofrido. Logo, desconstruir é o primeiro passo.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #008080;"><strong><span style="font-size: 18pt;">2. Falar com elas</span></strong></span></p>
<p>Para isso, o primeiro passo é falar com elas. Logo aí, vão descobrir histórias de mulheres que são questionadas se vão ou não ter filhos numa entrevista de trabalho; assim como de amigas que já fingiram estar ao telemóvel ou atravessaram a rua, porque havia um grupo de homens. Vão também aprender histórias de irmãs que limpavam a casa, enquanto os irmãos jogavam futebol. Ou de colegas, cujos maridos não pagam a pensão de alimentos.</p>
<p> </p>
<p><strong><span style="color: #008080; font-size: 18pt;">3. Ir mais longe</span></strong></p>
<p>Se ser mulher é fofa, ao nosso lado é bem pior no Gana, na Árábia Saudita ou na Índia. Há mulheres mutiladas, outras que casam aos 11 anos e outras que jamais irão na escola. A razão? Ser mulher.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #008080; font-size: 18pt;"><strong>4. Parar de se desculpar e evitar a defensiva</strong></span></p>
<p>Obviamente que há homens decentes. Nós mulheres sabemos disso. Logo, não faz falta nem que defende atitudes, nem que se desculpe por todos os homens. Comece por si.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #008080; font-size: 18pt;"><strong>5. Rever o discurso</strong></span></p>
<p>Todos os dias reproduzimos discursos machistas e micromachistas, por vezes até sem nos darmos conta - "isso é para meninas", "homem não chora", etc. Obviamente que são apenas palavras, contudo as palavras têm força. Ser consciente disso e ir, pouco a pouco mudando o discurso é meio caminho andando para mudar também acções.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #008080; font-size: 18pt;"><strong>6. Entender que o feminismo não é moda e "fez coisas"</strong></span></p>
<p>Que coisas? Possibilitou às mulheres vestir calças, ir votar e até trabalhar. Graças ao feminismo, não preciso da autorização de um homem para viajar!</p>
<p> </p>
<p><strong><span style="color: #008080; font-size: 18pt;">7. Entender que o feminismo é também bom para ele</span></strong></p>
<p>Quando se fala de feminismo, fala-se de igualdade. Ninguém, isto é nenhuma mulher, está a pedir mais do que um homem. Só quer o mesmo: oportunidades e também salários, direitos, etc. Os homens também ganham com o feminismo. Por exemplo:</p>
<ul>
<li>Numa sociedade feminista, após um divórcio não é óbvio que é a mãe que tem de ficar com os filhos</li>
<li>Numa sociedade feminista, ser homem e ser vítima de abuso ou violência não é piada, nem motivo para gozo</li>
</ul>
<p> </p>
<p><span style="color: #008080; font-size: 18pt;"><strong>8. Falar com outros homens</strong></span></p>
<p>É importante que haja gajos que quando um grupo de amigos começa a assobiar a uma moça, saiba ser o homem que para com aquilo. Ou o amigo que questiona o outro quando deixa de ir buscar o filho para ir à bola.</p>
<p> </p>
<p><strong><span style="color: #008080; font-size: 18pt;">9. Educar os filhos</span></strong></p>
<p>E aqui não basta dizer, há que fazer. Não se trata de "ajudar em casa", mas sim: de COOPERAR. Uma criança que vê a mãe a cozinhar e o pai a limpar a louça, consegue perfeitamente assimilar o sentido de igualdade e de partilha. Acções valem mais do que mil actos.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #008080;"><strong><span style="font-size: 18pt;">10. Usar o seu privilégio em favor delas</span></strong></span></p>
<p>E isto significa coisas tão simples como um "dar a palavra a" a actos maiores. Contudo, vamos começar pelos pequeninos, ok?</p>
<p> </p>
<p>E mulheres: estes dez conselhos aplicam-se também a nós. </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1511212019-03-07T11:23:00Já somos 12 a morrer em Portugal2019-03-07T11:28:19Z2019-03-07T11:28:19Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="violencia-domestica-portugaç.png" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2118fded/21376341_9bhvw.png" alt="violencia-domestica-portugaç.png" width="459" height="380" /></p>
<p> </p>
<p>Já vai em 12, o número de mulheres a morrer em Portugal, às mãos do companheiro.</p>
<p>12 vítimas de violência doméstica, num país que ainda acha que "entre marido e mulher não se mete a colher" e que isso do feminismo é coisa de histéricas.</p>
<p> </p>
<ul>
<li><strong>Homem ou mulher, se és vítima, não fiques calado. Protege-te e denuncia:</strong></li>
</ul>
<p>A APAV disponibiliza ajuda às vitimas, de forma gratuita e confidencial. Ao teu dispor tens o Número de Apoio à Vítima: 116 006 (chamada gratuita das 9h00 às 21h00). </p>
<ul>
<li><strong>Cidadão</strong>:<br />Violência doméstica é crime. Se vês ou sabes de algo, denuncia. Mete o bedelho.</li>
</ul>
<aside class="t-af-share-2" role="complementary"><header class="t-section-grid-head-8"></header></aside>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1508392019-02-28T16:21:00Eu e a catequese2019-02-28T16:37:01Z2019-02-28T16:37:01Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="catequese.jpeg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1c187868/21368864_wvJy7.jpeg" alt="catequese.jpeg" width="225" height="225" /></p>
<p>Acho que fui para a catequese quando entrei na escola primária. A minha mãe queria, porque queria e queria. Mais tarde, como entrei nos escuteiros, a catequese passou a ser obrigatória e lá andei eu e fiz os rituais todos, tendo saído depois do Crisma.</p>
<p>Recordo-me de <span style="color: #008080;"><strong>quando era criança gostar de lá andar.</strong></span> <strong><span style="color: #008080;">Como sempre gostei de histórias, adorava a catequese</span></strong>. Não era tanto a espiritualidade, eram mesmo as histórias que me prendiam.</p>
<p>Já <span style="color: #008080;"><strong>para os rituais, confesso, nunca tive muito jeito.</strong></span> Não era paciência, era mesmo falta de jeito. Ora senta, ora levanta, benze aqui, "é com a direita, com a esquerda chamamos o diabo", ajoelha e baixa a cabeça,...</p>
<p>Recordo-me de antes da Primeira Comunhão, ir a Fátima numa viagem da catequese e durante a missa, quando chegou a hora da comunhão, uma freira me perguntar se eu comungava. A senhora nem me deu tempo de responder e enfiou-me a hóstia pela goela abaixo. A minha catequista viu e deu-me uma enorme descompostura que eu não podia, que eu não era baptizada e ai-jesus que enorme pecado. Sei que <span style="color: #008080;"><strong>fiquei tão triste</strong> </span>com aquilo! Quando contei à minha mãe, ela riu-se e desdramatizou. Contudo, ainda hoje me lembro de me sentir mesmo triste por ter cometido um "tão grande pecado".</p>
<p>Lembro-me também (e tão bem) de quando me confessei pela primeira vez, antes de fazer a Primeira Comunhão. <span style="color: #008080;"><strong>Achei mesmo que estava limpa de pecados</strong></span> e saí da confissão determinada a não fazer nada mais de errado e a comportar-me lindamente. Anos depois, aquando da Profissão de Fé (já na adolescência), a magia tinha desaparecido. Só conseguia pensar que quem me estava a livrar de pecados era um homem fraco de espírito, que fazia tudo o que as beatas lhe diziam e se recusava a dar a hóstia às mulheres divorciadas (juro!).</p>
<p>Obviamente que c<span style="color: #008080;"><strong>om a adolescência vieram as dúvidas e as perguntas.</strong></span> A minha catequista nunca soube lidar com elas. Dogmática, como só ela,<span style="color: #008080;"><strong> chegava a chorar de tão ofendida</strong></span> a perguntas tão simples como "Jesus não teve mais irmãos?" ou "se Jesus nasceu no Médio Oriente qual a probabilidade de ele ter olhos azuis e ser louro?". Ela, outros catequistas e o padre da minha paróquia eram pessoas bem mesquinhas, cheias de solenidade e que fizeram sempre questionar que Deus não podia ser nada daquilo - tão sério, tão autoritário e tão sem resposta.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1506372019-02-15T03:44:00Sobre o Abducted in Plain Sigh da Netflix2019-02-15T04:13:59Z2019-02-15T04:15:16Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="Abducted in Plain Sigh da Netflix.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9e18e8a5/21354485_AmKgr.jpeg" alt="Abducted in Plain Sigh da Netflix.jpg" width="500" height="281" /></p>
<p> </p>
<p>Pessoas, preciso de desabafar sobre o "Abducted in Plain Sigh" da Netflix.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><strong>Se ainda não viram, vão-se embora, VÃO-SE EMBORA, porque eu vou spoilar à força toda! Isto, porque eu preciso de desabafar e abrir o meu coração. Vi isto sozinha e ainda não digeri.</strong></span></p>
<p>O "Abducted in Plain Sigh" é um documentário que está na Netflix, mas que não foi produzido pela própria. Na verdade, o nome original é "Forever B".</p>
<p>Conta a história de uma família, que vê a filha (Jan Broberg) de 12 anos, raptada duas vezes e que é violada e manipulada pelo vizinho/melhor amigo. </p>
<p>A própria forma que levou o tal B. a convencer a miúda a estar calada sobre os abusos é de LOUCOS: <span style="color: #008080;"><strong>uma invasão de aliens</strong> </span>e ela, qual Virgem Maria, a ter que ter um filho com ele para salvar o mundo. Obviamente que até à concepção, haveria que copular MUITAS tentativas. Isto durou até aos 16 anos da Jan, a menina. E é completamente atroz. Só esta parte, já valeria o documentário. Até porque ele não se limitava a inventar a história. Ele dramatizava a coisa, com músicas, acessórios, etc. Além disso, ela era uma miúda de 12 anos e ele como um segundo pai e nos anos 70, como não acreditar nele?</p>
<p>Contudo, este é o detalhe mínimo da história.</p>
<p>Pelo meio, há dois raptos da mesma miúda, pelo mesmo homem. Sim, <strong><span style="color: #008080;">DOIS raptos!</span></strong></p>
<p>Mas há mais: os pais deixaram o vizinho durante quatro ou seis meses (já nem sei ao certo), dormir no quarto da filha, quatro vezes por semana, porque "ai e tal,<span style="color: #008080;"><strong> ele estava a fazer um tratamento"!</strong></span></p>
<p>As bombas não terminam aqui. <strong>Ora o pai que admite que masturbou</strong> o tal B. Ora <span style="color: #008080;"><strong>a mãe tem um caso tórrido com ele</strong></span>! Isto, depois de ele já ter raptado a miúda uma vez. Note-se que da primeira vez, ele levou-a para o México, onde<span style="color: #008080;"><strong> CASOU com ela (recordo que ela aqui tinha 12 anos!!)</strong></span> e depois chegou a pedir aos pais uma autorização para casar com a miúda nos EUA. Mesmo depois disso (e anos depois), a mãe põe a filha num avião para ela o ir visitar - é aí que se dá o segundo rapto!!</p>
<p>O mais repugnante é a forma como a mãe falo do caso com o B, como se tivessem sido os melhores anos da vida dela. Aliás, ele convenceu-a a pedir o divórcio, sugerindo que ela ficasse com as filhas (óbvio!). Todavia, como o pai não lhe deu a guarda, ela recuou.</p>
<p> </p>
<p>Mais tarde, ele acabou preso (mas por outros casos, não por este) e a mãe a escrever um livro. A menina é hoje uma mulher, é a actriz Jan Broberg - que fez até pequenos papéis em series como Criminal Minds. Ela parece bem resolvida, contudo <span style="color: #ff6600;"><strong>como ela consegue sentar-se à mesa no Natal com os pais é para mim um mistério.</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Obviamente que já andei pela Internet fora a ler mais sobre o caso e parece que a realizadora Skye Borgman é da opinião que a mãe estava mesmo com uma paixão assolapada (ou ainda estará) e que o envolvimento do pai, foi mais do que um trabalho manual. Enfim!!! LOUCOS!</p>
<p>Aliás, sem sem Jan Broberg, que claramente precisou de muuuuitos anos de terapia, a única pessoa saudável é o agente do FBI que segiu o caso e que nem ele parece entender o que aconteceu ali. LOUCOS!</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/KPBJGgMNHok" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1504172019-02-11T05:39:00Portugal que não se indigna2019-02-11T05:46:19Z2019-02-11T05:46:19Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="violencia-portugal.jpeg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B21188e18/21348661_8Z3bz.jpeg" alt="violencia-portugal.jpeg" width="640" height="480" /></p>
<p> </p>
<p>Juro-vos: se Portugal se indignasse tanto na rua como nas redes sociais, seríamos todos habitantes de um país, tão, mas tão melhor.</p>
<p>Estava marcada para ontem uma manifestação no Marquês de Pombal pela violência doméstica. Andava tudo maluco porque só em Janeiro tinham morrido 9, nove, NOVE mulheres vítimas de violência doméstica. Ficou tudo a salivar, porque na semana passada o número passou a 11, onze, ONZE, sendo uma delas uma bebé de dois anos.</p>
<p>Ontem foi a manifestação e... que tristeza.</p>
<p>Tão pouca gente!</p>
<p>Tanto espaço por preencher.</p>
<p>Tão poucos a dar a cara e o corpo ao manifesto.</p>
<p>Cum raio! Que apatia e pouca participação é esta?</p>
<p>Tudo muito constrangido, muito raivoso, mas na hora de exigir a mudança: poucos. Isso reflecte-se também nas políticas governamentais. Muito "lamento", mas ideias em cima da mesa e pro-actividade zero. </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1501692019-02-06T05:19:00"Ela disse que isto ia acontecer"2019-02-06T05:33:57Z2019-02-06T05:40:00Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="violencia-domestica-portugal.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3417d33a/21342813_rz92E.jpeg" alt="violencia-domestica-portugal.jpg" width="495" height="374" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Sandra fez queixa de Pedro. A polícia avançou, o Ministério Público ignorou. Muitas ameaças (e porradas) depois, Pedro matou a sogra, a filha e depois, suicidou-se.</span></p>
<article>
<div class="excerto">Em Portugal, foram assassinadas 28 mulheres, todas vítimas de violência doméstica.</div>
<div class="excerto">Em Janeiro deste ano, morreram nove mulheres em Portugal.</div>
<div class="excerto">Entre 2004 e 2018, em contexto de violência doméstica, foram mortas 503 mulheres.</div>
<div class="excerto"> </div>
<div class="excerto">E a sério que ainda andam as autoridades a assobiar para o ar e a não dar apoio quando há queixas? Tanta campanha, tanto " denuncie" e "fale" e "não tenho medo", para depois se verem sozinhas (ou sozinhos), sem apoio, desprotegidos e até descredibilizados?</div>
<div class="excerto">Ele matou-se!</div>
<div class="excerto">E ela como vai ficar? Sem a mãe? Sem a filha?</div>
<div class="excerto">Mais: quem é que se vai responsabilizar por tudo isto? Ah pois, como estamos em Portugal, a resposta será certamente NINGUÉM!</div>
<div class="excerto"> </div>
<div class="excerto">
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="51237941_10216391888003153_8567678054292258816_n.j" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bea1805b8/21342814_Hgbtn.jpeg" alt="51237941_10216391888003153_8567678054292258816_n.j" width="400" height="500" /></p>
<p> </p>
</div>
<div class="excerto"> </div>
</article>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1498392019-02-06T01:21:00Crimes portugueses que podiam virar series na Netflix2019-02-04T07:43:21Z2019-02-04T07:43:21Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="netflix-portugal.jpeg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B66182ffb/21340143_tqMlI.jpeg" alt="netflix-portugal.jpeg" width="640" height="480" /></p>
<p>Depois de ver "A Rede", a reportagem da Conceição Lino, na SIC (clap clap clap - que maravilha e que murro no estômago!!), dei por mim a pensar no <span style="color: #008080;"><strong>potencial de Portugal, no que toca a histórias </strong></span> eque dariam excelentes séries de crime na Netflix. Ou, numa realidade mais à portuguesa, uma nova (e interminável) telenovela da noite. Vá, pessoas do entretenimento em Portugal, ponham as mãos nisto - eu nem cobro pela ideia.</p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 18pt; color: #008080;">Caso Casa Pia</span></p>
<p>Escandaleira ao mais alto nível, com direito ao glamour do mundo de entretenimento e tudo. Contudo, isto tinha de ser uma daquelas séries da Netflix com muitos episódios. Daquelas que a cada episódio a coisa piora e nos revolta sempre mais - tipo o "Making me a murder" (eu não passei do primeiro episódio, pois aquilo estava-me a comer os nervos!)</p>
<p>No primeiro episódio, começava a entrevista do ex-aluno da Casa Pia à jornalista Felícia Cabrita. Depois, no segundo, um onde "ups, há mais casos". Seguindo-se pelo terceiro, com um "ah e tal, muita boa gente já sabia disso", passando aos envolvdidos e por aí fora. Sendo que se a coisa fosse sucesso, o processo em si, mereceria também a sua própria série.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #008080; font-size: 18pt;">Maddie McCann</span></p>
<p>Um documentário da Maddie na Netflix tinha o apelo de chamar muito público internacional - afinal, quem é que nunca ouviu falar deste caso? Dava para fazer altas especulações e teorias de conspiração, envolvendo Tony Balir e até uma participação especial do Papa - não deste, mas do reformado.</p>
<p>Uma pena que James Gandolfini (o senhor Soprano) já faleceu, porque acho que ele daria um Gonçalo Amaral (o ex-inspector da Polícia Judiciária) incrível. </p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 18pt; color: #008080;">Caso Marquês</span></p>
<p>O Caso Marquês mais do que um documentário, teria de ser algo ao nível serie "O Mecanismo". Tudo que era actor português acabaria por entrar, porque o que não falta são papéis masculinos para ser representados. O Lima Duarte podia também fazer uma perninha, para fazer de Lula ou de Chavez. Acho que o Joaquim d' Almeida daria um bom juíz Carlos Alexandre. Difícil seria escolher quem interpretaria o Sócrates. O Diogo Infante?</p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1497332019-02-03T10:49:00É seguro viajar para aí?2019-02-01T11:01:06Z2019-02-01T11:01:06Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="viagens-seguras.png" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bef17a197/21336925_T06HA.png" alt="viagens-seguras.png" width="500" height="338" /></p>
<p> </p>
<p>Uma das perguntas mais comuns na hora de viajar é o "É seguro viajar para aí?". "É seguro ir para Bruxelas?" ou "Londres não é perigosa?" ou "Marrocos não é perigoso para as louras", etc.</p>
<p>Obviamente que a segurança é uma coisa importante e que<span style="color: #008080;"><strong> morrer, ainda mais nas férias, é desagradável</strong> </span>e não está nos planos de ninguém. De todos os modos, isso não é algo que se possa prever. Nem mesmo os 382984 artigos que encontram online com os "destinos mais seguros para viajar" vos podem garantir que nada vai acontecer.</p>
<p>Sempre que ouço esse tipo de questão, quase dou por mim a revirar os olhos e a pensar no caso de Portugal. Como se em Lisboa nãou houvesse assaltos, nem assédio no Porto e por aí fora! <span style="color: #008080;"><strong>Portugal também tem os seus problemas</strong> </span>e no resto do mundo, o cenário é mais ou menos o mesmo: gente a tentar viver da melhor forma que pode, em paz. </p>
<p>Obviamente que este meu comentário não se refere a países em guerra. Contudo, na hora de viajar, <span style="color: #008080;"><strong>os cuidados a ter não devem ser muito diferentes daqueles que se tem "em casa":</strong></span> evitar andar sozinho durante a noite, afastar-se das ruas principais, etc.</p>
<p>Quanto ao <span style="color: #008080;"><strong>terrorismo</strong></span>, a menos que alguém tenha contacto priviligiados com uma rede, como saber se vai ou não acontecer? Quando ou a que horas? Mais: quem nos garante que não ocorre em casa?</p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;">Infelizmente, a vida também é isto: a imprevisibilidade. E se isso é bom quando falamos de coisas boas e felizes, na hora de ter de lidar com a dor, a violência e a morte, nem muito. Contudo, se isso não nos impede de sair de casa para ir trabalhar, também não nos deveria impedir de viajar e viver a vida.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1491612019-01-23T03:49:00De uma vez por todas: Não há racismo contra brancos2019-01-23T04:16:24Z2019-01-23T04:16:24Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="racismo.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1f170885/21326728_KZB5K.jpeg" alt="racismo.jpg" width="640" height="480" /></p>
<p> </p>
<p><strong>RACISMO</strong></p>
<p><span style="color: #333333;">1. <span class="def"><span class="word_wrap"><span class="word" title="">Teoria</span> <span class="word">que</span> <span class="word">defende</span> <span class="word">a</span> <span class="word" title="">superioridade</span> <span class="word" title="">de</span> <span class="word">um</span> <span class="word">grupo</span> <span class="word">sobre</span> <span class="word">outros</span>, <span class="word">baseada</span> <span class="word">num</span> <span class="word">conceito</span> <span class="word">de</span> <span class="word">raça</span>, <span class="word" title="">preconizando</span>, <span class="word" title="">particularmente</span>, <span class="word">a</span> <span class="word" title="">separação</span> <span class="word">destes</span> <span class="word">dentro</span> <span class="word">de</span> <span class="word">um</span> <span class="word">país</span> (<span class="word">segregação</span> <span class="word">racial</span>) <span class="word">ou</span> <span class="word">mesmo</span> <span class="word">visando</span> <span class="word">o</span> <span class="word">extermínio</span> <span class="word">de</span> <span class="word" title="">uma</span> <span class="word" title="">minoria</span>.</span></span></span></p>
<div style="text-align: right;"><br /><span style="font-size: 8pt;"><em>in</em> Dicionário Priberam da Língua Portuguesa</span></div>
<div> </div>
<div>Vamos lá ver se entendemos isto: não há racismo contra brancos, ok?</div>
<div>Claro que há negros que não gostam de amarelos e verdes que não gostam de gente às riscas. Há até os que ofendem, mas injuriar e <span style="color: #008080;"><strong>ofender não é igual a racismo</strong></span>.</div>
<div>É preciso entender que o racismo está profundamente ligado à sociedade e às estruturas de poder que a sustentam. Da escravatura, ao colonialismo à marginalização actual, é um facto que <span style="color: #ff6600;"><strong>na nossa sociedade os negros têm menos oportunidades</strong></span>. Quem é negro e pobre tem maior dificuldade para romper o ciclo da pobreza. Também tem menos acesso à educação ou oportunidades profissionais, assim como a melhores salários.</div>
<div>Em Portugal, a maioria dos pobres são negros. As mulheres negras ganham menos e por aí fora. Ou seja, os números comprovam isto..</div>
<div> </div>
<div>Ou seja: mesmo que um negro insulte um branco com um "és um copinho de leite do caralho" ou um "branco de merda", <strong><span style="color: #008080;">esse branco, na sociedade em que vive, não terá menos</span> <span style="color: #008080;">privilégios</span>,</strong> nem verá o seu poder diminuído. Essa ofensa, não lhe vai baixar o salário, por exemplo. </div>
<div>É que quando falamos de racismo, temos de falar também disto: de privilégios. Coisas e <span style="color: #008080;"><strong>aspectos da nossa vida para as quais nós nada contribuímos, mas que nos dão vantagem</strong></span>. Ser branco é uma delas. Tal como entre ser homem branco ou ser mulher branca, claramente, o privilegiado na nossa sociedade é o homem.</div>
<div> </div>
<div>Claro que há negros idiotas (como os há em todas as raças), assim como há os que são ricos e presidentes (também os há em versão de outras cores), assim como os que não gostam de brancos (nem de gays ou de fadas). Contudo, quando se discute o racismo e o que é o racismo, a questão não é essa. <span style="color: #008080;"><strong>Falamos de poder</strong> </span>e da forma como a sociedade está organizada. </div>
<div> </div>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1489282019-01-21T14:48:00O cretino do Carrilho ou a importância de estender o estatuto de vítima aos menores2019-01-21T15:06:46Z2019-01-21T15:06:46Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img class="" style="padding: 10px 10px;" title="violencia-domestica.jpeg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6a18b3e3/21324907_nSERH.jpeg" alt="violencia-domestica.jpeg" width="400" height="256" /></p>
<p> </p>
<p>Só hoje é que soube da reportagem de Ana Leal, onde havia referência a Manuel Maria Carrilho (MMC). Sinceramente, acho sempre que o caso tem sido tratado muito ao de leve pela comunicação social. <span style="color: #008080;"><strong>Parece haver um certo pudor da empresa que designa como "séria" de esmiuçar o caso</strong></span>. Como se violência doméstica não fosse crime público, como se ele não fosse uma pessoa que exerceu cargos públicos, logo pago pelos contribuintes.</p>
<p>Desde o inicio, que tenho acompanhado o caso e não, mas não foi foi por alcoviteirice. É que se "isto" - e por "isto", refiro-me ao tratamento dos juízes, aos anos que o caso demorou para ser julgado e até à violência doméstica e psicológica comprovada (ainda que com pena suspensa),... Enfim,<span style="color: #ff6600;"><strong> se "isto" acontece a estes dois: famosos, com visibilidade e com dinheiro... o que não vai acontecer quando for comigo,</strong> </span>com a dona Rita ou com o senhor Pedro?</p>
<p> </p>
<p>A reportagem da TVI focava-se num ponto muito interessante. Usando o exemplo de MMC e dos autos e provas usadas em tribunal, usaram este caso como referência, um caso em que a violência doméstica é provada e há pena, para reflectir como fica a situação dos filhos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Se eles estiveram, e neste caso isso foi provado, presentes em situações de violência, não devirem eles, por arrasto, beneficiar do estatuto de "vítima" e serem afastados do culpado?</strong></p>
<p>Veja-se o caso de MMC, mesmo sentenciado, ele <span style="color: #008080;"><strong>tem a custódia do filho</strong> </span>mais velho.</p>
<p>Mesmo sentenciado, ele continua a estar com os filhos e a mãe, <span style="color: #008080;"><strong>a vítima, continua a ter que ter contacto com ele,</strong></span> na hora de entregar as crianças? Hora essa, que ele usa para agredir, atacar e humilhar.</p>
<p> </p>
<p>Olhando para o caso de MMC, não creio que nenhum homem ou mulher se sinta motivado a fazer queixa de violência doméstica em Portugal.</p>
<p>A humilhação pública é imensa, a lentidão dos tribunais fatal (muitas vezes literalmente), há ainda a exposição dos filhos (neste caso bastante agravada, pois ambos são famosos),.... Nem mesmo depois de fazer queixa, ela deixou de ser agredida por ele - física e psicologicamente. Pelo meio, perdeu o filho que já não vive com ela. A carreira dela, assim como a reputação, foi pelo cano. Sabe-se lá como andam os nervos daquela mulher. E fica sempre a ideia, se isto é assim com ela, imaginem comigo?</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1485162019-01-16T09:27:00Frases que definem relações abusivas2019-01-16T09:36:14Z2019-01-16T09:36:14Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="relacao-abusiva.png" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3e17c2f9/21318344_0fCoZ.png" alt="relacao-abusiva.png" width="500" height="480" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Apanhei </span><a style="font-size: 14pt;" href="https://www.facebook.com/FeminismoSemDemagogiaMarxistaOriginal/photos/a.581594045265922/2035271546564824/?type=3&theater" target="_blank" rel="noopener">este post no Facebook</a><span style="font-size: 14pt;">, na página</span><strong style="font-size: 14pt;"> Feminismo sem demagogia</strong><span style="font-size: 14pt;">, onde pedia aos seguidores que citassem uma frase que que definisse uma relação abusiva. Aqui ficam algumas:</span></p>
<p> </p>
<p><strong>"Se a gente se separar, eu conseguirei alguém melhor que você e você, acho muito difícil que consiga alguém parecido comigo"</strong></p>
<p><strong>"A culpa é sua"</strong></p>
<p><strong>"Eu te dei a vida, posso tirar"</strong></p>
<p><strong>"Amor, você ficou linda com essa saia, mas eu prefiro quevocê vá de calça, pode esfriar."</strong></p>
<p><strong>"Você pode encontrar qualquer um por aí, mas você nunca vai encontrar alguém tão bom pra você e que te ame tanto quanto eu, pode ter certeza.” </strong></p>
<p><strong>'Eu gosto de te ver chorar durante a madrugada, isso prova o quanto tu me ama''</strong></p>
<p><strong>"Esse seu jeito de rir de tudo parece que tá dando em cima de todo mundo."</strong></p>
<p><strong>"Eu transo com outras mas não tem sentimento, então não é traição. E você que namorou outra pessoa quando terminei com você? Deu quantas vezes pra ele?"</strong></p>
<p><strong>"Eu não queria te bater, você que me tirou do sério."</strong></p>
<p><strong>"Eu te amo tanto. Você tem que me perdoar." </strong></p>
<p><strong>"Mulher minha não faz isso"</strong></p>
<p><strong>“Pra que amigas? Elas são todas falsas, você só precisa de mim”</strong></p>
<p><strong> </strong></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1484132019-01-12T08:56:00Como o Instagram está a mudar a forma como viajamos2019-01-11T09:41:24Z2019-01-16T09:27:27Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img class="" style="padding: 10px 10px;" title="instagram-viagem.jpeg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5017da3d/21312587_6GZGh.jpeg" alt="instagram-viagem.jpeg" width="800" height="532" /></p>
<p>Não é exagero meu, nem muito menos quero estar aqui armada em velho do Restelo, até porque de todas as redes sociais, o Instagram é, de longe, a minha queridinha.</p>
<p>Contudo, para o bem e para o mal, é muito óbvio que o Instagram está a mudar a forma como viajamos. Ora vejam:</p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 18pt; color: #008080;">1. Sessões fotográficas em viagem</span></p>
<p>Ando aqui pelas Ásias e posso garantir-vos que sessões de fotografias durante a viagem são <em>uma</em> coisa. Aliás, a primeira vez que o vi, foi em Lisboa, com uma família fofinha a fazer uma sessão em plenas férias.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #008080; font-size: 18pt;">2. Tours Instagram</span></p>
<p>Se há uns que fazem sessões fotográficas, há os que são mais específicos e se dedicam a fazer tours Instagram. Se não sabem o que é, eu passo a explicar: Quem participa nestas tours, é levado aos locais mais fotografados de um dado destino. Durante a viagem, os participantes são instruídos sobre os melhores ângulos e horas (por causa da luz), para tirar fotos que lhes garantirão mais Likes no Instagram. Juro-vos que isto é uma coisa. Fica aqui um exemplo que encontrei no GetYourGuide: <a href="https://www.getyourguide.pt/bali-l347/excursao-instagram-em-bali-destaques-mais-cenicos-t162114/?utm_force=0&partner_id=N3RZ37Z&utm_medium=online_publisher&placement=content-top&cmp=maria-instagram-tour" target="_blank" rel="noopener">Excursão Instagram em Bali: As Mais Incríveis Paisagens</a></p>
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<p><span style="color: #008080; font-size: 18pt;">3. Visitar lugares desconhecidos</span></p>
<p>Obviamente que no Instagram há filtros e tudo o que é mau (multidões, cheiros, trânsito, caos, etc.) não vem na fotografia. Ainda assim, o Instagram tirou vários lugares do anonimato. Contudo, será que as pessoas que lá vivem apreciam essa popularidade?</p>
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<p><span style="font-size: 18pt; color: #008080;">4. Explorar locais novos mesmo aqui ao lado</span></p>
<p>Este ponto está associado ao anterior e eu, por exemplo, faço sempre isso. Quando chego a um novo local, vou cuscar o Instagram alheio e é frequente perguntar onde é ou ir pesquisar quando um local me desperta atenção. À custa disso, já descobri lugares catitas e é sobretudo útil com restaurantes, por exemplo.</p>
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<p><span style="font-size: 18pt; color: #008080;">5. Expectativa vs realidade</span></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="expectativa-realidade-viagens.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf4175afb/21312585_ccQM1.jpeg" alt="expectativa-realidade-viagens.jpg" width="500" height="354" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O Instagram é um mundo de filtros e de realidade maquilhada, como referi. Logo, a realidade não é bem assim. O céu do</span> <a style="font-size: 14pt;" href="https://mariavaicomtodos.blogs.sapo.pt/guia-para-viajar-na-india-89004" target="_blank" rel="noopener">Taj na Índia</a><span style="font-size: 14pt;"> não é azul clarinho e as filas para subir e descer num comboio em </span><a style="font-size: 14pt;" href="https://mariavaicomtodos.blogs.sapo.pt/visitar-cinque-terre-146827" target="_blank" rel="noopener">Cinque Terre</a><span style="font-size: 14pt;">, implicam muito inspira e expira.</span></p>
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<p><span style="color: #008080; font-size: 18pt;">6. A preocupação com o visual</span></p>
<p>Como vos disse, ando há meses pela Ásia e se vocês acham que nós somos agarrados a um telemóvel, têm de vir aqui. É de loucos! E se há anos, se via a gente a viajar relaxada, ao melhor estilo backpacker, com a mesma camisola dias seguidos; agora, o jogo mudou. E nisto, elas ganham: lindas, de vestidos esvoaçantes e super maquilhadas. Hoje em dia, dá para ver pelo look quem é a <a href="https://mariavaicomtodos.blogs.sapo.pt/pessoas-instagram-essa-nova-especie-145607" target="_blank" rel="noopener">influencer de Instagram</a>.</p>
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<p><span style="color: #008080; font-size: 18pt;">7. Esperar (muito) para tirar uma fotografia</span></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="buda.png" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0f17438b/21318330_ChcIt.png" alt="buda.png" width="640" height="480" /></p>
<p>Recordo-me que estava em Ayutthaya, a poucas horas de Bangkok, num complexo de templos e que tem uma fotografia muito conhecida: a de uma cabeça de um Buda, que depois de cair/ser saqueado, acabou presa e integrada num conjunto de raízes de uma árvore. A dado momento, dei por mim a pensar: "será que já passei por ela e não a vi?" Metros à frente, havia um aglomerado louco de turistas, o que me deu a resposta ao que eu precisava, pois seguramente era ali estava ela. E estava. E o horror que foi para conseguir uma foto?</p>
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<p><span style="color: #008080; font-size: 18pt;">8. Gente que tira 2732 fotos</span></p>
<p>Tirar fotografias fica ainda mais difícil quando há aquelas pessoas que tiram 10 e 20 e 30 fotografias. E, note-se, até terem a foto que gostem, não saem do local. Ali ficam, pedindo mais e mais ao parceiro/parceira até conseguirem a foto perfeita.</p>
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<p><span style="font-size: 18pt; color: #008080;">9. Gente que viaja só para a fotografia</span></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="instagram-em-viagem.png" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B22178d4f/21312586_fS0Th.png" alt="instagram-em-viagem.png" width="640" height="480" /></p>
<p>Tenho visto muita gente que parece que na verdade só está ali para dizer que sim, que esteve. Talvez haja uma verdade quando se diz que as redes sociais criaram uma geração mais narcisista e com uma necessidade louca de ter tudo agora e já, de forma imediata. As pessoas parecem mais preocupadas em postar fotos, do que a realmente conhecer o local e a interagirem com os que ps rodeiam. O que, em boa verdade, é a melhor parte da coisa.</p>
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<p><span style="color: #008080; font-size: 18pt;">10. Morrer pela fotografia</span></p>
<p>Embora não haja estatísticas ou se há eu não encontrei; já li diversos casos de pessoas que morreram para tirar uma foto e até para recriar uma determinada imagem de Instagram. Juro que não é brincadeira. Como a história de uma norte-americana, que morreu no Grand Canyon, pois enquanto postava uma foto, caminhou fora do trilho.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1478812018-12-31T22:09:00Feliz 20192018-12-27T11:10:21Z2018-12-27T11:10:21Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="2019.png" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B89170835/21295430_GUQjg.png" alt="2019.png" width="500" height="326" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:mariavaicomtodos:1474602018-12-27T10:00:00Tailândia: 8 anos depois2018-12-27T11:08:52Z2018-12-27T11:08:52Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="tailandia.JPG" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb6184a14/21295428_6QsgK.jpeg" alt="tailandia.JPG" width="500" height="316" /></p>
<p>Oito anos depois, voltei à Tailândia e, sim, muita coisa mudou!</p>
<p><span style="font-size: 18pt; color: #008080;">O norte agora é turístico:</span></p>
<p>O turismo sempre foi uma grande fonte de rendimento para a Tailândia e o país sempre foi muito procurado, afinal é barato e com praias de sonho. Contudo, há oito anos, o norte não atraía tanta gente como agora.</p>
<p>Também muito por causa dos nómadas digitais, Chiang Mai está a rebentar de gente. A cidade está bem mais cara e cheia de cadeias de fast food. Uma pena.</p>
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<p><span style="color: #008080; font-size: 18pt;">Há um rei novo</span></p>
<p>Ser rei na Tailândia é uma coisa séria - tanta que buda vos livre se falam mal da família real. E, sim, isto foi em 2016, mas <span style="color: #008080;"><strong>vê-se que o novo rei cheira a novo e há fotografias dele em todos os cantos,</strong></span> que gritam necessidade de afirmação. Quem já esteve na Tailândia, sabe que sempre houve fotos da família real, mas agora a coisa supera.</p>
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<p><span style="font-size: 18pt; color: #008080;">Turismo mais consciente</span></p>
<p>Recordo-me de há oito anos ir fazer mergulho em Ko Tao e de ficar com o coração em lágrimas. Os barcos paravam mesmo em cima dos corais e uma pessoa, sem saber, saltava e tocava neles - tal significa a morte dos corais. Não havia muito cuidado, nem informação, nem interesse em preservar. Desta vez, deu para notar a diferença e <span style="color: #008080;"><strong>as várias empresas parecem mais informadas e muito mais cuidadosas</strong></span>. Assim, sim!</p>
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<p><span style="color: #008080; font-size: 18pt;">Menos exploração animal</span></p>
<p>Seja para fazer festinhas em tigres acorrentados ou passear em elefantes que são açoitados, o que nunca faltou na Tailândia foi turista parvinho e a pagar com esse tipo de actividade. Hoje em dia <span style="color: #008080;"><strong>parece haver mais informação</strong></span> e com isso, menos gente que vai atrás desse tipo de actividade.</p>
<p>Digo "parece", porque pareceu-me ver menos propaganda nesse sentido, porque turistas parvos e sem noção, continuam a existir. Por exemplo, foi só chegar a Ayutthaya para ver que os passeios de elefante continuam populares. É que nem mesmo vendo o guia com uma foice na mão, com a qual vai batendo no bicho, as pessoas conseguem entender que não, andar de elefante não é uma boa ideia.</p>
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<p><span style="font-size: 18pt; color: #008080;">Os pobres estão menos pobres</span></p>
<p>A instabilidade política tem feito parte da Tailândia nos últimos anos. Um sem fim de governos militares e golpes - talvez por isso, o rei sempre tenha sido uma figura tão importante, pois permaneceu a única figura constante na vida tailandesa.</p>
<p>Adiante, a maioria dos tailandeses diz que a economia está mal (que é bem possível), que tudo está mais caro (que está) e que há menos trabalho (plausível); contudo parece-me também que há menos gente a pedir ou a dormir na rua.</p>
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<p><span style="font-size: 18pt;"><strong>A comida</strong></span></p>
<p>Lembro-me que há oito anos, tudo me sabia bem. A comida tailandesa era incrível e tudo uma descoberta. Desta vez, pareceu-me tudo preparado para o palato dos turistas e bem, mas bem aborrecido. E isso, isso é triste.</p>
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