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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

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Coisas que eu me lembro dos meus exames nacionais

14.06.15

 

Era 2004, ou seja, estava Portugal inteiro aos gritos pelo Figo e pelo Rui Costa e com bandeiras de Portugal à janela. Algumas, com mais verde que vermelho ou em modo 50%. O meu pai recusou-se a pôr bandeira, mas lá ia comendo amendoins e vendo os jogos.

Eu estudava e pelo meio via os jogos.
Recordo-me que no último jogo (Portugal x Grécia) pensar "que bom que acabaram os exames, hoje posso ir celebrar". Portugal perdeu, mas nós celebramos na mesma, afinal, os exames tinham acabado.
Lembro-me de fazer resumos, de fazer contas e mais contas para a média, de falar em frente ao espelho e de ora pensar, "isto dos exames é uma treta pegada", ora "ai-meu-deus-ai-meu-deus"! Não tomei comprimidos, dormia que nem um anjinho e a vida era boa.

Lembro-me sobretudo do nervosinho (ou excitação) que sentíamos todos no primeiro exame, sobretudo devido a toda a formalidade - os exames vinham fechados, estávamos todos sentados por ordem alfabética, os professores conferiam o nome no BI.
Em 2004 todos pensámos que o exame nacional de português seria sobre Sophia de Mello Breyner, que tinha morrido recentemente. Saiu o "Felizmente há luar" de Luís de Stau Monteiro.
Neste primeiro exame, saí feliz da vida! Tinha corrido muito bem, até que naquele momento em que todos perguntam o "puseste o quê?"/"eu escrevi que...", me dei conta que tinha saltado a pergunta de desenvolvimento. Valia 2,5 valores! Coisa pouca, quando Português era o meu exame de admissão para a universidade. O drama, o horror e o pânico - recordo-me que me inscrevi também na segunda fase, não fosse ser necessário um plano B. Fiz o exame, mas nem foi preciso e já nem me lembro o que saiu.

Também me recordo de quando cheguei ao dia do exame de inglês e que não tinham uma mesa para mim. Uma confusão! Lá se arranjou uma mesa e lá comecei a fazer o exame - o resto da sala já tinha começado.
Ia eu a meio do exame, quando preciso de consultar algo e... e lá estava o sacana do resumo de inglês. Novo drama e novo horror! No meio daquela confusão, nem eu tinha deixado o resumo na mala, nem nenhum professor tinha feito a revista da praxe ao dicionário. Que fazer? Chamar a professora? Fazer como se não fosse nada? E se ela desse pela coisa e se não acreditasse em mim e me anulasse o exame?! Fiquei caladinha que nem um rato, passei todo o exame super nervosa e mesmo precisando, não toquei no dicionário. Quando o exame acabou, saí a correr e deitei o resumo no lixo.
Ai, os exames nacionais!