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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

“Aqui é que se está bem, aqui é que é bonito e bom”

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Acho bem que as pessoas gostem das suas terras e se orgulham do que é seu - obviamente que o que é de extremos chateia e dá comichões, até porque do orgulho cego ao nacionalismo idiota, a fronteira pode ser curta!

O que por vezes me custa é entender é esta cegueira e esta teimosia - sobretudo quando não se conhece o resto! Constantemente ouço coisas como, "por que é que vais para aí, quando há tanta coisa boa em Portugal?" Afinal:

 

“Não há comida como a nossa!”

“Não há costa como a nossa!”

“Não há café como o nosso!”

“Não há igrejas como as nossas!”

“Não há comida como a nossa!”

“Não há simpatia como a nossa!”

… e a lista continua!

 

Claro que o nosso é bom e é do nosso agrado: é aquilo que nós conhecemos, é onde estão as nossas referencias e memórias afectivas! No entanto, as pessoas que usam este tipo de argumento para não visitar outros locais, conhecer outras culturas, falar com outras pessoas ou aprender outros idiomas têm de parar.

 

Aliás, têm de ir! Têm de ir ver outras coisas. Têm de sair da bolha. Têm de abrir horizontes. Muitas vezes são estas experiências que nos fazem gostar ainda mais daquilo que é nosso ou pelo menos, ensinam-nos a apreciar!

 

Há muitas pessoas que viajam, mas vão sempre de pé atrás, com medo de se entregarem e de se deixarem levar. Não experimentam outras comidas, por nojinho. Não falam mais do que o necessários com os Locais, por desconfiança. Não saem do recinto do hotel, porque é perigoso. E vocês, o que pensam?

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