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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

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E as minhas apostas para os Oscares são....

24.02.17

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Durante anos, tive uma amiga que era maluqinha, maluqinha por cinema - tinha bom gosto, atenção, não papava filmes pipoqueiros. Fez-me papar todos os clássicos do cinema e vibrava com os Óscares, como eu nunca vi! Ela, juro, ano após ano, via a cerimonia toda, todinha e aquilo, para ela, era das melhores noites do ano. Nos dias anteriores, lá andávamos nós a fazer apostas. Porque isto do Óscar não é apenas premiar os melhores. Há muita politiquice, há muito o momento e a realidade social, enfim: há muitos factores em ter em consideração. Até, porque já se sabe, ter muitas nomeações é muitas vezes meio caminho andado para regressar a casa sem nada! Assim sendo, em memória da minha juventude, cá vão as minhas apostas.

 

Melhor Filme

 

“Arrival - O Primeiro Encontro"
“O Herói de Hacksaw Ridge”
“Hidden Figures”
“Lion”
“Moonlight”
“Fences”
“Hell or High Water”
“La La Land”
“Manchester by the Sea”

Inclino-me para o La La Land! É um filme bem Hollywood, fácil de gostar, sem que isso seja mau e é fofinho. E se ganhar é bem merecido, porque nos deixa felizes e de sorriso nos lábios e e só por isso, vale a pena. Acho que o Lion poderia também ser uma aposta para vencedor. Aquele filme surpresa que ganha, quando ninguém o espera. A ver vamos.

 

Melhor Realizador

Damien Chazelle (“La La Land”)
Barry Jenkins (“Moonlight”)
Kenneth Lonergan (“Manchester by the Sea”)
Denis Villeneuve (“Arrival - O Primeiro Encontro")
Mel Gibson (“O Herói de Hacksaw Ridge”)

Aqui acho que o vencedor vai ser mesmo o realizador do Damien. Este filme resulta da visão deste senhor e o prémio seria bem mais do que merecido, pois sem ele isto não existiria-

 


Melhor Actor Principal

Casey Affleck, (“Manchester by the Sea”)
Denzel Washington (“Fences”)
Ryan Gosling (“La La Land”)
Andrew Garfield (“O Herói de Hacksaw Ridge”)
Viggo Mortensen (“Capitão Fantástico”)

Sinceramente, tenho dúvidas. No entanto, acredito que o Casey Affleck possa ganhar. É um papelão. A minha dúvida está relacionada com as alegações de assédio sexual e se ele ganhar, vai ser o bom e o bonito, com a Internet a cair em cima dos Óscares e da Academia - normal. É certo que nada está provado e que a Academia já deu o prémio ao Pollack, que foi efectivamente acusado e continua fugido à justiça... a ver vamos! Depois, o Ryan La La, desculpem, mas não merece o Oscar - eu consolo-o! Ele faz o que tem a fazer no filme, mas não deslumbra. O Andrew é muito novinho para o Oscar. O Denzel é sempre um actor espectacular, mas que já tem um Oscar; em contra partida o Viggo é um actor espectacular e não tem nenhum. Ainda assim, se o DiCaprio já tem um, haja esperança para os que perderem.

 


Melhor Actriz Principal

Isabelle Huppert (“Elle”)
Ruth Negga (“Loving”)
Natalie Portman (“Jackie”)
Emma Stone (“La La Land”)
Meryl Streep (“Florence, Uma Diva Fora de Tom”)

Sei que a Emma Stone tem papado tudo, mas ser ela e não a Isabelle Huppert a ganhar seria bem injusto. Até porque, e mais uma vez, ela ainda tem muita Holywood pela frente. Além disso, dar o Oscar à Isabelle Huppert seria mais que justo, a um nível de prémio carreira... e ela é a maior!!

 


Melhor Ator Secundário

Mahershala Ali ("Moonlight")
Jeff Bridges ("Hell or High Water")
Lucas Hedges (“Manchester by the Sea”)
Dev Patel ("Lion")
Michael Shannon ("Animais Noturnos")

Cheira-me que o lindinho (e homem da minha vida) Dev vai ganhar o moço dourado. Até o puseram na categoria secundaria para ter mais hipóteses. Seria justíssimo.

 


Melhor Atriz Secundária

Viola Davis (“Fences”)
Michelle Williams (“Manchester by the Sea”)
Naomie Harris (“Moonlight”)
Nicole Kidman (“Lion”)
Octavia Spencer (“Hidden Figures”)

Se a Viola Davis não ganha... que abandonem todos a sala, que se boicotem os Oscares para sempre. Para sempre, ouviram? Ainda mais, a Viola faz os melhores discursos.


Melhor Argumento Original

“Manchester by the Sea”
“La La Land”
“Hell or High Water”
“A Lagosta”
“Mulheres do Século XX”

Um pouco dividida entre o primeiro ou o último, até porque (convenhamos), o La La Land em termos de história não é nada de novo.

 


Melhor Argumento Adaptado

“Moonlight”
“Arrival - O Primeiro Encontro"
“Fences”
“Lion”
“Elementos Secretos"

Lion. Lion. Lion.

 

Quanto aos Óscares técnicos, digamos que tenho que ir à minha vida. Deixo aqui a lista, caso seja do vosso interesse 


Melhor Fotografia
“La La Land”
“Moonlight”
“Arrival - O Primeiro Encontro"
“Silêncio”
“Lion”


Melhor Montagem
“La La Land”
“Moonlight”
“Arrival - O Primeiro Encontro"
“O Herói de Hacksaw Ridge”
“Hell or High Water”


Melhor Design de Produção
“La La Land”
“Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los”
“Salve, César!”
“Arrival - O Primeiro Encontro"
“Passageiros”


Melhor Guarda Roupa
“Florence, Uma Diva Fora de Tom”
“La La Land”
“Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los”
“Aliados”
“Jackie”


Melhor Caracterização
“Star Trek Beyond”
“Esquadrão Suicida”
“A Man Called Ove”


Melhor Banda Sonora
“La La Land”
“Lion”
“Jackie”
“Moonlight”
“Passageiros”


Melhor Canção Original
“City of Stars” (“La La Land”)
“How Far I’ll Go” ("Vaiana")
“Can’t Stop the Feeling” ("Trolls")
“Faith” ("Cantar!")
“Jim” ("Jim: The James Foley Story")
"Audition", ("La La Land")


Melhores Efeitos Visuais
“O Livro da Selva”
“Rogue One: Uma História de Star Wars”
“Doutor Estranho”
“Horizonte Profundo - Desastre no Golfo”
“Kubo e as Duas Cordas”


Melhor Edição Sonora
“O Herói de Hacksaw Ridge”
“Arrival - O Primeiro Encontro"
“Horizonte Profundo - Desastre no Golfo”
“La La Land”
“Sully - Milagre no Rio Hudson”


Melhor Mistura Sonora
“Rogue One: Uma História de Star Wars”
“O Herói de Hacksaw Ridge”
“La La Land”
“Arrival - O Primeiro Encontro"
“13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi ”


Melhor Documentário
“O.J.: Made in America”
“13th”
“Life, Animated”
“Fire at Sea”
“I Am Not Your Negro”


Melhor Filme de Animação
“Zootrópolis”
“Vaiana”
“Kubo e as Duas Cordas”
“A tartaruga vermelha”
“My Life As a Zucchini”


Melhor Filme em Língua Estrangeira
“Toni Erdmann” (Alemanha: Maren Ade)
“The Salesman” (Irão: Asghar Farhadi)
“Land of Mine” (Dinamarca: Martin Zandvliet)
“Tanna” (Austrália: Martin Butler, Bentley Dean)
“A Man Called Ove” (Suécia: Hannes Holm)

 

Alguém por aí já se arrependeu de ter filhos?

15.02.17

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Eu que não tenho filhos, e possivelmente vou levar umas pauladas depois de escrever este artigo, pergunto a vós, mães: estão arrependidas de ter filhos? Se voltassem atrás, teriam feito o mesmo?

Atenção, não vos estou a perguntar se gostam ou não dos vossos filhos, nem a colocar em causa o amor maternal e incondicional que sentem pelas vossas crias. Podem ser (e possivelmente são) as melhores mães e sentirem-se também arrependidas. Sim, ambas as coisas andam muitas vezes de mãos dadas.

 

Recentemente, li um artigo no The Guardiam que falava disso mesmo. Mães, boas e competentes mães, com filhos saudáveis e bons alunos na escola, que se diziam arrependidas. Muitos dos testemunhos eram de mulheres que tinham planeado a gravidez, ou seja, não eram casos de “ups”!

As razões eram várias. Umas porque sentiam que a maternidade, a verdadeira, não a das redes sociais, era demasiado dura e que tinham idealizado demais a coisa. Algumas diziam que ser mãe resultava bastante aborrecido. Outras, porque não se sentiam nem mais realizadas, nem mais felizes - pelo contrário. Ou simplesmente, porque não viviam aquela realização materna, que os outros dizem ser suposto uma mãe viver. Outras, porque se sentiam sozinhas e abandonadas, com a carreira estagnada e com opções de vida mais limitadas. Quase todas sentiam falta da vida pré-filhos e das antigas rotinas. Por mais que se fale de igualdade, acabam por ser elas a ficar em casa com os filhos e também mais condicionadas em termos financeiros.

 

Sejamos objectivos, há mais de cem anos atrás, um filho era um herdeiro, mão-de-obra. Nas famílias ricas, as mães nem amamentavam as crianças e havia uma hora marcada para pais e filhos se encontrarem. Só no século XX, com a introdução dos Direitos das Crianças e muita psicologia infantil e muito marketing, é que os cachopos passaram a ser vistos de outra forma. A transformação foi tal que hoje em dia, um filho virou o centro do universo. Os pais adaptam-se á vida das crianças e deixam de ir à exposição X, porque vão antes ao aniversário do amiguinho de 3 anos, com quem o filho anda no infantário.

Cada vez mais, parece-me, os pais vêem os filhos como uma extensão deles mesmos e não como indivíduos, com personalidade e direito à sua autonomia - veja-se a relação que a maioria dos pais têm com as redes sociais, onde todas as conquistas e desenvolvimentos da criancinha são partilhados até à exaustão. A competição entre pais é feroz, com direito a definição e tudo: os helicopter parents.

Muitas das mães do artigo não se encaixam neste perfil, sentindo-se (talvez) um falhanço por isso. Daí a frustração, daí o arrependimento. Será?

 

Continuando: não será natural que uma mãe se arrependa? E um pai? Mesmo que não seja num estado permanente, como muitas das mulheres do artigo comentam, não é normal ter momentos? Tipo quando o puto passa noites sem dormir ou a miúda faz birra no supermercado, porque quer um chocolate? Ou até mesmo quando os vossos amigos vão jantar fora e vocês não podem, porque não encontraram uma ama? Ou simplesmente, porque se acabaram as viagens, porque as fraldas são caras?

Vá, contem-me tudo.

Vencedores do World Press Photo

13.02.17

Captura de ecrã 2017-02-13, às 15.11.46.png

 

Já foram anunciados os vencedores do World Press Photo e a fotografia do ano 2016, foi a do Burhan Ozbilici da Associated Press, que captou os segundos depois do assassinato do embaixador russo, na capital da Turquia.

Não é uma surpresa, não tanto pela beleza da fotografia, mas pelo que ela capta: um assassino. A expressão de um assassino (não vamos aqui entrar no “ai  Rússia e tal”, porque o que ali está é um assassino), um homem que segundos antes era como todos os outros e um homem que jaz ao seu lado e que segundos antes tinha uma vida como todos os outros.

Estive a ver as restantes fotografias do World Press Photo... e que tristeza de mundo em que vivemos, tirando algumas fotografias da categoria de Desporto ou Animal (há uma de um rinoceronte sem o seu corno, que não me sai da cabeça!), 2016 foi um ano mesmo triste: o vírus zika, guerra na síria, refugiados a chegar pelo Mediterrâneo, desastres naturais, guerras e conflitos. Raios, em que mundo vivemos? Podem ver as fotografias aqui.

10 Anos depois da despenalização do aborto

10.02.17

Dez anos depois das despenalização da interrupção voluntária da gravidez (IVG), que foram assinalados ontem, Portugal é um país um bocadinho melhor. Há menos abortos, há menos reincidência, há mais mulheres a recorrem à contracepção e nenhuma, nem uma, zero, zero, casos de mortalidade. Incha!

O mais triste é constatar que a principal razão de muitas IVG em Portugal é o desemprego.

 

 

Mais detalhes, neste vídeo do Expresso sobre os números da IVG em Portugal.

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