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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

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10 Melhores países para se reformar

31.01.17 | Maria vai com todos

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De vocês eu não sei, mas tenho cá para mim que isto anda tudo trocado. Agora, quando uma pessoa está fresca é que devia estar reformada. Deixávamos a vida de escritório lá para os 70, entre babas e xixis a cada 5 minutos! Caramba, o que eu não dava para ser reformada agora... ou isso ou ser heredeira.

Adiante! Segundo a Forbes, estes são os 10 melhores países para uma pessoa se reformar. A Forbes olhou as aspectos conómicos (se é caro ou barato), mas também à estabilidade económica e segurança do país. E, claro, qualidade de vida, o clima e  bons serviços médicos, nem que seja privados. Aqui vamos: os 10 melhores países para reformados.

 

10. Malta

 

9. Portugal

 

8 Nicaragua

 

 

7. Espanha

 

6. Malásia

 

5. Colombia

 

4. Costa Rica

 

 

3. Equador

 

2. Panama

 

1. México

 

Guia para viajar no Japão

29.01.17 | Maria vai com todos

O Japão era daqueles países que sempre esteve na lista de viagens. Porém, nunca no topo. Não pelo Japão, mas porque havia sempre outros países e também por ser um destino caro, que é. Foi também por isso que esta foi das viagens que melhor organizei e planeei na vida. Confirmando-se o senso comum que, sim senhora, planear é a chave para viagens (mais) baratas. Se gostei do Japão? Adorei. Se quero voltar. Sim, sei que um dia voltarei. Se recomendo? Muitíssimo.

 

Japão clima: Quando ir?

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O clima do Japão não difere muito das quatro estações da Europa, ainda que os Invernos não sejam tão rigorosos ou chuvosos. Nota-se mais Primavera e o florescer das árvores e das flores é algo muito bonito. E há muitas cerejeiras, que dão aquelas flores cor-de-rosinha – os tais cherry blossom trees, que já fazem parte da imagem de marca do país. A verdade é que é muito bonito e os Japoneses valorizam mesmo a coisa, tornando tudo mais especial.

Eu fui ao Japão em Abril, ou seja, já este processo estava a finalizar, mas ainda apanhei algumas no norte é liiiiiiiiiiiiindo. Lindo mesmo.

Depois de ter lá estado, acho que o outono tem de ser muito bonito também. Há imensos parques e jardins e o verde da vegetação é... único! Como se fosse uma nova cor – cá em casa, chamamos-lhe o “verde Japão" e só na Indonésia vi algo semelhante. Caso nos faz pensar que durante a noite, anda alguém a polir as folhas, folhinha por folhinha, para ficar tudo tão bonito. Dizia eu, que o Outono também deve ser muito bonito, com a chegada dos vermelhos e amarelos, as cores da estação.

 

O Japão é caro?

Viajar dentro do país é caro. O metro é caro. O alojamento no Japão é caro. Assim sendo, planear e reservar com antecedência é SUPER importante. Já comer pode ser mais barato. Há imensas cadeias de fast food BOAS e a dar 10 a zero ao MacDonalds - e mais baratas. Nos supermercados vende-se comida baratinha, inclusive umas caixinhas com a refeição completa. Imagino que um Japonês ache aquilo a pior coisa do mundo. Eu achava beeeem saboroso. Comi sempre muito bem e bem diversificado.

 

A comida no Japão é boa?

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Oh meus amigos!! É excelente. Como eu dizia, há imensa opção. Até porque a gastronomia japonesa não se limita ao sushi – se bem que só com isso, já seria feliz. Há também carne muito boa, ramen (a sopa) variado, especialidades de caril, etc. Uma dica, consultem os menus no exterior e vejam os preços antes de entrar. Há locais MUITO caros - mas também há muitas opções de restaurantes de sushi baratos, não se preocupem. Todavia se vos toca um, onde têm um Sushi Chef só para vocês... bem, isso paga-se.

Dicas para comer barato no Japão

Há poucos menus em inglês. No entanto, quase todos os restaurantes têm menus com imagens ou aquelas montras com comida plastificada, basta apontarem para o que querem. Ah, a pastelaria é óptima! Não há mesmo nada que no Japão façam mal, verdade seja dita!

Aproveitem também para provar as coisas esquisitas que por lá há: Kitkat de morango, gelados de chá verde, bolos com recheio de feijão,...

 

Como são os transportes no Japão? Viajar no Japão é difícil?

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Na Internet encontram imensa informação em inglês, o que é óptimo para organizar a vidinha. No local, podem contar com uma rede de transportes SUPER eficiente e MEGA  pontual. Se o comboio é às 16h23 é às e 23. Se aparece um às e 19, aquele não é o vosso.

Uma dica: comprem um cartão SIM para telemóvel Japonês antes de irem – podem comprar na Internet e pedir para entregar no vosso hostel. É que ter Internet no Japão é MUITO útil. O Google Maps funciona muito bem e em total sintonia com os transportes, sendo ideal para viajar dentro das cidades.

Outra dica: façam bem as contas às viagens que vão fazer. Por exemplo, nós compramos o Japan Rail Pass. Com este passe podíamos andar nos comboios da Japan Rail (JR), uma das maiores companhias ferroviárias japoneses (há várias). A JR opera os Shinkansen, o comboio rápido e várias rotas de comboios regionais e urbanos, que funcionam quase como metro nas cidades grandes. Há passes para 7, 14 ou 21 dias, Nós compramos um para 14 dias, que custou 400  e pouco euros. No final da viagem, fizemos as continhas e vimos que poupamos mais de 200 euros graças ao passe. Em Tóquio, usávamos o comboio como quem usava o metro, andávamos bastante, mas poupamos muito também. Façam BEM as contas, para ver o que mais compensa. Ah, este passe tem de ser conseguido através de uma agência oficial no país onde estão, sendo levantado depois numa estação no Japão. Nós levantamos o nosso no aeroporto.

 

O que ver no Japão? O que fazer no Japão? O que visitar no Japão? Onde ir no Japão? Quantos dias para visitar Japão?

Depende sempre do tempo e gostos de cada viajante. Nós tínhamos 3 semanas e mais uns dias no Japão. O que fizemos foi assinalar num mapa tudo o que queríamos ver e depois criámos uma rota. Este foi o nosso roteiro no Japão:

 

1. Tóquio

Foi chegar e apanhar logo o comboio para Kyoto. Só visitamos a capital, mesmo no fim da viagem.

 

2. Kyoto /Quioto

Kyoto é uma fofura, uma cidade onde ainda podemos ver aquele Japão tradicional, com as suas casinhas, ruas estreitas, pequenos restaurantes, os tradicionais machiya (edificos antigos de madeira) e até senhoras de kimono e gueixas - fiz uma figura de totó a pedir uma fotografia a uma!. Claro que estamos no Japão, isto é, há modernização para todo o lado, arquitectura impressionante, construções megalómanas – até porque não nos podemos esquecer que uma boa parte do país foi destruído na II Guerra Mundial. Kyoto foi poupada e é a cidade que ainda melhor preserva este Japão dos postais. Em Kyoto visitamos:

 

- Templo Fushimi-inari Shrine

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Preparem essas perninhas para subir e subir e subir. Quanto mais subimos, melhor nos apercebemos do quão grande é a cidade. Visitei o templo no meu segundo dia no Japão, ou seja, tudo me causou uma grande impressão e impacto. Na área, visitamos ainda um castelo e foi o meu primeiro encontro com os jardins japoneses... que perfeição, pessoas. Nada ao acaso, tudo tão harmonioso. Lindo. E faz sentido, muitos jardins são projectados por arquitectos. o que explica muito, isso e o feng shui 

 

- Nara

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Nara fica a poucos km de Quioto. Lá apanhamos o comboio, mais os Japoneses todos e fomos. No século I (sim I, 1, um), Nara era a capital do Japão. Aqui está o Templo Todaiji, onde está o Buda gigante - 15 metros de altura! Coisinha pouca! Ainda assim, a coisa mais impressionante de Nara são os bambis! Toda a zona é um parque natural, onde centenas (milhares) de veados andam à solta! Alguns chegam-se mesmo aos turistas, sobretudo se houver comida para rapinar. Uns fofos.

Em Nara, há vários templos e shrines, umas espécies de alminhas dedicadas às almas passadas e guardiões (dos templos, das florestas, etc.) e são muito bonitos. No Japão, a maioria da população é Budista e/ou  Xintoísta (espirituais, que prestam culto e respeito aos antepassados e à Natureza). Ponho e/ou, porque muitos Japoneses adoptam praticas das duas religiões no dia a dia. 

 

- Floresta de Bambu

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Outro dos meus sítios favoritos. Vale a pena alugar uma bicicleta para explorar a zona. Pelo meio, de 8287 bambus, há casas de fazer suspirar e mais bambus e jardins lindos (já vos disse que são lindos os jardins no Japão?) e mais bambus e macacos e mais bambus. Vale muito a pena.

 

Pelo meio, visitamos outras atracções de Quioto, como o Golden Tremple e fomos também a Osaka.

 

3. Naoshima

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Imaginam que iam ali a Vila Nova da Rambona e pedem ao Siza Vieira ou ao Frank Gehry para projectar um museu de arte contemporânea. E ele faz. Foi o que aconteceu com Naoshima, uma ilhota no sudeste do Japão, com pouco mais de 3 mil habitantes. Estão a ver aquelas aldeias, onde se plantam couves e onde toda a gente deixa a porta aberta? Naoshima é assim. Coma diferença que recebe mais de 400 mil turistas por ano! Tudo isto, porque um multimilionário Japonês, que acredita na arte enquanto papel transformador de comunidades isoladas, convidou um arquitecto vencedor do Pritzker Prize (o Nobel da Arquitectura), Tadao Ando  para ali projectar um museu de arte contemporânea. Hoje em dia há vários museus e obras de arte espalhadas pela ilha. As ilhas vizinhas tem seguido o exemplo e tive pena de não termos tido mais tempo para as explorar.

Seria de esperar que houvesse uma loucura de lojas de recuerdos e bares na ilha, a pensar nos turistas. Pois não, não há. Depois das 20h00 fechava tudo, havia um super-mercado e no dia seguinte, ao almoço, estávamos num restaurante com um menu com três pratos de opção... e fomos felizes.

Dica: vale a pena alugar uma mota ou um carro para explorar Noshima. Não façam é como nós! Forretas, alugamos uma bicicleta e foi terrível, porque aquilo são só subidas e mais subidas e mais subidas. Ah, não percam o Museu do James Bond. Parece que há uma historia do 007 que decorre ali e há um maluquinho a tentar convencer a produtora do filme a fazer um filme na ilha. Para isso,  construiu um museu (gratuito) na própria garagem, onde colecciona todo o tipo de freakalhices do 007 – Japoneses 

 

4. Hiroshima

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Em 1945, foi lançada a bomba atómica em Hiroshima e Nagasaki. O Japão rendeu-se. A guerra acabou. Hiroshima foi totalmente devastada e a cidade não se esquece, afinal, ainda hoje a população sofre as consequências da radioactividade na pele - literalmente. É triste, mas viajar também é isto.Foi das cidades no Japão, onde senti uma maior abertura das pessoas com estrangeiros. Ou pode ter sido só impressão – atenção, não que os japoneses sejam má rés ou antipáticos, mas são almas reservadas, metidas nas suas vidinha e que se podem, evitam grandes contactos ou trocas de olhares. Todavia, se pedirem ajuda, ninguém vira as costas.

 

5. Itsukushima

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Não muito longe de Hiroshima está a ilha de Itsukushima. Muitos bambis e um templo muito popular. Quando fomos, coincidiu com a Golden Week, uma semana com feriados e festividades no Japão, ou seja, havia imeeensos Japoneses a viajar em família. A ilha estava cheia e foi muito divertido.

 

6. Nagoya

Esta é a terceira maior cidade do Japão. Suuuper moderna e é aqui que vive a maior comunidades de brasileiros no Japão. Daí que se celebre o Carnaval e haja placas escritas em Português – quando no metro vi informação e placas em Português, quase caí de cu.

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A principal razão para virmos aqui foi o Caminho de Edo, um caminho milenar, entre montanhas, que unia as duas principais cidades do Japão: Kyoto e Edo (hoje Toquio), unindo, assim, o império/país. Apesar de haver partes em que a estrada corta o caminho, é ainda possível fazer troços do caminho original, caminhando entre as montanhas. Nós fizemos Magome – Tsumago. Imaginem todos os adjectivos mais fofinhos e... é isso tudo. Aquele Japão dos postais e filmes está ali. Casinhas pequenas, com os seus quintas e plantações, muito verde, montanhas, pequenos shrines e pagodes, fontes: um amor. Conhecemos um senhor Japonês que ali tem casa, embora só lá vá nas férias ou nos tempos livres e que nos contou que ele e outros vizinhos lutam para manter o local puro e impedir investimentos loucos na zona. Parte do acordo é precisamente ninguém vender as casas a empresas ou investidores. O Japão é incrível, certo?

 

7. Sapporo

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Estão a ver o norte, bem lá no norte do Japão? Aí em cima fica Sapporo! Aqui já fazia fresquinho e sentia-se o ar mais puro. Sapporo é também a marca de uma das mais famosas cervejas Japonesas, cuja fabrica, perdão, o restaurante visitamos. Fomos ta,bém à zona costeira e ao Parque Moerenuma e, vento, muito vento. O Moerenuma foi projectado por um arquitecto e é absolutamente incrível. Tem imensas colinas, sendo ao mesmo tempo super amplo, o que dá uma sensação de espaço infinito. Demorou 23 anos a ser construido! O melhor de Sapporto? Muita coisa, mas comer ouriço do mar está lá no topo.

 

8. Tokyo

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Deixamos a capital para o final. E quando eu achava que já seria difícil ser surpreendida, afinal já levava quase três semanas no país, fui. Caramba, que cidade! Demorávamos sempre a ir de A a B, porque pelo meio encontrávamos sempre alguma coisa para ver ou fazer – uma exposição, uma livraria ou simplesmente uma loja. A arquitectura é simplesmente de babar. Imagino sempre este tipo de conversa em Tóquio:

- Olá. Sou arquitecto. Quero fazer um edifico lala, com três asas e que salte à corda.

E fazem. Vi coisas que nem imaginava serem possíveis. A zona da cidade onde estão as lojas e marcas de luxo, a Avenida Omotesando , é simplesmente de babar, pela criatividade dos edificos. Esqueçam os trapos da Channel ou os saldos da Zara e olhem para os prédios das lojas e escritórios! Oh my!! 

Dica: se querem ir ao Museu Ghibli, dedicado aos filmes de animação dos Estúdios Ghibli (de filmes como Totoro, Ponyo ou O Túmulo dos Pirilampos  - o que eu chorei com este filme!!) de Hayao Miyazaki e Isao Takahata, comprem os bilhetes antes, pois esgotam logo, logo. E não, a culpa não é dos turistas, mas dos Japoneses.

E não deixem de fazer uma food tour em Toquio, com passagem pelo mercado de peixe! É a loucura!

 

 

Que mais devo fazer no Japão?

Há muitos mais locais para visitar no Japão. Por isso, quero tanto voltar. E depois há experiências que não podem perder: ir ao karaoke (so munch F.U.N!), os restaurantes, ir  às lojas de Manga (que mundo) e às de gadgets; comer muito e, a sério, ir à casa-de-banho. Juro, se um dia tenho uma casa minha, vou encomendar uma sanita japonesa. Aquilo tem até um botão para aquecer o tampo, senhores! No meio disto tudo, olhem muito, observem ainda mais. Adorava olhar para as pessoas, para os gestos, os rituais... fascinante. Ok, eu sei que são pessoas e não bichos, mas  que querem?! Tudo tão meticuloso, tão pensado, tão organizado, tão fofo. Sim, o Japão pode ser um lugar estranho, mas em bom.

 

Alojamento no Japão

Novamente: reservem antes. Com antecedência é mais fácil (e possível) encontrar opções baratas, mas (e como tudo) já depende do bolso de cada um! Eu, mesmo viajando com o meu namorado, em Tóquio e Kyoto dividimos o quarto como mais gente, para poupar - podem ver mais dicas sobre como poupar em viagem, aqui. Mas, deixem-me que vos diga, que mesmo assim eram hosteis com excelentes condições, limpinhos, com cozinha e staff 5 estrelas. 

 

Os Japonese são simpáticos?

Como dizia antes, não esperem grandes alegrias vindas deles. Ninguém vira as costas, mas deu-me a sensação que se poderem evitar, evitam. Digo sempre, meio a brincar, que fizemos mais amigos no Irão do que no Japão! Os Japoneses são muito reservados e é uma cultura mais fechada. Li histórias de pessoas que nasceram no Japão, mas que por terem um dos pais de outra nacionalidade, não tinham traços Japoneses e que por isso, eram postas de parte. Por outro lado, não houve ninguém a quem perguntássemos algo que não nos ajudasse de alguma forma. 

 

O Japão é seguro?
Seguríssimo. Nunca vi policia na rua, mas é incrível a ordem e segurança que paira no ar. Logo na primeira noite em Quioto, deixei o telemóvel no restaurante. Quando voltei, lá estava ele. As pessoas são muito sérias e correctas. Em 2016, morreram 6 pessoas por disparo de arma no Japão, acho que isto diz muito sobre a segurança no Japão.

 

É fácil viajar sozinho no Japão?

Sim. Não. É seguro e com Internet orientam-se bem. E há tanta coisa para ver e fazer, que acho que aquininguém se aborrecem. No entanto, como não é muito fácil interagir com os locais, pode ser um pouco solitário. Ainda assim, eu acho que iria. Viajar é sempre bom e viajar sozinho também e recomenda-se.

 

 

Também pode ver o guia para viajar na Tailândia e na Índia.

Amigos: Ele não vai mudar

27.01.17 | Maria vai com todos

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Meio mundo, olha para o Trump como uma namorada ou namorado olha para a besta do namorado ou namorada. Enche-se de ilusões, cria sonhos, estabelece metas e continua a suspirar. Nas relações, mesmo as mais condenadas, há sempre alguém que acha que o outro vai mudar: “quando acabar esta fase de stress no trabalho”, “assim que formos viver juntos”, “depois do casamento”, “com o primeiro filho”, "é só uma fase" e por aí fora!

Com o Trump é o mesmo! Todos achavam que ao ser candidato oficial dos Republicanos ele iria mudar, humm, humm, pois sim, abelha. Agora é a esperança de que por ser presidente, ele irá (por fim!!) mudar. Desenganem-se pessoas! Ele é assim, não vai mudar. É tóxico. E pior, ganhou as eleições. E ganhou-as com essa mesmo postura, sendo quem é, não tendo que medir discursos, nem palavras ou actos! Tudo isso foi legitimado com… como é que se chama mesmo?! Democracia, é isso! Entendam, ele não vai mudar. Nem ser uma versão melhor dele mesmo.

 

Em uma semana já pôs o muro em marcha, já cortou o apoio financeiro a ONG’s que em países mais pobres possibilitam a interrupção voluntária da gravidez; já deixou claro quem é e quem não é bem-vindo nestes novos EUA - país onde já só se fala oficialmente, o inglês; defendeu a tortura sem pudor (outra vez) e aposta forte e feio na política isolacionista (“buy America”, “hire America”).

 

Pelo meio ainda há umas almas que dizem que “eu não gosto dele, mas com a medida A e B, eu até concordo” - opa,menos! O pior é ver as almas que ainda que acreditam que ele vai mudar. Um sistema totalitário constrói-se assim. Hitler, que nesta coisas do totalitarismo parece ser a única referencia que muitos entendem, não chegou ao poder e começou logo a construir campos. Nem Salazar criou logo a PIDE. É por isso que: RESISTÊNCIA!

Fartinha de janeiro

25.01.17 | Maria vai com todos

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Janeiro é um mês tão chatinho, parece que nunca chega ao fim! A par de Janeiro, só mesmo Novembro. São os meses que, para mim, mais me parecem eternos, que nunca acabam, que andam ali a engonhar. Em Novembro já está frio, passou o outono, é tudo feio e há ali aquele chove que não molha para o Natal. Por um lado, está quase; por outro, é demasiado cedo! Não tem personalidade.

Janeiro é ainda pior. Começamos cheios de expectativas, desejos e resoluções e vai, que em poucas semanas comprovamos que está tudo na mesma: continuamos preguiçosos, comemos as mesmas porcarias de sempre e o tempo continua uma caca, mas sem as luzes e cheiros do Natal. Ora tumba, leva lá uma lambada do Janeiro. Nesta ânsia, instala-se a expectativa de que chegue Fevereiro. Fevereiro, esse mês pequeno e fofo e que nos dá sempre alegrias. Já vos disse que estou farta de Janeiro?

O que é feito do “vós”?

24.01.17 | Maria vai com todos

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No outro dia, comentava com uma amiga sobre isto do “vós”. Ela é de Braga e os pais dos arredores, por isso, sempre ouviu o “vós” em casa. Daí que tenha ficado muito chocada, quando lhe disse, que quando dou aulas de Português (a estrangeiros - qualquer dia o Marcelo condecora-me!) nunca ensino o “vós”. Falo dele, digo que está lá, mas não mexo mais na coisa. A língua já é tão difícil, com o raio do Passado e do Conjuntivo, que acho por bem não complicar mais a coisa. Despacho o “vós” para o “vocês” e ala - algo que a bem dizer e, em minha defesa, todos fazemos!

 

O “vós” soa sempre a algo mais antigo, falado por reis e princesas - “Por quem sois, meu cavaleiro!”, “Dizei-me onde estais, cavaleiros meus!” Uns dizem que é provinciano, outros que soa a padre. Eu cá acho-o refinado e elaborado. Aqueles “ssss” todos são de uma chiqueza linguística que me cai no goto.

Neste seguimento, e o que escandalizou mesmo a minha amiga, foi quando lhe disse que hoje em dia, mesmo nas escolas primárias em Portugal, os professores (imagino que varie também de professor para professor) já não insistem muito no “vós”, o que de facto é uma pena.

 

Ontem, ela passou-me um texto do Ricardo Araújo Pereira, que fala deste drama nacional. Obviamente o texto dele é bem mais fixe do que o meu - deixo o link, como um prémio para vós que chegasteis até esta parte do blog. Que opinais?

Ovários com prazo de validade

20.01.17 | Maria vai com todos

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Ontem fui à ginecologista fazer revisão à máquina - está tudo bem, obrigadinha, não se apoquentem. Foi a minha primeira visita à ginecologista na Alemanha - tudo muito bom, muito eficiente, sim senhora, assim vale a pena. No meio das perguntas do costume, lá vem o e “um dia vai querer ter filhos?”. Vou sim, sim senhora. Um dia. Lá para a frente. No futuro.

Ao que ela atira, com o mesmo profissionalismo como quem diz “pratique mais desporto” ou “cuidado com alimentação”, “fale com o namorado e não adie muito mais” e que ela era médica e via cada vez mais casos de mulheres gravidas depois dos 35 e que via muitas coisas. Não entrou em detalhes. Eu também não perguntei, que a ignorância às vezes é uma bênção.

 

Até a biologia nos lixa, a nós, mulheres. Até aos 20 e 30, os nossos ovários e corpos estão fofos e frescos, abertos e sedentos de reprodução. Até aos 35 a coisa ainda se tolera, mas de sobrolho franzido, seguindo-se um “olhe que depois disso, fodeu”. Putos com três olhos e tentáculos em vez de braços. Em contrapartida, os homens lá andam férteis, confiantes e é vê-los a ser aplaudidos por serem papás aos 60 anos. Ok, pelo menos disto eles não têm culpa, mas deixem-me dramatizar um pouco mais.

Esta pressão, e não falo da social, mas do corpo, chateia-me.  Saber que o meu próprio corpo não tem as vontades alinhadas com as minhas deixa-me zangada. E, sim, eu sei que a Janet Jackson foi (ou vai ser?) mãe aos 50, mas lá no fundo eu sei que o (meu) caminho não é bem por ali.

Ter arma no Japão vs ter arma nos EUA

19.01.17 | Maria vai com todos

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Conheço pouca gente, para não dizer ninguém, que defenda o porte de arma ou que ache sequer que ter armas em casa é uma boa ideia. Cheguei a viver com uma texana e nem mesmo ela que aos 18 anos tinha recebido uma espingarda de presente (sem comentários), me conseguia explicar esta obsessão americanos e a ideia de que precisam de ter armas para se protegerem. 

Obviamente que a industria do armamento contribuiu muito para a coisa, o lobby é fortíssimo e um negócio ainda maior! E nem só de petróleo vivem e se financiam guerras. Todavia, parece-me, que nos EUA a coisa se estende ao cidadão comum, sendo defendido por muitos. Esta foi uma luta perdida por Obama e por outros presidentes americanos.

 

Em 2016, as armas de fogo nos Estados Unidos mataram mais de 33 mil pessoas nos EUAe seis no Japão. Ok, a população do Japão é menor, mas se falamos em percentagens, isso significa nem 1% de mortes por armas de fogo no Japão. Incrível. Brilhante.

Estive a ler mais sobre o tema e parece que no Japão é bem difícil conseguir uma licença para ter uma arma em casa. Fora as burocracias comuns, ainda têm que passar por uma serie de avaliações psicológicas e ter pelo menos de 95% num teste. Mais, o escrutínio é tanto, que se estende à família e colegas de trabalho da pessoa que pede a licença. E mesmo depois de terem a arma, a respectiva licença pode-lhes ser retiradas pelas autoridades a qualquer momento. Por exemplo, imaginem que a filha mais nova do senhor Hiroshi morre. Arma retirada. Ou que a senhora Hinata perde o emprego. Arma retirada. Japão bem.

A Bershka é espectacular... #sqn

17.01.17 | Maria vai com todos

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Aproveitando o fim dos saldos e da confusão dos saldos, hoje fui aos saldos - antes que perguntem: foi espectacular, não gastei nem um cêntimo e voltei de mãos à abanar. Adiante.

Entrei eu na Bershka... e, meninos, ao tempo que eu entrava numa Bershka! Aquilo foi sempre assim, com música after hours e aquele pumpumpum incessante? Rapidamente, dei por mim maravilhada com a roupa. A sério, quem é que cabe ali dentro? Quando achava que o S era para doentes com bulímia, eis que descubro que a Bershka tem XS também - parece que fazem roupa galdéria para crianças e eu sem o saber. Ora toma, vive e aprende! Depois, não sei bem o que aconteceu, mas encarnou em mim um avó com tendências Velho do Restelo. Estive ali uns dois minutos a entender que buracos eram aqueles e onde seria suposto enfiar os braços numa camisola. Mais à frente, encontrei uns calções que mais pareciam uma cinta de pre-mama: muita barriga e zero de perna. Menos mal que encontrei uns vestidos giros, pena que eram todos de renda, num verdadeiro tudo abana, tudo areja e tudo mostra. Espectacular!

Raios partam os vegan

17.01.17 | Maria vai com todos

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No outro dia, no trabalho alguém fez um bolo de chocolate. Lá fui eu, toda lampeira, e kohorror!!! Sai diabo. Era um bolo de chocolate vegan e sabia mesmo mal. Ok, posso viver com isso, traumatizada, mas posso! Depois foi a bolonhesa, vulgo ragú, vegan. A sério: bolonhesa vegan?! Se aquilo sem a carne é um mero molho de tomate com cenoura e este nem cenoura tinha! Todavia, foi preciso um pastel de nata vegan para eu ir aos arames! A sério? Um pastel de natal? Vegan? Um pastel de nata sem ovos?

 

Eu só toda a favor da comida e dos movimentos vegan também. Acho de louvar que haja cada vez mais consciência com a comida e, sobretudo, com a industria alimentar. Ando há uma vida a adiar/evitar o documentário Cowspiracy, porque sei que não vou aguentar. Não vou descobrir nada de (muito) novo, acho, mas ainda não sei se estou preparada para mudar de forma tão extrema os meus hábitos alimentares - até, porque gosto MUITO de comer. Dá-me prazer, o que querem! Até lá, tento ser consciente: menos carne, estar atenta à qualidade dos produtos e à sua origem, etc.

 

Mas não me lixem! Amigos vegan, por favor, inventem as vossas receitas. Não lhe chamem bolonhesa vegan, chamem-lhe La la la de tomate. Não digam que é um pastel de nata, mas sim um Pastel Mimimi! Criem coisas novas, dêem-lhes nomes novos. Fora com as adaptações ranhosas! Não deixem uma pessoa ir ao engano, pois frustra. Imaginem, daqui a uns anos, alguém dizer “A minha comida favorita é um La la la de tomate” ou “Caía-me mesmo bem um Pastel Mimimi com um café!”. Fixe, não era? Era pois!

Pesadelos com dentes

13.01.17 | Maria vai com todos

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Sabem aquele sonho, aliás, pesadelo recorrente a todos, que nos deixa ansiosos e nervosos quando acordamos? Acho que todos temos um. Vocês têm? Aquele em que estão nus a falar para uma plateia, matam alguém, …

 

O meu é, preparem-se: ficar sem dentes. A coisa é tão perversa que já cheguei a acordar e ir a correr que nem uma louca para a casa-de-banho e ver se tinha os dentes todos ou a acordar com a mão dentro da boca, a confirmar que os dentes ainda estão lá. Pior ainda, é quando me desperto aliviada, por saber quer era SÓ um sonho, que está tudo bem, quando me dou conta de que não tenho mesmo dentes…. sendo que isto faz também parte do sonho. Digam lá se o meu subconsciente não é pérfido? Hoje voltei a sonhar com isso, com o detalhe de que os dentes estavam todos partidos e os restos iam virando pó, ou seja, já nem os podia usar para reconstruir (!!!!) os dentes em falta. Um desespero! Vá, riam-se lá!

Viagem pelo mundo: locais a visitar

11.01.17 | Maria vai com todos

Esqueçam o top do Trip Advisor, as listas do Lonely Planet ou os rankigs do Condé Nast Traveler! Esta é a verdadeira, a única e a mais espectacular lista de todos os locais que TEM MESMO de visitar antes de morrer. E "que tem esta lista de locais para visitar tão especial?" perguntam vocês - e muito bem, diga-se de passagem. Ora amigos, porque é MINHA lista de locais para ver. Feita com base na minha experiência e enorme sabedoria.  Sabem que eu nunca vos minto, não é verdade?  Vamos a isto - pelo menos para já.

 

1. Machu Picchu, Peru

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Tudo é perfeito. A caminhada da Hidroeletrica a Aguas Calientes, com uma paisagem de cortar a respiração. Fui dessas que sofreu com a altitude, onde só me faltava cuspir um pulmão (ou dois!!). No entanto, nunca me vou esquecer de chegar antes das 7h00 com tudo nebulado e de assistir ao sol a abrir em Machu Picchu. Que sítio incrível: as vistas, o verde, a arquitectura (que espertos eram os Incas). Machu Picchu é um parque aberto, ou seja, não há pressas, guias ou horários a comprar. Deu até para dormir uma sesta! Aqui, há um sentimento de profunda gratidão que nos acompanha, seja por sítios como aquele existirem e por podermos visitar-los. Acreditam que não tenho nem uma fotografia má de Machu Picchu? Mais dicas para visitar Machu Pichu AQUI.

 

 

2. Taj Mahal, Índia

 

Agra a cidade onde está o Taj Mahal, é das cidades mais feinhas que vi na vida. E não há céu azul. O Forte de Agra, outra das atracções de Agra, cheira a esgoto. Quanto à comida foi a menos boa que comi na Índia - e isso é dizer muito! Todavia, nada disso importa, porque o Taj Mahal é perfeito, quando ouvia gente que andava a viajar na Índia e que dizia que não tinha ido ao Taj, por ser demasiado turístico, juro, davam-me pena! Acho que nunca vi nada feito só pelo homem tão perfeito. Tão harmonioso. Tão simétrico. Tão bonito e tão delicado ao mesmo tempo - mais info AQUI.

 

 

3. Jemaa el-Fna, Marrocos

 

Acho impossível alguém visitar Marraquexe e não ficar completamente hipnotizado por esta praça. Eu, assumo, estava viciada! Tão vibrante, tão cheia de cor e de movimento. Aqui há cobras e macacos. Espremem-se sumos na hora. Arrancam-se dentes. Pintam-se as tatuagens henna. Há lojas de sapatos, bijuterias,tapetes,… eu sei lá! Ouve-se a mesquita. Entra-se nas souks. Havia na praça um café com uma esplanada no telhado e, sempre que dava, e a diferentes horas, passava por lá, bebia um chá e ficava a olhar. Só a olhar.

 

 

4. Capadócia, Turquia

 

Istambul está no meu coração, mas a Capadócia é algo único! Esta região tem uma geologia própria, derivada a vulcões, erosões e mais diabo a sete. Moral da história, uma areia bastante resiste, que pode ser também trabalhada e que originou a construção de casas - ainda hoje os habitantes da região o fazem, para construir anexos, garagens, etc. Desde Alexandre, o Grande que a zona é habitada. O Parque de Goreme é uma das principais atracções da Capadócia está tão bem preservado, que ainda é possível ver antigos frescos do século XIAs construções caracterizam-se pela sua forma alta e esguia, assemelhando-se a cogumelos, as tais chaminés das casas das fadas, como lhes chamam os turcos. Andar por ali é como fazer parte de um conto de fadas, apesar da aridez da região.

 

 

5. Floresta de Bambus, Japão

 

Fui tão feliz a viajar no Japão é tudo tão impressionante, que escolher apenas um sítio é uma injustiça. Só de pensar no Japão, sinto-me feliz. Lembro-me sempre do verde, tão verde, tão limpo. Parecia mesmo que alguém tinha andado a polir folha por folha. Em Kyoto, adorei a floresta dos bambus. Ainda mais alugamos uma bicicleta e foi... uma alegria. A zona é ainda muito rural, com diversas casinhas e jardins (todos zen, bem a la Japão). No entanto, é aquele aglomerado de bambus que saem do chão e parecem furar as nuvens e continuar por ali acima, que mais impressiona. LINDO!

 

 

6. Angkor, Camboja

 

No século I, um senhor declarou-se o "monarca universal”, o “deus-rei" - só para vermos que esta coisa dos espanhóis e Portugueses dividirem o mundo em dois e do rei Sol em França é brincadeira de meninos! E, foi assim, que até ao século XIV (julgo) que o Império Angkoriano cresceu. Para o recordar, ficou uma área enorme, com mais de mil ruínas e Angkor Wat, o maior templo do mundo e também considerado o maior monumento religioso do mundo - acabei de ler agora na Wikipédia. Se isto não impressiona... isso, e as gigantescas escadas que os pobres dos monges tinham de subir e descer!

 

 

7. Coliseu de Roma, Itália

Roma foi a minha primeira grande viagem, tinha eu 18 anos. Acho que também por isso, o Coliseu me impressionou tanto: que EMOÇÃO!!! Aquilo que vemos hoje do Coliseu de Roma é uma mera amostra, já que vários aros foram destruídos e todos os ouros e mármores foram pilhados é, para mim, o que torna tudo ainda mais incrível! Isso e quando pensamos em romanos, césares, lutas com leões, teatros de naufrágios, lutas de homem contra homem. Voltei lá o ano passado e continua a ser impressionante.

Mau humor

09.01.17 | Maria vai com todos

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Estou com um mau humor, que valha-me os santinhos todos! Cruzes credo, cruzes canhoto! Sabem aqueles dias em que só vos apetece mandar toda a gente a Braga ou abaixo dela? Raios partam isto! O dia que não acaba, as horas que não avançam, raios que nada acontece, mais letras, mais palavras e nem um minuto passou! Arre. O relógio só pode estar a gozar comigo! E eu sem paciência para relatórios, que ainda não fiz; para as reuniões, onde tenho de estar! Quero é que deixem o Mários Soares em paz (a ele e a mim!). Eu ia era para casa, escavar um buraquinho, almofadá-lo, pôr-me em posição fetal e ficar por lá… pelo menos até esta neura desaparecer. Que raça de mau humor! Estou com os azeites! Arreliada, irascível, aborrecida, rabugenta e nada simpática! É que nem um sorriso me sai… só esgares, que mais se parecem com espasmos faciais - não, não é bonito! Já perdi as contas às vezes que bufei e à quantidade de reviradelas de olhos que dei. Eu sei lá se é porque é segunda-feira, se porque não há sol, se porque o trabalho está uma seca ou se… eu sei lá!

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