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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

Maria vai com todos

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O Natal começa daqui a umas horas

16.12.16 | Maria vai com todos

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Mais loguinho, ponho-me num voo e ala para Portugal. Apesar das luzes de Natal, do cheiro a Natal, dos mercados de Natal, do calendário (e das prendas) de Advento, do cheiro a Natal, dos jantares de Natal (afa!!!)... acho que só vai saber mesmo a Natal quando aterrar em Portugal e quando chegar a casa dos meus pais.

 

No fundo, podemos até todos fechar os olhos e achar que o Nata uma paisagem branca, com os gorros enterrados até às orelhas, enquanto fazemos bonecos de neve.

No entanto, na vida a sério ou pelo menos na minha vida, o Natal é o sol de inverno, a botija de água quente, os lençóis polares e a árvore de Natal, feita com decorações de há 30 anos, enquanto se vai descobrindo enfeites novos. E, claro, isso e chegar a casa e ver o bacalhau de molho. 

Isto do mariconço do RAP e das paneleirices dele

16.12.16 | Maria vai com todos

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Ainda estou aqui a tentar entender o que aconteceu com o RAP (Ricardo Araújo Pereira) e as paneleirices.

Sim, palavras são ofensivas.

Sim, todos temos o direito a sentir-nos ofendidos e a ripostar.

Sim, a homofobia é um problema; perdão, crime.

 

Mas  agora a sério, alguém acha mesmo que quando o RAP usa termos como “mariconço” ou “paneleirices” está a ser homofóbico? A sério? Ele? Como se não existissem contextos e mais, e mais importante, como se uma mesma palavra não possa ter mais do que um significado. E desde quando é que a linguagem constrói a nossa identidade, ao ponto de palavras terem de ser banidas?

 

Eu digo muito "paneleirices". E já agora, eu digo muito "mariquinhas". Quando? Assim:

  • “Não gosto de vestidos com folhos, nem com muitas paneleirices!”
  • “Sempre que faço depilação com cera, choro. Sou muito mariquinhas”.

A sério que ofendi alguém? Fui contra alguma lei? Desrespeitem orientação sexual ou o que seja? Se sim, peço profundas desculpas, essa não era a minha intenção... não sendo isso razão para ser linchada publicamente, nem acusada de homofobia.

 

Numa coisa, o RAP tem razão, o politicamente correto está a tornar-se mais asfixiante do que a censura. Todos são juízes da moral e dos bons costumes, sem olhar a quem ou ao contexto. Qualquer comentário origina sensibilidades e ofensas. Como se evitar palavras, acabasse com os preconceitos. Como se não falar dos temas, os fizessem desaparecer.

Chega de proibir. Chega do “não se pode”. Vivemos demasiados anos sem liberdade, para agora nos refugiarmos naquilo que “é correto” ou “fica bem dizer” - e isto, vale para ambos os lados. Racismo, homofobia, machismos, etc. combatem-se com argumentos, não com proibições ou limitações e, muito menos, falsas acusações!