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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

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Feliz 2017

31.12.16 | Maria vai com todos

Um bom ano para todos! Que o melhor de 2016 seja o pior de 2017 e muita felicidade, paz, saúde e amor e todas essas coisas todas!

 

Resoluções do viajante para 2017

30.12.16 | Maria vai com todos

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1. Não adiarás mais

2017 vai ser o ano! Acabou-se o discurso do "ai, se eu tivesse tempo", "ai, se eu tivesse dinheiro" e mimimi! Este vai ser o ano de planear e fazer as coisas a acontecer. Não importa se é falamos de largar tudo e viajar pelo mundo ou de um fim-de-semana sem os putos em Ponte de Lima. Define o destino e começa a trabalhar para isto.

 

 

2. Pouparás para viajar

Em 2017 vais poupar para viajar, define quais as tuas prioridades. A próxima vez que fores comprar umas calças ou beber a segunda cerveja pensa no que podes poupar pondo esse dinheiro de lado. Por menos de um euro já almoças na Índia e por 2' euros já podes comprar um voo low cost para Paris.

 

 

3. Serás um bom viajante

Um bom viajante não se esquece que não está sozinho no mundo, nem que é graças a gente que trabalha, que ele pode viajar. Ou seja um bom viajante não faz isto, nem isto, nem participar nisto, ok?

 

 

4. Serás um viajante consciente

Um viajante consciente é alguém que pensa para além do seu próprio umbigo, que se preocupa e que sabe que o turismo também tem um lado perverso e negativo. Isso implica, por exemplo, não andar de elefante, nem contribuir para outras actividades onde os animais são mal-tratados; não dando dinheiro a crianças (contribuam antes para ONG's locais) e, claro, coisas tão básicas e simples como não deitar o lixo para o chão ou não tirar fotografias com flash em locais onde tal não é permitido.
Além do cuidado e respeito pela cultura e país que visita, lembre-se que há ainda locais que correm o risco de desaparecer, sendo importante respeitar este mundinho por onde andamos e vivemos.

 

 

5. Farás uma viagem sozinho

Tempo sozinho é precioso! Em 2017, dê-se uma oportunidade para viajar e conhecer novos sítios sozinho ou revisitar antigos. Sim, por sua conta, sem ninguém. Só você e você. Mesmo que seja apenas uma ida de um dia a Évora. Permita-se estar consigo e explorar algo novo. Até porque: viajar sozinho é bom!

 

 

6. Acabas com os macaquinhos e vais viajar de vez

Se depois de tudo isto ainda não estás convencido(a) e ainda usas argumentos como "viajar é para ricos" ou "lá fora é tudo mais caro", por favor lê ISTO! Viajar é para todos! E é bom!

Voltar a Berlim, depois do atentado

29.12.16 | Maria vai com todos

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Em Berlim, a questão nunca foi "se" iria haver um atentado, mas sim "quando" iria acontecer. Quando ocorreu o atentado ao Mercado de Natal de Breitscheidplatz, que matou 12 pessoas e feriu cerca de 50, eu estava em Portugal.

Como Berliner que já me sinto, soube desde o primeiro minuto que Berlim iria superar isto, que as pessoas iriam sair de casa no dia seguinte e continuar com a vida de todos os dias. Ao contrário do que aconteceu em Nice, em que todos se uniram para cantar a Marselhesa, Berlim iria continuar firme, até porque Berlim é muitos: muitos países, muitas vozes, muitas línguas, muitas culturas, muitas vidas, muitas vontades. Já o resto da Alemanha, eu não sei! Ainda mais porque em 2017 haverá eleições e a extrema-direita foi a primeira a criticar Merkel, publicando um cartaz dela, com as mãos cheias de sangue, numa alusão às políticas de acolhimento refugiados na Alemanha da chanceler.
Como dizia, Berlim está preparada: sem nacionalismos, sem extremismos; já o resto da Alemanha, eu não sei. Até porque vivendo aqui, posso assegurar que a Merkel está muito longe de ser o pior da Alemanha ou até da Europa.

Fui a Portugal uma semanita e pensei:

28.12.16 | Maria vai com todos

No Porto

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 Os Jamigos!

Os croissants do Porto são os melhores!

E este sol?

Francesinha ou arroz de polvo?

Make Porto podre again!

Reconhecer a seriedade de quem (ainda) vende minis a 50 cêntimos no centro do Porto.

Ir ao S. João ver o Climas do Circolando. Muito bom. Muito bom.

Pessoas que são o Porto e sentem o Porto. Pessoas de Ermesinde.

As pessoas estão mais felizes.

 

 

Em Coimbra

 

Casa. 

Coimbra continua a mais linda!

Lençóis polares. Pijama polar. 87 mil cobertores e botija de água quente.

E este sol?

Os croissants da Arco Íris são os melhores!

O Mandarim abriu? O quê? É um bar de "shots"?

Perguntaram-me se era caloira e disseram que era lovely.

Ir beber café e acabar a ouvir fado de Coimbra. 

Ir ao Salão Brasil ver um espectáculo e continuar tudo igual.

Nunca mais é Natal. Estou cheia. O Natal já passou.

A minha avó é a rainha do Snapchat.

As pessoas estão mais felizes.

 

 

Em Lisboa

E este sol?

As pessoas estão mais felizes.

Miss Japa fechado oooooooooooh!

Gente que compra casa. Gente que se vai casar. Gente.

Não me lembrar onde fica o Purex.

Ficava mais uns dias.

E se eu voltasse para Portugal?

Depois do mariconço do RAP, o Santo da Fernanda Câncio

22.12.16 | Maria vai com todos

O que seria da vida sem uma boa polemicazinha, não é verdade, minhas jóias? E já que o mundo lá fora está que dói - ele é a Síria, o ataque de Berlim, a fome que continua, a violência que mata; foquemo-nos, então, nas coisas sérias e importares do mundo, até porque rir ainda é o melhor remédio!

"E o que aconteceu agora, Maria?" perguntam vocês!

Olhem pessoas mai-lindas: depois das mariquices do RAP, novo drama e novo horror e nova  tragédia! Menos mal que a Fernanda Câncio, jornalista do DN, está sempre alerta para nos chamar atenção dos verdadeiros flagelos mundiais. A gravidade é tanta, que limito-me a fazer copy paste, longe de mim reproduzir tão vis palavras:

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Roubadinho do humorista Rui Cruz, aqui, que isso é gente que já se sabe não tem noção do limite e vai arder no inferno. Diz a Fernanda que desejar "Santo Natal" é sem noção, que há que lutar contra as discriminações, pois é importante respeitar as religiões dos outros. Menos mal que a Fernanda Câncio está atenta, veio corrigir costumes... até porque eu, uma confessa alérgica à Igreja e ao Vaticano, já andava a planear uma bombita, uma pequenita, por cada vez que me disseram semelhante ofensa!

Ainda a Cornucópia ou vamos repensar a cultura em Portugal

21.12.16 | Maria vai com todos

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Quando estalou o tema da Cornucópia, estava eu a meter-me num avião. Fiquei triste. É sempre triste ver uma casa fechar, uma casa de artes, de inspiração e de cultura. Não se trata de gostar ou não gostar do que faz a Cornucópia. De gostar ou não do Cintra. A Cornucópia é uma casa com quase 50 anos, um marco no teatro nacional e por onde passaram grandes Artistas - e por artistas não falo apenas de actores, falo de encenadores, cenógrafos, responsáveis pelos figurinos e pela maquilhagem.

 

Quando depois li a entrevista do Luís Miguem Cintra ao Público fiquei com os nervos em franja. A Cornucópia recebe da DGArtes cerca de 300 mil euros para um período de quatro anos. Segunda Cintra, esse valor é insuficiente para o nível a que a Cornucópia está habituada a trabalhar e, por isso, têm de fechar - é justo! E note-se que falamos de uma companhia que chegou a receber 600 mil euros por ano do Estado! Não me compete a mim dizer à equipa da Cornucópia que se adaptem, pois os tempos são outros. Entendo perfeitamente que há padrões aos quais estão habituados e parece-me justo, que assim queiram seguir. Só me deixa triste que a reflexão não se tenha estendido aos restantes núcleos artísticos de Portugal.

 

A cultura em Portugal, aliás fazer cultura em Portugal é extremamente difícil. Extremamente precário. Quando este ano, a meio do semestre a DGArtes cancelou financiamentos, inúmeros grupos ficaram com a vida suspensa e espectáculos cancelados. Isso significa falta de oferta cultural, mas também dinheiro que não entra. Companhias que não desenvolvem trabalho. Público sem espectáculos. Artistas sem salário.

 

Podemos discutir aqui o estado da cultura em Portugal, do horror e até injustiça deste esquema da DGArtes e de subsidio-dependência. Podemos falar também do alto que é o IVA na cultura. Ou discutir sobre a preferência dos portugueses, que gastam mais dinheiro na Zara do que a ir ao teatro. Ou até dos escassos apoios que as câmaras e autoridades locais dão aos “seus” artistas - em Guimarães, a Câmara Municipal paga todos os meses o aluguer da Fábrica, não o cedendo a artistas para espectáculos. Ora se o aluguer está pago, por que não? Recentemente, o vereador da Cultura da Câmara de Coimbra disse que com “umas sandes” os pagamentos ficavam feitos! Mesmo a Gulbenkian, que depois da DGArtes, deve ser o organismo cultural que mais apoios dá em Portugal, muitas vezes paga viagens e nada mais. O resto é pago pelos profissionais do próprio bolso.

 

A Cornucópia vai mesmo fechar e, a meu ver, é bom que não se tenha convertido na excepção à regra. Não acho que a Cornucópia tenha que se saber adaptar ou que tenha de viver com menos. Também lamento e me preocupa MUITO todos os artistas que em Portugal vivem e trabalham de forma tão precária - sim, e eu sei do que falo, Tenha pena que o fim da Cornucópia não tenha sido usado para repensar a cultura em Portugal. Até porque todos os dias são muitos os grupos que terminam e fecham portas, sem que isso seja noticia.

O Natal começa daqui a umas horas

16.12.16 | Maria vai com todos

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Mais loguinho, ponho-me num voo e ala para Portugal. Apesar das luzes de Natal, do cheiro a Natal, dos mercados de Natal, do calendário (e das prendas) de Advento, do cheiro a Natal, dos jantares de Natal (afa!!!)... acho que só vai saber mesmo a Natal quando aterrar em Portugal e quando chegar a casa dos meus pais.

 

No fundo, podemos até todos fechar os olhos e achar que o Nata uma paisagem branca, com os gorros enterrados até às orelhas, enquanto fazemos bonecos de neve.

No entanto, na vida a sério ou pelo menos na minha vida, o Natal é o sol de inverno, a botija de água quente, os lençóis polares e a árvore de Natal, feita com decorações de há 30 anos, enquanto se vai descobrindo enfeites novos. E, claro, isso e chegar a casa e ver o bacalhau de molho. 

Isto do mariconço do RAP e das paneleirices dele

16.12.16 | Maria vai com todos

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Ainda estou aqui a tentar entender o que aconteceu com o RAP (Ricardo Araújo Pereira) e as paneleirices.

Sim, palavras são ofensivas.

Sim, todos temos o direito a sentir-nos ofendidos e a ripostar.

Sim, a homofobia é um problema; perdão, crime.

 

Mas  agora a sério, alguém acha mesmo que quando o RAP usa termos como “mariconço” ou “paneleirices” está a ser homofóbico? A sério? Ele? Como se não existissem contextos e mais, e mais importante, como se uma mesma palavra não possa ter mais do que um significado. E desde quando é que a linguagem constrói a nossa identidade, ao ponto de palavras terem de ser banidas?

 

Eu digo muito "paneleirices". E já agora, eu digo muito "mariquinhas". Quando? Assim:

  • “Não gosto de vestidos com folhos, nem com muitas paneleirices!”
  • “Sempre que faço depilação com cera, choro. Sou muito mariquinhas”.

A sério que ofendi alguém? Fui contra alguma lei? Desrespeitem orientação sexual ou o que seja? Se sim, peço profundas desculpas, essa não era a minha intenção... não sendo isso razão para ser linchada publicamente, nem acusada de homofobia.

 

Numa coisa, o RAP tem razão, o politicamente correto está a tornar-se mais asfixiante do que a censura. Todos são juízes da moral e dos bons costumes, sem olhar a quem ou ao contexto. Qualquer comentário origina sensibilidades e ofensas. Como se evitar palavras, acabasse com os preconceitos. Como se não falar dos temas, os fizessem desaparecer.

Chega de proibir. Chega do “não se pode”. Vivemos demasiados anos sem liberdade, para agora nos refugiarmos naquilo que “é correto” ou “fica bem dizer” - e isto, vale para ambos os lados. Racismo, homofobia, machismos, etc. combatem-se com argumentos, não com proibições ou limitações e, muito menos, falsas acusações!

Como convencer um emigrante a regressar? Com balões verdes

14.12.16 | Maria vai com todos

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A AEP anda cheia de planos, ideias e ambições para que os jovens emigrantes regressem à tão amada pátria, este solo tão nosso, o nosso Portugal. O objectivo é, e passo a citar, "potenciar os conhecimentos que adquiriram".

O programa chama-se "Empreender 2020 - Regresso de uma Geração Preparada" e diz que vai conhecer estes jovens emigras super qualificados, super espertos e super tudo, saber se querem voltar e depois, vai ajudar a criar as condições necessárias para o regresso dos mesmos. Tudo certo - pena não haver nada assim para os emigrantes não jovens, nem para os jovens não emigrantes, mas fica aqui a dica à AEP.

Agora perguntam vocês: "qual foi a primeira iniciativa?".
Perguntem lá.
Eu conto, foi, então, lançar centenas de balões verdes e brancos, iluminados com leds. Epa, espectacular. Se há balões eu volto. Já.

Eu e os 43 mil jovens emigrados... Alto! Isto é só para 26 desses 43 mil, porque os que não têm licenciatura podem continuar por lá.

 

 

PS: Juro que adorava ter tido capacidade para inventar isto, mas é real. Li na TSF.

Manual de redes sociais para pais

13.12.16 | Maria vai com todos

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Muita coisa é bom senso puro, outras são mesmo recomendações de quem trabalha na área, com marketing digital e redes sociais! Lembre-se uma vez online, para sempre online - além de que, tudo tem a sua consequência!

 

1. Cuidado com as fotos que publica

Que fotografias? Fotos com a farda do colégio. Fotos à porta de casa. Fotos de crianças nuas e muito mais! Os putos vão crescer, a adolescência é fodida (e os colegas de escola também) e uns anos mais tarde, os vossos filhos vão andar à procura de trabalho e, quem sabe, ser o novo Presidente da República e, aí, aquela fotografia fofinha do menino com os sapatos da mãe ou da menina no bacio, fora do contexto, pode-se converter numa outra coisa e trazer problemas.

 

 

2. “Ah e tal, mas eu só partilho com amigos”

Amigos, amigos, não sejam ingénuos. Mais de metade de vocês, aposto, que não tem nem as definições de segurança ativas no Facebook e mesmo os que têm, sabem que basta um amigo vosso não ter, que logo um outro amigo já poderá aceder às vossas coisas?! E quantos amigos não tem aquele vosso amigo que aceita tudo e todos e já vai nos dois mil amigos, apesar de só conhecer realmente um décimo?!

Quanto ao “ai e tal, eu apaguei!” vamos ver se entendemos uma coisa: uma vez publicado, algo online, para sempre online. Mesmo que apague, se alguém já viu, guardou, comentou, partilhou, etc. Isso, é o suficiente para a coisa ficar eternamente online e viva na Internet.

 

 

3. Uso indevido das (SUAS) fotografias

Além das consequências que essas fotos podem vir a ter na vida dos vossos filhos no futuro, existe outra questão importante e com a qual se deveriam preocupar: o uso indevido das imagens que publica - há muita gente má neste mundo cibernético! Será que acha giro a que alguém use uma foto do seu filho para uma campanha publicitária sem lhe pedir autorização? Ou até em esquemas de dinheiro - ou nunca recebeu aquela mensagem com a criancinha lindinha e muito doente, que ficará curada se partilhar mil vezes o email/notícia ou se conseguir muitos Likes? Há esquemas que vão mais longe e pedem dinheiro - já sei que você é muito esperto e não cai nessa, mas os que sim.

 

 

4. Tem mesmo de dizer onde está e com quem está e a fazer o quê?

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Já nem vou pela parte do “a quem é que isso interessa”?! No entanto, num mundo tão paranóico, onde os putos já não podem ir para a rua brincar, por que raio é que tem de dar toda a informação da sua vida? Diga apenas que está no Algarve de férias ou tem mesmo de tirar uma foto, onde se reconheça a rua e a porta de casa onde está? Obviamente, que roubar a Kardashian em Paris é 87 mil vezes mais interessante e lucrativo, mas pense bem antes de deixar os seus filhos numa situação tão vulnerável!

 

 

5. Crianças de 7 anos não têm maturidade para usar a Internet sozinhos. Nem para ter Facebook. Nem Instagram. Nem…

Comecemos pelo básico e pela lei, estes são serviços para maiores de 12 anos. No entanto, mais do que a idade, seja crítico e pense se o seu filho tem mesmo maturidade para lidar com tanta informação. Já sabemos que a sua criança é melhor e mais esperta do que todas as outras, MAS acha que ele tem mesmo idade para sugar toda a informação que existe online? É que isso implica pornografia, exposição à violência, etc. etc. Se diariamente, nós adultos, já somos expostos a um sem fim de imagens e informação, que mexem connosco, imagine uma criança! Controle ao máximo, use e abuse dos filtros e bloqueios que a Internet lhe dá.

 

6. Vigiar não é proibir

Atenção, não estou de velho de Restelo, onde os putos não podem fazer nada, porque em 1950 é que era e havia respeito. Nada disso! A tecnologia está em todo o lado e faz parte (cada vez mais) da vida. É um facto e, claro, tem 2837 mil coisas boas, sendo espectacular para entreter os miúdos e ter um pouco de paz, certo? E quem diz entreter, diz educar também.

Apenas digo que acompanhe o seu filho nesta fase. Além disso, esta é daquelas coisas em que o velho argumento dos pais encaixa como uma luva, afinal“não é por os outros terem, que tu vais ter” ou “os filhos dos outros não me interessam!”

 

 

7. Respeite a intimidade do seu filho… e deixe-o viver!

Entendo: o puto é seu, os pais é que mandam e ele come e cala. No entanto, lembre-se que a criancinha é também um ser humano com direitos e deveres. E a verdade é que tem direito à sua intimidade, ao seu espaço e a não ver/ter todos os almoços, cocós e notas escolares escarrapachadas numa rede social.

Mais, dê-lhe espaço para viver os momentos em pleno, sem cameras ou paus de selfie. Não interrompea uma brincadeira para pedir uma pose. O mesmo com o “dá lá um beijinho ao avô” que eu quero eu filmar. E, claro, os míticos vídeos, com crianças a serem filmadas enquanto são castigadas. Não será isso um pouco confuso? É suposto fazer contacto visual com quem? Com quê?

 

Novamente, as redes sociais, os blogues e a Internet são coisas fixes. É um mundo do caraças e ainda com tanto por explorar. No entanto, pais e mães deste mundo, sosseguem o periquito e deixem os putos SER. E respeitem-nos.

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