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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

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Guia para viajar na Tailânida

31.08.16 | Maria vai com todos

Foi há uns quatro anos que fiz a mochila e lá fui eu viajar pelo Sudeste Asiático. Na altura não tinha blogue e como desde o ano passado que parece que toda a gente quer ir e vai viajar para a Tailândia, resolvi escrever sobre a minha experiência e responder a todos de um vez, num post só.

 

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Tailândia: Quando ir?

Eu fui em Julho e Agosto, o mês das monções, ou seja das chuvas. Por aquelas bandas, não há Primavera, nem Outono, ou seja, ou chove e faz calor, ou faz calor ou faz um calor do caraças, daquele chato e húmido, bem desconfortável. As monções vão de Junho a Outubro e são meses de época baixa, o que significa menos turistas e preços mais baratos. É certo que chove (e bem), mas meus amigos o clima da Tailândia é tropical, ou seja, chove uma hora e meia hora depois já está tudo seco.  A melhor altura é entre os meses de Novembro e Fevereiro, mas as coisas são mais carotas. De Março a Maio é mesmo de evitar: CALOR!

 

 

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É caro?
Não, não é. A Tailândia é um destino barato. Há aqueles resorts fantásticos e de revista a menos de 30 euros por noite - e como tudo na vida: planear e reservar antecipadamente ajuda sempre. Todavia, sobre isso eu sei pouco. Eu sou pessoa que dorme em qualquer canto e mata baratas corajosamente e amiga do barato. Pobre.

Há quatro anos, em Pai paguei por um bungalow só para mim, com WC e uma cama de rede num terraço, 80 cêntimos. Em Bangkok, na rua dos mochileiros, Khaosan Road e sem nada reservado, consegui um quarto com casa de banho por seis euros - isto porque os mais baratos já estavam ocupados. Nos destinos paradisíacos, as ilhas do Golfo da Tailândia ou as famosas Phi Phi as coisas ficam um pouco mais caras, mas mesmo aí há mais opções de hostels e possibilidade de pagar 8 euros por noite, numa camarata com mais dez almas, por exemplo.

 

 

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Come-se bem?

Muito!. Eu comia quase sempre em restaurantes de rua, com mesas montadas no passeio, toalhas de plástico, uma cozinha ambulante montada no passeio e voilà: um delicioso Pad Thai, uma sopa quentinha, umas panquecas incríveis, uma carne beeem picante... por um euro (ou menos ou mais, o prato!). A comida de rua, não varia muito dos restaurantes, pelo que vi.

O meu critério? Cheira bem? Sim. Tem gente? Tem. Há Tailandeses a comer aqui? Há! Boooooora, se eles sobrevivem, eu também. Sem dramas, sem horrores ou indisposições e sempre feliz. Sobretudo com os sumos de fruta e a fruta vendida na rua - era incrível como a manga ou a papaia tinham outro sabor! Delícia.

 

 

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Viajar na Tailândia é difícil?

Nadinha. Há 87 mil agências, com os quais vale a pena negociar e viajar. O meu conselho é: definir uma rota, mas ser flexível, pois há sempre durante a viagem quem aconselhe o sítio A ou B ou há a vontade de passar mais dois dias de papo para o ar na praia ou a explorar a Natureza. Depois, procurem umas três agências LOACIS, informem-se e inclusive, tentem regatear um pouco. O turismo na Tailândia é.... massivo, digamos. E um dos pontos positivos é que viajar com uma agência LOCAL, sai mais em conta, além de que é mas prático.

 

 

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O que ver na Tailândia? O que fazer na Tailândia? O que visitar na Tailândia? Onde ir na Tailândia? Quantos dias?

Caaaalma. O primeiro é: do que gostas tu? As praias são lindas e a água é mesmo daquele azul. Todavia, a Tailândia é mais do que isso: há imensos templos (Budistas) para ver e onde se pode falar com os monges, aprofundar a religião, etc. No norte, a paisagem muda radicalmente. Um Brasileiro ou um Peruano, por exemplo, olham e encolhem os braços; mas um europeu, na minha opinião, não fica indiferente. Aquelas selvas tropicais, árvores enormes, folhas maiores do que eu...

Pessoalmemte, achei o Norte da Tailândia beeeem especial - e é bem mais barato do que o Sul e com menos gente! Eu visitei Chiang Mai, Chiang Rai e Pai e destas três, Chiang Mai foi a minha favorita. Todavia, foi em Pai, nos arredores, que pude explorar e dormir a selva, fazer rafting, nadar nos rios... incrível!

Se gostas de mergulho, aconselho tirar a licença de mergulhador em Ko Samui. Primeiro, porque sai mais barato na Tailândia do que em Portugal e depois porque há imensas escolas que se gerem pelos valores do turismo sustentável e nas quais se pode confiar. E, claro, o local: LINDO!!

 

 

 

Turismo e bichos

Falando em fazer bem as coisas: pelos vossos santinhos não montem em elefantes. Não vão ao Zoo fazer festinhas aos tigres, nem tirar selfies com macacos acorrentados. De uma vez por todas, não é suposto animais selvagens serem montados, fazerem truques de magia ou deixarem-se acariciar. Mais, a Tailândia tem um looongo historial de abusos de animais.

O meu local favoritos na Tailândia, foi perto de Chiang Mai e era um santuário de elefantes, que os compra aos donos que os destratam, proporcionando-lhes uma vida melhor. Aqui cada elefante tem a sua história: há-os cegos devido a agressões; coxos porque pisaram minas ou deficientes, devido a partos forçados,... No Elephant Nature Park, os elefantes andam por todo o lado, sem correntes e parecem realmente felizes! Foi aqui que descobri como são domesticados e é de uma violência extrema todo o processo, com o bicho ainda bebé a ser constantemente agredido. Sim, a tour de elefantes na Tailândia, foi possivelmente a actividade mais cara que fiz na Tailândia (e para os padrões tailândeses), cerca de 60 euros por um dia, mas valeu cada euro e é bom saber que estamos a pagar para um projecto com mérito.

 

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Turismo e crianças

É verdade que é muito difícil resistir a um puto a pedir-nos dinheiro - ainda mais, porque os putos são mesmo fofos e muitos deles até falam melhor inglês do que eu! No entanto, sejamos pragmáticos: lugar de criança é na escola. Sim, o dinheiro faz falta à família, mas quando é assim, apoiem uma ONG ou instituição(LOCAL) de apoio a menores; ofereçam-lhes uma refeição; comprem arroz, leite, fruta,... Caso contrário, será sempre mas proveitoso ter uma criança a trabalhar do que a estudar. Além disso, as crianças mentem (muitas são instruídas a fazê-lo) e nem sempre pela família, mas sim, por redes e pessoas que as exploram, ficando-lhes com o dinheiro.

 

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A Full Moon vale a pena?

Quem começa a planear uma viagem para a Tailândia, rapidamente se descobre a Full Moon Party. E "o que é a Full Moon Pary?" perguntam. Ora, mais não é que uma festa na praia. Uma festa enorme, que reúne os vários viajantes, sobretudo, mochileiros que andam a viajar pelo Sudeste Asiátic. É quase um ponto de encontro. A festa é na ilha de Ko Pha Ngan e celebra-se na noite de... Lua Cheia. É giro e é divertido, mas sinceramente não é nada do outro mundo. Ainda mais, porque uma grande parte dos viajantes que anda a mochilar na Tailândia e que vão a esta festa são gaiatos de 20 anos, alemães, canadianos, australianos, etc. que estão no seu Gap Year. E Ko Pha Ngan tem imensas festas, que se não apanhar a Full Moon, pode certamente ir à pré-Full Moon ou à Half Moon ou à New Moon - entenderam o esquema da coisa?|

 

 

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É seguro? Posso ir sozinho(a)?

Os Tailandeses são amorosos, educados e cordiais. Eu nunca senti medo e, acreditem, que eu até numa rua recta me perco. As pessoas são naturalmente curiosas e metem conversa. Além disso, há imensa gente a viajar sozinho na Tailândia e é muito fácil arranjar companhia para jantar, alguém para partilhar um tuk tuk e até para dividir a despesa do quarto do hostel. E para matar o tempo há livros para ler, passeios de bicicleta e MASSAGENS!!!!!  O pior da Tailândia é o turismo sexual - está por todo o lado, mas é ainda mais triste saber que o mais grave está entre portas, nem à vista está!

 

 

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Os países vizinhos

Além das praias UAU, o clima bom, os preços baratos, as pessoas fofinhas; a Tailândia está geograficamente bem posicionada, com o Cambodja mesmo ao lado (amei, amei) e também Laos - foi dos meus favoritos, possivelmente por ter estado muitos anos fechado a estrangeiros, é menos turístico e mais misterioso. E também mas desafiantes para um viajante. O mesmo acontece com a Birmânia. Aqui nao estive, mas parece que depois de anos de guerra civil e de instabilidade, começa a abrir portas e a receber cada vez mais turistas. E há ainda o Vietname, que não visitei por falta de tempo, mas que está na lista de países a visitar. Mover-se entre estes países é bem fácil, além de voos baratos das companhias low cost, há as viagens baratas das agências que atravessam fronteiras, seja de barco ou autocarro ou ferry ou minivan.

 

 

Começou: a polícia francesa obrigiu uma mulher a despir-se na praia

24.08.16 | Maria vai com todos

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A senhora foi à praia, certo? Chegou a polícia - não um, não dois ou três, mas quatro agentes e “Ai que a senhora não pode vestir isso!” e lá a fizeram despir a túnica. Durante o processo, as bestas do costume, a assistir ao espectáculo e a gritar “vai para casa”.

Detalhes: a senhora usava um lenço na cabeça e por isso, vamos assumir que por que é muçulmana. Mais, isto passou-se em Nice, em França, onde recentemente foi banido o burkini. Ah e um burkini é isto:

 

Para começar, acho a proibição do burkini uma parvoíce sem fim. Primeiramente, na praia, como na vida, cada um que use o que quer e que tape o que mais lhe convém - ao físico e aos ideais. Achar que o burkini é opressivo e um símbolo de extremismo é, como dizer?, de gente idiota. Extremistas e gente que se explode não são pessoas amigas do ócio ou de ir à praia. Aqueles mesmo maus nem deixam as suas mulheres ir à praia. Conseguem entender isto? Mais, eu fiz muita praia na Figueira da Foz e o que não faltavam nas barracas eram as avós todos de preto, meias e tudo, com os seus lenços na cabeça - e que só muito na loucura, em dias mesmo quentes, iam molhar os pezinhos. Vamos banir estas senhoras também? Ou vamos dizer que com elas era diferente? E se sim, como?

Dizer a uma mulher o que deve vestir na praia é tão opressor, como dizer a uma mulher que tem que usar burka no quotidiano ou que só pode trabalhar de saltos altos. Deixem-nos em paz, pá!

 

 

O que nos vamos lembrar dos Jogos Olímpicos do Rio 2016

21.08.16 | Maria vai com todos

A inspiradora equipa dos Refugiados

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10 refugiados foram seleccionados pelo Comité Olímpico para competir, constituindo, assim, uma equipa com hino e bandeira próprias. Mais que tudo, valem pelas suas historias de vida e inspiração, como foi o caso da nadadora Síria, que com 19 anos contou como a natação a salvou, quando o barco em que viajava quase afundava e ela, juntamente com a irmã, conseguiram a nado levar a embarcação até terra e salvar a vida dos restantes refugiados!

 

 

A foto que toda a gente partilhou e poucos entenderam

Até ao JO do Rio, existiam regras sobre a roupa dos atletas. Por exemplo, no voleibol de praia não eram aceites os lenços ou uniformes mais cobertos, por assim dizer. Este ano, pela primeira vez, tal foi permitido, aumentando, assim, o número de participantes na modalidade - uma ironia, quando se discute a parvoíce da proibição dos burquinis em França| Mais: segunda as regras da Federação dos Jogos, o equipamento tem de ser igual para toda a equipa. Uma das jogadoras do Egipto jogou sem lenço e normalmente, contou ela, joga também com a típica cuequinha; todavia, a pedido da sua colega Egípcia, ela acedeu e jogou de calças - mas sem lenço. Aqui fica a prova que da tolerância e respeito pelos outros se conquistam coisas boas, na vida como no desporto!

 

 

Como sambar na cara dos inimigos

Por Rafaela Silva

 

 

O Bronze da Telma

 

 

Foi de mim ou houve pedidos de casamento todos os dias?!

 

 

Trabalho chaaaato

 

Fora Temer

"Ai é?" pensaram os brasileiros "não podemos nos manifestar, nem levar cartazes ou protestar livremente?" Pois, não há problema. Se há coisa que não falta ao povo brasileiro, é criatividade, benza-deus!

Triste foi quando uma iraniana levantou um cartaz a reivindicar o direito das mulheres no Irão a entrarem e a assistirem a jogos nos estádios do seu país e a ver o cartaz a ser-lhe retirado, ficou a mensagem.

 

 

Fu: a Chinesa mais fofa de sempre

Foi a mesma que pôs todos a falarem de que, surpresa das surpresas, as atletas também têm menstruação. Ainda mais há que recordar que na China, os produtos de higiene feminina não são nem publicitados na televisão.

 

 

O selfie das duas Coreias

As duas ginastas fofinhas da Coreia do Norte e do Sul, encontraram-se e vai daí, toma disso, um selfie 

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Ter 19 anos e ter esta maturidade

 

 

O Usain Bolt é maravilhoso (ao cubo)

E o que eu me ri de uma entrevista feita á mãe dele, em que ela dizia que ele devia era pensar em assentar (aka casar)! Mãe é mãe, aqui ou na Jamaica!

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As mentiras de Ryan Lochte

"Ai que fui roubado e me apontaram uma arma!" e vai-se a ver não só tinha mentido, como ainda tinha estado envolvido (directa ou indirectamente, ainda está por se saber) na vandalização de uma casa de banho, de uma estação de serviço, após uma noite de copos. As mentiras do nadador dos EUA e medalha de ouro não tiveram fim e, ainda pior, foi ver a desculpabilização: "boys will be boys", "é imaturo",... como? Um tipo de 32 anos arma uma mentira de todo o tamanho, colocando a culpa num país, arrastando os companheiros de equipa e ainda envolve as autoridades policiais é ainda se safa, porque !coitadinho "não sabe o que faz?" Menos, muito menos!

 

 

Adeus!

 

Os jogos foram delas

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Nunca nuns jogos se prestou tanta atenção às mulheres. Fosse para denunciar o paternalismo e condescendência com são tratadas pela maioria dos media (e não só) - "a vencedora é mulher de X" ou "muito linda jogando desse jeito" ou "venceu graças ao treinador X"; fosse para expor as diferenças salariais entre eles e elas, assim como o valor dos prémios ou até dos patrocínios; assim como a cobertura fotográfica ou a forma como eram noticiadas as vitorias femininas, inclusive comparando com os feitos masculinos. Foi bom de ver! #feminismo4ever #gogajas

 

 

E Portugal?

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No fundo mais do mesmo: um país que dá apoio zero ao desporto, onde a Educação Física nem conta para a nota e que se alimenta a futebol, lembrando-se de quatro em quatro anos que existem outros desportos; a ter todas as expectativas do mundo e a ficar frustrado, porque não se ganha nada e ainda acha que tem direito a pedir satisfações - ou seja, nada de novo!

Parabéns a TODOS os atletas, sei que fizeram o melhor que puderam e espero, de coração, que consigam melhores e mais apoios para realizarem os vossos sonhos. Um beijinho à Telma e Nelson, baterás sempre forte cá dentro.

 

 

É preciso dizer isto sobre a Costa Alentejana

14.08.16 | Maria vai com todos

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Eu sou do tempo em que quase ninguém ia para a Costa Alentejana. A vida era tranquila e os preços acessíveis. Obviamente, que era um tempo em que eu acampava feliz e em que as pessoas abriam as portas das casas e quintais. Havia um tu-cá-tu-lá, tudo muito natural, um sentir constante de que se está em casa, com sabor a férias e a mar. Sempre fui dessas que elogiou aos sete ventos a costa ocidental - ok, a água do Algarve é um pouquinho mais quente, mas em beleza, continuo a achar que a Costa Alentejana ganha aos pontos, não desfazendo.

 

Há umas semanas, de férias em Portugal, meti-me no carro e alaaaaa pela costa: Sines, Porto Covo, Vila Nova de Mil Fontes, Cabo Sardão, Odeceixe, Aljezur e a chegar ao Cabo de São Vicente, só para dizer que, sim, senhora fiz a Costa Vicentina até ao fim. Muita praia, mergulhos, peixinho e descobertas - ainda estou a babar com a Praia da Carreagem, perto de Aljezur... que coisa mais linda e que eu nem sabia que existia!!!!

 

 

Mas deixem-me desabafar, pois eu preciso falar disto com alguém! O que me surpreendeu mais, foram os preços loucos da costa! Como já sou uma senhora de idade, lá fui eu bela e airosa, confiante na facilidade de conseguir um quarto no local, a preços baratinhos e sem ser preciso planear antecipadamente a vida. Pois sim, abelha, fia-te no santo!!!

Logo em Porto Covo, começou a novela entre o "tudo-cheio" aos 60 euros por um quartito. Como? 60 euros?! E lá vinha o encolher de ombros, seguido pelo revirar de olhos, que eu interpretava como: "olha filha, não queres, há quem queira!". E parecia ser verdade, havia sempre quem quisesse. Raios!!!

 

A minha parte favorita eram aquelas plaquinhas AL, de "alojamento local". Era chegar, dar dinheiro em mão - "oh menina, o Multibanco não é para isto!" e nada de check in (ou out) e, claro está, facturas ou recibos eram uma miragem. Houve uma senhora que ainda escreveu num resto de papel: "40 euros: PAGO" antes de me dar as chaves para a mão.

 

Ok, a Costa Vicentina está viva e recomenda-se, com Portugueses e estrangeiros a banhos, pensões e hotéis cheios e, sim, devia ter ido melhor prevenida - já ouvi isso 76 mil vezes desde o meu regresso. Todavia, ainda me custa assimilar as cerca de 10 senhoras que me tentaram chular 35, 40 ou 60 euros pelo quarto de hóspedes ou pelo anexo da casa delas, como se fosse a coisa mais natural do mundo! E não, não é! E, sinceramente, nem na minha viagem ao Japão eu paguei tanto por um quarto - nem que seja por isso, deixei-me lá ficar um bocadinho indignada!

 

E, pronto, agora que eu já desabafei, vou ali chorar mais um bocadinho, pois amanhã é dia de trabalho - restam-me as fotografias!

 

sines.jpgSines

 

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 Porto Covo

 

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 Vila Nova de Mil Fontes

 

PS: Já agora, outra descoberta deste Verão em Portugal: na Arrifana, mais concretamente na Pousada da Juventude da Arrifana. Descobri que o Governo vendeu algumas das Pousadas da Juventude a privados. Mais alguém sabia disto?!

Onde está o Verão?

11.08.16 | Maria vai com todos

Ich bin ein Berliner

 

Caramba, com Portugal a arder, eu sei que até parece mal uma pessoa queixar-se, mas onde raio está o verão?! Estamos em Agosto e eu estou de meias! Collants! Aquelas tipo calças, bem subidinhas. E vim de casaquinho, tipo corta vento. Raça de cidade!

 

Nota: eu vivo em Berlim!

A Gisele, a Rafaela e as mulheres do Brasil

09.08.16 | Maria vai com todos

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Tenho visto vários textos a aplaudir a Gisele, porque desfilou metros e metros ao som do Gartota de Ipanema, na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no Brasil.

Obviamente, que a Gisele é boa 24 horas por dia, gira que dói e ainda é fofa e amiga do ambiente. Não sou das que acha que desfilar é andar só para trás e para a frente e, acredito, que para ser modelo há muito trabalho e empenho. Dizer que ela não devia estar ali, alegar o tal multiculturalismo e diversidade étnica do Brasil, quase parece argumento de gaja ressabiada e com dor de cotovelo.

Mas sejamos sinceros, vinha mal ao mundo, colocar outras tantas tesudas brasileiras a desfilar? Uma Taís Araújo ou uma Camila Pitanga e (tantas, tantas outras mais)? Vou mais longe, será que a Garota Ipanema, essa coisa "mais linda e tão cheia de graça", não pode ser também gorda, baixa, atarracada e com rugas?!

Venham daí os comentários, do "tens é dor do cotovelo" ou "a Gisele é a mais famosa modelo do Brasil e uma embaixadora do país".Tudo muito certo, meus amigos. E em resposta a isto, deixo este texto roubado do Instagram - não faço a mínima ideia quem o escreveu, mas que a meu ver, expressa na perfeição esta questão da raça/etnia que tantas vezes o Brasil discute (e o mundo). Porque, meu amigos, sim, existe racismo e, sim, representatividade importa.

 

"É OURO DO BRASIL"

NÃO! Esse ouro é de Rafaela Silva!
O Brasil odeia Rafaelas Silva.
O Brasil encarcera Rafaelas Silva.
O Brasil espanca Rafaelas Silva.
O Brasil estupra Rafaelas Silva.
O Brasil assedia Rafaleas Silva.
O Brasil nega emprego a Rafaelas Silva.
O Brasil negligencia Rafaelas Silva.
O Brasil acha ruim o cabelo de Rafaelas Silva.
O Brasil segura a bolsa perto de Rafaelas Silva.
O Brasil é "praticamente da família" de Rafaelas Silva.
O Brasil bateu panelas pelo fim de Rafaelas Silva.
O BRASIL ODEIA RAFAELAS!

Então, Brasil... o ouro é das Rafaelas que lutam diariamente, nos tatames e fora deles!
#ÉPelaVidaDasMulheres#MulheresNegras #MulheresFortes #LuteComoUmaMulher #RafaelaSilva#Orgulho #LutemosRafaelas

 

 

O contexto.

Rafaela Silva é a atual campeã de judo- a Telminha ganhou o Bronze e a a Rafaela, o Ouro. A Rafaela é negra e nos últimos Jogos (em Londres) foi para casa de mãos abanar. Ela foi insultada, humilhada e mal-tratada e obviamente, com muito insulto racial à mistura. Chamaram-na de "macaca", que devia viver numa jaula e outras pérolas! Ela chegou mesmo a pensar deixar de ser judoca. Ainda bem que não fez! 

Pensamentos Portugueses durante as férias

08.08.16 | Maria vai com todos

Fui à terrinha passar semana e meia de férias, com direito a boda e peixe e praia pelo meio, eis alguns dos pensamentos que voaram pela minha cabeça durante estes dias:

 

No Porto

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12 horas depois de chegar ao Porto: - Raios, que saudades disto! Que se lixe tudo, vou voltar!

- Francesinha!!!!!! Francesinha! Francesinha!

- Que riqueza de sol!

- Quero um café, por favor.

- Ar condicionado no metro do Porto é mito... menos mal, que estão só 40 graus lá fora e Portugal a arder.

 

 

Em Coimbra

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- Coimbra continua a mai-linda!

- Como? 70 cêntimos por um café! Está tudo doido?!

- A Ferreira Borges é a nova capital da cortiça?

- Nãããããão!  Fecharam a Coimbra Editora!

 

 

Em Lisboa:

- P"#$ que pariu o trânsito, as obras e as estradas de Lisboa! Raça de cidade!

- Mas como é que é possível? Agosto e esta cidade cheia de gente!

- Epa! Tantos turistas! Sacanas dos tuk-tuks!

- A sério metro de Lisboa: 3, três, TRÊS CARRUAGENS (apenas)?

 

 

Na Arrábida

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Oh! A Arrábida!! É desta! É desta, é desta que largo tudo e venho para aqui viver. Monto um turismo rural e acabou-se. Vou ser feliz aqui! Adeus escritório, adeus vida de computador!

 

 

Em Grândola:

Será que os habitantes de Grândola sabem que o Zeca Afonso não nasceu, nem viveu, nem morreu aqui?!

 

 

Pela costa Vicentina

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- Mesmo lindo!

- F#"&-se que água fria! Raios partam, nem o aquecimento global aquece isto!

- Como??? 60 euros por uma noite no quarto de hóspedes da sua casa? Estão todos loucos na Costa Alentejana?!?!

- Férias em Agosto, nunca mais!!

- Sol bom.

 

- Tens o protector?

- Raios, que sol mais quente! Está que queima!

- Abençoado ar condicionado!

- ... e o peixe grelhado. E os mariscos e a sapateira!

Memórias de Varsóvia - parte III

03.08.16 | Maria vai com todos

Como e tomo café, numa espécie de FNAC (sim, sim, eu em viagem gosto de ir a livrarias de outros países) com uma bela vista e uns sofás confortáveis. Peço um café (queimado que dói) e aproveito para acabar de ler as últimas páginas do meu companheiro português pela Polónia. Enquanto leio sobre os últimos dias de Ricardo Reis, ouço: “És portuguesa?”.

Lá estava ele, um Erasmus com muitas saudades de ouvir e falar português. E falámos muito. Saímos dali, fomos a bares e cafezinhos. Daqueles escondidos e que os viajantes gostam, mas que não estão nem nos mapas mais cools! E cerveja. E vodka. E cerveja. Falámos muito e entre um foda-se” e um “caralho” lá estou eu atrasadíssima para apanhar o autocarro de volta para Riga. E ainda tenho que ir ao hostel buscar as minhas coisas. Um abraço, sorrisos nervosos e não houve tempo para mais. Como estará o moço? O João - acho!

Na casa da avó polaca, montou-se uma festa reggae, com muita erva pelo meio. “Stay”. “Smoke”. “Dance”. “Sing”. “Don’t go”. “Stay”. E eu a ter que dizer que não. Novo abraço cheio de impulso e de verdade. Se pudesse abraçava Varsóvia, mas como não posso, agarro-me às rastas.

E agora? Agora onde apanho o autocarro? Raios-partam o meu sentido de orientação! Ela disse que sabia inglês, que estava a aprender, até me mostrou o livro. E no final termino não na Gare que me levaria a Riga, mas sim, no local (parece-me) onde estão estacionados todos os autocarros, que terminam as suas carreiras na cidade. E o tempo a passar. O motorista manda-me sair. Não fala inglês e eu desesperada mostro-lhe o meu bilhete para ir para Riga. Ele leva as mãos à cabeça. Eu levo as mãos à cabeça. E uma mãe polaca, que entretanto entrou no autocarro, leva as mãos à cabeça – aliás, levou só uma, pois a outra segurava o seu lindo bebé de cerca de três anos. O motorista põe o autocarro em marcha e pára e fala em polaco e avança. Ele pára de novo, ela levanta-se. Ela agarra-me por um braço e enfia-me noutro autocarro. Depois, pede-me o telemóvel. Eu dou, claro que dou e ela fala muito, muito. Tento brincar com a criança, mas acho que se assusta mais do que acha piada aos meus cu-cus. Voltamos a sair do autocarro e corremos muito. Pego na criança, que chora. Aliás: berra. A mulher (louca) põe-se à frente de um autocarro que pára. É quando me apercebo estamos de novo junto do hostel, mas "que raios faço eu ali outra vez! Já foi! Perdi a camioneta!" Ela tranquiliza-me e explica-me que ligou para a estação e pediu que esperassem por mim. Como? Pois, também não sei e ainda hoje para perceber.

“Thank you soooo much” digo eu e com vontade de abraçar. Abraço o bebé, que entretanto lá se acalmou, afinal “quem os meus filhos beija, a minha boca adoça!”. Mas acrescenta que só esperarão 15 minutos. Chegamos à gare e nova corrida. Ela pede-me o bebé e enquanto corremos as duas, aponta-me em que direcção devo correr. Volto a agradecer e continuo a correr. O motorista estava à minha espera, assim como todo o autocarro e fez-me entrar. Quando por fim a mãe e o seu lindo bebé alcançaram o local, já estava a camioneta a arrancar. Eu acenar feliz que nem uma louca, a mandar beijinhos... e assim estivemos, até nos perdermos de vista, a dizer adeus.  Eu, a mãe, o lindo bebé e Varsóvia.

 

Ler: Parte I e Parte II

Memórias de Varsóvia - parte II

02.08.16 | Maria vai com todos

No dia seguinte, lá vou eu com o meu mapa cool à procura do centro, que não é centro, mas que está no centro das coisas a visitar em Varsóvia. Perco-me e exaspero-me. Parece que estou numa cidade, ignorada pelos próprios habitantes. Mostro o mapa e abanam a cabeça. Pergunto e ignoram-me. Tento o inglês e ninguém me entende. Começo a duvidar sobre a existência desse mesmo centro. E a chuva que não pára.

Quando por fim pára, deparo-me com os grandes edifícios históricos e imponentes, com os seus materiais claros, e levam-me a acreditar que estou no caminho certo. Pelo meio uma exposição: “Proud Warsow”. Pequenas textos acompanham fotografias que contam a vida da cidade depois da Primeira Guerra Mundial. A arma apontada ao menino polaco por um soldado alemão também está lá. E muitas. As segregações dos passeios para judeus e não-judeus. As mulheres a cozerem as estrelas de David nas suas roupas. Depois: os guetos. A guerra e a destruição de Varsóvia: antes das bombas, após os bombardeamentos, durante a recuperação e agora. É impressionante. Varsóvia é como esses velhos casmurros, que sobrevivem a tudo e resmungam "vaso ruim não quebra". Sobreviveu para contar. E assim como uma avó que nos conta as histórias do seu tempo e das dificuldades que passou, também Varsóvia faz questão de nos mostrar que orgulhosamente sobreviveu a tudo isto.  Depois disto é impossível ficar indiferente a tudo que se vê. A cada edifício, cada passeio ou flor nos jardins. Ou até mesmo ao outro centro, o feio.

Por fim, o tão esperado centro. LINDO. Um amor. Depois da guerra, os próprios polacos o reconstruiram usando uma boa parte dos destroços causados pelos bombardeamentos. Várias pracinhas, muitas flores nos beirais e com o sol a surgir a lembrar que é Primavera, afinal. Porém, aquele centro agora tão turístico, já não é Varsóvia de hoje. É uma Varsóvia que ficou algures no tempo. E ao percebermos isto, aquele centro feio e de prédios altos já não nos parece tão feio, nem tão desprovidos de carácter. É, sim, sinal de uma nova Polónia. Uma Polónia que ainda durante a segunda guerra, se viu invadida pelo exército soviético e que mesmo após de todos os esforços de resistência contra os nazis, foi esquecida pelos Aliados, que a ofereceram de bandeja a Estaline, tendo continuado agregada pela Rússia até 1991. Aquele centro feio é a pressa de se libertar de um comunismo autoritário, severo e com muita censura, que durante anos travou a Polónia.Tudo o que podia contrariar o regime de Moscovol ali se instalou.

 

Para perceber tudo isto é essencial visitar o Museu da Guerra.

Enquanto esperava pelo Tram que não chegava, achei por bem perguntar se estava na paragem certa. Óbvio que não estava. Como tinha algumas dificuldades com o inglês, a senhora perguntou-me se falava russo ou português. “Como??? Português??? Mas eu sou portuguesa!” Grande alegria. Ela tinha vivido muitos anos em Portugal e ainda se lembrava “um bocadinho”. Contou-me que por vezes falava sozinha para não se esquecer. Levou-me até à paragem correcta e esperou pelo Tram comigo, explicando ao motorista onde eu devia sair. Enquanto isso falámos de Portugal, do sol e dos pastéis de nata. 

 

O Museu da Guerra é qualquer coisa de... esmagador. Fotos dos bombardeamentos e do Holocausto que eu nunca tinha visto e que não estava preparada para ver. Relatos impressionantes, objectos reais. E sons, muitos sons. Não pedi um guia e fiquei com pena. Fui-me colando a muitos grupos, pois parece impossível trabalhar ali e não ser também uma parte da história da cidade : “Vêem esta foto? O meu tio morreu nesse dia” ou “Esta era a casa dos meus avós” ou “O Exército Vermelho levou o meu primo e ainda hoje não sabemos o que lhe aconteceu”. A naturalidade com que contam estas histórias  é impressionante. 

 

Em Varsóvia é impossível ficar indiferente ao enorme edifício soviético que ainda hoje estão noutras capitais que viviam sob as ordens de Moscovo. O típico edifico comunista e feio. Os polacos chamam-lhe o “Bolo de Casamento de Estaline” – eu bem vos digo que estes polacos são duros.

"Vou-não-vou. Vale-a-pena-não-vale. Pago-não-pago." Acabo por ir. para logo a seguir me arrepender. Um centro cultural fraquinho, com pouco para ver ou fazer. Se bem que, a vista até é jeitosa.

 

 

*Ler: Parte I e Parte III

Memórias de Varsóvia - parte I

01.08.16 | Maria vai com todos

Lembro-me de chegar a Varsóvia de autocarro, vindo de Cracóvia. Pelo meia paramos, numa qualquer terriola no meio do nada, onde a estação dos autocarros mais parecia uma nave espacial. Um circulo. Com um tecto redondo. Pelo caminho, cruzes, muitas cruzes. Poucas casas. Poucas pessoas. Mas muitas cruzes.

Na estação de camionetas de Varsóvia, à falta de opção, dirigi-me ao balcão de uma qualquer companhia, que com alguns desenhos e escritos num resto de bilhete, lá me indicaram como chegar ao centro e uns quantos hotéis para ficar – sim, toda eu, sou uma pessoa que viaja ao Deus dará.

 

“To the center please?”

“No, no!” E muito polaco. Como viajante bem guiada, deixei-me levar pelo braço até ao autocarro. Ao que parecia estava do outro lado. Fui. Entrei e paguei – nesta altura já eu era entendiada na moeda polaca e como qualquer europeia com Euro, maravilhava-me com o pouco que custava tudo. Caminho, caminho. Estrada, estrada. A porta abre e eu sou gentilmente convidada a sair “centre, centre”, apontaram.

 

“Mau Maria!!” penso eu. Era tudo tão bonitinho na Internet. Os postais em Cracóvia mostravam-me um centro mágico, de histórias de encantar, muitas cores e com flores nos beirais. Onde estava o chão de pedras que resistiu à segunda guerra Mundial ou os edifícios de cores pastel? Aquelas lindas paredes em verdde, laranja, azul e amarelo, reconstruidas pelos próprios polacos? Era tudo alto. Muitos prédios. Feios. Muito KFC, MacDonalds, H&M. Senti-me enganada, mas como a culpa é sempre minha, pensei logo: “apanhei o autocarro para o lado errado”.

Na paragem volto a tentar o inglês e à falta de quem me entenda, mostro o meu bilhete com as direcções. As mãos mexem-se, esquerda, direita, em frente. Afinal, é por ali. Sigo. Lá chego, depois de perguntar umas mais 273662734 vezes onde fica.

 

Quando entro, vejo que o meu hostel tem toda a pinta de ser uma antiga casa polaca. Mais tarde descubro que foi herdada da avó e que foi transformada num hostel, pela neta e pelo namorado. A casa dá para o total de 12 pessoas. Sou bem recebida e depois de me instalar (isto é: pousar a mochila), a menina dos piercings e das rastas, a neta, mostra-me a casa - que é linda.

A grande cozinha de azulejos, com cafeteiras já queimadas pelo tempo, a casa-de-banho que exigia mil truques desde a posição para fechar a torneira ao puxar o autoclismoou os truques para mater a água quente. No grande salão, há uma cadeira de baloiço e uma grande janela. Divido-me entro os dois, mas opto pela janela. E não é que os prédios feios e gigantes continuam lá? Sento-me, enquanto bebo um chã servido pela minha nova amiga que me conta que é polaca, de Varsóvia e me conta histórias da avó falecida. Como a casa é muito grande e há pouco trabalho na Polónia, ela optou por fazer dela um casa para quem chega e para amigos. O namorado (um polaco alto e de cabelo escuro, com muitos, muitos piercings também) dá-lhe uma ajuda.

Depois, dá-me um mapa de Varsóvia alternativa. Uma alternativa aos mapas de sempre, esses oficiais, feitos para turistas e não para viajantes. Este projecto, que há em mais cidades, permite conhecer o local pela perspectiva e opinião de quem nele vive. Logo percebo, que estou no centro de Varsóvia e que o tal, o bonitinho, é “coisa para turista ver”. A vida não é bonita na Polónia, nem o centro, explica a minha amiga nova. A minha amiga explica-me que só mesmo turistas e estrangeiros andam por lá, pois os altos preços das lojas e restaurantes, assim como as elevadas rendas, fazem com que os habitantes fujam deste espaço.

 

 

*Ler: Parte I e Parte II