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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

Bichos que viajam com mais estilo do que eu

27.07.16 | Maria vai com todos

Uma pessoa anda despenteada; toda derreadinha, de mochila às costas; perdida que nem uma barata tonta; suada tipo sauna; ele é bolhas nos pés, mordidas de bichos... e depois há este bichos, cheios de estilo. Vi isto no Instagram e ainda me estou a rir!

 

Esta está perdida!

Aspen-HunterLawrence.jpg

 

 

Posso ir de férias, mas sempre de Channel

 

 

Enjoar?
Isso é para cães!

 

 

Quando se viaja em Primeira Clasee....

 

 

Olá!

 

 

Este focinho diz que para o ano ninguém o apanha naquele frio. Venham as Caraíbas!

 

 

Que canseira!!!

 

 

 

Viver com Medo

25.07.16 | Maria vai com todos

Mais um atentado suícida na Alemanha. Depois do tiroteio em Munique e do maluco com o machado, no comboio da semana passada; desta vez o "palco", como os jornalistas tanto gostam de dizer, foi um festival de música  perto de Nuremberga.

Aos poucos e inconscientemente, mortes, tiroteios, terrorismo, entraram nas nossas vidas. Ouvimos uma sirene e pensamos "foi desta!" 

Este sábado ia de bicicleta ter com uns amigos e a rua junto ao Tiergarten (onde estão algumas embaixadas em Berlim) cortada. E eu a pensar "ai, ai, ai o que se passou aqui?". Não era nada. A rua estava cortada porque metros mais à frente passava o desfile do Orgulho Gay - não sei porquê, mas em Berlim a comemoração foi feita este fim de semana e não no início de Julho como acontece na maioria dos países.
Esta manhã, vi umas três ambulância e, claro, lá volta o pensamento "foi desta"!
Colegas meus já começam com o discurso: "fiquem seguros! Evitem A, B e C e centros comerciais e aeroportos". Como se fosse assim tão simples, como se isso não fosse dar o braço a torcer e como se pequenas praças e ruas não fossem, constantemente, alvos.

O terrorismo também é isto: é espalhar o horror. Por mais que lutemos, por mais que nos façamos de superiores, o terrorismo é como uma sementinha de medo plantada. A cada episódio de terror, a plantinha vai ganhando raízes, que se vão tornando mais fortes... e quando menos damos conta, nasce um fruto. Ou seja, passamos a evitar sítios, a redobrar cuidados, a adiar a vida!

Raios partam isto!

Ainda me estou a rir com o Pokemongo

23.07.16 | Maria vai com todos

O único programa Português que acompanho, e nem é em directo, é o Governo Sombra da TSF. No programa de hoje, o Ricardo Araújo Pereira disse-se ser Pokemongo (Pokemon Go = Pokemongo). Assim tudo juntinho e com sotaque tuguês. Já dei por mim a rir sozinha umas quantas vezes por causa disso!

 

Antes do RAP, este era o meu favorito 

 

 

Mas há mais, porque felizmente a Internet não dorme em serviço!

 

 

 

 

 

Tenho uma amiga nova que largou tudo e anda a viajar

21.07.16 | Maria vai com todos

Cada vez que vejo aqueles artigos do tipo ele-largou-tudo-e-anda-há-ano-a-laurear-a-pevide, dá-me um nervoso. Um nervosinho misturado, com irritação, inveja, vontade de fazer o mesmo (e se?) e ansiedade. Eu também quero ter coragem de largar tudo e ir viajar. Quero andar de mochila às costas, conhecer gente, ver sítios (bonitos e feios) e sentir-me viva todos os dias.

Mas e o medo? E a ansiedade? E se depois não arranjo trabalho? E depois o que é que eu faço? E a vida de todos os dias? O dinheiro para o dia seguinte? Raios.

A minha amiga nova é do Peru e chegou esta semana lá a casa e está a dormir no chão da sala - eu venho de uma longa linhagem de amigos de amigos, que enviam amigos a amigos e amigos de amigos, em busca de alojamento - eu mesmo já beneficiei de dormidas no chão em cozinhas alheias.
A minha amiga tem 34 anos, trabalhou para um banco e viveu em vários países. Tem carro e já comprou casa. Recentemente fartou-se, faltava paixão e começou a poupar para viajar. Contou-me que quando tomou a decisão, guardou-a só para ela, para evitar comentários, críticas ou bocas foleiras. Só quando tinha o dinheiro que necessitava é que se despediu e depois, contou à família e amigos. 

Ela ainda agora começou, seguem-se outros destinos e é vê-la feliz, bonita, bronzeada, com boa cara e boa energia. E eu? Eu estou invejosa, claro está! é só penso "e se...".

As melhores cidades para emigrar

19.07.16 | Maria vai com todos

Quem o diz, é o Condé Nast Traveler e eu, toda lambona, quando li o artigo pensei logo "BERLIM!", mas não, nada de Berlim nesta lista. Aqui ficam as dez melhores cidades para expatriados, por ordem decrescente:

 

10. Sidney, Austrália

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Bons restaurantes, música e emprego. Uma cidade cosmopolita e segura para famílias, onde aparentemente todos são bem-vindos. Difícil mesmo é entrar, digo eu. Os vistos são curtos e é uma cidade cara e competitiva. Muitas pessoas que eu conheci, foram para Sidney, apenas  por uns tempos, para ganhar dinheiro de forma mais imediata e para puderem viajar, por exemplo. Todos falavam bem da cidade.

 

 

9. Copenhaga, Dinamarca

Copenhaga é daquelas cidades lindas, cheia de louros, simpáticos e fofos. Não è é á toa que é considerada uma das cidades "mais amigáveis"! É uma cidade CARA e depois do recente tratamento do Governo dinamarquês aos refugiados, onde lhes confiscavam dinheiro e jóias, fica bem claro que não é dos países mais tolerantes à emigração. O que não quer dizer que seja impossível. Ainda no outro dia, um amigo me falava de uma amiga que passa seis meses na Dinamarca a fazer crepes e conseguia poupar, para viajar no resto do ano. Foi o suficiente para eu começar a sonhar "E se eu..."!

 

 

8. Genebra, Suíça

Que levante a mão quem não tem um primo, nem que seja em 19ª geração na Suíça ou um amigo?! Eu tenho primos e amigos e, em dias de sol (sobretudo), é uma cidade lindíssima. ONG's como as Nações Unidas ou a Cruz Vermelha possuem aqui as suas sedes, o que significa também uma grande misturada de raças, cores, religiões e estilos de vida - e claro, a Suíça é também o banco do mundo! Os salários são altos, assim como o custo de vida e não é à toa, que vários trabalhadores na Suíça optem por viver na Itália ou em França.

 

 

7. Frankfurt, Alemanha

Depois de Londres, é o grande centro financeiro da Europa. Quem vive em Berlim ou em Hamburgo, cada vez que ouve falar de Frankfurt, benze-se. É a cidade das gravatas e do dinheiro e isso, em Berlim, não é cool.A cidade é bonita, limpa, é segura e sem dúvida que é capaz de proporcionar uma boa qualidade de vida aos seus habitantes.

 

6. Düsseldorf, Alemanha

Ora que surpresa: outra cidade alemã! Dizem que aqui há mais sol do que em qualquer outra cidade da Alemanha... claramente, é aqui que está todo o sol da Alemanha, começo achar eu! Sim, meus amigos, hoje  dia 19 de Julho e faz frio!!!

 

 

5. Vancouver, Canadá

Na semana passada, tive uma longa conversa com a minha chefe, que é canadiana. Durante uma hora (ou mais), dissertou sobre como os canadianos são racistas, pouco ambientalistas, sacanas e não muito diferente dos norte-americanos (do lado mau e estereotipado)! Antes disso, estaria aqui a dizer flores sobre eles e do seu Primeiro Ministro super fixe, mas ainda não estou em condições de...

 

 

4. Munique, Alemanha

Oh! Surpresa!! Outra cidade alemã! Pior do que Frankfurt, pior do que Dusseldorf.... pior, no sentido que eu vivo em Berlim e sou pessoa bairrista e que veste a camisola - antes que me expulsem. Todos os estereótipos (maus!!! Muito maus!!) dos alemães vêem de Munique: sérios, sem sentido de humor, quadrados, ligados ao dinheiro, racistas e sabe-se lá mais o quê. Eu para já, não me atrevo a defendê-los... talvez um dia, que vá para lá viver!

 

 

3. Auckland, Nova Zelândia

Eu nunca estive na Nova Zelândia, assumo, mas QUERO MUITO IR - bem, na verdade, eu quero ir a todo o lado! Adiante. Todos falam bem, as fotografias d país são de babar e nunca vi ou conheci uma alminha natural da Nova Zelândia que não seja simpático ou sorridente. Auckland tem praia, tem um antigo vulcão, estabilidade financeira e, parece, emigrantes felizes.

 

2. Zurique, Suíça

 Possivelmente é o poder económico, que coloca Zurique à frente de Genebra. Em termos de beleza, verdade seja dita, Genebra ganha - isso e porque tem muitos mais portugueses e eu safo-me melhor a falar francês do que aquela coisa a que eles chamam alemão!

 

1. Viena, Áustria

 Parece ser tudo bom em Viena e um excelente local para se ser emigrante... apesar de estarem a repetir eleições e, quem sabe, se não ganha a extrema-direita, que quer dar um pontapé no rabinho a tudo que é emigrante, aka expatriado.

Acho sempre piada a estes rankings (melhores países para viver, capitais mais bonitas, ...) e entendo também que levem em conta factores como a estabilidade económica, emprego, sistema de saúde, segurança, etc. Mas não entendo, como é que deixam de fora questões sócio-políticas, como as leis de emigração e respectivas facilidades de integração; aspectos referentes ao idioma (é fácil? Pode-se viver com o inglês? O país está preparado para não nativos?), liberdade religiosa, igualdade de género, leis de parentalidade, mas também questões mais ligeiras como acolhimento, etc. - embora, entenda também que não são "coisas" fáceis de medir. 

Eu já vivi em quatro país diferentes, sou suspeita, mas eu acho que quando alguém emigra, seja por razões laborais ou porque se apaixonou (pela cidade, pelo idioma, por uma pessoa), estes pequenos detalhes são muito importantes e devem ser tidos em conta! Fazer amigos, sentir-se aceite e integrado é importante para qualquer ser humano... imaginem, então, para um emigrante.

 

 

Há Baixa! Há Coimbra - parte II

18.07.16 | Maria vai com todos

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Foto de: Há Baixa 

 

- e já à espera da terceira!

aqui tinha falado há uns tempos do projecto de recuperação da baixa de Coimbra, levado a cabo por alguns estudantes de Arquitectura, da Universidade de Coimbra, o Há Baixa. Este grupo de estudantes juntaram-se com o objectivo de reabilitar algumas casas e lojas das baixa de Coimbra, mas também por melhorar a qualidade de vida dos habitantes da cidade.


Desde que soube do projecto, que o tenho acompanhado como posso no Facebook do Há Baixa e mais uma vez, parabéns a todos os envolvidos! Mesmo estando longe e não podendo participar, foi de coração cheio que fui acompanhando o trabalha dos voluntários, nas últimas duas semanas. Foi bonito ver a forma como se envolveram com a comunidade e como as pessoas se interessaram pelo projecto. E agora que acabou, já se fala em mais: bravo, foguetes e palminhas!

E duas semanas depois, entre outras conquistas, a dona Glória já não pensar em reformar-se, mas sim em continuar o seu negócio de costura. Viva!

 

 

 

 

A Jennifer Aniston está farta

15.07.16 | Maria vai com todos

Diz ela que não está grávida, que está farta!

Farta que lhe atribuam a milionésima gravidez, fartou-se de aparecer em capas só porque aparenta uma possível barriguinha, farta de toda esta pressão mediática, que reflecte também os valores deste mundo machista, onde se espera 837 mil coisas de uma mulher! Cada gaja sabe de si e das suas escolhas, diz a Jen. Cada mulher é livre de escolher o que é melhor para si, não precisando de um homem, de um filho, de um corpo à capa de revista para ser feliz ou sentir-se completa. Bravo Jen!

 

 

Recentemente cheguei aos 30 e com muitas amigas que chegaram ou estão em vias de, a conversa é sempre a mesma! Algumas falam até numa minidepressão, de uma pequena crise existencial. Como é que é possível? Gajas giras, confiantes, estudadas e em deprê?

Pior do que acharmos que aos 30 já deveríamos ter carro, casa, marido e com putos a caminho, é ter que responder ao mundo sobre isso. Até porque, não o queremos. E como fazer o mundo entender isso? Esta carga, esta expectativa vs realidade cansa.

E mais, quem é que quer aos 30, tudo isto?
Bla bla bla a instabilidade, o desemprego, ... não é disso que estou a falar. Sejamos práticos, alguém quer mesmo aos 30 já ter filhos, família, casa e carro para pagar? E as viagens? E beber copos? E ir jantar fora ou comer cereais no sofá ao jantar?
Eu não acho que sejamos menos ou mais maduros, mais ou menos egoístas, acredito, sim, que temos outras prioridades e/ou queremos concretizar outras coisas. Coisas essas, atenção, que não têm de ser um filho, um marido ou uma hipoteca.

Menos pressão, menos perguntas tipo "então, não te casas?", "para quando esse bebé?", "tic-tac... olha o relógio... tic tac".
Deixem a Jen em paz, deixem as gajas deste mundo em paz e sejamos todos mais felizes, sem crises, dramas ou expectativas!

 

 

O que nos vamos lembrar do Euro 2016

12.07.16 | Maria vai com todos

Milhentos de minutos depois, não sei quantos golos, suores, faltas e livres, chegamos ao final do Euro 2016 e... CAMPEÕES! CAMPEÕES! CAMPEÕES!

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Mas este foi um Euro diferente: com muitas equipas, jogos, por vezes, abaixo do nível que se espera e da parte de Portugal, muitos nervos e uma grande colecção de "vai caralho!" e sobretudo de "como é que é possível?". Eu ainda não acredito muito bem que Portugal venceu, para ser sincera! Não acredito que tenham ganho... perdão, passado, que tenham chegado tão longe! ou que o Fernando Santos tenha estado tanto tempo para colocar o Renato como titular, que o Ronaldo não jogasse a final, que o Rui Patrício defendesse tudo o que defendeu, que o Eder (Acadééééémiiiica!) tenha mesmo marcado no domingo e, sobretudo, que o Pepe continue a ser um jogador do caraças!

Findo o Euro 2016, a única coisa de que nos vamos recordar é de Portugal foi o grande vencedor! CAMPEÕES
E sobre as equipas, o que será que nos fica na memória sobre cada uma das equipas? 

 

 

Albânia
Quando todos pensávamos que era piada, a Albânia estava mesmo no Euro e... foi para casa.

 

 

Alemanha

Não importa que sejam eficientes, não importa que ganham. A Alemanha será sempre a equipa do treinador que põe, mesmo com mil câmeras e olhos focados nele, a mão dentro das calças, toca no pirilau e cheira. E o mesmo com o seu rabiosque! É também o treinador que come macacos.  Blah

 

 

Áustria
Vão lá sempre, metem medo a todos, mas voltam sempre para casa ao melhor estilo "a gente só veio pelo convívio".

 

 

Bélgica

Eram todos jovens e corriam muito e foram para casa.

 


Croácia

Com Portugal, protagonizaram o jogo de futebol mais chato que eu já vi na vida! Em compensação quero lá ir passar férias!

 

 

Eslováquia
Eslováquia ou Eslovénia? Quem? Empatamos com eles também?

 

Espanha

Depois de cinco anos em Espanha, posso afirmar que com o futebol e que por norma, os espanhóis são do piorio. Pior que não saber perder, é não saber ganhar. Itália mandou-os para casa e ainda puseram o filho da Shakira em lágrimas... temos pena #sqn

 

França

Perder em casa é lixado - Portugal sabe bem disso! Perder sem um dos melhores jogadores em campo, ainda pior! Ter um estádio cheio de traças e ainda colorir a Torre Eiffel de azul, branco e vermelho, em noite de derrota é que não! Mas eu continuo a gostar deles e acho bonito que os putos de 10 anos os consolem! #jesuisbacalhau 

 

Hungria
Portugal empatou com eles não foi? Isto foram tantos empates até ser campeão, que uma pessoa nem se lembra!

 

 

Inglaterra

Eurexit

Ou quando perder contra a Islândia, abala mais do que um referendo.

 

 

Irlanda do Norte
Uns porreir... ai espera, isso eram os outros irlandeses!

 

 

Islândia

Ganharam isto, sem ganhar. Mas os islandeses já ganharam há muito, sobretudo quando são dos poucos países, que após da crise económica puseram banqueiros na prisão, tomaram a democracia em mãos e ergueram o país. A grande paixão do guarda-redes é a bateria e o treinador trabalha como dentista, em part-time. No fundo, os islandeses representam aquilo que o futebol deveria ser para todos nós e muito mais!

 

 

Itália

Mandaram a Espanha para casa e, só por isso, uma pessoa já agradece! Isso e o treinador, que sem jogar, consegue dar mais espectáculo do que onze jogadores! 

 

 

País de Gales
Não consigo fazer piadas, fiquei mesmo com pena quando foram para casa!

 

 

Polónia
Em menos de dois minutos e pau: 1-0 e depois há aqueles penaltis! E o Rui Patrício a defender um... ele há coisas!

 

 

República Checa
Outra equipa que ninguém percebe bem como é que apareceu por ali! È mais ou menos como ver a Austrália no Festival Euovisão da Canção.

 

 

República da Irlanda

Aqueles gajos fixes que cantam a bebés no metro, mudam pneus a idosos, cantam por tudo e por nada e depois de amolgar um carro, ainda deixam dinheiro. Deviam dar aulas a todos os adeptos e jogar em todos os Euros, só pela capacidade de espalhar alegria - afinal, o desporto devia ser mais disto.

Quem já tenha estado na Irlanda, sabe que o país é um pouco disto também. Eu só visitei em Dublin e sem dúvida que foi das cidades onde mais cantei! Ayeeee!

 

 

Roménia

Acho-os sempre fofos, sempre em bom e em amarelo. São os suecos do futebol, mas com menos dinheiro na vida real!

 


Rússia

Uma pessoa nem se lembra contra quem jogavam ou se eram bons ou maus. Para a história nunca ficam os golos ou as vitórias. No fundo, quando os russos dizem que vão lá para "dar cabo daquilo tudo" e "partir a louça toda", eles são literais! Ele é cadeiras, varões e pancadaria!

 

Suíça

Não me ocorre nada. Quando é que foram para casa? Eles chegaram a jogar?

 

 

Suécia

Aqueles que jogam de amarelo, sem ser a Roménia e que têm um Ronaldo sueco, mas mais engraçado e desbocado? Sim, os suecos!

 

 

Turquia
Só no último ano, já morreram mais de 400 pessoas em atentados terroristas na Turquia... e é tudo o que eu consigo pensar sobre a Turquia!

 

 

Ucrânia
Já esqueci!

 

A Alemanha é feminista? Pois, nem por isso!

08.07.16 | Maria vai com todos

Mas desde ontem é um bocadinho mais!

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No meu primeiro fim de semana em Berlim, dei de caras com uma manifestação. Casais branquinhos e loirinhos, com os seus rebentos branquinhos e loirinhos, a empenharem cartazes de bebés negros. Algo ali não podia estar bem. Encontrei a contra-manifestação, onde me explicavam que eram grupos a pedir uma lei mais dura para a prática do aborto,matrimonio gay, etc. Foi aí que eu descobri que estas duas práticas não sendo ilegais na Alemanha, estão longe de ser consensuais. E eu só pensava "a sério? Na Alemanha?"

Mais tarde quando fui à farmácia comprar a pílula, fui informada que sem receita médica não havia nada para ninguém! Ok, até aqui dou o beneficio da dúvida. O problema é que depois da consulta e receita na mão, as mulheres ficam com três caixas de pílulas na mão. Três! Isto o sistema a dizer que de três em três meses tens de ir ao médico, só para pedir uma receita.

A Alemanha está longe de ser um paraíso para as mulheres. E não, não é por ter uma mulher presidente que o país é progressista - isso, seria o mesmo que achar que os EUA não são racistas,porque têm um presidente negro! Angela Merkel é a cabeça de um partido conservador - algo que impera aqui na Alemanha.

 

E se é verdade que a Alemanha é dos país europeus com mais apoios à maternidade e paternidade (viva!), também não é menos verdade que existem desigualdades. Por norma, são as mães que param a carreira e ficam em casa com as crianças.  São também elas que acabam por trabalhar em "part-time", pois aqui muitas vezes os horários das escolas são incompatíveis com os dos pais. E aqui não é tão comum o apoio da rede familiar, aka avós, como em Portugal ou Espanha, por exemplo.
Basta também olhar para a política e para as empresas, para constatar, que são poucas as mulheres com cargos de topo! 

E nem me falem em desigualdades salariais!! Mesmo a moderna e progressista Berlim, terra das start ups e empresas de gente jovem e moderna, os homens ganham mais do que as mulheres. E quando as empresas apresentam dados como "quase 50% da nossa empresa é constituída por mulheres", esquecem-se de acrescentar que, primeiro, elas não ocupam cargos de liderança e, segundo, quase todas elas trabalham como Relações Públicas, marketing ou Recursos Humanos!

 

No entanto, tudo isto continuava a parecer insignificante, quando se comparava com a lei alemã para os casos de violação.

Apesar de tão "moderna", "eficiente" e "progressista", a Alemanha continua a ser dos países europeus com um número mais elevado de crimes sexuais e estima-se que apenas uma em dez mulheres apresentem queixa. Porquê? A lei.
Até ontem, a lei alemã era bastante permissiva. Mesmo em casos em que existiam provas, era sempre uma questão de "palavras" da vítima contra o alegado criminoso. E muitos conseguiam escapar-se com o "mas não a ouvi dizer 'não'" ou "sim, ela debateu-se, mas eu pensei que era da excitação, do calor do momento". Segundo a lei alemã, só era considerada violação, quando os actos ocorriam com recurso a violência, implicando que existisse ameaças à vida ou à integridade física. Muitos advogados aproveitavam e esgrimiam argumentos como: "por que é que a alegada vítima não fugiu? Podia ter saído dali!", "Aquela é uma zona segura!", "Podia ter gritado ou ter feito alguma coisa!"
E o pior, é que no final e depois de absolvido, muitos ainda acusavam a alegada vítima de calúnias.


Este ano, as coisas aqueceram na Alemanha. Primeiro, foi em Colónia, com cerca de 90 mulheres a serem agredidas (em todos os sentidos) na véspera de ano novo. Na altura, todos gritaram "fora os refugiados" e ninguém se preocupou com a protecção legal dessas mulheres e a necessidade de lhes fazer justiça - e, mais tarde, quando ficou provado que os agressores não eram refugiados sírios, também ninguém se preocupa em fazer o desmentido, mas isso é outra história!


O caso mais recente foi de uma celebridade alemã, Gina-Lisa Lohfink, que após ter sido alegadamente alcoolizada, drogada e violada, resolveu fazer queixa. Ainda mais porque havia um vídeo. Em tribunal, o juiz considerou que quando ela dizia "não" e "pára" referia-se à filmagem e não ao acto sexual. Como????????? Note-se que estamos a falar de uma mulher que no vídeo, dizem os entendidos, pois eu não o vi, aparece claramente drogada e sem uso das suas faculdades. E como se a humilhação não chegasse, o juiz autorizou a divulgação do vídeo em tribunal, com visualização pública!
E como se a humilhação não chegasse, depois da decisão do juiz, a Gina-Lisa Lohfink ainda foi condenada a pagar 24 mil euros por calúnia ao "bom nome" do agressor!!

 

Por muitas histórias como estas e para que as mulheres (e homens) na Alemanha, vítimas de abusos, tenham justiça e se sintam protegidas, fiquei mesmo feliz com a votação de ontem, pois por fim será legislado o "Nein heißt Nein", "não é não", cujo objectivo será punir qualquer tipo de relação sem consentimento, redefinindo, assim, o que é uma violação na Alemanha.

Ok, a Alemanha até pode ter perdido ontem contra a França, mas ganhou muito mais!

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