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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

Maria vai com todos

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Sexo muito público

13.06.16

Que haja gente a ter sexo em locais públicos, em plena luz do dia é uma coisa.

Que haja gente com o faça e com uma menor ao lado é uma outra coisa.

Que haja gente que filme o acto e que posteriormente usa o vídeo, não para ir à polícia, mas para o divulgar no Facebook, é uma nova coisa.

Que haja gente que assista e partilhe o vídeo, com as caras dos visados bem visíveis, assim como a da MENOR, também é outra (lamentável e criminosa) coisa.

 

E que no meio de tudo isto, tenha havido apenas UMA alma decente a fazer queixa à GNR é outro dos verdadeiros temas da questão. Só uma pessoa?! A sério que no desenrolar de todas esta historia houve só uma alminha com dois dedos de testa para contactar a polícia?

Eu quero um cão!

11.06.16

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Não sei se é por viver em Berlim e ver cães por todo o lado, todos lindinhos e bem comportados, mas neste momento meu instinto canino está mais aos pulos qye o maternal! Eu quero um cãooooooooo! 

Viajar e mandar quecas

09.06.16

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Um dia o namorado de há mais de seis anos de Laura Jane (Williams), de 30, disse-lhe: "adieu, adios... Laurinha, acabou tudo! A gente vê-se por aí!" e depois acrescentou "Ah, e tal, tudo isto porque já não te curto, mas sim, porque gramo bués a tua melhor amiga!"

Imaginem a Laura, aos 30 e depois de uma relação de seis anos, ficou sem namorado e sem melhor amiga. O que é que ela fez:

  1. Matou o estupor e a amiga

  2. Chorou baba e ranho e foi fazer terapia

  3. Foi viajar

Ora nem mais, a Laura Jane foi viajar por esse mundo fora.

E se há uns que se dedicam ao ioga, ao voluntariado, a ver todos os museus ou a experimentar mil comidas estranhas, a Laura Jane foi em busca de sexo. Sexo casual. Casos de uma noite. Com gajos. Com homens que acabava de conhecer. E uma vez, até com uma mulher. Isso, choquem-se: ela viajou e pinou, mandou quecas, fodeu! Sempre com preservativo!

Recentemente, lançou um livro, "Becoming" onde conta que muitas vezes, um homem não era suficiente, que se sentia excitada e que desde estranhos a amigos, todos eram potenciais amantes. As quecas no primeiro encontro eram comuns e algumas vezes, bastavam 35 minutos após o primeiro contacto. Pelo meio, ela viajou pela Itália, França, Indonésia,... e, espero eu, que sem culpas, vitimizações ou remorsos, apenas numa imensa viagem de prazer, como aliás, devem ser todas as viagens.

 

 

O que dizer para deixar um Alemão nervoso*

08.06.16

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"You are not being professional!"

"This is so unprofessional"

 

E quando digo nervoso, digo corado, suado, desconfortável. Qualquer comentário que vise a falta de profissionalismo, basta para os deixar em stress. Notem que esta é uma dica super valiosa para quem está a viver na Alemanha ou convive diariamente com alemães. Como tal, não deve ser usada indiscriminadamente. Apenas usar esta carta em casos MESMO extremos.

 

 

*Em inglês, claro está, já que o meu Alemão ainda não me permite coisas deste nível.

Portugal e a crise ou vamos lá fazer contas de quanto já se gastou em bancos

07.06.16

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Banif: 3 mil milhões de euros

BES: 3,9 mil milhões de euros

BPN: mais de 5 mil milhões de euros (em perdas)

BPP: 450 milhões

São mais de 13 mil milhões para salvar bancos!

E agora falam-se em 4 mil milhões para a recapitalização da CGD.

 

 

Mas que banca é esta que Portugal tem tão desesperadamente de salvar?
E por que é que no meio de tudo isto só se vêem comissões, sem resultados efectivos? Quem são os responsáveis? Onde está o dinheiro em falta? Como solucionar?

E mais, como é que desde 2007 que não foi criada nenhum tipo de legislação sobre esta matéria. Leis que punam culpados. Leis sobre o enriquecimento ilícito e a má gestão financeira.

Por que razão continua o Estado, aka os cidadãos que pagam impostos em Portugal, a pagar por estes bancos?
Onde está o dinheiro desaparecido? Por que é que não há reposição do mesmo por parte dos responsáveis?

 

 

E depois, claro está, no meio de tudo isto, anda meio mundo ressabiado com o José Cid e com as mamas da Rita Pereira! Raça! Ainda mais, agora vem aí o Euro 2016, um novo penteado do Cristiano Ronaldo e este continuará um tema morto!

Sete Anos no Tibete, de Heinrich Harrer

06.06.16

Cantinho da Leitura

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Uma pessoa pensa em "Sete Anos no Tibete" e a mente vai logo para o Brad Pitt, lindo e glorioso a escalar montanhas e a sentir instintos paternos face ao Dalai Lama, no meio de paisagens lindas, lindas de cortar a respiração - verdade seja dita, o Brad Pitt também ajuda muito a compor o cenário.
Este é daqueles casos raros, em que o filme consegue ganhar uma dimensão superior ao livro, sobretudo pelo seu lado visual. Por mais que eu imagine, os Himalaias, nada se iguala a vê-los de verdade. E, claro, o filme permite-nos isso.
Além disso, o autor do livro, o alemão e antigo SS Heinrich Harrer, não tem quaisquer ambições literárias, nem se perde em descrições românticas ou em hipérboles ou metáforas sem fim. O livro é cru e não é o típico livro de literatura de viagens.

Sete Anos no Tibete" é uma verdadeira narrativa de quem viveu uma vida cheia de aventuras e, verdade seja dita, teve muita sorte por ter não só sobrevivido, mas também por ter conseguido chegar com vida ao Tibete, onde lhe foi possível ficar e integrar-se na sociedade Tibetana - algo que muitos outros viajantes tentaram e não conseguiram. E é isso que torna o livro tão especial: não há mais ninguém que tenha vivido uma experiência assim, além de Heirinch e o seu companheiro de viagem. A história de ambos é única.
O livro é também uma prova viva de que aquela sociedade de facto existiu. Acho que depois de ler o livro, é impossível olhar para o Dalai Lama apenas como um líder espiritual. Ele representa também tudo aquilo que já não é, nem existe e que tantos países evitam reconhecer: um Tibete livre e soberano. Um país com cultura e tradições próprias. Raios, China, estragaste tudo! Ainda recentemente vim um documentário sobre o actual Tibete, que continua a ser destinado de "Cidade Santa" e que passou a ser um parque de atracções chinês, sem qualquer respeito pela forma de vida e de ser/estar dos Tibetanos.

 

 

Já agora, depois de ler o livro fui à procura de informação sobre a vida do escritor, que depois da invasão da China regressou à Europa. Heinrich Harrer faleceu em 2006, já velhinho. Encontrei tabém fotografias com ele e o Dalai Lama, valem a pena!

Aqui con Adolf Hitler e mais abaixo com o Dalai Lama, com quem connfraternizou no final dos seus dias no Tibete.