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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

Maria vai com todos

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Bolos lindos e muito reais

11.05.16

 

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Os bolos são de Silvia Mancini, a italiana que foi eleita a melhor cake designer do mundo em 2015. São lindos! E, sinceramente, acho que não teria coragem de os comer! São tão foofinhos e cheios de detalhe. Notem bem as expressões!

 

 

 

 

 

 

 

Vale a pena viistar a página de Facebook da pasteleira só para se deliciar com as imagens dos bolos.

 

Sobre o "quem me dera voltar atrás", a nostalgia e a Queima das Fitas - e o Facebook

11.05.16

 

"Aproveita agora!"
"Estes são os melhores anos da tua vida!"
"Olha que depois..."

Aos 13 anos já ouvia isso. Mais tarde, durante os tempos da universidade, ui,... o discurso intensificou-se e já era ladainha.

Sempre que ouvia alguém a dizer-me isso pensava "caramba, então, e depois?" Se já estava a viver os melhores anos, se não iria haver nada melhor do que "aquilo" na minha vida, para quê continuar? Melhor ficar por ali e poupar-me a dramas e horrores e dissabores que iam chegar depois. Nunca ninguém me falou do valor da independência, de poder andar nua em casa, de poder comer gelado ao jantar, laurear a pevide o quanto queria, enfim: nunca ninguém me falava bem da vida adulta. Parecia que ser uma jovem/estudante/adulta/maior de 18 anos, a viver à custa dos pais, é que era!

 

E por que razão falo disto?
Porque, amigos, começou há uns dias a Queima das Fitas de Coimbra - cidade onde nasci, cresci e estudei. E se para uma boa parte da população, isso não interessa nada; outra anda claramente a beber copos, enquanto a outra... anda a morrer de saudades, chorando lágrimas de sangue e traçadinho, pelos "melhores anos da vida" (deles).
Digamos que todos os anos, quando começa a Queima, o meu Facebook inunda nostalgia. Fotografias antigas. Frases e escritos sentimentais.

"Ai a saudade!"

"Minha Coimbra do Mondego!"

"Os bons velhos tempos!"

"Esses bons tempos que já não voltam!"

"Quem me dera voltar atrás!"

 

Se era bom não fazer grande coisa na vida e passar os dias (e as noites) com os amigos? Era, pois! Era do caraças! Ia-se, atenção que falo de mim, às aulas de vez em quando; estudava-se na véspera; saía-se de segunda a domingo; bebia-se vinho de 80 cêntimos; o ir tomar um café" terminava às 6 da manhã, hora a que se ia tomar o pequeno-almoço; dormir até ao meio-dia, enfim, acho que já deu para entender o meu ponto! Sim, era bom, mas daí a voltar para trás, a preferir esta velha vida à actual, isso não.

Também não acho que a vida era melhor antes - e olhem que se há pessoa que aprecia estar no choco até à uma da tarde, essa pessoa sou eu.

Como diz a minha avó, "cada coisa a seu tempo e cada coisa tem um tempo". E também ajuda gostar da vida que tenho. Gosto muito, mas mesmo muito, das coisas que fiz depois da universidade - os amigos que fiz, as pessoas que conheci, as amizades que mantive, as viagens, trabalhos (mesmo os caca!), experiências, etc.
A vida muda todos os dias. Mudar não é sinal de evoluir ou de regredir, nem de estagnar. As coisas são simplesmente diferentes e até do menos bom, é importante tirar proveito. Além disso, eu acredito sempre que o melhor está para vir, está para acontecer.

Obviamente, que pelo meio faço muita merda e se voltasse atrás, faria muita coisa nova e/ou diferente, mas mesmo assim, olho para o passado com alguma tranquilidade e com o sentimento de que o aproveitei e vivi bem.

 

 

Bem, esperem! Há, sim, uma coisa de que sinto falta.

Na universidade, sabem aqueles dias em que dizemos "amanhã tenho mesmo que ir às aulas"? Aquela aula que não podem mesmo perder, à qual não podemos MESMO faltar? E depois, no dia, acordar e pensar "aaaaaaaaaaaaaah, foda-se", virar para o lado e voltar e dormir! Isso sim, isso, era poder!

O ano sabático da filha do Obama

09.05.16

 

... e, claro, os ressabiados faceboquianos estão contra. Acham mal. Isso de um ano a viajar, é de "riquinha", para "quem pode". Parece que cheguei tarde a todo este mimimi, mas aqui estou!

 

Se pudesse agora voltar atrás e fazer algo diferente, sem dúvida que teria optado por embarcar num GAP Year. Se antes ou depois da universidade, eu não sei, mas com certeza que teria aproveitado para viajar sozinha durante um ano ou pelo menos seis meses, por esse mundo afora.

Nem vou aqui apregoar o bom ou o quão importante é viajar - riqueza sócio-cultural, capacidade de adaptação, conhecer novas pessoas, lidar com o imprevisto, independência, autonomia, confiança e, profissionalmente, a capacidade de abrir horizontes e até enriquecer o cv. Parece-me, isto, algo de senso comum. É pena que os Velhos do Restelo de sempre continuem a ver as viagens como um capricho ou um luxo.

Obviamente que fazer um Gap Year custa dinheiro. No entanto, não é uma actividade de elite e é bastante comum em vários países. Especialmente durante a minha viagem na Tailândia, conheci muitos jovens pré-universitários, de países como o Canadá, Alemanha ou Estados Unidos a fazer o seu GAP Year. A maioria deles, tinha trabalhado (bastante) para conseguir aquele dinheiro.
Recordo-me de uma rapariga alemã que desde os 14 anos que trabalhava em part-time em vários hotéis, a limpar quartos e a fazer camas, com o intuito de viajar. Ou do alemão de 19 anos, que juntou dinheiro durante dois anos e foi cinco meses para a Austrália, trabalhar num bar, para conseguir dinheiro para viajar durante seis meses pelo Sudeste Asiático. Em Portugal, são poucos os menores de 18 anos que trabalham, mesmo que sejam trabalhos de férias.
Ao contrário do que acontece nos nórdicos, assim como no Reino Unido, Alemanha ou Holanda,onde desde muito cedo se começa a trabalhar, inclusive para pagar os estudos. E se formos ter em conta ao dinheiro mal gasto que, salvo a redundância, gastamos, sem dúvida que podemos fazer muito para poupar para viajar.

 

A mim, resta-me o ano sabático. Quem sabe se um dia ganho coragem (e reúno condições) para pedir um aninho sem vencimento e andar a passear por esse mundo fora. Quando nestas férias viajei para a Indonésia, conheci uma portuguesa que estava a viajar durante um ano (já ia a meio) e que tinha pedido uma licença sem vencimento de um aninho... o sonho de uns, já é a realidade de outros!

A verdade é que nem que seja por este detalhe mínimo, como eu gostaria de ser também filha do Obama!

 

 

E os países menos verdes são

08.05.16

Segundo o Centro Universitário de Yale, estes são os países menos verdes.
O ranking foi feito dos países mais verdes para os menos. E se no top, ficou a Suíça, o Luxemburgo e a Austrália, bem no fim da lias estão:

 

Afeganistão

Foto de Rawa Org, tirada em Kabul, a homens encarregados de limpar os rios.

 

 

Lesoto

Lesoto

 

Haiti

Haiti

 

 

Mali

Terra seca no Mali

 

 

Somália

 Somália

 

Se é verdade que em alguns destes países impera uma tipologia árida e rochosa, ninguém pode negar que os conflitos e a guerra, que arrastam muita da população para uma pobreza sem fim, são também responsáveis... pela falta de verde nestes países.

Alugar apartamentos inteiros pelo Airbnb passa a ser ilegal em Berlim

02.05.16

 

De modo a salvaguardar as rendas das casas e a parar a especulação imobiliária, em Berlim é agora ilegal alugar apartamentos inteiros para turistas através do Airbnb e palminhas, muitas, para isto.
Quem for contra a lei, arrisca-se a pagar multas que podem ir até aos 100 mil euros.

A lei, cujo nome fofo é Zweckentfremdungsverbot (raios!!) não impede o aluguer de quartos, mas sim de casas inteiras. Tudo isto, porque nos últimos anos encontrar casas em Berlim tornou-se uma missão impossível e os preços ridículos. Bla-bla-bla Berlim é uma capital, bla-bla-bla Paris e Londres são piores. Lamento, mas não são argumentos, para uma capital que em menos de dois anos, viu os preços a triplicarem - além disso, outras cidades como Paris, Barcelona, Amesterdão ou Hamburgo começam também a apresentar leis nesse sentido. Não é que as pessoas não possam partilhar casa, é sim, evitar abusos: famílias inteiras a ser expulsas, preço impagáveis, especulação e, o pior, uma cidade que deixa de ter vizinhos e passa a ter turistas!

Atenção, eu acho o conceito do Airbnb fantástico, mas claramente o mercado estava a precisar de um travão.

Quem vive numa cidade turística, vive actualmente com o receio de passar a viver numa Barcelona ou numa Veneza. Cidades sobrelotadas de turistas, cheias de lojas de "recuerdos", onde os habitantes sentem, cada vez, que já não há espaço para eles. Há mesmo locais que começam a restringir visitas, como ainda recentemente aconteceu com Cinque Terre - embora, por razões diferentes, nada a ver com o da subida de alugueres, mas sim com o excesso de turismo. Vale mesmo a pena ver o documentário Bye, Bye Barcelona.

Em Lisboa, sobretudo, cada vez mais as pessoas se queixam: os preços das casas, os tuk tuk, o excesso de turistas, etc. Recentemente foi a notícia de que o Europa e o Jamaica iam fechar e dariam lugar a espaços hoteleiros. Quando isto acontece, desaparecem também os cafés, assim como locais de comércio local e lojas. Da minha parte: palminhas para Berlim.

Agora vou ali ver casas, ver se encontro algo ao meu gosto e que possa pagar.

 

 

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