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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

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Afinal, quantos são os Portugueses emigrados?

12.04.16 | Maria vai com todos

 

Diz o Expresso, que nunca houve tantos portugueses emigrados, o "maior número de sempre" escrevem. Olha lá a novidade, mas o artigo tem números, o que é bom!

Diz que são mais de 2,3 milhões de Portugueses que estão fora.

Diz o artigo, que o Reino Unido é o principal destino. "No total, cerca de 175 mil portugueses residem agora naquele país. O fluxo é composto, sobretudo, por jovens adultos — um terço tem entre 25 e 34 anos. Muitos são qualificados." Só quase 5 mil são enfermeiros. Bélgica e França continuam a ser opções, sendo que é em França e no Luxemburgo que estão os emigrantes com menos qualificações. Curioso é ver a Noruega na lista. Segundo o Expresso, "a Noruega transformou-se num dos principais destinos de emigração dos diplomados portugueses. É, aliás, neste país que reside a comunidade portuguesa com maiores habilitações em todo o mundo."

Parece que desde os anos 60/70, que Portugal não via uma coisa assim. Note-se, nos anos 60/70 havia uma guerra colonial, à qual o sexo masculino dificilmente conseguia escapar. Nos anos 60/70 havia também um senhor, que mandava naquilo tudo e punha e dispunha ao seu belo prazer. Falamos do senhor Salazar que acreditava, que bom é ser pobrezinho e humilde e que saber ler e escrever, já era mais do que suficiente. Portugal era um país de agricultores e onde mulheres pariam filhos, como quem contrata mão-de-obra.

O artigo refere ainda que muitos destes emigrantes não tencionam voltar, que para isso teria que haver por parte de Portugal uma capacidade para oferecer melhores trabalhos, condições laborais e salários. E já agora, acrescento, melhor qualidade de vida com leis e incentivos que permitam conciliar trabalho e família. Quando isto acontecer, avisem-me que eu volto. Até lá, mantenho o plano de voltar depois de estar reformada.

Conversa com a mãe pós-férias

12.04.16 | Maria vai com todos

Cheguei da Indonésia e qual boa filha. telefonei à minha mãe. Foi mais ou menos isto:

Eu - Estou. mãe?

Mãe - Sim, filha! [A minha mãe atende sempre assim as minhas chamadas. Um clássico!] Já chegaste?
Eu - Já. Cheguei à pouco... bla bla bla... o voo... whiskas saquetas onde fomos e por onde andamos... ui ui e o tempo? [Esse esterno tópico]... mimimimi só há arroz e "siiiiiiiiiiiii", tirei muitas fotografias e  mais o diabo a sete!
Mãe - E amanhã vais trabalhar?
Eu - Oh, vou! Não me apetece nada! [Voz dramática e carregada de mimo] Estou fartinha de trabalhar!
Mãe - Francamente! Com essa idade? Ainda agora vieste de férias!
Eu - Se eu pudesse não trabalhava!
[E lá começa o discurso, porque o trabalho é bom. O trabalho dignifica e tem mais 76 mil vantagens. Trabalhar é importante. O brio profissional. fazer dinheiro e a carreira. Onde já se viu não fazer nada? Ai, ai, ai, mau, mau, mau]
Eu - Tu falas, falas, mas estás cheia de vontade de te reformar. Ainda no outro dia dizias, que se pudesses...
Mãe - Isso é só às vezes! Outras, só quero trabalhar!
 
NOTA: A minha mãe sabe precisamente quantos dias, meses e anos lhe faltam para a reforma.