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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

Maria vai com todos

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Sobre a idiotice e sobre a idiotice e a tourada

26.01.16 | Maria vai com todos

Há um senhor toureiro, que acha giro espetar coisas num bicho, que há falta de melhor para fazer, anda ali pela arena. O bicho, jeitoso e de grande porte, muitas vezes mais parece que se quer ir embora dali e a cada olhar, pede sopas e descanso! Mas o tal senhor, o tal toureiro de meias à Robin Hood, acha que não. Acha que giro é espetar-lhe coisas. E jorrar sangue. E provocar! E matar! Dizem os animais, que aquilo é mesmo um espectáculo, espectacular, cheio de cultura. Enfim.

Giro, giro é quando o bicho espevita e o senhor toureiro, precisa de uns quantos animais, da mesma laia que ele, para afastar o bicho. E quando não funciona, ele esconde-se atrás das portinhas de madeira. Valentia pura, claro está! E quanto cultura há aqui?

Ora, esse senhor toureiro, também é moderno e tem redes sociais. Vai daí, toma lá: vai tourear, com a filha nos braços. Sim, nos braços, está a filha de cinco meses.

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Mas não se preocupem, porque este senhor não está sozinho. Outros senhores toureiros como ele, acharam giro ser solidários - não com o bicho, mas com o animal que segura a bebé! Vai daí, toca a publicar fotos deles e com os seus filhos! Olé!

 

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Não há machismo em Portugal, pois não?

25.01.16 | Maria vai com todos

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“Nós podíamos apresentar um candidato ou uma candidata assim mais engraçadinha, portanto, enfim… Em que fosse fácil, com um discurso ajeitadamente populista, pudesse aumentar o número de votos. São opções e eu não quero criticá-las. Mas, de qualquer forma, nós partimos sempre para estes combates, onde se travam combates de ideias, combates com ideias politícas, com princípios. Aquilo que caracteriza este partido defensor dos interesses dos trabalhadores e do nosso povo. Nessa coisa não somos capazes de mudar, continuamos a fazer esta opção”.

 

(só dor de cotovelo!)

E o melhor país do mundo é...

22.01.16 | Maria vai com todos

Senhores e senhoras, meninos e meninas e o emlhor país do mundo para viver é: ALEMANHA!!

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Isto segundo um estudo que avalia vários fatores: a economia, o empreendorismo, a educação e a saúde, mas também a herança e o peso cultural ou até a qualidade de vida e a relação com a Natureza de cada país.

 

Portugal fica em 23º lugar (num total de de 60 países) e o Brasil em vigésimo. 

 

No total, Portugal tem 3,8 e a pior das notas, na categoria de Poder, 0.3.

No que toca à Alemanha, a nota mais baixa é em Aventura, com 1,5 e a classificação mais alta, um 10, em Empreendedorismo, sobretudo para as infra-estruturas do país, à educação e à força de trabalho. Incrível! Mas neste ranking, o que mais me chamou a atenção foi a categoria "Qualidade de Vida", já que no fundo foi atrás disto que vim para a Alemanha. A estabilidade da economia ganha um 10, logo seguido da qualidade do ensino público. Em terceiro vem a estabilidade política e em quarto, com 9 valores, o sistema de saúde. A nota mais baixa, 0,3%, vai para o preço das coisas.

Um detalhe interessante no artigo é sobre o crescimento da população alemã, que no século XXI tem recebido cada vez mais estrangeiros. Ora toma!

 

Ok, é só um estudo e vale o que vale. E é isso, vale o que vale!

O Japão é um lugar estranho

21.01.16 | Maria vai com todos

Não é nada! É bem fofinho, mas sim, há umas quantas bizarrias! E caso estejas a pensar em viajar até ao país do Sol Nascente, aqui ficam umas dicas sobre o Japão! Vale mesmo a pena! Eu voltava agora mesmo!

 

As sanitas

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Jactinho de água para limpar o rabinho. Jactinho de água para as partes mais íntimas. E o melhor? Há um botão que permite aquecer a sanita, ficando bem quentinha e gostosa. Se isto não é uma ideia genial, eu não sei o que será! 

O bizarro?  Há um botão que simula a descarga da água, com o som do autoclismo. O objectivo? Caso alguém estiver com umas necessidades mais pesadas e barulhentas, disfarçar o ruído.

 

 

A vida embalada

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A fruta não parece ser muito popular no Japão e é francamente caras! Mas o mais engraçado é que quase toda a fruta vem embalada em doses individuais ou aos pares. Aliás, embalar parece ser comum no Japão. Muitos bolinhos de feijão, estão embalados. Se comprarmos uma caixa de bolachas, por dentro, elas vêm distribuída em saquinhos. Muitas vezes só conseguia pensar no absurdo que era o gasto de tanto plástico!

 

 

Corredores e corredores de noodles

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Aquele é tipo o corredor do leite do Pingp Doce: infindável. Adorava saber japonês só para entender quanta variedade de sabores e gostos de noodles pode existir!

 

 

Mensagens nos templos

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Este não é uma bizarria, é mais um detalhe curioso. Nos templos, é comum deixarem mensagens e até desenharem, numas "tábuas de madeira" que existem exactamente para esse fim. Essas pequenas tábuas têm diversas formas, podem ser gatinhos, esquilos, veados, corações, etc. Cada um escreve, pinta, desenha e decora  a sua como bem quer, para depois pendurar, ordeiramente, junto do altar.

 

 

Os kimonos e as Gueixas

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Sim, elas ainda existem. Sobretudo em Kyoto.  E é comum vê-las no bairro de Gion, onde ainda há várias casas de chá e espaços, cujo entretenimento é feito pelas geixas. Gion é uma das zonas mais "japonesas" de Kyoto, com casinhas baixas e de madeira. Foi aqui que me armei em fã louca e, a morrer de vergonha, pedi a uma geixa que me deixasse tirar uma foto. Mais envergonhada do que eu, só por educação, ela me disse que sim. Assim que, aqui fica esta foto como recordação do embaraço das duas.

Nas ruas de Kyoto é possível ver algumas senhoras vestidas com os kimonos, muito lindinhas. E são sobretudo as mulheres mais velhas que os vestem. Também vimos muitos turistas, sobretudo chineses, que se passeavam por Kyoto vestidos de kimono, só porque sim... mas falta-lhes a graciosidade.

 

 

As mascotes

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No Japão, parece haver mascotes para tudo. O acima estava à porta de cabeleireiro em Kyoto.

 

 

Macacos à solta

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                                       Floresta Bamboo, em Kyoto

 

E coelhos e bambis e gatos! Sim, no Japão há cidades/localidades que se tornam atracão, pelos animais à solta. E falo sério, quando digo que andam à solta! Havendo até regras sobre como nos comportarmos junto deles - "não olhar os macasos nos olhos", "não comer juntos dos veados", etc. Eles entram nas lojas, estão à porta dos museus, atravessam a estrada, etc. Um dos meus locais favoritos no Japão, foi Nara. Além de um antigo templo com um Buda gigante, havia muitos, muitos bambis.

 

 

Salões de jogo

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Ok, ok, todos sabemos como eles são dados às tecnologias e ao video games! Mas locais como este estão mesmo por todo o lado! Eu entrei uma vez e não voltei. Assumo: é viciante. Dá-se uma moeda para uma bolinha, mais uma para conseguir o carro e mais outra, "porque agora é que é"! E joga isto e experimenta aquilo! E a quantidade de agarradinhos que por lá anda? Vivem e comem. Será que dormem? Sim, alguns sim. Há salas abertas 24horas! Too much!

 

 

O país dos sabores

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É normal em todos os países encontramos determinados produtos que não existem no nosso, mas o Japão supera todos os países. Viajar pelo Japão é uma viagem por sabores bizarros. Os sabores mais comuns são os de feijão e os de chá verde - há bolinhos, há Kit Kat, há gelados da Haagen-Dazs, etc. Vimos nas lojas Ice Tea de Lima e Ice Tea (preparem-se) com leite, tipo chá à inglesa.

 

 

Procura-se!

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Não se vê um polícia no Japão - falo sério, sem ser seguranças no aeroporto ou nos museus, por exemplo, não me recordo de ver as chamadas "figuras da autoridade". E mesmo assim, é um país incrivelmente seguro. Talvez por isso, me fascinassem tanto os cartazes à Velho Oeste, com recompensas pelos criminosos mais perigosos do Oriente! De que seriam acusados eles? De usar um garfo, em vez de pauzinhos?

 

 

Trabalhar no Japão

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Apesar do país atravessar um momento delicado, devido ao elevado número de japoneses envelhecidos; o desemprego não parece ser um problema para aqueles lados. Por exemplo, o trabalho deste senhor, era segurar a cordinha e criar, assim, um corredor duplo. Muito certo!

 

 

Manga erótico

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Manga e Japão não é estranho, mas o que dizer sobre a vastidão da secção de manga erótico e homossexual nas livrarias, hum, hein?

 

 

Quem te avisa, teu amigo é

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Sem comentários!

 

 

A sério, quem te avisa...

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Há avisos para tudo! A minha teoria é: se acontecer, eles podem sempre limpar as mãos e dizer: "nós avisamos! O problema não é nosso."

 

 

No comboio

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O senhor revisor, assim como a senhora que passa com o carrinho e vende chocolates, doces, etc. sempre que entram na carruagem, fazem uma vénia e cumprimentam os passageiros - apesar de ninguém lhes passar cartão. E quando saem da carruagem, a mesma coisa.

 

Ich bin ein Berliner

20.01.16 | Maria vai com todos

 

Primeira queda de bicicleta? 

Feito!

 

Primeira queda de bicicleta por causa do gelo?
Feito!

 

Foi um verdadeiro dois em um.
Agora é esperar pela Primavera, porque tão cedo, ninguém me apanha a pedalar!

A primeira e última vez que fui a Roma

14.01.16 | Maria vai com todos

 

A primeira e última vez que fui a Roma, não havia Ryanair. Não se falava em low cost ou voos baratos. O voo para Roma custou cerca de 150 euros e tive de o comprar através de uma agência de viagens. Não havia voos directos. para chegar a Roma, fiz escala em Madrid. Caramba, como as coisas mudaram! Fui com um amigo e foi uma luta, para decidir quem ia à janela do avião. Foi a primeira vez que andei de avião A minha primeira e última viagem a Roma, há mais de dez anos atrás, está cheia de "primeiros"!

Na altura não havia hostels, também não fez falta, pois fiquei com amigos. Não havia Facebook ou Instagram. Tirava-se fotos com a câmara digital e em vez de selfies, pedíamos a quem passasse para nos tirar uma fotografia. Mentira, tirámos vários selfies, só não lhes dávamos esse nome e são tão aparvalhados, que ficaram bem guardados. Nunca me passou pela cabeça, que mais tarde seria cool partilhar com meio mundo todo esse tipo de coisas!
Nessa altura, em Itália eram as eleições (polémicas) entre Burlosconi e Prodi. Recordo-me de no Termini existir um enorme cartaz de Berlusconi, que dizia qualquer coisa como "Emigrantes ilegais à vontade? Não, obrigado". Isto chocou-me, como era possível um político passar uma mensagem daquelas?
Lembro-me também que em Florença só havia cartazes de Prodi e em Nápoles, nem de um, nem de outro. A mensagem era mais na linha de "orgulho napolitano". Mas avante, porque este texto é sobre Roma.
Foi em Roma que eu me deparei pela primeira vez com a questão da emigração ilegal. Impressionou-me a quantidade de negros que havia pelas ruas a a vender carteiras de Pradas falsas ou DVD's ou os muitos emigrantes do leste com cartazes a pedir dinheiro para os seus oito e mais filhos, todos eles cheios de doenças. Que mundo aquele! Recordo-me sempre de na Via Condotti (a rua mais cara de Roma, cheia de Channel, Gucci e lojas onde eu nem me atrevia a entrar, com medo dos seguranças - homens grandes e armados), a polícia chegar e levar uma senhora com um cartaz ao peito, que estava simplesmente sentada à porta da Cartier. Roma impactou-me muito por isso. Foi a primeira vez que abri os olhos e a consciência para estes temas das desigualdades sociais. Havia um locutório perto do Termini, de onde telefonava à minha mãe, pois não havia cá Internet no telemóvel. Um dos senhores que lá trabalhava era um Indiano com um PHD em Física? Como era possível? Sim, sim, eu sei. Aliás, agora eu sei, mas na altura acreditava que bastava trabalhar muito e ser competente para se conseguir algo. Eu ainda não sabia de como as igualdades de oportunidade são um luta diária. Ele dizia-me "aqui, não querem saber de nós. Vês uma parede? É isso que os estrangeiros como eu são aqui. Os italianos veem-nos, sabem que estamos lá e evitam-nos. É a mesma coisa!"
Recordo-me de ir ao Vaticano e esperar aquela "coisa mística", que todos dizem sentir, "nem os não Cristão ficam indiferentes", disseram-me em Portugal. Sinceramente, não senti nada. Aliás, muita da repulsa que sinto por toda a instituição cristã, vem certamente desta altura. Recordo-me de ver filas de gente a comprar dvd's pirateados e Pradas falsas e, do nada, uns assobios de aviso, que se iam escutando cada vez mais próximos de onde eu estava. Toca a meter tudo nas sacolas e alaaaaaaaaaaaa, os vendedores (obviamente negros e, sei-o agora, ilegais) a correrem dali para fora! Do Vaticano lembro-me também das muitas pessoas que estendiam a mão nas ruas. Eram mesmo tantas. Se calhar, agora, seria algo normal; mas há dez anos atrás, para mim e com Portugal, aliás Coimbra, para comparar eram muitas as pessoas que eu via na rua a mendigar e ao frio. E depois, era ver padres, freiras, frades e beatos a passarem por eles, sem parar, sem olhar, sem sorrir.
A melhor recordação que trouxe do Vaticano foi a da Capela Sistina, a abarrotar de italianos, que fotografavam sem dó, nem piedade, e muitos flashes o tecto de Miguel Ângelo, ignorando, assim, os muitos avisos que estavam por todo o lado. Isso e a múmia do Museu do Vaticano. Caramba, uma múmia a sério e em exposição. Um morto! Lembrem-se que a primeira e última vez que fui a Roma foi um coleccionar de primeiras vezes para mim!
Lembro-me de ficar fascinada com as mulheres em Roma, todas se cuidavam de alguma forma. Mesmo as mais descuidadas, possuíam vestígios de um cabelo outrora pintada ou de um verniz, mesmo que já gasto. Havia cuidado. Já os homens, todos armados em sedutores e demasiado Cristiano Ronaldo style na minha opinião. Ele era brincos, ele era correntes ao pescoço, ele eram cruzes! Xiça!
E o Coliseu, caramba, o Coliseu! Este fim-de-semana quero lá voltar. Não conseguia deixar de pensar que passados tantos séculos aquilo ainda ali estava, ainda era real. Os gladiadores tinham sido reais. Que local! A par do Taj Mahal e de Machu Picchu, o Coliseu foi sem dúvida um dos locais mais impressionantes que visitei.
Caramba, amanhã vou estar em Roma. Estive lá há mais de dez anos. O mundo mudou tanto. E Roma? E eu?

Resposta ao Senhor Arrumadinho sobre a Panna Cotta com Nutella

12.01.16 | Maria vai com todos

Senhor Arrumadinho,

 

já cheguei tarde ao seu texto, mas não pude deixar de lhe responder. É que este seu texto reflecte uma parte, infinitamente divertida, da minha relação e questões domésticas.

 

"Por achar esta combinação perfeita, sempre que vou a um italiano faço o mesmo filme. Chega a hora da sobremesa e lá faço as três perguntas: 1) Tem Nutella? (invariavelmente a resposta é "sim"); 2) Tem panna cotta? (invariavelmente a resposta é "sim"); 3. Então queria saber se é possível trazer uma panna cotta mas sem molho e só com Nutella por cima (invariavelmente a resposta é "vou perguntar a ver se é possível)."

 

Quando cheguei a esta parte, dei por mim a rir e muito. Imaginei logo o Chef do dito restaurante, obviamente um senhor Italiano na minha cabeça, a levar a mão ao peito e a fazer uma cara de escandalizado e dor, muita dor!

Passo-lhe a explicar - e quem sabe consiga explicar também a recusa dos vários restaurantes.
Vivo e namoro com um Italiano e ele, assim como a maioria (ou todos!) os meus amigos Italianos têm uma relação dogmática com a gastronomia do seu país. Algo, que admito, me diverte muito, muito, muito!
Para que tenha uma ideia, ainda ontem, enquanto me ria por dentro, comentava este texto lá em casa. Vi logo o sobrolho do meu namorado em guarda, assim que ouviu "Lisboa" e "restaurante italiano". E quando ouviu as palavras "panna cotta" e "Nutella" na mesma frase, o pobre do sobrolho, gritava!

Desde que vivemos juntos que só como massa Barilla. Aquelas massas de marca branca o não italianas foram completamente banidas.
Se as instruções dizem oito minutos de cozedura, então são oito minutos. Se diz onze, seja, onze minutos. Porquê? É assim. Cada massa tem as suas características. Está na caixa e há regras.
Nada de água fria ou azeite. Massa feita, massa no prato e comer!
No início da nossa relação, quando íamos às compras, ele ia sempre confirmar se tinha comprado polpa de tomate e não tomate frito. E queijo na massa só parmesão - e dos bons.
Adoro risotto e quando uma amiga Napolitana me ensinou a fazê-lo, tornou-se no meu prato de eleição para as visitas. Todos gostavam e falavam bem. Pouco depois de começarmos a sair, eu (toda exibida) fiz-lhe um risotto. Durante a preparação, viu que eu não usava qualquer ingrediente, pois, temos pena, mas aquilo já não era risotto. Oi? Como não? Foi uma italiana que me ensinou e tudo! Mas não, ou eu estava a fazer mal ou aquilo era outra coisa, uma coisa de Nápoles, mas risotto não era aquilo, pois faltava X.
Vivemos dois anos em Madrid e nesses dois anos, apenas íamos a dois restaurantes italianos. O critério? Se faziam a "carbonara" com ovo ou com natas.
A pizza também não se divide. Cada um come a sua!
Sempre que cozinho, digo-lhe vou fazer massa com X, Y e Z. Nem me atrevo a dizer que é o prato A ou B, porque Deus Nosso Senhor das Massas me ajude, se não coloco um ingrediente ou faço alguma coisa diferente da receita original. Obvio que come, óbvio que é bom (não me safo nada mal, verdade seja dita), mas já não seria a receita A. Seria outra coisa.
Outra lição importante é: para cada prato um tipo de massa. Ragú, vulgo bolonhesa, com esparguete não faz sentido. Este ponto, admito, ainda não apanhei muito bem!
Quando a minha mãe nos visita, está proibidíssima de fazer massa.

Eu compreendo perfeitamente o que o Arrumadinho diz! É o que digo muitas vezes ao "meu" italiano. Se eu quero e eu posso (e se sou cliente), por que raio é que não posso? Se eu quero colocar queijo na minha massa com gambas, eu ponho. É minha! E lá vem a resposta, "isso não se faz!"
O mais divertido é quando tenta fazer paralelismos semelhantes com a comida Portuguesa. "È como se em Portugal,..." Nós? As almas com mais de 365 pratos de bacalhau?

Para um italiano ou alguém que siga a escola Italiana, colocar Nutella na Panna cotta é violar a receita. Com Nutella, já não seria Panna cotta. Veja, nem mesmo os grandes chefes da gastronomia Italiana da actualidade se atrevem a tocar nas receitas da "mamma"! Podem criar novas, inovar na forma de as apresentar, apostaram em ingredientes de maior qualidade, etc. Porém, nenhum altera a receita original. E se o faz, o nome muda. É criar algo novo. 
Na minha opinião, a gastronomia Italiana é das mais regradas do mundo. Há até convenções sobre quando se pode ou não beber um capuccino - tente em Itália pedir um depois da refeição. Até lho podem trazer, mas de certeza que antes o Santinho dos Cappuccinos caiu do altar!

Da minha parte, acho que a Panna cotta com Nutella tem bastante potencial, registe já a patente e a receita, antes que chegue um Italiano, lhe dê um outro nome e lhe roube a ideia 

 

 

 

As 50 cidades mais bonitas do mundo

11.01.16 | Maria vai com todos

Segundo a Condé Nast Traveler estas são as cinquenta cidades mais bonitas do mundo. Eu acho que faltam duas!

 

Veneza, Itália

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Veneza é o paradoxo do turismo. Todos querem vê-la, mas ninguém suporta os "todos" que a querem ver. Tropeçar em turistas é o prato do dia e, nos dias de hoje, conseguir sair ileso de Veneza e sem levar com um pau de selfie na cara, é quase um milagre - isso e tirar uma fotografia sem que haja algum desconhecido nela. Mesmo assim, Veneza vale a pena. Vale sempre a pena e é, sem dúvida, uma das cidades mais bonitas do mundo - ou do mundo que eu conheço!

 

Hong Kong, China
Istambul, Turquia

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É difícil explicar Istambul! Istambul é uma das minhas cidades favoritas. Quando penso em Istambul penso em andar de barco nos Bósforo; no pôr-do-sol; em comer peixe fresco no pão com limão; o som das mesquitas, que para mim soa a uma canção de dedicada a quem está na cidade; na ponte repleta de pescadores; na Haghia Sophia; nas ruas labirínticas do bazar; nos bares de Taksim; em pãezinhos com azeitonas e chá, às sete da manhã e nos mexilhões frescos com limão, às cinco da manhã! Penso na cordialidade das pessoas, nos minaretes e em Sultannamet. Napoleão disse que se o mundo tivesse uma capital, Istambul seria a capital. E eu acho que ele tinha razão! Que saudades!

 

Nova York, EUA
Londres, Reino Unido

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Todos gostamos de Londres quando a visitamos. Os museus, os mercados, Camdew Town, etc. etc! Mas eu acho que só quando se volta a Londres é que se pode realmente apreciá-la. Beber cervejas nos pubs, almoçar nas escadaria da National Gallery, apanhar sol no parque, ficar no Tate a olhar para as vistas da cidade. 

 

Chefchaouen, Marrocos
Está tãooooooooooo na minha lista!

 

Paris, França

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Paris é a cidade dos clichés! Em Paris, entendemos o que significa "à grande e à francesa" e sem dúvida que é a cidade do amor, porque nenhuma outra cidade foi tão amada por quem a visita. Por isso, é que "teremos [todos] sempre Paris". E podemos sempre voltar, pois nunca será igual. E tal como os verdadeiros amores, com o passar do tempo e quanto melhor nos vamos conhecendo, mais gostamos!

 

Cape Town, África do Sul
Amesterdão, Holanda

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É uma cidade bonita e fácil, que se visita de um fôlego de bicicleta, de barco ou a pé. A Holanda ensinou-me o que era a "qualidade de vida". Aprendi-o quando via os pais a irem buscar os filhos à escola às cinco, de bicicleta. Ou quando, os parques estavam cheios de barbacues domésticos e de cerveja. Amesterdão é demasiado rápida e nem todos aprenderam ainda este conceito, que torna a Holanda tão especial, pelo menos para mim. 

 

São Petersburgo, Rússia
Está tãaaaaaaaaao na lista de cidades que eu quero conhecer!

 

Beirute, Líbano
Kyoto, Japão

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 Durante a II Guerra Mundial, enquanto todo o Japão foi bombardeado, Quioto não. Nem uma bombinha. Talvez por isso, seja a cidade que melhor reflecte a cultura japonesa. Com as suas casas baixas, pequenas ruelas, canais e restaurantes, com capacidade para apenas seis clientes. É claro que há os edifícios megalómanos que são já a imagem de marca do Japão, mas em Quioto são diferentes. São mais harmoniosos. E depois, nos arredores há zonas absolutamente deslumbrantes, como a Floresta de Bamboo e, a poucos horas dali, Nara. Sem dúvida, que Quioto merece estar na lista. Aliás, o Japão merece tudo, sobretudo uma viagem! Várias.

 

Queenstown, Nova Zelândia
Barcelona, Espanha

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A primeira vez que visite Barcelona devia ter 17 anos e sei que disse aos meus pais que queria viver ali um dia. Era também a primeira vez que estava fora de Portugal, sem contar com as cidades galegas - que são como estar em casa. Barcelona impressionou-me muito. As pessoas deslocavam-se de bicicleta, tinha praia e montanha, a arquitectura superava as imagens dos livros, as pessoas de cadeiras de rodas saíam à rua, etc. Era uma cidade com espaço, ampla. Depois disso, já lá voltei, como turista e senti-me nervosa, com tanta gente à minha volta. Da última vez, tirando um passeio nas Ramblas, estive em Barcelona com quem lá vive e foi totalmente diferente. Voltei a amar a cidade e a querer viver lá. De preferência, na Barceloneta, por favor!

 

Singapura
Havana, Cuba
Florença, Itália

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Uma das recordações mais bonitas que tenho de Florença, foi o pôr-de-sol na Puente Vechio. Em uma das margens, o céu ficou azul. Um azul claro pastel, mas com tons escuro. E do outro, no meio do azul, havia rosa e roxo. Recordo-me de pensar, de como um céu e umas cores daquelas, justificavam a devoção de Florença às artes. Como não ficar inspirado? 

 

Sydney, Austrália
Salzburg, Áustria
Abu Dhabi, UAE
Lisboa, Portugal

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 Lisboa! Lisboa! Lisboa!

Entre muitas outras, uma das coisas que mais gosto em Lisboa é do castiço da cidade. No fundo, Lisboa é uma aldeia. Eu sei que muitas pessoas ficam ofendidas ou acham que isso inferioriza a cidade, como se deixasse de ser menos cosmopolita. A meu ver, é precisamente o oposto. Num mundo de grandes cidades e metrópoles, arranha-céus e auto-estradas, o charme de Lisboa está nas suas ruelas, na roupa estendida ao sol e nos miúdos a jogar à bola na praça.

 

Rio de Janeiro, Brasil
Jaipur, Índia

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Nunca vou entender, todo este zum-zum à volta de Jaipur. É certo que o forte é magnífico, mas com tantas cidades na Índia incríveis, não entendo o porquê de Jaipur estar sempre na lista das mais populares e visitadas. Mesmo ali ao lado, está Udaipur que é tão, mas tão bem mais bonita! Se fizessem um filme do Aladino, seria Udaipur a cidade. De Jaipur só me recordo da confusão. Da dificuldade que foi, para conseguir quarto, comprar as viagens de comboio, relacionar-me com as pessoas ou simplesmente, visitar os locais. Das cidades na Índia que visitei foi sem dúvida, a que menos me seduziu. 

 

Lucerne, Suíça
Shanghai, China
São Francisco, EUA
Roma, Itália

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Caminhar por Roma é dar pontapés na história. Olha o Coliseu; ups, umas ruínas; aaaaaaaaah, que fonte bonita! Roma é uma capital especial, cheia de história e, tal como todas as cidades italianas, onde sempre cheira bem. Sinceramente, se me perguntarem se Roma, Veneza ou Nápoles, cheiram ao mesmo que Palermo ou Sardenha, eu direi que sim. Itália cheira bem. Cheira a comida: a pizza acabada de sair forno. A parmesão ralado. A massa a ser servida no prato. A café fresco. Desculpa Lisboa, mas Itália  também cheira bem!

 

Estocolmo, Suécia

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Quando visitei Estocolmo não estava em mim! Vinha de um Inverno rigoroso, com a noite a começar às 16h00. Meses num país de gente pouco dada a simpatias ou a sorrisos. Ir a Estocolmo em Abril, foi literalmente ver o sol. E pessoas super educadas. E giras. Ainda hoje tenho Estocolmo no coração e seique adoraria vier aqui. Não sei se pelo contexto, acabei por elevar a cidade ou se ela merece na verdade todo este meu amor. Mas eu estou convicta que sim, até porque Estocolmo comi as melhores cerejas da minha vida. Sabiam a felicidade. 

 

Bruges, Bélgica
Cartagena, Colombia


Budapeste, Hungria

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Budapeste foi sem dúvida uma surpresa. Sempre ouvi falar de Praga como sendo a mais bela cidade da Europa Central e tenho que assumir, depois de visitar Budapeste, as minhas expetativas para Praga subiram ainda mais.Budapeste é uma cidade lindíssima.

 

Valparaiso, Chile
Praga, República Checa

Em Fevereiro, logo saberei.


Edimburgo, Escócia
Busan, Coreia do Sul
Vancouver, Canadá
Cidade do México, México
Charleston, EUA
Jerusalem, Israel
Dubrovnik, Croácia
Riga, Letónia

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Riga, assim como a maioria das cidades do Báltico, têm um centro muito fofinho. Há vários edifício de Art Deco, todos de várias cores, o que confere um carisma único aos centos. Sobretudo no Inverno, quando chega a neve. O cenário fica  ainda mais mágico, em Dezembro, com as decorações natalícias. Apesar de ter vivido em Riga e ter um enorme carinho pela cidade, acho Talim, a capital da Estónia, mais bonita. A foto de cima é da Embaixada Francesa em Riga, um dos meus edifícios favoritos em Riga.


Quito, Equador
Quebec City, Canadá
Buenos Aires, Argentina
Luang Prabang, Laos

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É das cidades mais fofinhas que visitei, enquanta viajava sozinha pelo Sudeste Asiático. Um misto de vila francesa, cheia de charme, com um estilo asiático bem marcado, seja na arquitectura ou na decoração. E isto no meio de montanhas de selva pura. Bem ao lado, umas lagoas de água azul clara, densa (ver na foto acima), fazem de Laos uma cidade imperdível.

 

Viena, Austria
Isfahan, Irão

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É sem dúvida uma cidade incrível. Mesmo que a cidade não o fosse, bastava a praça central, a Praça de Naqsh-e Jahan, para colocar a Isfahan na lista. Vale também a pena uma visita ás pontes do rio Zayandeh. Quando fomos chovia a potes, mas diz-se que é comum os homens encontrarem-se nas pontes e cantarem - sim, cantarem, assim e só porque sim, só porque podem. Ah e para quem torce o nariz sobre o Irão, aqui ficam umas dicas.

 

Washington, EUA
Sevilha, Espanha
Muscat, Oman

 

 

 

Cidades que eu acho que faltam aqui:

San Sebastian

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Situada no País Vasco, no norte de Espanha, esta é sem dúvida uma das minhas cidades favoritas. As praias são belíssimas, assim como a arquitectura da cidade. Viveria aqui, sem dúvida.

 

Coimbra

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Só porque é a minha cidade e jamais haverá para mim uma cidade tão bonita como esta.

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