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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

Maria vai com todos

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Atirei o fogo ao gato-to-to

26.06.15 | Maria vai com todos

A sério? A sério?

E polícia - sim, porque o Portigal do século XXI já tem leis? E medidas? E juízinho? E vergonha na cara?

 

E eu a pensar que as touradas eram a única estupidez nacional, no que toca a bichos!

Ver ou não ver

25.06.15 | Maria vai com todos

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Acabo de ler no Público, que no dia 3 de Julho vai a debate a lei do aborto, por sugestão do grupo Direito a Nascer.

 

Primeiro, permitam-me que diga, que acho sempre bonito que pessoas tão preocupadas com a natalidade e o direito à vida, se foquem tanto na criminalização do aborto e em divagar pérolas poéticas como “tal despenalização levou à liberalização e promoção do aborto”! Por que será que estes grupos nunca optam por um verdadeiro discurso pró-vida? Um discurso de tolerância e empatia para com a mulher, falando-lhe das opções, apoiando-a, abrindo-lhe portas para outros caminhos como a adopção ou ONG's e/ou outros organismos que podem ajudar nestes casos.

Sempre que leio algo destes supostos grupos pró-vida, fico sempre a que as mulheres que optaram por abortar, são todas umas levianas, sempre de perna aberta e que optam pela IVG, porque sempre é mais barata do que a pílula.Mesmo mostrando-lhes números, mesmo revelando que o número de interrupções tem baixado e que nunca foram tão baixos, esta gente insiste em atirar pedras. Melhor ainda quando se mete a Igreja na história e lá vem Jesus à baila - o verdadeiro "amar como Jesus amou"!

 

Adiante.

Na nova lei, vão estar em discussão as taxas moderadores, para começar.

Ok, de acordo. Hoje em dia paga-se por um pé partido ou por uma ida às urgências. Posso entender a lógica. Mesmo achando que o cerne do tema seria ressuscitar o SNS e não dar-lhe (ainda) mais facadinhas, mas posso entender a lógica. Infelizmente, outros problemas existem, entre eles os valores dos contraceptivos. Preservativos não são baratos. A pílula também não e por aí fora. E actualmente também já não são comparticipados - só facadinhas no SNS, como se vê! 

 

Quanto à objeção de consicência, posso estar mal informada, mas não há médicos que sejam afastados, são os próprios que têm essa liberdade. É assim?

 

E depois, a cereja no topo do bolo destes senhores, é que seja obrigatório mostrar a ecografia e não vá a batoteira fechar os olhos, ainda tem que assinar. Segundo o Público, essa é uma opção que é dada a muitas mulheres. E assim deveria ser: uma opção! Obrigar a assinar? Obrigar a ver uma ecografia? Mas onde estamos? Que crueldade mesquinha é essa? A ideia é que depois se mude de ideias ou levar um "recuerdo" para casa?

Alguma das pessoas que assinou ou que defende esta ideia, tem noção da crueldade que isto representa para uma mulher? Desejada ou não, uma gravidez altera uma mulher e não falo só do corpo! Não acredito que nenhuma mulher faço um aborto de ânimo leve, nem que esse momento não a marque para a vida.

 

Caros amigos Direito a Nascer, NINGUÉM defende o aborto, defende-se a despenalização, o direito de uma mulher não ser tratada como criminosa e a ser assistida com todos os cuidados médicos e sanitários que necessita e com acompanhamento psicológico. E não, não é assim que a taxa de natalidade vai aumentar! Usem essa energia para outros caminhos! Invistam em alternativas. Um bocadinho mais de amor, por favor!

5 anos em Madrid ou 100 coisas para fazer em Madrid

20.06.15 | Maria vai com todos

Cinco anos depois, vamos lá ver o que (me) falta fazer em Madrid!

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Gran Via, Callao

 

1.Ver los jardines de la Puerta de Atocha  

2. Ver el monumento en memoria al 11-M
3. Ver la escultura del Ángel Caído
4. Ver el Palacio de Cristal
5. Montar en Bici por el Retiro (com direito a queda e tudo)
6. Montar en barca en el estanque
7. Posar para la foto delante del Oso y el Madroño
8. Pasear por los Jardines de Cecilio Rodríguez (tive de ir ver onde ficava isto. Está no Retiro, por isso, check)
9. Ver la fuente de la Cibeles
10. Subir a la azotea del Circulo de Bellas Artes
11. Pasear por la Gran Vía (passear na Gran Via, trabalhar na Gran Via,....)
12. Disfrutar de un musical en uno de los teatros de la Gran Vía
13. Ir de compras a la Calle Preciados
14. Ver la puerta de Alcalá
15. Disfrutar de un dulce en “la Mallorquina” - e parece-me que vai continuar pendente.
16. Tomar las uvas en nochebuena en la Puerta del Sol
17. Comer un bocadillo de calamares en la Plaza Mayor (foi junto ao Reino Sofia, conta?)
18. Ver la estatua de Eloy Gonzalo en la Plaza del Cascorro (fica no Rastro)
19. Caminar por el Rastro en cualquier mañana de domingo (e comer "tostadas" e "empanadillas no Rastro")
20. Tomar una ración de patatas bravas en el mítico “Las Bravas”
21. Visitar a Don Quijote y a Sancho en la Plaza de España
22. Ver el atardecer desde el mirador del Templo de Debod
23. Ver el “Guernica” de Picasso en el Museo Reina Sofía
24. Disfrutar de las grandes obras de arte del Museo del Prado
25. Ver la colección de Bonsáis que hay dentro del Real Jardín Botánico (está sempre fechado!! Só dá para passear por fora!)
26. Tapear en el recién reformado Mercado de San Miguel (ui, esta lista é antiga! "Recién reformado"??)
27. Visitar el Palacio Real y la Plaza de Oriente
28. Pasear por los Jardines de Sabatini
29. Comer en el mítico “Chino Subterráneo”
30. Pisar el Km. 0
31. Visitar el Museo Sorolla
32. Admirar Plaza de la Villa
33. Visitar el Valle de los Caídos (não e ir até lá, continua a inspirar-me fortes contradições idiológicas)
34. Tocar el césped del Santiago Bernabeu (não toquei, mas paguei 5 euros para ver um jogo com os oldies do real, também conta? Vou contar!)
35. Disfrutar del buen jazz del Café Central (falta o jazz)
36. Rodearte de famosos en el Museo de la Cera (e passo, que aquelas estátuas dão muito medo!)
37. Ver todo Madrid desde las Tetas de Vallecas (a sério, ir a Vallecas é uma das cem coisas para fazer em Madrid? Imagino que ir ao IKEA não conta!!)
38. Pasear por el parterre del Palacio de Aranjuez
39. Visitar el Monasterio de las Descalzas Reales
40. Ver las cuatro torres desde la estación de Chamartin
41. Disfrutar de una buena cena hindú en el barrio de Lavapies (recomenda-se o Prity Raj, na calle Ave Maria)
42. Empezar el día con unos Churros en la Chocolatería San Ginés (epa, churros não! Não dá, nem mesmo sem ir à cama!)
43. Empezar un pelea de bolas de nieve con un desconocido (pois, esta lista é mesmo antiga... do tempo em que nevava A SÉRIO em Madrid!)
44. Ver la cúpula resplandeciente del Edificio Metrópolis
45. Disfrutar del skyline de Madrid desde el Teleférico (isso é coisa de turista)
46. Descubrir las joyas ocultas del Museo Thyssen
47. Descubrir parte de nuestra historia en el Museo de America
48. Montarte en el Tren de la Fresa que sale del Museo del Ferrocarril
49. Encontrar algo original para regalar en el Mercado de Fuencarral
50. Dar un paseo por el Parque Tierno Galván
51. Pasar el día en el Escorial
52. Ver el Palacio Real desde el Campo del Moro - e fica a queixa, este sitio é enorme (e lindo) e tem umas seis portas, mas só uma a funcionar. Fica a mensagem, ou seja, se acham que podem usá-lo para fazer de atalho, estão bem enganados!
53. Admirar los murales de la Casa de la Panadería
54. Visitar la Catedral de la Almudena
55. Visitar Las Ventas
56. Salir de copas por Chueca y Malasaña
57. Ver la Puerta de Toledo
58. Ver la Gran Vía de noche
59. Leer en un banco de la Plaza de Colón
60. Fotografiar las Torres Kio tumbado en la acera (nada de me tumbar, que não merecem tanto esforço!)
61. Admirar el jardín vertical del Caixa Forum (lindo, ainda hoje estavam lá os jardineiros! Admirar também a escadaria do edifício)
62. Visitar la Capilla del Obispo en la Plaza de la Paja (nunca entrei)
63. Tomar una cañas en una terraza de la Latina
64. Probar un jugoso pollo asado de la Casa Mingo
65. Subir al “Abismo” del Parque de Atracciones
66. Rugirle a los leones delante del Congreso de los Diputados (não rugi, mas protestei! Check!)
67. Ver los frescos de Goya en la Ermita de San Antonio de la Florida (como? Onde? Eu quero!)
68. Ver la plaza de Neptuno
69. Admirar los escaparates de la Calle Serrano (si puedes, compra) (pois, se podes...)
70. Posar para la foto con la Gran Vía de fondo
71. Visitar la Sierra de Madrid nevada
72. Ver Madrid desde el Cerro de los Ángeles (altura, 666 metros)
73. Disfrutar de una película en los pocos cines que quedan en la Gran Vía
74. Descubrir la historia del Metro en el Andén Cero
75. Ver la Plaza de Oriente desde el balcón de Opera
76. Pasar el día con los héroes de tu infancia en el Parque Warner
77. Visitar la casa en la que nació Cervantes (Alcalá de Henares)
78. Recorrer el Anillo Verde Ciclista (só troços!)
79. Ver el cielo estrellado en el Planetario del Tierno Galván
80. Visitar la basílica de San Francisco el Grande
81. En un día despejado, subir al Faro de la Moncloa
82. Ver las crías recién nacidas de Oso Panda en el Zoo
83. Cazar Zombies en la Linea 6 a las 8 de la mañana
84. Pasear por la Casa de Campo
85. Buscar piso de más de 30 metros cuadrados (ahah feito!)
86. Perderte por Madrid
87. Correr una maratón (ah-ah-ah))
88. Comer un buen plato de Cocido Madrileño (antes isso que "callos")
89. Llevar los niños a ver los títeres del Retiro. (oie, los niños! Levei-me a mim, conta?)
90. Colaborar con una ONG en la puerta de la FNAC (por favor, não falemos disso! Actualmente o colaborar transformou-se em fugir a um ONG)
91. Quedar con viejos amigos para tomar un café (em Madrid não se toma café, toma-se cañas!)
92. Organizar un picnic urbano en la Plaza de España
93. Descubrir la Plaza Dos de Mayo. Origen de la Movida.
94. Construir un muñeco de nieve en el parque del Retiro (ai, novamente o tema da neve, ai)
95. Disfrutar uno de los conciertos del Palacio de Deportes
96. Visitar la Fábrica Nacional de Moneda y Timbre
97. Esquiar en el Snowzone de Xanadú. Cuando quieras.
98. Buscar el mejor Mojito de Madrid.
99. Disfrutar del abundante Arte Urbano
100. Vivir una Noche en Blanco

Isto é para a geração que diz que não lhe é permitido sonhar

20.06.15 | Maria vai com todos

Aiiiiiiiiii, chega! Basta! Basta do eu-fiz-o-meu-curso-e-este-país-não-me-aproveita!

Sim, Portugal está uma porra e um país onde ganhar 700 euros é já muito bom e deus nosso senhor nos livre de pedir dinheiro pelas horas extras, porque ter trabalho é uma sorte e há quem esteja pior! Mas deixemos, este tema para outro dia!

Já não consigo ler mais artigos de opinião, posts, comentários, etc. de recém-licenciados, que esperam acabar o curso e ter um trabalho de maravilha, com excelente salário, férias de luxo e ainda dinheiro para o primeiro carro! Amigos, isso não acontece em NENHUM LADO! Mesmo na Alemanha e na Inglaterra, onde há trabalho (deixemos também esta discussão para outro dia), a maioria dos jovens passa os primeiros anos a pagar os empréstimos ao banco pelo curso que fez - sim, porque nem todos têm o "esforço dos pais" a pagar a licenciatura!

Eu entendo a revolta e, a sério, que entendo a frustração, mas vamos ser pragmáticos: Portugal continua a produzir um número absurdo de licenciados, sobretudo em áreas que não necessita - falo de psicoóogos, enfermeiros, professores, etc. Claro que cada um é livre de seguir o seu sonho e de tentar e de acreditar que tem uma estrelinha da sorte, que pode ter! Mas não vai funcionar três meses depois do curso terminar!
Além disso, há uma forte crise, cortes, impostos, etc., mas sobretudo há toda uma geração que continua a achar que universidade é sinal de trabalho e de status e de bons salários e, ainda pior, com bastante preconceito relativamente aos curos e trabalhos técnicos!
Não quero parecer insensível, até porque eu também passei por isso, eu também me frustrei e pelo meio trabalhei num call center, odiando cada dia e cada minuto.
Eu sempre soube que tirando o curso que tirei, que tal coisa poderia acontecer. Sempre soube que tirando o curso que tirei, que o meu salário não passaria dos 600 euros (com sorte). Foi um risco e responsabilizei-me por ele.

Hoje em dia, a verdadeira prova de fogo, não é terminar o curso com 18 valores, mas sim superar o que vem depois. Aprender a lidar com a frustração, sem nunca desistir ou baixar a cabeça. E isso pode significar aceitar os 700 euros, explorar outra área profissional, ir para o estrangeiro ou dedicar-se à pesca, o que não dá é para vivermos na lamuria eterna provocada pelo país castrador, pensando no que poderia ser - ou deveria ser!

Por isso, Andreia, força, estou contigo! Sonha, sonha muito, que isto ainda agora está a começar e, pode não parecer agora, mas o melhor está para vir!

Gomorra

19.06.15 | Maria vai com todos

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Amigos, isto é muito bom!

A seríe é de Roberto Saviano, o mesmo autor do livro e filme com o mesmo nome! E aquilo a partit do quito ou sexto episódio é qualquer coisa que não se pode mesmo deixar de ver! E, depois da seríe, é impossível deixar de olhar para Nápoles, Itália e a corrupão da mesma forma!

 

Agora é esperar pela segunda temporada!

Os limites do humor

15.06.15 | Maria vai com todos

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Longe de mim, achar que sou capaz de impor ou estabelecer limites ao humor. A meu ver, o humor não tem limites, eu sou menina para me rir de piadas de velhinhos e aleijados e não acho que isso me faz insensível, nem faz nascer em mim qualquer tipo de potencial para discriminar quem quer que seja. Pelo contrário! Gosto de humor negro, uso a ironia como se não houvesse amanhã e o sarcasmo é meu amigo. Aprecio humor negro e acho que a rir se corrigem costumes, se consciencializa e podemos ser todos mais felizes.

Se acho piada a tudo? Bem, depende da piada e da sua qualidade - e não do grupo visado!

 

A que propósito vem tudo isto?
Guillermo Zapata nem 48 horas esteve como "concejal" de Cultura y Deportes del Ayuntamiento de Madrid. Razão? Uns antigos tweets de 2011, com piadas negras. Aqui fica o mais polémico:

“¿Cómo meterías a cinco millones de judíos en un 600? En el cenicero”

 

O próprio defendeu-se com a liberdade de humor e depois meteu a mata, na minha opinião, com a história de que usava o Twitter para fazer experiências pessoais e que aquele tweet foi descontextualizado, que foi retirado de “una conversación sobre los límites del humor y aquello que se puede y no se puede decir en las redes y fuera de ellas". Ok, pode até ser ou não ser, o que importa? Porque razão não pode ele publicar ou achar piada ao tweet? Podia até estar a twitar para um amigo judeu! E mesmo que não estivesse...

Ok, este senhor tem agora um papel político, certos comentários não lhe ficam bem, nem piadinhas que deixam parte do mundo tão sensível - ainda que eu imagine uns quantos judeus a rirem-se com a piada ou até a ser dita em Seinfeld, mas avante! Todavia, num país como Espanha (e Portugal) onde políticos suspeitos e julgados em tribunal se candidatam e ganham eleições, este senhor demitiu-se sem ter tido sequer a oportunidade de começar, porque tweetou! Pois, sim, somos todos Charlie!

 

E depois, claro está, há ainda outras cem mil sitiuações, onde ninguém se demite. Engraçado!

Coisas que eu me lembro dos meus exames nacionais

14.06.15 | Maria vai com todos

 

Era 2004, ou seja, estava Portugal inteiro aos gritos pelo Figo e pelo Rui Costa e com bandeiras de Portugal à janela. Algumas, com mais verde que vermelho ou em modo 50%. O meu pai recusou-se a pôr bandeira, mas lá ia comendo amendoins e vendo os jogos.

Eu estudava e pelo meio via os jogos.
Recordo-me que no último jogo (Portugal x Grécia) pensar "que bom que acabaram os exames, hoje posso ir celebrar". Portugal perdeu, mas nós celebramos na mesma, afinal, os exames tinham acabado.
Lembro-me de fazer resumos, de fazer contas e mais contas para a média, de falar em frente ao espelho e de ora pensar, "isto dos exames é uma treta pegada", ora "ai-meu-deus-ai-meu-deus"! Não tomei comprimidos, dormia que nem um anjinho e a vida era boa.

Lembro-me sobretudo do nervosinho (ou excitação) que sentíamos todos no primeiro exame, sobretudo devido a toda a formalidade - os exames vinham fechados, estávamos todos sentados por ordem alfabética, os professores conferiam o nome no BI.
Em 2004 todos pensámos que o exame nacional de português seria sobre Sophia de Mello Breyner, que tinha morrido recentemente. Saiu o "Felizmente há luar" de Luís de Stau Monteiro.
Neste primeiro exame, saí feliz da vida! Tinha corrido muito bem, até que naquele momento em que todos perguntam o "puseste o quê?"/"eu escrevi que...", me dei conta que tinha saltado a pergunta de desenvolvimento. Valia 2,5 valores! Coisa pouca, quando Português era o meu exame de admissão para a universidade. O drama, o horror e o pânico - recordo-me que me inscrevi também na segunda fase, não fosse ser necessário um plano B. Fiz o exame, mas nem foi preciso e já nem me lembro o que saiu.

Também me recordo de quando cheguei ao dia do exame de inglês e que não tinham uma mesa para mim. Uma confusão! Lá se arranjou uma mesa e lá comecei a fazer o exame - o resto da sala já tinha começado.
Ia eu a meio do exame, quando preciso de consultar algo e... e lá estava o sacana do resumo de inglês. Novo drama e novo horror! No meio daquela confusão, nem eu tinha deixado o resumo na mala, nem nenhum professor tinha feito a revista da praxe ao dicionário. Que fazer? Chamar a professora? Fazer como se não fosse nada? E se ela desse pela coisa e se não acreditasse em mim e me anulasse o exame?! Fiquei caladinha que nem um rato, passei todo o exame super nervosa e mesmo precisando, não toquei no dicionário. Quando o exame acabou, saí a correr e deitei o resumo no lixo.
Ai, os exames nacionais!

Dicas para quem vai ao Japão

14.06.15 | Maria vai com todos

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Nara

 

A dica mais preciosa: UM CARTÃO SIM COM ACESSO À INTERNET

Este é o meu primeiro conselho para um viajante no Japão. Comprem um cartão de telemóvel que vos dê acesso ilimitado à Internet - há diversas conexões pelas ruas, assim como nos hotéis e restaurantes, mas o melhor é ir prevenido.
O sistema de direcções é muito difícil de entender, até mesmo para os japoneses e, nas ruas, há pouca gente capaz de comunicar em inglês. E as cidades são enormes!
No Japão, o Google Maps rapidamente se torna no nosso melhor amigo. Até porque se ele diz que o comboio chega às 15h33, é porque chega às e 33. O das e 31 não é o nosso.

 

Mas a malta não fala inglês?

Apesar de aprenderem, seja pela falta de prática ou pela timidez, são poucos os japoneses com um inglês fluente ou que consigam mater uma conversa em inglês. Mas caaaaaaaalma, há muita informação escrita em inglês e com a chegada dos Jogo Olímpicos de 2020, as cidades estão cada vez mais preparadas para estrangeiros - sim, já se vêem preparativos nas ruas.

 shibuya_Tokyo.pngShibuya, Tokyo

 

Isso significa que os japoneses não são amiguinhos?
Sim, são! Aliás, bem fofos. Muitos sorriem, acenam e (o extremo do agradecimento) fazem vénias. São super educados. Não gritam, não encaram, não revelam impaciência, nem qualquer sinal de irritabilidade.
Mas a verdade é que se podem evitar, eles evitam pessoas de fora. Eu acredito que é mais uma questão de timidez ou de se sentirem vulneráveis e expostos, do que por falta de educação ou interesse.
Uma coisa é certa, são raros os que não ajudam, quando o auxílio é pedido.

 

E a comida?
Boa, boa, boa! E mesmo para os amantes de sushi, é um prazer descobrir que a comida no Japão é mais do que sushi. Que saudades do meu caril, com queijo e arroz!

 

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 Montra de comida em Tokyo

 

É caro comer fora?
Bem, há de tudo e para todos os bolsos. Há imensas cadeias de restaurantes baratas e boas - para que tenham uma ideia, um menu do MacDonals custa cerca de quatro euros.
Mesmo assim, olhar o menu antes de entrar é essencial, porque se é verdade que um sashimi pode custar 4 euros, num sítio, há locais em que custa mais de 40 euros - e não, não é piada! Os japoneses valorizam o seu peixinho fresco e pescado no dia. O congelado deixa-os nervoso. Muitos restaurantes têm menus em inglês e com preços para consulta, o melhor é sempre confirmar antes de entrar.
Outra coisa engraçada, é que nas vitrinas de alguns restaurantes é possível ver os preços e a respectiva comida... em versão plastificada! Isso ajuda muito, porque na hora de pedir basta apontar.
E há sempre água grátis. 
No supermercado, também é comum haver comida, que pode ser aquecida no local e se come por três euros ou menos.

 

Há garfos?
Boa pergunta! E não sei, eu comi sempre de pauzinhos! Sinceramente não sei.

 

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Hiroshima

 

Onde dormir?
Isso já depende do bolso de cada um. Há várias opções e o couchsurfing é popular no Japão. Aqui o melhor mesmo é planear tudo e ter tudo reservado, para se poder comparar preços. E vale a pena explorar bem motores de busca como o Hostel World ou o Booking, pois nem sempre o hostel é a opção mais barata. Da mesma forma, regime de pequeno-almoço incluído, não compensa. Ir ao super-mercado fica mais em conta.

 

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Andaste de comboio?
Siiiiiiiiim! E no comboio bala também!
Aliás, para quem planeie viajar pelo Japão de comboio, aconselho vivamente a compra do Japan Rail Pass. Sim, é caro (custa cerca de 400 euros), mas:
1. O comboio no Japão não é barato.
2. Pode ser usado em todos os comboios JR, que é um dos principais serviços de comboio japoneses, que em Kyoto funciona também como metro.
Por isso, é uma questão de fazer as contas e ver se compensa. E, muito importante, o passe de comboio tem que ser adquirido com antecedência e não pode ser feito na hora. No Japão faz-se apenas o levantamento - saber mais AQUI.

 

E o tempo?
Eu fui em Julho e desde um calor imenso, a um frio louco (no Norte) apanhei de tudo. Em Tokyo, por exemplo, na noite que cheguei chovia torrencialmente, mas no dia seguinte já fazia sol.

 

sapporfo.jpgJardim em Sapporo

 

Quando ir? E os "blossons"?
O inicio da Primavera (Março/Abril) é de fato um momento lindo para ir ao Japão! Eu fui em Maio, quando já não havia muitos "blossons", apenas apanhei alguns no norte em Sapporo e é de facto impressionante! Até na hora de construir os parques há uma preocupação estética e arquitectónica única no Japão. Alguns parques tornam-se mais do que parques ou sítios de relax e, sim, em verdadeiros espaço de harmonia arquitectónica... e, claro, quando as cerejeiras florescem, juntamente com aquele verde único, o espectáculo é simplesmente deslumbrante.

 

O país é seguro?
Sim, totalmente! O mais incrível é que mal se vê polícia.

 

naoshima.pngIlha de Naoshima

 

Mesmo no meio daquela confusão, recomenda-se a bicicleta?

Sim, sem dúvida! Ou melhor, depende também da cidade, aliás das zonas. Não só o trânsito é super ordenado, como também os peões respeitam as regras. Além disso, as cidades são planas, ou seja, andar de bicicleta é 100% recomendado.


Só uma dica, um dos locais mais pró-bicicleta no Japão segundo os guias que li é a ilha de Naoshima! E, sim, vale a pena... mas com uma bicicleta a motor! Para visitar alguns dos museus, há que subir e muito, o que torna a bicicleta normal mais um fardo do que uma ajuda. Ainda por cima, eu (como boa portuguesa) aluguei uma das mais baratas, que não só guinchava por todos os lados, como ainda tinha problemas com os travões.

 

E o karaoke?
Para começar, não é como imaginamos! Os karaokes existem, sim, e estão por todo o lado, mas uma vez que se entra no edifício não vamos ver um grupo de japoneses borrachos, em cantoria. Cada grupo está na sua salinha e a festa decorre em privado. Mesmo assim, recomendo 100% a experiência! É muuuuuuuito divertido!

 

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Fushimi Inari Shrine, Kyoto

 

Onde ir?
Isso já depende de cada um e do tempo que cada pessoa dispõe. Eu em menos de um mês e com chegada em Tokyo, fiz:
Kyoto (Osaka e Nara incluídos)
Naoshima
Hiroshima
Nagoya (e fiz o caminho Edo)
Sapporo
Tokyo
Tudo depende dos gostos de cada um! O Japão tem muito para explorar e é impossível sair de lá com o sentimento que ficou tudo visto.

 

E as sanitas?

Não, não é mito! Primeiro, durante quase um mês, só vi duas ou três casas-de-banho sujas. E depois... ai amigos, as sanitas aquecem! E têm jactinhos de água para limpar as partes de casa um - com jacto feminino e masculino! E o melhor e pensado naquelas necessidades ruidosas, há um botão que imita a o som do autoclismo, para abafar os sons indesejados.

 

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Sapporo

 

Outras curiosidades:

*Vénias na hora do agradecimento são comuns. Quanto mais inclinado, maior o "obrigada".


*Há poucos (muito, muito poucos) caixotes do lixo. Passear o lixo na carteira era bem comum.


*Não deixe de visitar uma loja Manga. Mesmo sem saber japonês, é todo um mundo a explorar: manga infantil, manga de acção, manga homossexual, manga pornográfico, manga, manga, manga!


*Explorar um super-mercado também vale a pena! Há todo um mundo de produtos e de sabores únicos - desde os Kit Kats de morango a estacas para prender toalhas durante os picnics.

 

*Durante a II Guerra Mundial, o Japão foi fortemente bombardeado. Todas as cidades foram reconstruídas, à excepção de Kyoto, que nunca foi atacada. Ou seja, encontrar castelos do século XVII reconstruídos no século XX é muuuito comum.

 

*Sim, ainda há muitas japonesas de kimono e também gueixas, sobretudo em Kyoto.

 

*Tirar os sapatinhos é comum, sobretudo em locais mais tradicionais e NUNCA, mas nunca pisar o tatami, o tapete japonês.

(Tentar) Fotografar o trânsito na Índia

10.06.15 | Maria vai com todos

Carros. Vacas (muitas). Carroças - puxadas por animais ou pessoas. Tuk-tuks. Camelos. Pessoas (muitas). Riquechós. Ovelhas. Bicicletas. Táxis. Camionetas. Autocarros. Cavalos. Motas. Cães. O trânsito na Índia é qualquer coisa de único. Tentei por várias vezes fotografá-lo e acho que nunca consegui fazê-lo, com a devida glória.

 

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