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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens.

Madrid me mata ou coisas de e/imigrante

18.02.15 | Maria vai com todos

Fui a Portugal, parece que o Carmo e a Trindade (e os Clérigos) vão cair, porque os sacos de plástico custam dez cêntimos.

E reciclar esses milhares de sacos que há em casa ou usar a mochila ou o saco da praia?

Ah, na Internet, já há artigos sobre 73 dezenas de sacos de panos e/ou reutilizáveis, bem giros e bué na moda! Como?Usar sacos de pano ou trolleys é coisa de sopeiro?! Pos temos pena, Portugal. Pagai!

É uma tartaruga, mas podia ser um sardinha!






Perguntas importantes

17.02.15 | Maria vai com todos
Lá em casa, quem é que paga a pílula?

a) Eu (gaja)
b) Eu (gajo)
c) Dividimos o custo entre os dois
d) Lá em casa ninguém toma a pílula.
e) Lá em casa não pinamos.
f) Lá em casa só pinamos para prociar.

Está a ser em Madrid, mas podia ser em Lisboa

12.02.15 | Maria vai com todos

Sete da tarde e ouço gritos e apitos. Nada de novo, apenas mais uma manifestação.
Vou à janela e dezenas de velhotes conseguiram cortar a Gran Via e nem carros, nem motas, ninguém passa.
São pessoas que perderam tudo com o Bankia. Todo o dinheiro de uma vida. O fruto do trabalho. Das poupanças. Das férias que não fizeram. Enfim, tudo.

E tudo para que umas quantas bestas gastassem tudo em putas e coca. Sim, é verdade! Houve uns quantos senhores aqui em Espanha, que sem darem cavaco a ninguém, usaram cartões de crédito, para "uso pessoal" e com valores acima de 15 milhões de euros. Os mesmos senhores trabalham no Bankia, o banco resgatado por 22 milhões de euros. Puta que os pariu a todos! A puta foi paga, agora quem paga aos velhos?

E os do BES, como estarão?


NOTA:
A autora deste texto acha bem que a puta seja paga, só lhe parece mal que alguém lhe tenha pago com dinheiro público e ninguém haja contra isso.

Comendo por esse mundo fora

07.02.15 | Maria vai com todos

TURQUIA

Balike ekmek


O fast-food turco é possivelmente o melhor do mundo. Não só pelos preços ou pelo kebab, mas porque há sumos naturais baratos por todo o lado (que saudades de um sumo de romã!). À parte da comida materna, comer num restaurante turco está longe de ser um deslumbramento, por isso, recomenda-se comida de rua.
O balike ekmek foi das melhores coisas que comi. Há muitos locais que o servem, mas os mais típicos são os restaurantes debaixo da ponte de peixe. Pescado minutos antes no mar da Mármara, em Istambul, o peixe é grelhado, posto dentro de um pão (e que bom que é o pão turco!), com cebola e muito limão... é tão simples e tão bom.


PERU

ceviche

Só há cerca de dois ou três anos, comi ceviche. Meio descrente, fui comer com os meus amigos e enquanto esperávamos, o peruano do grupo falava das maravilhas da gastronomia peruana, considerada uma das melhores do mundo. Será que podia ter vivido tantos anos na ignorância? Sim, vivi.
Por isso, o ano passado, quando fui ao Peru, perdi a conta aos ceviches que comi. Novamente uma ideia simples, peixe cru (pode ser pescada, salmão e até de mariscos), cebola, milho tostado, batata doce e muita lima. É fresco, saboroso e com um sabor único.
Mas acredite,, não é a única coisa que o Peru tem para oferecer. Aji de galiña, carne de alpaca ou rocoto relleno são de babar mesmo. Quanto ao típico porquinho da índia (cuy), acho que vale a pena experimentar, mas não é nada de especial. Ah, não esquecer da sopa à la criolla! Nem dos jugos (sumos naturais). Ai Peru!


ÍNDIA



Toda a gente gosta de comida indiana. Ou pelo menos, quase toda a gente gosta. Porém, gostar é uma coisa e comer na Índia é outra. Antes de chegar à Índia isto foi o que mais ouvi e muito pela negativa, ai as condições higiénicas, ai os picantes, ai que é tudo sujo, ai-ai-ai.
Bem, numa coisa estavam certos, comer na Índia é mesmo diferente. Os alimentos ganham novos sabores, parecem mais completos e suculentos. Foi dos sítios onde melhor comi.
Se tivesse de escolher um sítio, era fácil, em Varanasi no hostel onde fiquei, trabalhava com certeza o melhor cozinheiro do país. Foi aqui que eu descobri o paneer e que saudades que eu tenho.
Depois de todas e quaisquer comidas feitas por ele, entram na lista as chamuças feitas na rua, na hora e o chá de gengibre e limão - but, with no sugar and  no milk.


TAILÂNDIA

Pai, Tailândia

"Pad thai, pad thai" isto é do que mais se escuta pelos mercados tailandeses. Numa banca com rodas, que ao fim do dia se fecha, se cozinham os melhores pratos tailandeses, em alguns locais por menos de um euro. Feito com massa de arroz, uma serie de vegetais, pode ser de frango, vaca ou marisco e depois os molhos e os amendoins moídos e o detalhe-chave: lima.
Talvez seja porque estamos de viagem e de viagem é tudo melhor, mas é incrível como até os pimentos sabiam melhor.

Mas uma das minhas coisas favoritas eram uma espécie de panquecas, que se faziam com ovos de codorniz (ou de pomba ou de outro pássaro pequeno) e que eram uma delícia. No norte da Tailândia, havia uma senhora que os fazia em forma de coração.


ITÁLIA

Restaurante em Milão com fotos de Mussolini nas paredes

Há o mundo e depois há Itália, no que toca a comida.
A primeira vez que fui a Itália foi em 2005 e mesmo em Nápoles, durante a greve do lixo, com (literalmente) por todo o lado, a cidade cheirava bem. Cheirava a comida.
Massas, risottos, pizza, gelados, tiramisú e ainda conseguem ter uma pastelaria de excelência. Ordinários!


INGLATERRA



Ok, Inglaterra pode não estar no topo das aspirações culinárias do mundo, mas só quem nunca comeu fish and chips enroladas numa folha de jornal, com um frio de tremer o dente, pode dizer isso.

Bem, vou almoçar!

Madrid me mata ou coisas de e/imigrante

04.02.15 | Maria vai com todos

Todos os dias passo pela Calle Preciados, que une Callao a Sol.
Quando vou com homem, a vida é pacífica. Sim, há uma quanta gincana a ter que ser feita devido ao excesso de gente, mas a coisa é tranquila.

Recentemente, o homem não estava cá e foi o vê se te havias, com as dezenas de "tienes un momento", "perdón", etc.
Claro que falo dos novos promotores comerciais, aka jovens licenciados sem trabalho ou que estudam e querem ganhar uns tostões ou que simplesmente jovens que querem ganhar uns tostões, que pedem dinheiro, perdão, ofertas para as instituições que representam - ele é UNICEF, ele é bichos, crianças e cancros, médicos sem fronteiras, etc.

Primeiro ponto, mais vale pedir que roubar, 100% de acordo.
Segundo ponto, eu acredito que NINGUÉM está ali por gosto. Eu não estaria. Ainda mais naquela ou em qualquer outra rua, ainda mais naquela calle super movimentada, onde são mais as caras de má vontade e com pressa, do que ao contrário.

No início até achava educada o tipo de intervenção, mas o que é demais enjoa e quando digo isto, digo-me aos tipos de abordagem:
- "Perdón, se te ha caído la sonrisa!"
- "Hola guapa! Estás estupenda hoy!"
- "Tienes un minuto? Como no?! Soy tan feo así? - seguido de carinha triste.

Até porque muitos são pessosas que não respeitam um NÃO. Como se já não bastasse este assédio diário, há aqueles que mandam bocas do género "ai-gastas-dinheiro-na-zara-mas-os-pobrezinhos-não-ajudas", só porque está a alguém com um saco na mão.
Há os mais insistentes, que mesmo depois de ouvirem um educado "não" continuam e perseguem a vítima durante seis passos mais!

Eu faço os donativos que quero e bem me apetece e ninguém tem que saber para quais ONG's, quanto ou se dou. Posso também já ter dado. Aliás, posso optar por não querer dar dinheiro e até posso querer espetar todo o meu dinheiro num vestido da Zara. Aliás, se é para gastar que seja Channel.
Este assédio hipócrita, esta extorsão de dinheiro, feita para que cada um se sinta um pouco melhor.

Quase toda a gente que eu conheço tem estratagemas para evitá-los, que passam por responder em inglês ou noutro idioma. Conheço gente , a quem subitamente o telemóvel toca e são muitos os que evitam o contacto visual, olhando para o relógio, mandando mensagens, etc. Ninguém gosta de dizer que não, muito menos 2378 mil vezes e ainda mais quando se sente empatia por quem está na rua, a fazer aquele trabalho e até se é solidário com a causa. Mas porra, dêem-nos paz!


Madrid me mata ou coisas de e/imigrante

03.02.15 | Maria vai com todos
O lixo, senhores, o lixo!
Como me irrita o SUJA que é esta cidade. Sim, Portugal também o é. O Bairro Alto depois das três da manhã é um cheiro a sanita. Pelas estradas, nas bermas, há pacotes de batatas fritas, latas de coca-cola e até fraldas.

Mas porra, Madrid supera.
E o que mais me chateia é a falta de consciência cívica desta gente. Há um ponto de reciclagem a cinco minutos, mas deixam as garrafas num saquinho plástico à porta de casa. Para quê andar seis passos até ao próximo contentor? Naaaaaaaaaa, bota o lenço de papel no chão que é bem melhor. Na minha rua, não há dia que não haja um colchão velho, um sofá roto ou cadeiras sem pernas - e não amigos, eu não moro longe do centro. Bem pelo contrário!

Valha-nos os senhores do lixo!
Mesmo!
Valha-me os senhores do lixo! Todos os dias de serviço! Todos os dias limpam, recorrem, lavam. Só de pensar que a Botella tentou despedir um terço deles! Jooooooder!

Foto de 2014, Madrid