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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

Sobre Liliana Melo

 

Desde 2012, que Liliana Melo não vê os filhos. Os sete filhos. O mais novo tinha seis meses e o mais velho, sete anos.

As crianças foram-lhe retirados, por se considerar que havia negligência. Justo. Havia questões de higiene, escolares, um pai ausente, etc. Pelo meio, houve ainda o ridículo, de exigir que a senhora laqueasse as trompas. 

Não vou questionar a decisão das autoridades competentes, porque não sei o suficiente sobre o caso. No entanto, há coisas que têm de ser questionadas.

Como é que é possível, que as tais "autoridades" competentes separem os sete irmãos, colocando-os em instituições diferentes?

Como é que é possível, que as tais "autoridades" competentes sinalizem as sete crianças como passíveis de ser adoptadas? Não havia sinais de violência e, claramente, esta mãe gosta e quer os seus filhos, não tendo dado tal permissão.

Como é que é possível, que as tais "autoridades" competentes nunca tenham permitido que esta mulher visse os filhos ao longo destes mais de três anos?

Quando ela os voltar a ver, espero que em breve, o mais novo terá três anos e nenhuma memória ou laço afectivo com a mãe. O mais velho já vai ter dez anos! Um pré-adolescente.

 

E a questão é, será que se a Liliana fosse Portuguesa e branca isto aconteceria?

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considerou hoje a decisão ilegal e censurou-a, alegando que não foi tido em conta o interesse superior das crianças. O direito à presença, mesmo que regulada e acompanhada da mãe, o direito a crescerem em família e com os irmãos!
Aguardam-se os próximos capítulos.