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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Sete Anos no Tibete, de Heinrich Harrer

Cantinho da Leitura

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Uma pessoa pensa em "Sete Anos no Tibete" e a mente vai logo para o Brad Pitt, lindo e glorioso a escalar montanhas e a sentir instintos paternos face ao Dalai Lama, no meio de paisagens lindas, lindas de cortar a respiração - verdade seja dita, o Brad Pitt também ajuda muito a compor o cenário.
Este é daqueles casos raros, em que o filme consegue ganhar uma dimensão superior ao livro, sobretudo pelo seu lado visual. Por mais que eu imagine, os Himalaias, nada se iguala a vê-los de verdade. E, claro, o filme permite-nos isso.
Além disso, o autor do livro, o alemão e antigo SS Heinrich Harrer, não tem quaisquer ambições literárias, nem se perde em descrições românticas ou em hipérboles ou metáforas sem fim. O livro é cru e não é o típico livro de literatura de viagens.

Sete Anos no Tibete" é uma verdadeira narrativa de quem viveu uma vida cheia de aventuras e, verdade seja dita, teve muita sorte por ter não só sobrevivido, mas também por ter conseguido chegar com vida ao Tibete, onde lhe foi possível ficar e integrar-se na sociedade Tibetana - algo que muitos outros viajantes tentaram e não conseguiram. E é isso que torna o livro tão especial: não há mais ninguém que tenha vivido uma experiência assim, além de Heirinch e o seu companheiro de viagem. A história de ambos é única.
O livro é também uma prova viva de que aquela sociedade de facto existiu. Acho que depois de ler o livro, é impossível olhar para o Dalai Lama apenas como um líder espiritual. Ele representa também tudo aquilo que já não é, nem existe e que tantos países evitam reconhecer: um Tibete livre e soberano. Um país com cultura e tradições próprias. Raios, China, estragaste tudo! Ainda recentemente vim um documentário sobre o actual Tibete, que continua a ser destinado de "Cidade Santa" e que passou a ser um parque de atracções chinês, sem qualquer respeito pela forma de vida e de ser/estar dos Tibetanos.

 

 

Já agora, depois de ler o livro fui à procura de informação sobre a vida do escritor, que depois da invasão da China regressou à Europa. Heinrich Harrer faleceu em 2006, já velhinho. Encontrei tabém fotografias com ele e o Dalai Lama, valem a pena!

Aqui con Adolf Hitler e mais abaixo com o Dalai Lama, com quem connfraternizou no final dos seus dias no Tibete.