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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

Se eu pudesse voltar atrás, eu….

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Admiro as pessoas que dizem que “se voltassem atrás, não mudavam nadinha. Nem uma virgula!”. Eu, assim de repente, no sábado tinha era ficado em casa, em vez de ter passado o dia à chuva ou pelo menos tinha calçado umas sapatilhas, em vez de umas sabrinas!

Fora isso, há muitas vezes que mais devia era ter ficado calada; outras em que poderia ter dito algo mais ou pelo menos acertado quando falei.

Entendo o conceito: no geral, a vida vai boa, corre bem e somos felizes, mas se vamos ao particular, nem a vida é sempre boa, nem todos os minutos correm bem, nem somos sempre felizes. Temos momentos. Por isso, parece-me também natural, ter arrependimentos.

 

Este fim-de-semana dei por mim a pensar e a reforçar a ideia de que se tivesse hoje 18 anos teria feito muita coisa diferente. Por exemplo? Não me tinha logo enfiado na universidade. Tinha parado um aninho para crescer e me fazer à vida: 6 meses trabalhava e poupava e nos outros seis, viajava. Assim, livre e solta e fresca e fofa.

Em Portugal, não há o conceito de Gap Year, um ano de paragem, de autodescoberta e de viagem. O Gap Year ou ano sabático é muito comum nos Estados Unidos, Canadá, na Alemanha ou noutros países do norte da Europa. Aqui os pais não vivem tão deslumbrados com o canudo, nem cheios de vontade em enfiar os filhos na universidade! Valorizam-se outras coisas.

 

Viajar, sobretudo, uma viagem de meses, de mochila às costas e pouca coisa planeada é do melhor que há para se sair da zona de conforto e crescer! Explorar o mundos conhecer outras pessoas, viver diferentes culturas, experimentar comidas novas e/ou aprender idiomas. Este (auto)conhecimento torna-nos mais conscientes, mais solidários, mais abertos, MAIS! E, muito importante, é meio caminho andado para darmos valor ao que temos: à família, aos amigos, à vida cómoda, às oportunidades e até ao país.

Se pudesse voltar atrás, eu mudaria isto: aos 18 tinha parado. Tinha convencido a minha mãezinha (sobretudo ela) a deixar-me ir. Ia-lhe explicar como esse ano seria importante na minha decisão e vida futura. Teria passado 6 meses a trabalhar e aprender a dar valor ao dinheiro e à dura realidade que e um trabalho rotineiro e pouco dinâmico.

 

E vocês, mudariam alguma coisa?

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