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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Para as mães que se arrependem de ter tido filhos

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Um dos posts mais lidos neste casa, foi um onde eu perguntava se havia alguém que já se tivesse arrependido de ter filhos.

Eu não tenho putos, penso em tê-los… um dia… lá para a frente! E há sempre duas coisas que me apoquentam: a primeira é, se tiver mais do que um, como é que gostamos dos filhos de forma igual? Afinal, também eles são pessoas, com tudo de bom e mau que isso implica.

A segunda coisa que mais me deixa nervosa é: “E se depois me arrependo?” Tenho claro que não posso enviar a criança pela cegonha para Paris de volta. E la la la, passarinhos, unicórnios e arco-íris sobre a maternidade, mas também aqui, cada criança é uma criança. E nem todas são fáceis e há putos problemáticos, fora mais 837 mil coisas menos boas associadas. Mas hoje não quero falar dos meus dramas.

 

 

Esse post que escrevi foi dos mais lidos e dos mais comentados aqui no blog, como eu dizia. Na altura, algumas mães escreveram-me sobre o assunto e o que mais me deixou triste, foi ver como se sentiam sozinhas no seu arrependimento. Acredito, que todas elas gostem muito dos seus filhos, que os ponham em primeiro lugar e que as suas crias são, certamente, os mais bem alimentados e fofinhos da escola; mas foi triste ver como tantas se sentiam sozinhas. Porque “ser boa mãe”, aliás ser a melhor mãe do mundo e “estar arrependida de ter filhos” são estados que podem coincidir numa mesma pessoa, ok?

Falamos de pessoas que se pudessem voltar atrás, não teriam filhos. Não falamos de mãe negligentes ou abusadores, ok? Claro?

 

Esta semana encontrei este artigo da Visão, a propósito do livro “Mães arrependidas” de Orna Donath, que foi agora editado pela Bertrand e resolvi partilhá-lo, a pensar nas mães arrependidas. Para que saibam, que pode acontecer, que está tudo bem e que não estão sozinhas - que me parece ser o mais importante!

 

Captura de ecrã 2017-08-07, às 16.18.25.png

 

Aproveito para partilhar alguns testemunhos, para aqueles que não querem ler o artigo:

"Perguntou-me se eu pudesse voltar atrás... sem dúvida alguma quem não teria tido filhos. Embora eles sejam fantásticos e amorosos e as suas dádivas sejam incríveis. Não desvalorizo isso. Eles acrescentam uma dimensão à minha vida que não existiria de outro moda Mas se eu pudesse voltar atrás sem sentir culpa e todas estas obrigações? Não teria optado por este caminho.”

Debra (mãe de dois filhos entre os 10 e os 15 anos):

 

“(…) não tive um único dia na vida que fosse fácil. E eu não venho de uma família com dificuldades. Não é uma questão de dinheiro. Nunca houve um dia em que fosse fácil criar os meus filhos. Nunca.”

Erika (mãe de quatro filhos entre os 30 e os 40 anos, e também avó):

 

“"Acho que não o faria [ter filhos]. Nunca diria isto aos meus filhos, e eles sabem que faço tudo por eles (…)”

Sunny (mãe de quatro filhos, dois entre os 5 e os 10 anos, e dois entre os 10 e os 15 anos):

 

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