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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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O que é feito do “vós”?

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No outro dia, comentava com uma amiga sobre isto do “vós”. Ela é de Braga e os pais dos arredores, por isso, sempre ouviu o “vós” em casa. Daí que tenha ficado muito chocada, quando lhe disse, que quando dou aulas de Português (a estrangeiros - qualquer dia o Marcelo condecora-me!) nunca ensino o “vós”. Falo dele, digo que está lá, mas não mexo mais na coisa. A língua já é tão difícil, com o raio do Passado e do Conjuntivo, que acho por bem não complicar mais a coisa. Despacho o “vós” para o “vocês” e ala - algo que a bem dizer e, em minha defesa, todos fazemos!

 

O “vós” soa sempre a algo mais antigo, falado por reis e princesas - “Por quem sois, meu cavaleiro!”, “Dizei-me onde estais, cavaleiros meus!” Uns dizem que é provinciano, outros que soa a padre. Eu cá acho-o refinado e elaborado. Aqueles “ssss” todos são de uma chiqueza linguística que me cai no goto.

Neste seguimento, e o que escandalizou mesmo a minha amiga, foi quando lhe disse que hoje em dia, mesmo nas escolas primárias em Portugal, os professores (imagino que varie também de professor para professor) já não insistem muito no “vós”, o que de facto é uma pena.

 

Ontem, ela passou-me um texto do Ricardo Araújo Pereira, que fala deste drama nacional. Obviamente o texto dele é bem mais fixe do que o meu - deixo o link, como um prémio para vós que chegasteis até esta parte do blog. Que opinais?

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