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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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O bom, o mau e o Fidel

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O Fidel Castro morreu e agora? O drama e o horror que jornalistas de todo o mundo parecem sofrer na hora de escrever o obituário desta alma. Parece que ou ele era bom, revolucionário, inteligentíssimo e cheio de ideologia ou, então, era mau como as cobras. Um ditador e tirano, responsável pela morte de milhares e pela pobreza de muitos mais. Até porque se é verdade que em Cuba não há crianças na rua e a educação é gratuita; também é um facto, que todos os que se atreveram a dizer "Fidel, isto se calhar não é bem assim" não estão cá para contar.

Os jornalistas e o mundo parecem ter dificuldade em lidar com esta dualidade humana! Como se  os comuns dos mortas se dividissem em bons em maus, em espectaculares ou em bestas. Ser humano é ser capaz do melhor e do pior. Dizer que Hitler era inteligente não faz dele fofinho; assumir que Salazar equilibrou as contas públicas, não me faz ter saudades dele... e o mesmo com Fidel. Numa coisa, ele possivelmente sempre teve razão: a História irá mesmo absolvê-lo. Quanto à revolução, agora espero que sejam os cubanos quem mais ordena.

Quanto a ti Fidel, descansa em paz, amigo e se vires o Che Guevara, dá-lhe um beijinho da minha parte.

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