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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Nasceste entre 1980 e 1996? És Millennial

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Se nasceste entre 1980 e 1996, junta-te ao grupo! Somos agora oficialmente conhecidos como a geração Y, os Millennials.

 

O que é que nos caracteriza? A dependência da tecnologia (casa minha pode até não ter microondas, mas sem Internet é que não!). Somos também menos consumistas do que os nossos pais, isto porque damos menos valor ao luxo e a comprar casa ou carro, por exemplo. Não estamos interessados em recorrer a créditos ou a viver acima das nossas possibilidades e preocupamo-nos mais com o meio ambiente. Mais do que deixar casa, queremos deixar um planeta! Dizem também que somos mais egocêntricos - muito selfie, muito “eu”, muita “rede social”. Somos mais insatisfeitos, já que estamos habituados à rapidez e a consumir todos os produtos de uma forma instantânea. E isso, revê-se no trabalho, por exemplo. Os Millennials não estão preocupados em ter contratos indefinidos, nem em ficar no mesmo emprego até à reforma. Pelo contrário, isto dá-lhes comichões.

 

De uma forma geral, concordo com este perfil que muitos especialistas, estudiosos, intelectuais, sociólogos, jornalistas, etc. traçam da minha geração e revejo-me nele. Não me importa, nem quero “um trabalho para sempre”, nem tenho quaisquer ambições de passar 40 anos a pagar casa e pendente dos humores de um banco (e da economia) para gerir a minha vida - viagens, jantares, etc. Acredito que em algum momento, pessoas como eu vão afectar gravemente a economia e o sistema capitalista, sempre tão dependente de créditos e empréstimos e do consumo louco, para poder se manter. Ainda no outro dia, um banqueiro americano se queixava desta nova geração que não compra casa, que vive com o que tem e que (o drama e o horror) vai acabar por contribuir para o fim do capitalismo.

Em contra partida, somos mais insatisfeitos, também porque queremos cada vez mais! Assim que conquistamos algo, mascamos e já pensamos na próxima etapa. Não saboreamos. E sim, quero um salário maior e não, não quero trabalhar mais (horas) por isso. Vestir a camisola é, para mim, diferente de sacrificar a minha vida pessoal - jantares com o namorado, férias com os amigos, passeios com a família, o que seja. E não, não estou disposta a fazer isso por uma empresa que ainda por cima, não é minha.

Também não me interessa saber que sapatos usa a Lady Gaga, porque jamais poderei pagar algo assim. No entanto, o mesmo não acontece com os da minha amiga, que publicou uma fotografia com umas sapatilhas bem fofas. Este é um pequeno exemplo, mas que diz muito desta geração.

 

Obviamente, que a crise também ajudou. Comprar casa não é tão fácil como antes, quando até para se ir de férias se pedia um crédito. As redes sociais (Facebook, Twitter, etc.) tornam-nos (a nós) o foco. Não sei se somos mais egocêntricos, por isso ou se isso é resultado da educação dos nossos pais, sempre focados “no melhor para os meninos”. Eu faço parte de uma geração que brincou na rua, partiu os dentes e que fugia, depois de tocar às campainhas das portas. Por mais que valorize isso, não sei como os meus filhos poderão viver uma infância assim! Sou também parte de uma geração que não passou fome, que foi à escola, fala idiomas e teve oportunidades e isso, isso faz toda a diferença. Mesmo que signifique viver numa casa alugada e dormir no chão da cozinha de alguém quando se vai de férias!

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