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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

Maria vai com todos

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Manuel Maria Carrilho: cala-te, pá!

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Eu sei, eu sei: até prova contrária todos somos inocentes; sei que ninguém está a salvo, nem ninguém pode dizer que desta água não beberei! Sei que todos temos telhados de vidro e que entre marido e mulher, se mete, sim senhora a colher; mas só quem anda no convento, sabe o que lá vai dentro.


Ainda assim, e desculpem este desabado, assim mais para o coscuvilheiro, mas caramba: não posso mais com o Carrilho!! Que alguém o cale, por favor! Cada vez que vejo uma notícia sobre algo que ele disse, só o título já me deixa com o estômago às voltas. A violência doméstica psicológica está mais do que (com)provada, pois este senhor faz questão de não se calar e sujeitar a Barbara Guimarães a todo o tipo de humilhação pública - a física só o tribunal julgará.


Este caso, de tão público, só nos ajuda a ver o quão difíceis são os processos para as alegadas vítimas de violência doméstica em Portugal: processos que se arrastam; as sessões contínuas, onde vítima (alegada) tem de se sentar na mesma sala que o alegado agressor e testemunhar; a falta de preparação e sensibilidade dos juízes (lembram-se quando a juíza disse à BG “eu condeno-a”?); a lei que permite as crianças ficarem com os alegados agressores e sujeitos a possíveis manipulações, etc., etc. Se isto é assim com duas figuras públicas e mediáticas, imaginem com a dona Maria da esquina e o Tó, do talho!


Eu não sei o que aconteceu naquela família, mas para mim o Carrilho só tem conseguido mostrar o snob desprezível e violento que é. Nenhum pai que tenha respeito e amor pelos filhos, faz os comentários públicos que ele fez sobre a mãe dos seus filhos. Aquelas crianças vão crescer, vão usar Internet, vão... E ela do outro lado, silenciosa e a preservar a imagem dos filhos. Só por esta atitude, tendo (não que a minha opinião importe muito) para o lado dela.

 

Este caso prova como é ainda mais difícil para vítimas (homens ou mulheres) de uma classe social (económica e/ou social) mais alta falar. Claro que todos os casos são particulares e dores não se medem, mas cada vez que sai uma notícia sobre o caso, os comentários dos juízes de Facebook sobre a BG roçam para lá do nojento – desde o “ela bem que gostava” ao “quem lhe dava um bom tratamento era eu”, entre outras obscenidades em bruto mais! Imaginam-se a ter de ler esse tipo de coisas a vosso respeito?! Novamente, não sei o que se passou; mas só pelo comportamento durante este julgamento, espero que o karma funcione e ko Manel sa-foda!

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