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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Mais de 40 crianças adoptadas devolvidas num ano!

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Li hoje no Público que entre 1 de Agosto de 2015 e 31 de Agosto de 2016, 43 crianças adoptadas foram devolvidas. Cada caso é um caso, só quem sabe no convento é que sabe o que vai dentro, mas 43 não é um pouco demasiado?!

 

Diz a notícia “O MSTT explica que, das 43 crianças que acabaram por ser devolvidas por candidatos a pais adoptivos, apenas duas apresentavam problemas graves de saúde. (…) seis com “problemas ligeiros”, não tendo as restantes 35 quaisquer problemas deste foro. (…) 20 das crianças “devolvidas” tinham até dois anos de idade.”

No caso destas crianças, nem se pode falar de “devolução”, que já por si é um termo horrível para se aplicar a seres humanos; mas sim, em abandono de menores. Isto, porque estas crianças já são tidas como adoptadas por aquela família.

Na hora de se falar de adopção, as criticas recaem quase sempre para o processo - que são longos, que demoram demasiado, muita espera,…. Tudo acaba por se aceitar em prol do bem maior, as crianças. Há que conhecer bem os casais, investigar bem, ser minucioso. Sendo assim, como entender que num período de pouco mais de um ano, mais de 40 crianças voltem a viver numa instituição?

Já para não falar desta crueldade. Criar a um criança a ilusão, fazê-la acreditar que terá uma família, vender-lhe um futuro e do nada PUM! Tudo acaba. Ainda mais numa criança que já viveu um abandono ou qualquer outra situação menos boa antes.

 

Sinceramente, estou com os deputados que pedem esclarecimentos, pois o número é alto. E, se se justificar mudar o processo, que se mude também!