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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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"La manada" e o machismo nosso de cada dia

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Em Setembro de 2016, uma jovem de 18 anos foi violada nas festas de San Fermin, em Pamplona. Por um grupo de 5 homens. Foi tudo filmado. Depois, roubaram o telemóvel da vítima e foram-se embora. Os vídeos e imagens da violação foram partilhados mais tarde, num grupo de Whatsapp, constituído pelos 5 homens e cujo nome era La Manada. Já a vítima fez queixa. O caso está agora a ser julgado.

 

Os 5 arguídos dizem ser inocentes, excepto um, que se declara culpado de... roubar o telemóvel da jovem.

A coisa mais incrivelmente absurda foi que o juíz do caso aceitou considerar uma investigação feita por um detective privado, a pedido dos alegados violadores, sobre a vida da vítima após a suposta violação! O obejctivo do advogado de acusação é mostrar que a vítima, após o acontecimento, seguiu com a vida normal. Logo, não há trauma. E se há vida normal e não há trauma, não há crime!

 

Oi?

Como?

O que importa o que fez ou não fez a vítima nos dias seguintes? Ou nos meses seguintes? Mas agora investigamos as vítimas? Ou será que por ela ter ido à escola, ter ido beber café com as amigas ou pintado as unhas de azul (estou a inventar), isso indica algo sobre a inocência dos seus agressores? Quem é que está em julgamento? Ela ou eles? Merda para isto!