Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

Isto do mariconço do RAP e das paneleirices dele

mnmb90.jpg

Ainda estou aqui a tentar entender o que aconteceu com o RAP (Ricardo Araújo Pereira) e as paneleirices.

Sim, palavras são ofensivas.

Sim, todos temos o direito a sentir-nos ofendidos e a ripostar.

Sim, a homofobia é um problema; perdão, crime.

 

Mas  agora a sério, alguém acha mesmo que quando o RAP usa termos como “mariconço” ou “paneleirices” está a ser homofóbico? A sério? Ele? Como se não existissem contextos e mais, e mais importante, como se uma mesma palavra não possa ter mais do que um significado. E desde quando é que a linguagem constrói a nossa identidade, ao ponto de palavras terem de ser banidas?

 

Eu digo muito "paneleirices". E já agora, eu digo muito "mariquinhas". Quando? Assim:

  • “Não gosto de vestidos com folhos, nem com muitas paneleirices!”
  • “Sempre que faço depilação com cera, choro. Sou muito mariquinhas”.

A sério que ofendi alguém? Fui contra alguma lei? Desrespeitem orientação sexual ou o que seja? Se sim, peço profundas desculpas, essa não era a minha intenção... não sendo isso razão para ser linchada publicamente, nem acusada de homofobia.

 

Numa coisa, o RAP tem razão, o politicamente correto está a tornar-se mais asfixiante do que a censura. Todos são juízes da moral e dos bons costumes, sem olhar a quem ou ao contexto. Qualquer comentário origina sensibilidades e ofensas. Como se evitar palavras, acabasse com os preconceitos. Como se não falar dos temas, os fizessem desaparecer.

Chega de proibir. Chega do “não se pode”. Vivemos demasiados anos sem liberdade, para agora nos refugiarmos naquilo que “é correto” ou “fica bem dizer” - e isto, vale para ambos os lados. Racismo, homofobia, machismos, etc. combatem-se com argumentos, não com proibições ou limitações e, muito menos, falsas acusações!

24 comentários

Comentar post