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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Fazer amigos depois dos 30

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Pode ser de mim, pode ser que seja eu que esteja velha e chata e sem paciência, mas vocês não concordam que depois dos 30 fica mais difícil fazer amigos?

Não falo de colegas de trabalho com quem se vai beber um copo ou de gente com quem socializamos numa sexta-feira à noite, falo de AMIGOS. Daqueles que nos vêm ajudar a mudar a casa, que nos entram pela casa e sabem onde estão as colheres e dos que ficam a dormir no sofá (ou na cama!).

 

Antes uma pessoa saía, juntava-se com este e com aquele, escutava os outros, tinha menos critério. E daí nasciam coisas bonitas - quem não tem um grande amigo que achou uma besta à primeira vista, que atire a primeira pedra! Agora, é toda uma preguiça. Há menos vontade, menos abertura. Cabecinhas fechadas!

Basta saber um episódio menos feliz da pessoa X, ter escutado um comentário mais idiota do moço B ou ter visto  a menina M a roer as unhas, que uma pessoa fica logo de perna atrás. E se antes era fácil mudar de ideias, tentar a sorte, manter-se interessado, agora… agora não. Ficamos com as duas pernas tão lá atrás que, verdade seja dita, 97% das vezes nem mexemos uma palha para  tentar avançar uma das pernocas.

 

Pelo meio, ainda reforçamos a ideia que nós é que somos e os nossos amigos é que são. Somos os melhores, os mais fixes, os MAIS… logo, gente de fora não faz falta.

 


E depois?

Depois, uma pessoa casa-se, viva para a casa, empenha-se no trabalho, limpa ranho aos putos, separa-se, os cachopos crescem e de repente damos conta que estamos sozinhos e que apesar dos 800 amigos do Facebook, faltam os-JAMIGOS!

Porque a sensação que dá é que não só deixamos de fazer novos amigos, mas também que no corre-corre da vida e no rotineiro “hoje não dá”, perdemos contactos e laços cortam-se.

 

Estou muito negativa?

Desculpem, mas hoje tenho saudade doJAMIGOS! 

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