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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

Eu falho, tu falhas, ele falha, NÒS FALHAMOS

falhar

Há pouco tempo discutia-se o falhanço. O difícil que é falhar algo (não conseguir um trabalho, terminar uma relação, não cumprir o plano de dieta, etc.) e assumir que se falhou. Sem desculpas e sem piedade. Assumir a nós e assumir perante àqueles que nos rodeiam, como se nós não fossemos o resultado dos nossos erros, das nossas falhas, das nossas debilidades. Sim, sim, todos falham, mas lá está, com o mal dos outros pode cada um de nós bem, certo? 

Houve quem admitisse que com a Internet e as redes sociais era ainda mais difícil assumir o falhanço. Todos os outros com vidas tão perfeitas, tantos sorrisos, bem vestidos e satisfeitos e nós… feitos um caco. É claro que a Internet vale o que vale, vai-se a ver e o pai bate na mãe; a a mãe tem um amante e foram precisas 67 selfies para obter aquela fotografia ser perfeita! A realidade é-nos apresentada de forma construída e nós, tontos, já deixamos de a questionar. Acreditamos em tudo o que nos chega, comemos tudo que nos servem… e assim medimos as nossas conquistas, sempre em comparação.

 

Fala-se apenas do falhanço quando se fala do sucesso - “Para chegar aqui, muitas foram as portas que bateram na minha cara…” E aqueles a quem as portas continuam a bater na cara? E aqueles a quem o amor maltrata? A esses dizemos que um dia as coisas vão melhorar: vão encontrar um melhor trabalho e, claro, o amor vai chegar. Vai mesmo? E se não vier? Não é melhor já lidar com isso? 

 

Durante a conversa, eu disse que desde sempre foi habituada a ponderar tudo.. Quando tomo decisões penso sempre no pior: vou viver para a rua, apanho uma depressão, acaba-se a relação, vai haver uma guerra. E, acreditem, eu não sou pessimista, simplesmente pondero tudo, tudinho. Mesmo com a tristeza e com a ansiedade permito-me ficar triste e/ou fodida coma  vida. O mesmo com o mau humor. Dou-me prazos, do tipo “amanhã acaba-se isto” - falo a sério, eu não tenho pachorra para me aturar nem de trombas, nem triste. Isso e pôr a coisa em perspectiva, com tanta dor e horror neste mundo, os meus problemas são de gente privilegiada! Não sei o que diriam os grandes psicólogos, mas para mim, por enquanto, vai funcionando.

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