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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Escritores com os quais (eu) embirro

Note-se, são escritores com os quais EU embirro. Isto não faz deles gente com menos ou mais mérito, melhores ou piores. É apenas a MINHA opinião, o meu gosto, o meu parecer, ok?

 

Paulo Coelho

Não há livraria que não tenha um livro dele! E não falo só de Portugal, encontro livros dele em todo o lado: na Índia, no Peru,... raios! Lembre-me de ler aos 13 anos a "Verónica decide morrer", mais tarde a "Brida" e era, vá, aceitável. Ainda lhe dei uma terceira oportunidade, com o "Rio Piedra" e depois, deixei-o de lado. Não deu mais! Tudo cliché, banal, tudo treta de auto-ajuda que já se leu, ouviu, viu em 374 mil lugares mais. Não acrescenta nada, não coça, não toca. Não entendo onde está a genialidade, muito menos a originalidade, que justifiquem milhões de livros vendidos ou o êxito mundial.

Quando dava aulas de Português, tinha sempre alunos que liam Paulo Coelho. Cada vez que ouvia Paulo, começava a revirar os olhos... parava logo, afinal "gostos não se discutem", "melhor ler que não ler", "cada um sabe de si" e, olha, "sempre é um autor de língua portuguesa". Ainda assim, admito, dá-me comichões.

 

 

Ernest Hemingway

Eu tentei. Eu juro que tentei! Tentei vezes sem conta "O Velho e o Amor", tentei "O Sol Nasce Sempre" e até "Por Quem os Sinos Dobram", mas não consigo! Chego ali à terceira página e dali não passo. E, sinceramente, nem entendo porquê. Sinto até bastante simpatia pelo Hemingway, sobretudo devido à presença dele nas Brigadas Internacionais, durante a Guerra Civil Espanhola e sempre me comoveu a história do suicidio dele - com a mesma arma com que o pai se matou. Presentinho da mãe (mulherzinha macabra,  meu ver)! Talvez daqui a uns anos a gente se entenda, para já, nada de Hemingway.

 

 

Nicholas Sparks

Este eu assumo: é desses que gosto de não gostar. História de amor alimentadas a pipocas não são a minha coisa. Admito que possa estar a ser snob, mas como disse em cima, são coisas com as quais EU embirro. São birras minhas. O Sparks é bom no género dele, faz as pessoas lerem (querem melhor do que isso, num mundo onde quase ninguém lê?) e ainda lucra (e bem). Se calhar é só inveja (minha).

 

 

Erika Leonard James

Juro que tiver de ir ao Google ver como é que ela se chamava. Eu li, meio na diagonal o livro das 50 Sombras da Erika e achei mau, muito mau, mas OK. É um estilo e, lá está, pôs meio mundo a ler e outros quantos a pinar mais e melhor - beza-a-deus por isso (eu cá acredito que gente que pina bem, é mais feliz!). O livro é mau. É mal escrito e a história da Cinderela moderna, que só pina e sujeita-se, porque "ama" dá-me cabo dos nervos! Ora então, a moça não pode pinar por verdadeiro gosto e porque gosta? Só se submete... por amor?

Adiante, aé porque na verdade, eu comecei a ficar-lhe com alergias depois de ler uma entrevista dela. Fiquei louca ao ver como a autora era pretensiosa. Ela achava mesmo que sim, sim senhora, era uma grande escritora a merecer um Nobel. Raios. Na altura do filme, havia também muito zumzum por causa dela, pelas suas exigências e como dificultava a vida aos produtores e realizadores, tendo sempre algo a dizer. Ok, podem dizer, o livro é dela, a história é dela. Obviamente que tem todo o direito a meter o bedelho, mas convenhamos, ela escreveu as sombras do Grey, não escreveu "Hamlet", nem o "Ensaio da Cegueira", nem os "Cem Anos de Solidão"! Assim que, Erika, calma amiga!

 

 

José Rodrigues dos Santos

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Confesso, que não sou muito admiradora do estilo do investigar-mais-esperto-que-toda-a-gente-e-que-descobre-tudo-e-todos - prova disso, é que do Jaes Bond, ao Sherlock não sou leitora de nenhum. Mas o José Rodrigues dos Santos tem um estilo de escrita (oh-pra-mim-que-sei-muito) que me chateia. Ele sabe. Ele investiga. Tem bastante mérito, até porque ao contrário de Dan Brown, ele não inventa. 

Sinceramente, acho que o principal problema é que é difícil dissociar o autor do personagem. O personagem principal pode ser o cão Bobi ou o calceteiro Ramiro, que na nossa cabeça, continuamos sempre a escutar o José Rodrigues dos Santos, qual professor de História cinzentão, a discursar sem fim.
Mas lá está, milhões de livros, direitos comprados, traduções em 20 (acho) idiomas. Ok, ele põe gente a ler. E isso é bom - muito bom! Mas caramba, também não faz dele um Lobo Antunes, nem um Saramago - por mais que o José Rodrigues dos Santos ache que sim!

 

E vocês, com que escritores embirram?

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