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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Dez anos de Buraka Som Sistema

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Bem no início, com a Petty. A sério, alguém consegue ver isto e achar que ela tinha (só) 15 anos? YAH!

 

Há precisamente, uma semana estava eu em Londres em contagem decrescente para ver Buraka Som Sistema.
Eu descobri Buraka em 2007. Adorava tudo: a música, as letras, a mistura! Estava-me bem nas tintas se aquilo era português, se era angolano ou de onde vinha. Aquilo sentia-se e era bom. E depois tinham a Petty, que apesar de ter 15 anos, era uma força incrível. A sério, a miúda era mesmo espetacular e fofinha - que é feito dela?
Em 2008 vi-os no Alive - ainda o Alive não era esta coisa louca de agora, cheia de merchandising e com pais e filhos na festa. Sinceramente, nem me recordo bem do que vi nessa noite, sem que na noite anterior, foi Queens of the Stone Age e que eu fui directa do trabalho com um vestido cor-de-rosa!
Na noite de Buraka, ninguém esperava nada deles - pelo menos ninguém que estava comigo! Eu mesma não sabia o que esperar de um concerto ao vivo! Eu insiti, insisti e foi espectacular. Assim mesmo, no sentido de espectacular, de espectáculo. Super empáticos com o público, cheios de energia, capazes de colocar toda a gente a dançar. O concerto acabou mais cheio do que quando acabou, o que mostra bem o carisma dos Buraka.

 

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No concerto da semana passada em Londres, onde mais de duas mil pessoas encheram o Electric Brixton e o carisma deles continuava lá. Mias um concerto, mais uma celebração! Eu não me lembro da última vez que dancei tanto.  Durante o concerto, fizeram a mesma coisa que tinham feito no Alive há anos atrás: mandaram o público baixar-se e saltar. Recordo-me de pensar: "caramba, mesmo com gente nova no grupo, músicas novas, diferente sonoridade e a essência continua cá". Nada de vedetismos, manias, nadinha! Continuam eles e fiéis a eles, porque mais do que nada, eu acho que os Buraka são uma celebração às coisas que são genuínas e verdadeiras, sem se preocuparem com rótulos ou em etiquetas.  E note-se que estamos a falar do grupo português mais internacional. Nesta digressão já passaram (e lotaram) por  Berlim, Paris, Amesterdão, Caracas e muito mais! E não, os concertos não são uma reunião de emigras! Havia gente de todo o lado, ouvi falar espanhol, italiano e inglês (e sim, também português).

Nos últimos anos, onde quer que ia e se falava de música portuguesa, falava de Buraka. Falava também do Tiger Man e de Dead Combo, mas Buraka, sem dúvida, era os que mais reacções positivas conseguiam. Seja porque já conheciam, seja pela vontade de passar a conhecer! Eu gosto de fado, mas, caramba, há mais do que isso em Portugal. Em cinco anos em Madrid, os únicos concertos de música portuguesa que apanhei era de fadinho, nada contra, mas e o resto? Acho mesmo que os Buraka Som Sistema era o nome mais conhecido, onde quer que fosse e acho que tem a ver com essa celebração, que ultrapassa idiomas, nacionalidades ou cores!
Espero mesmo que seja só uma pausa e que eles voltem, porque há poucas bandas que conseguem este efeito de "celebração"... wege, wege!

 

#10anosdeBuraka #10yearsofBuraka