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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Começou: a polícia francesa obrigiu uma mulher a despir-se na praia

Captura de ecrã 2016-08-24, às 17.03.52.png

 

A senhora foi à praia, certo? Chegou a polícia - não um, não dois ou três, mas quatro agentes e “Ai que a senhora não pode vestir isso!” e lá a fizeram despir a túnica. Durante o processo, as bestas do costume, a assistir ao espectáculo e a gritar “vai para casa”.

Detalhes: a senhora usava um lenço na cabeça e por isso, vamos assumir que por que é muçulmana. Mais, isto passou-se em Nice, em França, onde recentemente foi banido o burkini. Ah e um burkini é isto:

 

Para começar, acho a proibição do burkini uma parvoíce sem fim. Primeiramente, na praia, como na vida, cada um que use o que quer e que tape o que mais lhe convém - ao físico e aos ideais. Achar que o burkini é opressivo e um símbolo de extremismo é, como dizer?, de gente idiota. Extremistas e gente que se explode não são pessoas amigas do ócio ou de ir à praia. Aqueles mesmo maus nem deixam as suas mulheres ir à praia. Conseguem entender isto? Mais, eu fiz muita praia na Figueira da Foz e o que não faltavam nas barracas eram as avós todos de preto, meias e tudo, com os seus lenços na cabeça - e que só muito na loucura, em dias mesmo quentes, iam molhar os pezinhos. Vamos banir estas senhoras também? Ou vamos dizer que com elas era diferente? E se sim, como?

Dizer a uma mulher o que deve vestir na praia é tão opressor, como dizer a uma mulher que tem que usar burka no quotidiano ou que só pode trabalhar de saltos altos. Deixem-nos em paz, pá!

 

 

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