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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Cantinho da Leitura

Comer, Rezar e Amar | Elizabeth Gilbert

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Vi o filme já há algum tempo, gostei, mas não o suficiente para despertar o interesse e ler o livro.

A história é bem ligeirinha, mulher divorciada e de coração partido, deixa tudo e passa um ano em Itália, a aprender italiano (e a comer); na Índia a meditar e em Bali, ora a aprender meditação balinesa, ora a fazer amigos, ora a apaixonar-se por um brasileiro. Muito justo. Com o principal mérito de não ser ficção, mas sim alguém que O FEZ de verdade!

Há livros que fazem sentido serem lidos num sítio e ler o Comer, Rezar e Amar de Elizabeth Gilbert, fez bastante sentido para mim, lê-lo na minha viagem a Bali. Como disse, a história em si não é nada de espectacular, nem a escrita; o principal ponto positivo é ser uma história verdadeira. 
Uma coisa que me assusta no livro é que quando se deu clique na vida da autora, ela tinha 30 e poucos. Tinha acabado de comprar uma casa e estava a tentar engravidar, quando percebeu que não era nada daquilo que queria. É assustador ver como para uma mulher que ainda não tem filhos é/foi tão difícil quebrar com rótulos e com todas as pseudo-regras estabelecidas. Ok, ela estava casada, mas mesmo assim... Eu entendo a ansiedade quando há crianças pelo meio. Afinal, não se pode simplesmente ir quando há um pai/mãe do outro lado. Agora no caso dela... faz-me pensar na capacidade de começar tudo de novo. De nos soltarmos. De sermos livres. Na coragem de ir e criarmos para nós mesmos um "novo princípio" - não que seja necessário ir até à Itália para isso, mas sem dúvida que se come melhor!

Aliás, apesar de ser dinâmico, as partes relativas as angustias amorosas e dramas existenciais, sinceramente, aborreciam-me um pouco. Muitas mensagens do livro soam a cliché ("tu consegues", "não desistas", "o tempo que cura todo", bla bla bla). 


Foi só quando li o livro, que me apercebi de todo o buzz que há à volta do livro, a ser recomendado pela Oprah e pela Hilary Clinton. Os feedbacks positivos foram quase tão intensos como os negativos. Nos últimos anos, parece que o livro passou a ser a Bíblia de mulheres de todo o mundo, que procuram incentivo para a "tal" mudança. Mulheres infelizes, presas a casamentos sem sentido, vidas ocas, etc. Da minha parte só posso dizer: se incentiva a quem quer mudar para melhor e a ser mais feliz? Leiam-no, então!