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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Alugar apartamentos inteiros pelo Airbnb passa a ser ilegal em Berlim

 

De modo a salvaguardar as rendas das casas e a parar a especulação imobiliária, em Berlim é agora ilegal alugar apartamentos inteiros para turistas através do Airbnb e palminhas, muitas, para isto.
Quem for contra a lei, arrisca-se a pagar multas que podem ir até aos 100 mil euros.

A lei, cujo nome fofo é Zweckentfremdungsverbot (raios!!) não impede o aluguer de quartos, mas sim de casas inteiras. Tudo isto, porque nos últimos anos encontrar casas em Berlim tornou-se uma missão impossível e os preços ridículos. Bla-bla-bla Berlim é uma capital, bla-bla-bla Paris e Londres são piores. Lamento, mas não são argumentos, para uma capital que em menos de dois anos, viu os preços a triplicarem - além disso, outras cidades como Paris, Barcelona, Amesterdão ou Hamburgo começam também a apresentar leis nesse sentido. Não é que as pessoas não possam partilhar casa, é sim, evitar abusos: famílias inteiras a ser expulsas, preço impagáveis, especulação e, o pior, uma cidade que deixa de ter vizinhos e passa a ter turistas!

Atenção, eu acho o conceito do Airbnb fantástico, mas claramente o mercado estava a precisar de um travão.

Quem vive numa cidade turística, vive actualmente com o receio de passar a viver numa Barcelona ou numa Veneza. Cidades sobrelotadas de turistas, cheias de lojas de "recuerdos", onde os habitantes sentem, cada vez, que já não há espaço para eles. Há mesmo locais que começam a restringir visitas, como ainda recentemente aconteceu com Cinque Terre - embora, por razões diferentes, nada a ver com o da subida de alugueres, mas sim com o excesso de turismo. Vale mesmo a pena ver o documentário Bye, Bye Barcelona.

Em Lisboa, sobretudo, cada vez mais as pessoas se queixam: os preços das casas, os tuk tuk, o excesso de turistas, etc. Recentemente foi a notícia de que o Europa e o Jamaica iam fechar e dariam lugar a espaços hoteleiros. Quando isto acontece, desaparecem também os cafés, assim como locais de comércio local e lojas. Da minha parte: palminhas para Berlim.

Agora vou ali ver casas, ver se encontro algo ao meu gosto e que possa pagar.