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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Ainda o Trump, mas desta vez para os jornalistas

https://twitter.com/remonwangxt/status/796218429631918080/photo/1?ref_src=twsrc%5Etfw

 

Hoje li um artigo no The Guardian que falava da derrota dos jornalistas, referindo-se à vitória do Trump. Um artigo do Miguel Esteves Cardoso no Público falava do mesmo ontem, “Trump ganhou. Nós perdemos. Por nós quero eu dizer os meios de comunicação social dos EUA e da Europa”.

 

Ontem mesmo escrevia sobre isso. Nunca um candidato político foi tão atacado pelos media. Houve até jornais que colocavam noticias sobre o Trump na secção de entretenimento e não na de política. Não digo que o homem seja santo, nem fofo; mas é um facto, nunca um candidato foi tão atacado como ele! Celebridades como Ellen, Robert De Niro e tantas outras mais estavam claramente contra ele. Trump tornou-se num boneco humorístico. Mais todas as sondagens (ai as sondagens!) anunciavam a Clinton como vencedora e todas com grandes margens. Até mesmo os jornais normalmente conservadores e de direita, o davam como derrotado.

 

Afinal, o que é que aconteceu aqui?

Houve obviamente uma agenda política. A Hillary foi sempre levada ao colinho, nada que fazia ou dizia era questionável e apenas abria a boca para dizer “eu sou a mais bem preparada” e “olhem para ele” (Trump). Do Trump lembramo-nos que queria mandar os Mexicanos construir e pagar um muro e de outras quantas idiotices mais e dela? Alguma ideia? Qual o program eleitoral?

 

É um momento para reflectir 90283 mil coisas, mas espero que também os meios de comunicação social façam a sua reflexão. Espero, sinceramente, que voltem atrás aos tempos de escola e voltem a repetir palavras como “o jornalista tem de ser imparcial, rigoroso e objectivo” ou “o papel do jornalismo é informar”, deixando a parte de formar opiniões ao critério de cada um. Os jornalistas ainda não se aperceberam, que enquanto eles já estão na era online, muitos dos seus eleitores não.

 

O público mais informado tem cada vez mais tem dificuldade em engolir agendas mediáticas, pois procura várias fontes de informação. O descrédito nas velhas políticas e políticos é cada vez maior. A razão? Sabemos cada vez mais. A tal geração dos Millennials, nascida nos anos 80, votou em Clinton em massa. Há dados que mostram que por eles, ela teria ganho claramente. No entanto, antes disso, não nos podemos esquecer que a opção desta geração era Bernie Sanders, que tal como Trump, representa tudo que a Clinton é: um não político, de família política e de relações e interesses duvidosos, que pisca olho a bancos e guerras - não, o Trump diz barbaridades, mas ele não possui (ainda pelo menos) estas relações! O Sanders foi um candidato que sofreu e acabou por ser afastado, mesmo depois de ter ficado provado a forma desigual com que os media o tratavam, quando comparado com Clinton - cujos emails revelados, acabaram por demonstrar que ela tinha recebido as perguntas antes do debate, por exemplo. Esta proximidade entre jornalistas e políticos,   não é apenas perigosa para a credibilidade dos media, mas também para a sua apropria sobrevivência. Mais juizinho, senhores jornalistas.

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