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Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

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Ai o Trump

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De repente, todos gostamos do Obama. Mesmo que ele tenha demorado a terminar com a guerra no Afeganistão, que Guantanamo continue aberto e que o Obamacare continue muito aquém daquilo que deveria ser o sistema de saúde de um dito país desenvolvido. E nem falemos da Síria!

 

De repente, a Hillary parece genial. Ela que não é nadinha preconceituosa, que não tem os bolsos cheios graças a Wall Street, com quem se solidariza e que nunca legislará. A mesma que esteve até á última para defender os casamentos homossexuais ou que se referiu num email, aos mexicanos como "tacos", quando mostrava solidariedade com o patrão e mandava os sindicatos ir trabalhar!

 

De repente, o Trump ganha. E o povo é ignorante e racista. Aliás, o povo deixa de ser soberano e passa a ser burro, afinal só quando nos dá jeito é que o povo sabe. Cá estamos nós, sempre a fazer os mesmos erros. Durante toda esta campanha até mesmo os jornais mais de direita, atacaram o Trump, como nunca se tinha visto antes. E não me venham com coisas, porque sim, ele é mau, mas o Ted Cruz com padres homofóbicos em comícios, não defendia coisas muito diferentes. Voltemos ao Trump. Quando se falava dos seus apoiantes, apresentavam-nos como saloios e ignorantes e racistas - caricaturas. Este é o resultado deste mundo de Likes, onde no final de um debate se falava mais sobre quantas vezes bufou o Trump na TV do que das ideias discutidas. E não, não se pense que isto é novo. Nadinha. Lembram-se do Brexit? Lembram-se da manhã de 2016 em que acordamos todos sem saber que mundo era este?

 

Talvez as pessoas tenham votado nele, apenas porque melhor votar no desconhecido e no incerto, do que naquilo que já sabem como é. Já todos sabem o que esperar da Clinton ou de um Reino Unido na Inglaterra. Na política dos EUA e do mundo faltam opções, falta credibilidade, falta seriedade!

 

No fundo, ver o Trump ganhar, é mais do que qualquer outra coisa, a prova de que mesmo com acusações de assédio e de abuso sexual, um homem consegue chegar a um cargo de poder.

O pior desta vitória é saber que muitos dos que votaram nele (e não só), vão-se sentir legitimados e autorizados para insultar e agredir gratuitamente. Aguardam-se, com muito pesar, os próximos episódios. Afinal, no meio disto tudo, quem se lixa são sempre os mesmos! 

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