Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

Maria vai com todos

Estórias. Histórias. Pessoas. Sítios. Viagens. Istambul. Riga. Cinco anos em Madrid. E agora Berlim.

A vergonha do Metro Mondego

metro-mondego

 

E quem diz “vergonha”, poderia dizer canalhice, corrupção, falta de senso, criminoso, etc.

 

Sou de Coimbra e há muito que o Metro Mondego é tema em Coimbra, tendo sido inclusive apelidado de Questão Coimbrã.

Em 1996, começou a ideia, criando-se inclusive uma fundação com uma catrafilada de presidentes, porque nestas coisas, um não chega - a fundação foi criada em 1996, e segundo a Wikipédia “Em Maio de 1996 foi constituída a Metro-Mondego, S.A.. A maioria do capital da empresa pertencia às três autarquias no seu conjunto com 66 milhões de escudos (cerca de 330.000 euros, correspondentes a 66%). Os outros accionistas eram a CP com 29 milhões de escudos (cerca de 145.000 euros, 29%) e o Metropolitano de Lisboa com cinco milhões de escudos (cerca de 25.000 euros, 5%)” - alguém que fala as contas! 

Mais, acabou-se com o comboio da Lousã, deixando alternativas de transporte medíocres às pessoas que iam a Coimbra (muitos para trabalhar, outros para estudar). Começaram-se obras nas estações de comboio, que ainda hoje lixam a vida a toda a gente. Pelo meio, na rua da Sofia, junto à Câmara Municipal, foi montado um escritório  - o Espaço Metro - e posso estar errada, mas nunca vi tal coisa aberta. Existe até um site. E uma página de Facebook da coisa!

 

Houve também gente forçada a vender casas. Demolições ilegais. Houve estudos e mais projectos - onde obviamente também se gastava dinheiro. A ideia sempre foi ligar a Lousã e Serpins a Coimbra e ainda ter um metro entre os dois hospitais da cidade - o Hospital Novo e os Covões.

 

No meio disso, as pessoas de Coimbra torciam o nariz ao metro. Faz mesmo falta um metro em Coimbra? Não seria de maior utilidade reforçar os transportes públicos da cidade. Quem se queixa de um autocarro da Carris, nunca andou num 22 até Fala ou teve de ir para Antanhol de autocarro. Aqueles que dizem que os horários da noite dos autocarros de Lisboa, não sabem o que é ter o último autocarro para casa às 19h25! O mesmo com os comboios, em particular a linha da Lousã. Por que não haver mais comboios em vez de se destruir tudo, como se fez! e colocar um metro.

 

Mais uma vez, os interesses políticos ou talvez seja melhor dizer, os interesses dos politicos não estavam alinhados com os da população!

Em 2011 a coisa parou, porque não havia dinheiro. Abriram-se mais concursos… e agora parece que o metro vai virar eléctrico e que se vão gastar mais 89,3 milhões na coisa e com uma frota de 43 autocarros eléctricos.

 

Eu juro-vos, eu só queria que alguém parasse para investigar esta gente. Os milhões que já foram gastos, esta pseudo-fundação… enfim! Que por uma vez haja responsabilização.